{"id":18479,"date":"2018-01-23T22:37:40","date_gmt":"2018-01-24T01:37:40","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18479"},"modified":"2018-01-23T22:37:40","modified_gmt":"2018-01-24T01:37:40","slug":"guatemala-e-israel-uma-longa-e-sanguinaria-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18479","title":{"rendered":"Guatemala e Israel, uma longa e sanguin\u00e1ria hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Guatemala e Israel, uma longa e sanguin\u00e1ria hist\u00f3ria\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn1.img.mundo.sputniknews.com\/images\/104119\/10\/1041191000.jpg\" alt=\"Guatemala e Israel, uma longa e sanguin\u00e1ria hist\u00f3ria\" \/><!--more-->Maurice Lemoine<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/guatemala-e-israel-uma-longa-e\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>Uma larga maioria de 128 pa\u00edses membros das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013 num total de 193 \u2013 condenou em 21 de Dezembro de 2017 o reconhecimento de Jerusal\u00e9m como capital de Israel declarado pelo presidente dos EUA Donald Trump. O texto da resolu\u00e7\u00e3o retomava, nas suas grandes linhas, o projeto aprovado por 14 dos 15 membros do Conselho de Seguran\u00e7a, em que os EUA se viram obrigados a recorrer ao veto para impedir que fosse adotado.<\/p>\n<p>Tentando evitar uma condena\u00e7\u00e3o massiva por parte da comunidade internacional, Washington tinha multiplicado antes as amea\u00e7as e press\u00f5es. Assim, 35 pa\u00edses abstiveram-se e 21 consideraram prudente n\u00e3o participar na vota\u00e7\u00e3o. Entre os abstencionistas, a Casa Branca contou com a \u201csolidariedade passiva\u201d de alguns pa\u00edses do continente: M\u00e9xico, Argentina e Canad\u00e1. Mas houve, naturalmente, \u201csete grandes pot\u00eancias\u201d totalmente alinhadas com Washington e Tel Aviv e dizendo presente: Ilhas Marshall, Micron\u00e9sia, Nauru, Palau, Togo e, sobretudo, do tradicional \u201cp\u00e1tio das traseiras\u201d, Honduras e Guatemala.<\/p>\n<p>Nada surpreendente o caso de Honduras, onde Juan Orlando Hern\u00e1ndez (JOH) acabava de se proclamar reeleito numa elei\u00e7\u00e3o presidencial de tal forma escandalosa que a pr\u00f3pria OEA protestou as irregularidades verificadas.(1) Trump, pelo contr\u00e1rio \u2013 e contra todas as evid\u00eancias \u2013 reconheceu a \u201cvit\u00f3ria,\u201d pelo que JOH servilmente retribuiu. No registo das \u201calian\u00e7as d\u00fabias e dos compromissos absolutos\u201d, o seu hom\u00f3logo guatemalteco Jimmy Morales comportou-se, naturalmente, ainda melhor: anunciou em 24 de Dezembro que ir\u00e1 imitar Washington transferindo a sua embaixada, de Herzliya (uma zona de Tel Aviv) para Jerusal\u00e9m, desafiando o voto de condena\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral da ONU.<\/p>\n<p>Tal como Honduras, a Guatemala encontra-se numa posi\u00e7\u00e3o de grande fragilidade face ao poss\u00edvel mau humor da Casa Branca e do Departamento de Estado. Ainda que modesta e destinada sobretudo \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a e repress\u00e3o, a ajuda de Washington \u00e9 vital para este pa\u00eds abandonado. Al\u00e9m disso, milh\u00f5es de guatemaltecos que residem mais ou menos legalmente no territ\u00f3rio dos EUA, permitindo a sobreviv\u00eancia dos seus compatriotas gra\u00e7as \u00e0s remessas, est\u00e3o amea\u00e7ados de expuls\u00e3o. Quase 40.000 destes emigrantes foram repatriados \u00e0 for\u00e7a em 2017.<\/p>\n<p>Finalmente, e tal como JOH, Jimmy Morales est\u00e1 envolvido em alguns esc\u00e2ndalos que, s\u00f3 por si, o podem conformar \u00e0 mais pragm\u00e1tica das submiss\u00f5es. Por encargo das Na\u00e7\u00f5es Unidas uma comiss\u00e3o internacional contra a impunidade na Guatemala conduz, desde 2015, uma \u201csanta cruzada\u201d contra a corrup\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o sem resultados: em 2015 a comiss\u00e3o fizera destituir e encarcerar o presidente Otto P\u00e9rez Molina e a vice-presidente Roxana Baldetti por apropria\u00e7\u00e3o indevida.<\/p>\n<p>Jimmy Morales, por seu lado, depois de ter assumido a chefia do Estado, evidenciou-se por algumas \u201cp\u00e9rolas.\u201d Em Novembro de 2017, por exemplo, descobriu-se que recebia todos os meses das for\u00e7as armadas, com total discri\u00e7\u00e3o, um alegado \u201cpr\u00eamio de risco\u201d de 7.300 d\u00f3lares (um acr\u00e9scimo irregular de 33% no seu sal\u00e1rio). Logo depois uma outra revela\u00e7\u00e3o veio perturbar a opini\u00e3o p\u00fablica: a campanha da Frente de Converg\u00eancia Nacional, de que era candidato, fora financiada em 800.000 d\u00f3lares com fundos ilegais. A procuradora-geral Thelma Aldana e a CICIG requereram que fosse suspensa a sua imunidade, permitindo lev\u00e1-lo a julgamento, e Morales (cujo irm\u00e3o e um dos filhos est\u00e3o presos por terem emitido faturas falsas), apoiado pela extrema-direita e por ex-militares, replicou declarando persona non grata e pretendendo expulsar o jurista colombiano Iv\u00e1n Vel\u00e1squez, chefe da CICIG, decis\u00e3o que provocou forte rea\u00e7\u00e3o nacional e internacional e que o Tribunal Constitucional guatemalteco rejeitou e anulou. Num tal contexto, n\u00e3o \u00e9 de forma nenhuma secund\u00e1rio para este chefe de estado centro-americano atrair a simpatia de Trump.<\/p>\n<p>Mas a decis\u00e3o de transferir a embaixada guatemalteca para Jerusal\u00e9m n\u00e3o responde apenas a esta preocupa\u00e7\u00e3o. Ao anunci\u00e1-la, Jimmy Morales informou de um di\u00e1logo telef\u00f4nico com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu no decurso do qual ambos os presidentes tinham sublinhado as \u201cexcelentes rela\u00e7\u00f5es\u201d que existem entre os dois pa\u00edses \u201cdesde que a Guatemala apoiou a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel.\u201d<\/p>\n<p>Recordemos brevemente este epis\u00f3dio, que n\u00e3o \u00e9 (para os guatemaltecos, entenda-se) o mais importante. O fato \u00e9 que este pequeno estado da Am\u00e9rica Central foi o segundo (logo ap\u00f3s os EUA) a reconhecer e exist\u00eancia de um \u201cEstado hebraico\u201d em territ\u00f3rio palestino em 14 de Maio de 1948.<\/p>\n<p>Na origem desta presen\u00e7a nos primeiros tempos das convuls\u00f5es no long\u00ednquo M\u00e9dio Oriente est\u00e1 um diplomata progressista (ou pelo menos reformista), Jorge Garcia Granados. Filho mais novo de um chefe de Estado preso e torturado pela ditadura de Jorge Ubico, exilado no M\u00e9xico, Granados combate nas fileiras republicanas na guerra civil espanhola antes de se associar \u00e0 \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de Outubro\u201d que, em 1944, consegue que Juan Jos\u00e9 Ar\u00e9valo se torne o primeiro presidente democraticamente eleito da Guatemala.<\/p>\n<p>Atento ao controlo colonial de Londres sobre a vizinha Honduras brit\u00e2nica (hoje Belize), territ\u00f3rio historicamente reivindicado pela Guatemala, Granados, membro do Comit\u00ea Especial para a Palestina nomeado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas em Maio de 1947(2) encarava favoravelmente o fim do mandato brit\u00e2nico sobre esse territ\u00f3rio e, tal como a maioria dos membros da Comiss\u00e3o, recomendou a sua partilha entre um Estado \u00e1rabe e um Estado hebraico (que poucos meses depois se tornaria Israel), com um estatuto internacional especial para Jerusal\u00e9m, sob a autoridade administrativa da ONU(3). Independentemente do que possa pensar-se do que se passou depois, nada disto tem a ver com as recentes iniciativas de Trump e depois de Jimmy Morales que, em finais de Dezembro de 2017, espezinharam os mais elementares direitos dos palestinos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 1944, a Guatemala vive 10 anos de \u201cprimavera democr\u00e1tica\u201d sob as presid\u00eancias de Juan Jos\u00e9 Ar\u00e9valo (1945-1951) e Jacobo \u00c1rbenz Guzm\u00e1n (1951-1954). O derrubamento deste \u00faltimo atrav\u00e9s de um golpe de Estado organizado pela companhia bananeira norte-americana United Fruit (UFC\u00ba), hostil \u00e0 reforma agr\u00e1ria, e pelo seu bra\u00e7o armado da CIA, marcam o in\u00edcio de uma trag\u00e9dia da qual Granados apenas conheceu o princ\u00edpio, dado que morreu em 1961.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, sob a presid\u00eancia de Julio C\u00e9sar M\u00e9ndez Montenegro (1966-1970), o coronel Carlos Manuel Arana Osorio \u2013 alcunhado \u201co chacal de Zacapa\u201d \u2013 com o apoio de instrutores e de boinas verdes estadunidenses, dirige uma campanha de repress\u00e3o sem precedentes contra as organiza\u00e7\u00f5es de esquerda, obrigadas a refugiar-se na clandestinidade. Transformado em general e assumindo o poder em 1970, Arana Osorio declarou-se decidido a, \u201cse necess\u00e1rio para restaurar a paz civil, transformar o pa\u00eds num cemit\u00e9rio.\u201d Entre 1970 e 1978, 20.000 guatemaltecos pagaram esta filosofia com a vida.<br \/>\nApesar da converg\u00eancia de interesses entre a nova oligarquia militar e as multinacionais estado-unidenses (Hanna Mining, Del Monte, Standard Brands \u2013 nova designa\u00e7\u00e3o da UFCp), a amplitude e os m\u00e9todos da repress\u00e3o, as viola\u00e7\u00f5es maci\u00e7as e repetidas dos direitos humanos \u2013 150 pessoas foram assassinadas a sangue frio na pra\u00e7a central da cidade de Panzos \u2013 levaram o presidente Jimmy Carter a suspender a ajuda militar dos EUA. A partir de ent\u00e3o ser\u00e1 a \u201cdiplomacia Uzi\u201d (referindo-se \u00e0 potente e c\u00e9lebre espingarda de assalto israelita) a assumir um papel preponderante.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia militar israelense \u00e0 Guatemala iniciara-se oficialmente em 1971. A partir de 1975 o estado terrorista fornece avi\u00f5es Aravaet e diversos tipos de armamento \u2013 canh\u00f5es, armas pessoais \u2013 cuja venda os EUA tinham suspendido. Quando em 1977 Carter suspende totalmente a venda de armas, Tel Aviv assume definitivamente a iniciativa.<\/p>\n<p>O general Lucas Garcia foi \u201celeito\u201d em 1978 de forma manifestamente fraudulenta e com uma taxa de absten\u00e7\u00e3o de 63,5%. Isto desencadeou o aparecimento da guerrilha. Em 1975, em primeiro lugar na regi\u00e3o de Ixc\u00e1n, tinha surgido o Ej\u00e9rcito Guerrillero de los Pobres (EGP), cujo n\u00facleo inicial tinha participado numa subleva\u00e7\u00e3o anterior antes de se refugiar no M\u00e9xico. Em 1979 surge a Organizaci\u00f3n Revolucion\u00e1ria del Pueblo en Armas (ORPA).<br \/>\nO poderoso lobby guatemalteco \u201cAssociaci\u00f3n de los amigos del pa\u00eds\u201d investe v\u00e1rias centenas de milhares de d\u00f3lares no Partido Republicano com contributo para a campanha eleitoral de Ronald Reagan. Para al\u00e9m dos interesses estrat\u00e9gicos de Washington, o poder econ\u00f4mico conquistado pelos militares guatemaltecos (33% da regi\u00e3o petrol\u00edfera de Pet\u00e9n pertencia-lhes), juntamente com o da tradicional oligarquia nacional, oferecia maiores possibilidades aos interesses das empresas estadounidenses.<\/p>\n<p>Quando, no segundo semestre de 1981, o general Benedicto Lucas lan\u00e7ou uma ofensiva geral contra os guerrilheiros a repress\u00e3o, mesmo no plano militar, atinge os setores mais moderados da sociedade, incluindo a democracia crist\u00e3. Uma primeira fase de \u201cpacifica\u00e7\u00e3o\u201d provocou o massacre e a destrui\u00e7\u00e3o de mais de 200 aldeias ind\u00edgenas consideradas bases de apoio da insurrei\u00e7\u00e3o armada. Este per\u00edodo de controle total da popula\u00e7\u00e3o provocou cerca de 20.000 mortos, a fuga de cerca de 100.000 camponeses que em grande parte se refugiaram no sul do M\u00e9xico, um milh\u00e3o de desalojados e a militariza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p>Desempenhando, segundo o general Benedicto Lucas, um \u201ctrabalho fant\u00e1stico\u201d, dezenas de conselheiros militares israelitas apoiaram o servi\u00e7o de informa\u00e7\u00f5es guatemalteco, o sinistro G-2, e organizaram um sistema inform\u00e1tico que permitia o controlo de 80% da popula\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as aos computadores fabricados em Israel, analisando os consumos noturnos de \u00e1gua e eletricidade na cidade de Guatemala, o ex\u00e9rcito guatemalteco descobre e destr\u00f3i em 1987 vinte e sete esconderijos das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias. Para al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de armamento na prov\u00edncia de Alta Verapaz por parte da Eagle Military Gear Overseas, a ajuda israelense inscreve-se no \u201cprograma de pacifica\u00e7\u00e3o rural\u201d, respons\u00e1vel pela morte de milhares de camponeses pertencentes aos povos maias. Este sinistro plano \u00e9 \u2013 segundo o seu respons\u00e1vel, o coronel Eduardo Walhero &#8211; directamente inspirado no Programa Nahal \u2013 \u201cJovens Pioneiros Combatentes\u201d \u2013 destinado a formar jovens soldados nas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas para os instalar nas \u00e1reas fronteiri\u00e7as do Estado israelita.<br \/>\nA imposi\u00e7\u00e3o do general An\u00edbal Guevara, vencedor em 1982 de uma das mais fraudulentas elei\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do pa\u00eds, leva ao golpe de Estado do general Efra\u00edn R\u00edos Montt, especialista em contra-insurrei\u00e7\u00e3o e candidato expulso da democracia crist\u00e3 em 1974. Isto relan\u00e7a a ofensiva contra o movimento armado, ent\u00e3o unificado na Uni\u00f3n Revolucion\u00e1ria Ncional Guatemalteca (UNRG). A estrat\u00e9gia \u201ctortilha, tecto e trabalho\u201d concentra a popula\u00e7\u00e3o em aldeias estrat\u00e9gicas segundo o modelo estadunidense utilizado no Vietnam, com o recrutamento for\u00e7ado dos \u00edndios em patrulhas civis de autodefesa (PAC). Com o slogan \u201cespingardas e feij\u00e3o\u201d, estas patrulhas serviam fundamentalmente como carne para canh\u00e3o \u2013 apenas 5% destes pseudomilitares estavam armados \u2013 e permitia controlar constantemente \u201c265.000 camponeses\u201d que segundo o ex\u00e9rcito \u201cajudavam a guerrilha.\u201d Tudo isto sempre com a atenta ajuda de Tel Aviv quando, sob o regime de R\u00edos Montt, 18.000 camponeses foram massacrados, v\u00edtimas das piores atrocidades.<\/p>\n<p>Enquanto as lutas populares triunfavam na vizinha Nicar\u00e1gua, progrediam em El Salvador e em menor escala em Honduras, a Guatemala torna-se o centro de abastecimento \u2013 30% das armas israelitas eram revendidas nesta zona \u2013 especialmente para os contrarrevolucion\u00e1rios nicaraguenses (la contra).<br \/>\n\u201cOs nossos dois pa\u00edses partilham os mesmos objectivos e os mesmos valores, como o pluralismo, os direitos humanos, a justi\u00e7a social e o progresso econ\u00f4mico\u201d, declarou finalmente (sem se rir) Ronald Reagan em 13 de Janeiro de 1984, recebendo as credenciais do novo embaixador da Guatemala. Reestabelecida a ajuda militar de Washington, junta-se \u00e0 de Tel Aviv, que n\u00e3o fora interrompida. Quando o conflito cessou, em 1996, a Comiss\u00e3o para a Clarifica\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica (CEH) criada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas revelou que um milh\u00e3o e meio de pessoas foram desalojadas e 200.000 mortas \u2013 93% das quais v\u00edtimas dos grupos paramilitares e do ex\u00e9rcito. Ainda que a trag\u00e9dia se tenha desenrolado ao longo de mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, os picos de viol\u00eancia provocados pela estrat\u00e9gia de terra queimada registaram-se entre 1980 e 1983, sob os governos militares de Lucas Garc\u00eda e R\u00edos Montt.<\/p>\n<p>Capturado pela justi\u00e7a do seu pa\u00eds, R\u00edos Montt, foi condenado \u201cpor genoc\u00eddio e crimes contra a humanidade\u201d (embora o Tribunal Constitucional guatemalteco se tenha apressado a anular o processo). Em 1982, o mesmo R\u00edos Montt. Tinha declarado ao di\u00e1rio espanhol ABC: \u201cO nosso sucesso deve-se ao fato de os nossos soldados terem sido treinados por Israel.\u201d<\/p>\n<p>Duzentos mil mortos n\u00e3o podem comparar-se a seis milh\u00f5es. Mas mesmo sendo assim, em pleno s\u00e9culo XX, alguns anos apenas depois da revela\u00e7\u00e3o do crime absoluto do Holocausto, um genoc\u00eddio continua a ser um genoc\u00eddio. Uma monstruosidade que segundo Jimmy Morales e Netanyahu permitiu aos governantes dos dois pa\u00edses conservarem, no decurso destes anos de sangue, \u201cexcelentes rela\u00e7\u00f5es\u201d. Agora para maior desgra\u00e7a dos palestinos.<\/p>\n<p><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.marx21.it\/index.php\/internazionale\/america-latina-e-caraibi\/28701-guatemala-e-israele-una-storia-antica-e-sanguinaria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.marx21.it\/index.php\/internazionale\/america-latina-e-caraibi\/28701-guatemala-e-israele-una-storia-antica-e-sanguinaria&amp;source=gmail&amp;ust=1516838690456000&amp;usg=AFQjCNE5LgZUYAJbxdLpldIJ-tkZx38pnA\">http:\/\/www.marx21.it\/index.<wbr \/>php\/internazionale\/america-<wbr \/>latina-e-caraibi\/28701-<wbr \/>guatemala-e-israele-una-<wbr \/>storia-antica-e-sanguinaria<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Notas:<br \/>\n1-\u00abAu Honduras, le coup d\u2019Etat permanent\u00bb, M\u00e9moire des Luttes, 5 de Dezembro 2017, <a href=\"http:\/\/www.medelu.org\/Au-Honduras-le-coup-d-Etat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-BR&amp;q=http:\/\/www.medelu.org\/Au-Honduras-le-coup-d-Etat&amp;source=gmail&amp;ust=1516838690456000&amp;usg=AFQjCNHAeVQsbkgdEJx4bGH0lg2RVXiHLw\">http:\/\/www.medelu.org\/Au-<wbr \/>Honduras-le-coup-d-Etat<\/a><br \/>\n2- Nomeado pela ONU em 13 de Maio 1947, O Comit\u00e9 Especial das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Palestina (UNSCOP) era composto por representantes de onze Estados (Austr\u00e1lia, Canada, Guatemala, India, Ir\u00e3o, Pa\u00edses Baixos Peru, Su\u00e9cia, Checoslov\u00e1quia, Uruguai e Iugosl\u00e1via).<br \/>\n3- Uma vez proclamada a independ\u00eancia do Estado de Israel em 1948, Granados teria sido o primeiro diplomata a anunciar \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas o reconhecimento de Israel por parte do suo pa\u00eds. Foi, em 1956, o primeiro embaixador de Guatemala.<\/em><\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/guatemala-e-israel-uma-longa-e\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18479\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[49,38],"tags":[233],"class_list":["post-18479","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c59-guatemala","category-c43-imperialismo","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4O3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18479"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18479\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}