{"id":18549,"date":"2018-01-30T12:58:03","date_gmt":"2018-01-30T15:58:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18549"},"modified":"2018-01-30T11:02:40","modified_gmt":"2018-01-30T14:02:40","slug":"segredos-das-operacoes-israelenses-de-assassinio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18549","title":{"rendered":"Segredos das opera\u00e7\u00f5es israelenses de assass\u00ednio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Segredos das opera\u00e7\u00f5es israelenses de assass\u00ednio\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/palestina\/imagens\/rise_and_kill_first.jpg\" alt=\"Segredos das opera\u00e7\u00f5es israelenses de assass\u00ednio\" \/><!--more--><strong>\u2013 &#8220;Israel executou pelo menos 2.700 opera\u00e7\u00f5es de assass\u00ednio&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>por Ethan Bronner<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/resistir.info\/palestina\/assassinatos_25ja\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resistir.info<\/a><\/p>\n<p>Pasta de dentes envenenada que leva um m\u00eas para matar o seu alvo. Drones armados. Telem\u00f3veis que explodem. Pneus sobressalentes com bombas de controle remoto. Assassinatos de cientistas inimigos e descoberta das amantes secretas dos homens sagrados do Isl\u00e3o. Um novo livro descreve estas t\u00e9cnicas e assevera que Israel executou pelo menos 2.700 opera\u00e7\u00f5es de assass\u00ednio nos seus 70 anos de exist\u00eancia. Ainda que muitas fracassassem, elas s\u00e3 mais numerosas do que a de qualquer outro pa\u00eds ocidental, diz o livro.<\/p>\n<p>Ronen Bergman, o reporter de intelig\u00eancia do jornal <i> Yediot Aharonot, <\/i> persuadiu muitos agentes do Mossad, Shin Bet e militares a contarem os seus casos, alguns deles utilizando os seus nomes reais. O resultado \u00e9 o primeiro exame abrangente da utiliza\u00e7\u00e3o israelense de assassinatos pelo estado.<\/p>\n<p>Com base em 1000 entrevistas e milhares de documentos, ao longo de mais de 600 p\u00e1ginas <a href=\"https:\/\/www.bookdepository.com\/Rise-and-Kill-First-Ronen-Bergman\/9781400069712?ref=grid-view&amp;qid=1517151356519&amp;sr=1-1\" target=\"_new\"> <i>Rise and Kill First<\/i><\/a> sustenta que Israel utilizou o assassinato no lugar da guerra, matando por exemplo meia d\u00fazia de cientistas nucleares iranianos ao inv\u00e9s de lan\u00e7ar um ataque militar. O livro tamb\u00e9m sugere fortemente que Israel utilizou envenenamento radioactivo para matar Yasser Arafat, o antigo l\u00edder palestino, um acto que os seus respons\u00e1veis t\u00eam negado com firmeza.<\/p>\n<p>Bergman escreve que a morte de Arafat em 2004 ajusta-se a um padr\u00e3o e tinha advogados. Mas ele n\u00e3o chega a afirmar categoricamente o que aconteceu, dizendo que a censura militar israelense impediu-o de revelar o que \u2013 ou se \u2013 sabe.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo do livro, <i> Levante-se e mate primeiro, <\/i> prov\u00e9m da antiga advert\u00eancia do Talmude judeu: &#8220;Se algu\u00e9m vier mat\u00e1-lo, levanta-te e mata-o primeiro&#8221;. Bergman diz que uma enorme percentagem das pessoas que entrevistou mencionou aquele trecho como justifica\u00e7\u00e3o para o seu trabalho. Assim o faz uma opini\u00e3o emitida por um advogado militar, que declara tais opera\u00e7\u00f5es como actos leg\u00edtimos de guerra.<\/p>\n<p>Apesar de muitas entrevistas, incluindo os antigos primeiro-ministros Ehud Barak e Ehud Olmert, Bergman, <a href=\"https:\/\/www.bookdepository.com\/search?searchTerm=Ronen+Bergman&amp;search=Find+book\" target=\"_new\"> autor de v\u00e1rios livros<\/a> , diz que os servi\u00e7os secretos israelenses procuraram interferir no seu trabalho, efectuando uma reuni\u00e3o em 2010 sobre como perturbar a sua investiga\u00e7\u00e3o e advertindo antigos empregados do Mossad a n\u00e3o falarem consigo.<\/p>\n<p>Ele diz que apesar de os EUA terem constrangimentos mais duros do que os de Israel sobre os seus agentes, o presidente George W. Bush adoptou muitas t\u00e9cnicas israelenses ap\u00f3s os ataques terroristas de 11\/Setembro\/2001 e o presidente Barack Obama lan\u00e7ou v\u00e1rias centenas de assassinatos dirigidos.<\/p>\n<p>&#8220;Os sistemas comando-e-controle, a salas de guerras, os m\u00e9todos de reuni\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e a tecnologia dos avi\u00f5es sem piloto, ou drones, que agora servem os americanos e seus aliados foram em grande parte desenvolvidos em Israel&#8221;, escreve Bergman.<\/p>\n<p>O livro apresenta uma hist\u00f3ria contextualizada das personalidades e t\u00e1cticas dos v\u00e1rios servi\u00e7os secretos. Na d\u00e9cada de 1970, um chefe de opera\u00e7\u00f5es da Mossad abriu centenas de companhias comerciais al\u00e9m-mar com a ideia de que elas poderiam ser \u00fateis um dia. Exemplo: a Mossad criou um neg\u00f3cio de navega\u00e7\u00e3o no M\u00e9dio Oriente que, anos depois, foi \u00fatil para proporcionar cobertura a uma equipe nas \u00e1guas ao largo do I\u00e9men.<\/p>\n<p>Houve muitos fracassos. Depois de um grupo armado palestino ter morto atletas israelenses nas Olimp\u00edadas de Munique em 1972, Israel enviou agentes para matar os perpetradores \u2013 e matou mais do que um homem identificado erradamente. Houve tamb\u00e9m opera\u00e7\u00f5es com \u00eaxito que fizeram mais dano do que bem para os objectivos da pol\u00edtica de Israel, observa Bergman.<\/p>\n<p>O autor levanta preocupa\u00e7\u00f5es morais e legais provocadas por mortes patrocinadas pelo estado, incluindo a exist\u00eancia de sistemas legais separados para agentes secretos e o resto de Israel. Mas ele apresenta as opera\u00e7\u00f5es, na maior parte das vezes, como tendo alcan\u00e7ado seus objectivos. Se bem que muitos creditem \u00e0 muralha constru\u00edda por Israel ao longo e no interior da Cisjord\u00e2nia a cessa\u00e7\u00e3o de assaltos a cidad\u00e3os israelenses no princ\u00edpio dos anos 2000, ele argumenta que aquilo que fez a diferen\u00e7a foi &#8220;um n\u00famero maci\u00e7o de assassinatos dirigidos de operacionais [do inimigo]&#8221;.<\/p>\n<p>Uma das fontes mais importantes de Bergman foi Meir Dagan, chefe recente da Mossad durante oito anos que morreu no princ\u00edpio de 2016. J\u00e1 no final da sua carreira, Dagan brigou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em parte sobre o lan\u00e7amento de um ataque militar ao Ir\u00e3o. Netanyahu disse que t\u00e9cnicas de intelig\u00eancia tais como ao pa\u00eds pe\u00e7as defeituosas para os seus reactores \u2013 o que Israel e os EUA estavam a fazer \u2013 n\u00e3o eram suficientes.<\/p>\n<p>Dagan argumentou que estas t\u00e9cnicas, especialmente assassinatos, cumpririam a tarefa. Bergman cita-o a dizer: &#8220;Num carro h\u00e1 25 mil pe\u00e7as em m\u00e9dia. Imagine se faltarem 100 delas. Seria muito dif\u00edcil faz\u00ea-lo andar. Por outro lado, algumas vezes \u00e9 mais eficaz matar o condutor, e basta&#8221;.<\/p>\n<p>25\/Janeiro\/2018<\/p>\n<p>O original encontra-se no jornal liban\u00eas <a href=\"http:\/\/www.dailystar.com.lb\/News\/Middle-East\/2018\/Jan-25\/435307-the-secrets-of-israels-assassination-operations.ashx\" target=\"_new\"> The Daily Star<\/a><\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em http:\/\/resistir.info\/palestina\/assassinatos_25jan18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18549\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-18549","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Pb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18549\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}