{"id":18556,"date":"2018-01-30T18:17:34","date_gmt":"2018-01-30T21:17:34","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18556"},"modified":"2018-01-30T11:22:15","modified_gmt":"2018-01-30T14:22:15","slug":"epidemia-de-assassinatos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18556","title":{"rendered":"A epidemia de assassinatos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"A epidemia de assassinatos no Brasil\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.ihu.unisinos.br\/images\/ihu\/2018\/01\/29_01_2018_bala_pixabay-1.jpg\" alt=\"A epidemia de assassinatos no Brasil\" \/><!--more--><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575629-a-epidemia-de-assassinatos-no-brasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IHU &#8211; UNISINOS<\/a><\/p>\n<p>A Chacina de Fortaleza\u00a0segue um padr\u00e3o macabro: como boa parte dos\u00a0homic\u00eddios\u00a0no pa\u00eds, ocorreu em uma \u00e1rea pobre da cidade, vitimando sobretudo jovens e, em sua maioria, negros e pardos.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 de\u00a0Yan Boechat, publicada por\u00a0Deutsche Welle,\u00a028-01-2018.<\/p>\n<p>Passava da meia noite quando o grupo de homens armados com coletes t\u00e1ticos, fuzis, pistolas e balaclavas apareceu no\u00a0Bairro de Cajazeiras, uma \u00e1rea pobre da periferia de\u00a0Fortaleza. Surgiram de tr\u00eas carros, estacionados nas proximidades de uma casa de shows popular por ali, o\u00a0Forr\u00f3 do Gago. Chegaram atirando. A primeira v\u00edtima foi um motorista de um aplicativo de transporte que levava uma passageira para a festa que agitava a\u00a0rua Madre Teresa de Calcut\u00e1\u00a0na madrugada do \u00faltimo s\u00e1bado (27\/01). Ordenaram que o homem sa\u00edsse do ve\u00edculo e o executaram sem nada dizer.<\/p>\n<p>A passageira tentou fugir, mas tamb\u00e9m foi atingida. Em seguida, caminharam 50 metros atirando em qualquer pessoa que estivesse na rua. Um vendedor de cachorro quente foi morto na porta da casa de shows, e seu filho de 12 anos, que o ajudava, atingido na perna. Os homens entraram no\u00a0Forr\u00f3 do Gago\u00a0atirando a esmo, escolhendo as v\u00edtimas aleatoriamente. Ap\u00f3s 10 minutos de tiroteio, mais 12 pessoas estavam mortas e outras dez feridas. Foi a maior chacina da hist\u00f3ria do\u00a0Cear\u00e1, um estado que vive uma\u00a0epidemia de viol\u00eancia\u00a0sem precedentes em sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Apesar de in\u00e9dita em sua dimens\u00e3o, a\u00a0chacina de Fortaleza\u00a0segue um padr\u00e3o macabro na espiral de\u00a0viol\u00eancia\u00a0sem controle que matou mais de 60 mil brasileiros apenas no ano passado e dizimou mais de meio milh\u00e3o de pessoas ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. Como boa parte dos\u00a0assassinatos no Brasil, ela ocorreu em uma\u00a0\u00e1rea pobre\u00a0da cidade, vitimando em sua maioria\u00a0jovens\u00a0e, provavelmente,\u00a0negros\u00a0e\u00a0pardos<wbr \/>.<\/p>\n<p>Assim como em todo o pa\u00eds, os\u00a0crimes\u00a0est\u00e3o ligados, em diferentes est\u00e1gios, \u00e0 disputa pelo controle territorial entre\u00a0fac\u00e7\u00f5es criminosas\u00a0que nacionalizaram suas a\u00e7\u00f5es a partir do\u00a0Sudeste, principalmente em dire\u00e7\u00e3o aos estados do\u00a0Norte\u00a0e do\u00a0Nordeste. Repete, tamb\u00e9m, o ciclo de\u00a0a\u00e7\u00f5es\u00a0e\u00a0rea\u00e7\u00f5es violentas\u00a0que caracterizam as regi\u00f5es em que o Estado \u00e9 ausente ou omisso.<\/p>\n<p>&#8220;Apesar de sua dimens\u00e3o assustadora, as\u00a0mortes no Brasil\u00a0s\u00e3o extremamente concentradas, tanto em faixa et\u00e1ria, quanto ra\u00e7a e localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\u201d, diz\u00a0Renato S\u00e9rgio Lima, presidente do\u00a0F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o end\u00eamica de homic\u00eddios<\/strong><\/p>\n<p>Assim como em\u00a0Fortaleza, a maior parte dos\u00a0homic\u00eddios no Brasil\u00a0ocorre em \u00e1reas perif\u00e9ricas, com taxa de renda m\u00e9dia, baixa escolaridade e\u00a0\u00cdndice de Desenvolvimento Humano\u00a0semelhante ao de pa\u00edses da\u00a0\u00c1frica Subsaariana.\u00a0Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o end\u00eamica de\u00a0homic\u00eddios\u00a0entre\u00a0negros\u00a0e\u00a0p<wbr \/>ardos. &#8220;Os n\u00fameros assustam a qualquer um, mas a no\u00e7\u00e3o de que os\u00a0homic\u00eddios\u00a0s\u00e3o algo que atinge toda a\u00a0sociedade brasileira\u00a0de forma equ\u00e2nime \u00e9 algo que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>O\u00a0F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica\u00a0desenvolve uma pesquisa anual com o\u00a0Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada\u00a0sobre os\u00a0homic\u00eddios no Brasil. Batizado de\u00a0Atlas da Viol\u00eancia, o estudo consegue dar uma dimens\u00e3o clara das diferen\u00e7as entre as\u00a0v\u00edtimas da viol\u00eancia no Brasil.<\/p>\n<p>Apenas em\u00a02015, \u00faltimo ano tabulado at\u00e9 o momento pelo\u00a0Atlas,\u00a041 mil homens negros e pardos foram assassinados no Brasil, enquanto o n\u00famero de v\u00edtimas n\u00e3o negras e pardas (brancos,\u00a0amarelos) chegou \u00e0 casa de 15 mil. &#8220;N\u00e3o conseguimos fazer uma distin\u00e7\u00e3o sobre\u00a0classe, com base na\u00a0renda, mas os n\u00fameros que temos e os outros estudos realizados com base neles mostram que h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o entre\u00a0pobreza\u00a0eviol\u00eancia\u00a0muito forte.&#8221;<\/p>\n<p>Fortaleza\u00a0\u00e9 um exemplo claro disso. O\u00a0Bairro de Cajazeiras, onde o ocorreu a trag\u00e9dia, tem um\u00a0\u00cdndice de Desenvolvimento Humano\u00a0comparado com o da\u00a0Rep\u00fablica Centro Africana, um dos pa\u00edses mais pobres da \u00c1frica. De acordo com um estudo da pr\u00f3pria\u00a0Secretaria de P\u00fablica de Seguran\u00e7a do Cear\u00e1, a regi\u00e3o em que\u00a0Cajazeiras\u00a0est\u00e1 inserida \u00e9 uma das mais violentas de\u00a0Fortaleza, que, por sua vez, tem o t\u00edtulo de terceira capital brasileira em n\u00famero de homic\u00eddios.<\/p>\n<p>Quase todos os bairros ao seu redor, onde se concentravam mais de 50% das mortes da cidade em 2012, data do \u00faltimo estudo, t\u00eam\u00a0IDHs\u00a0de n\u00edvel africano. Nos bairros mais seguros, o\u00a0\u00cdndice de Desenvolvimento Humano\u00a0se aproxima de pa\u00edses do norte da Europa.<\/p>\n<p>&#8220;A\u00a0classe m\u00e9dia\u00a0n\u00e3o \u00e9 v\u00edtima dessa\u00a0epidemia de viol\u00eancia, quem est\u00e1 morrendo s\u00e3o os\u00a0pobres\u00a0e os\u00a0negros, s\u00e3o os descendentes dos escravos, aqueles que sempre foram os p\u00e1rias dessa sociedade absurdamente desigual\u201d, diz o soci\u00f3logo Jess\u00e9 Souza.<\/p>\n<p>Doutor em Sociologia pela Universidade\u00a0Karl Ruprecht, de\u00a0Heidelberg\u00a0(Alemanha),\u00a0Souz<wbr \/>a\u00a0tem se dedicado a estudar a\u00a0desigualdade no Brasil. Nos \u00faltimos 20 anos lan\u00e7ou mais de uma dezena de livros e estudos sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>Origens e crime organizado<\/strong><\/p>\n<p>Para ele, as\u00a0v\u00edtimas\u00a0da\u00a0classe m\u00e9dia\u00a0na epidemia de\u00a0viol\u00eancia brasileira\u00a0s\u00e3o residuais. &#8220;\u00c9 claro que h\u00e1 v\u00edtimas, mas elas s\u00e3o pequenas, n\u00e3o fazem parte dessa popula\u00e7\u00e3o que esta morrendo, dessa gera\u00e7\u00e3o toda que est\u00e1 se matando entre si ou sendo morta pelas for\u00e7as de repress\u00e3o que trabalham exatamente para manter a\u00a0pobreza, a ral\u00e9, como eu defino essa parte da popula\u00e7\u00e3o, longe da classe m\u00e9dia e da\u00a0elite\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Jess\u00e9 Souza\u00a0acredita que a extrema\u00a0desigualdade da sociedade brasileira\u00a0e a consequente\u00a0viol\u00eancia\u00a0que a marca s\u00e3o resultado das heran\u00e7as escravocratas do pa\u00eds. Para ele, o\u00a0Brasil\u00a0jamais discutiu os 350 anos de escravid\u00e3o e seus impactos na sociedade de uma maneira profunda. &#8220;O que vemos \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o do status quo do\u00a0escravismo, em que 20% da\u00a0sociedade brasileira\u00a0pretendem subjugar os outros 80% e manter as benesses de se ter m\u00e3o de obra a pre\u00e7o vil para executar servi\u00e7os que ela considera vil\u201d, diz ele. &#8220;Como n\u00e3o ter viol\u00eancia?\u201d<\/p>\n<p>Souza\u00a0diz n\u00e3o ter se aprofundado no estudo das\u00a0organiza\u00e7\u00f5es criminosas, e n\u00e3o entende exatamente sua din\u00e2mica. Mas acredita que o surgimento das\u00a0fac\u00e7\u00f5es\u00a0e sua penetra\u00e7\u00e3o das\u00a0\u00e1reas mais pobres\u00a0do pa\u00eds t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com a profunda\u00a0desigualdade brasileira. &#8220;Eu n\u00e3o tenho elementos para analisar essa quest\u00e3o a fundo, mas obviamente \u00e9 uma forma de defesa de uma\u00a0classe\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Bruno Paes Manso\u00a0estuda h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas as din\u00e2micas da\u00a0criminalidade no Brasil. Jornalista e hoje pesquisador do\u00a0N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da Universidade de S\u00e3o Paulo,\u00a0Bruno\u00a0passou a se interessar profundamente pelo assunto quando come\u00e7ou a perceber a redu\u00e7\u00e3o abrupta dos assassinatos em S\u00e3o Paulo. At\u00e9 os anos 2000, S\u00e3o Paulo era a campe\u00e3 brasileira em assassinatos.<\/p>\n<p>Em 1999, o estado paulista registrava mais de 15 mil homic\u00eddios, quase o dobro do\u00a0Rio de Janeiro. Tinha 44 mortes por 100 mil habitantes, ocupando a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os estados do pa\u00eds. A partir daquele ano iniciou uma redu\u00e7\u00e3o abrupta dos\u00a0homic\u00eddios, at\u00e9 se tornar o estado do pa\u00eds com o menor\u00a0\u00edndice de mortes\u00a0por 100 mil habitantes do\u00a0Brasil\u00a0em 2015, com 12 mortes por grupo de 100 mil. Em n\u00fameros absolutos os homic\u00eddios despencaram para cerca de 5 mil mortes. &#8220;Fiquei obcecado em entender o que estava acontecendo\u201d, conta\u00a0Bruno, na \u00e9poca rep\u00f3rter do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p>A resposta encontrada por\u00a0Bruno\u00a0e por outros pesquisadores da viol\u00eancia estava naquela que seria a maior\u00a0organiza\u00e7\u00e3o criminosa do Brasil, o\u00a0Primeiro Comando da Capital\u00a0(PCC). Nascido ap\u00f3s o massacre de 111 presos na\u00a0Penitenci\u00e1ria do Carandiru\u00a0pela\u00a0Pol\u00edcia Militar de S\u00e3o Paulo, o\u00a0PCC\u00a0surgiu com ideais de justi\u00e7a e autodefesa. A ideia era unir o\u00a0mundo do crime\u00a0contra o chamado sistema e impedir que situa\u00e7\u00f5es como o\u00a0Carandiru\u00a0voltassem a ocorrer.<\/p>\n<p>&#8220;Houve uma pacifica\u00e7\u00e3o nas\u00a0cadeias, j\u00e1 n\u00e3o era permitido oprimir o mais fraco, havia uma esp\u00e9cie de\u00a0sistema judicial\u00a0que controlava a vida no\u00a0sistema prisional\u201d, conta\u00a0Bruno.\u00a0Logo, o\u00a0PCC\u00a0passou a tamb\u00e9m atrair\u00a0bandidos\u00a0que estavam nas ruas. Uma irmandade do\u00a0crime\u00a0nascia em\u00a0S\u00e3o Paulo\u00a0e logo ela se tornou hegem\u00f4nica nas ruas da cidade e de todo o estado.<\/p>\n<p>&#8220;O c\u00f3digo de conduta das\u00a0pris\u00f5es\u00a0foi para as\u00a0periferias. J\u00e1 n\u00e3o se podia ajustar as contas com um inimigo sem o aval do\u00a0PCC, j\u00e1 n\u00e3o se podia\u00a0roubar\u00a0determinadas \u00e1reas sem o aval do &#8220;Partido\u201d. O resultado foi uma redu\u00e7\u00e3o profunda nos\u00a0crimes de vingan\u00e7a\u00a0que marcaram toda a d\u00e9cada de 80 e 90 em S\u00e3o Paulo. Agora, para\u00a0matar\u00a0era preciso de autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Migra\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Foi a partir de meados da primeira metade da primeira d\u00e9cada do ano 2000 que o\u00a0PCC\u00a0iniciou um processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o que viria a custar a vida de dezenas de milhares de brasileiros.<\/p>\n<p>O grupo passou a focar seus esfor\u00e7os no com\u00e9rcio e distribui\u00e7\u00e3o de coca\u00edna. Para expandir o mercado, passou a se aliar a fac\u00e7\u00f5es locais, que por sua vez tentavam repetir localmente o sucesso do grupo em S\u00e3o Paulo. As\u00a0fac\u00e7\u00f5es cariocas, em especial o\u00a0Comando Vermelho, que j\u00e1 haviam iniciado um\u00a0processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o, se sentem amea\u00e7adas. Logo uma disputa de poder come\u00e7a a se dar em \u00e1reas de grande crescimento do\u00a0consumo de drogas, como no Norte e no Nordeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Esse \u00e9 um per\u00edodo de\u00a0expans\u00e3o econ\u00f4mica\u00a0e do\u00a0consumo, \u00e9 o momento em que o\u00a0Brasil\u00a0passa a se tornar o segundo maior consumidor de\u00a0coca\u00edna\u00a0e derivados do mundo\u201d, conta\u00a0Bruno,\u00a0que atribui \u00e0 estrat\u00e9gia do governo em concentrar em pris\u00f5es federais os l\u00edderes regionais do crime em um incentivo \u00e0 nacionaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;As redes de contato se ampliaram\u201d.<\/p>\n<p>Em 1999 o\u00a0Sudeste\u00a0brasileiro produzia 26 mil cad\u00e1veres ao ano, enquanto o\u00a0Nordeste\u00a0tinha pouco mais de 8 mil homic\u00eddios registrados. Cerca de dez anos depois, a regi\u00e3o conhecida por suas praias paradis\u00edacas e pelo grande sert\u00e3o j\u00e1 contava mais mortes que a parte mais industrializada do pa\u00eds. Em\u00a02016,\u00a0foram quase\u00a025 mil assassinatos. Boa parte deles, dentro da din\u00e2mica um dia experimentada por S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Foi exatamente o que aconteceu na madrugada do \u00faltimo s\u00e1bado no bairro de\u00a0Cajazeiras. A\u00a0chacina, com caracter\u00edsticas de um ato de terror para intimidar a popula\u00e7\u00e3o local, foi reivindicada pela organiza\u00e7\u00e3o criminosa ligada ao\u00a0PCC\u00a0no estado, os\u00a0Guardi\u00f5es do Estado, ou, G.D.E.<\/p>\n<p>A \u00e1rea onde ocorreram as\u00a0mortes\u00a0\u00e9 controlada pela franquia do\u00a0Comando Vermelho\u00a0no estado. No s\u00e1bado mesmo, pouco mais de 12 horas ap\u00f3s os\u00a0assassinatos, membros do\u00a0CV, presos em uma das cadeias de seguran\u00e7a m\u00e1xima do\u00a0Cear\u00e1, enviaram um v\u00eddeo pelas redes sociais prometendo vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>S\u00f3 neste primeiro m\u00eas de 2018, quase 300 pessoas j\u00e1 foram mortas no\u00a0Cear\u00e1. Ao que tudo indica, os n\u00fameros v\u00e3o continuar a crescer.<\/p>\n<p>http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/78-noticias\/575629-a-epidemia-de-assassinatos-no-brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18556\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[244],"tags":[223],"class_list":["post-18556","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Pi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18556"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18556\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}