{"id":1859,"date":"2011-09-14T00:57:34","date_gmt":"2011-09-14T00:57:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1859"},"modified":"2011-09-14T00:57:34","modified_gmt":"2011-09-14T00:57:34","slug":"revista-novos-temas-n-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1859","title":{"rendered":"Revista Novos Temas N. 04"},"content":{"rendered":"\n<p>A Revista Novos Temas traz, neste n\u00famero, o seu primeiro dossi\u00ea que trata da quest\u00e3o da Comuna de Paris quando essa experi\u00eancia de luta pelo poder, realizada pelos trabalhadores franceses, em especial pelos parisienses, faz 140 anos. Trata-se de um debate que tem motivado intelectuais e militantes marxistas na compreens\u00e3o e aprofundamento do que representou a luta dos trabalhadores parisienses de 18 de mar\u00e7o a 28 de maio de 1871. Foram 72 dias em que o futuro da humanidade esteve em disputa e os trabalhadores, que lutaram nas barricadas de Paris e que foram massacrados pelas tropas da contra-revolu\u00e7\u00e3o, motivaram uma nova vaga revolucion\u00e1ria p\u00f3s-primeira guerra mundial, com a Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917.<\/p>\n<p>Neste dossi\u00ea, apresentamos, a partir da matura\u00e7\u00e3o do debate, da pesquisa e dos estudos, que, no decorrer do presente ano est\u00e1 movimentando os marxistas e revolucion\u00e1rios em encontrar pistas, conex\u00f5es e perspectivas do que foi a Comuna de Paris, qual o seu legado hist\u00f3rico. Tem textos de intelectuais acad\u00eamicos que tem grande envolvimento com a luta de classes em nosso pa\u00eds e que trouxeram para o debate recortes interpretativos que possibilitam entender a Comuna n\u00e3o como exemplo, mas como li\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Publicamos os artigos dos professores Jo\u00e3o Quartim de Moraes, que discute as quest\u00f5es da Guerra Franco-prussiana, da revolu\u00e7\u00e3o e da contra-revolu\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a, em especial de 1870 a 1871, levando em considera\u00e7\u00f5es os antecedentes hist\u00f3ricos, a posi\u00e7\u00e3o de Marx e Engels sobre a Comuna e a reflex\u00e3o sobre esse epis\u00f3dio hist\u00f3rico. Milton Pinheiro apresenta um debate sobre a Comuna de Paris a partir da Guerra, da instala\u00e7\u00e3o da dualidade de poder no decorrer dos epis\u00f3dios da Comuna e a discuss\u00e3o da possibilidade da transi\u00e7\u00e3o que foi derrotada. O historiador Osvaldo Coggiola discorre sobre as rela\u00e7\u00f5es da primeira internacional oper\u00e1ria e a Comuna de Paris, utilizando-se dos cl\u00e1ssicos para enfrentar esse debate. Mauro Iasi oferece um debate sobre a Comuna de Paris numa constru\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica sobre as ra\u00edzes terrenas da cr\u00edtica ao c\u00e9u. Paulo Barsotti trata da auto-emancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da necessidade da destrui\u00e7\u00e3o do Estado. O Professor Ant\u00f4nio Carlos Mazzeo entra no debate de L\u00eanin e a Comuna e, por fim, mas n\u00e3o por \u00faltimo, o cientista pol\u00edtico e tradutor Luciano Martorano desenvolve a quest\u00e3o da socializa\u00e7\u00e3o e Comuna no pensamento de Karl Korsch.<\/p>\n<p>Esperamos, com esse n\u00famero, contribuir para debater e aprofundar o acontecimento hist\u00f3rico que \u00e9 considerado como a primeira revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria de nossos tempos, ao tempo em que homenageamos os trabalhadores, homens e mulheres que tombaram nas barricadas de Paris em defesa da humanidade. Aos comunardos que foram fuzilados no muro do cemit\u00e9rio P\u00e8re-Lachaise, a bandeira vermelha que voc\u00eas levantaram continua sendo a bandeira da emancipa\u00e7\u00e3o humana sob qual todos n\u00f3s, marxistas e revolucion\u00e1rios lutamos.<\/p>\n<p>Os Editores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nApresenta\u00e7\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1859\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[33],"tags":[],"class_list":["post-1859","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c34-marxismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-tZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1859"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1859\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}