{"id":1878,"date":"2011-09-18T18:15:30","date_gmt":"2011-09-18T18:15:30","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1878"},"modified":"2011-09-18T18:15:30","modified_gmt":"2011-09-18T18:15:30","slug":"movimento-por-uma-universidade-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1878","title":{"rendered":"Movimento por uma Universidade Popular"},"content":{"rendered":"\n<p>Entre os dias 02 e 04 de setembro aconteceu em Porto Alegre um encontro que sobre muitos aspectos \u00e9 uma grata novidade no movimento estudantil: o I Semin\u00e1rio Nacional de Universidade Popular (SENUP). Primeiro uma novidade porque em momentos como os nossos de fragmenta\u00e7\u00e3o ele se construiu como um espa\u00e7o unit\u00e1rio e, segundo, porque come\u00e7a a superar a mera agenda reativa e toma uma dire\u00e7\u00e3o ativa na constru\u00e7\u00e3o de uma proposta para a Universidade no Brasil.<\/p>\n<p>Os modelos universit\u00e1rios sempre guardam rela\u00e7\u00e3o profunda com as formas societ\u00e1rias que lhes abrigam e refletem a luta entre interesses e perspectivas das classes em disputa em cada momento hist\u00f3rico. Foi assim na experi\u00eancia Inglesa nos s\u00e9culos XVII e XVIII , quando se tentou inserir novos conte\u00fados, adequados aos interesses burgueses em forma\u00e7\u00e3o, mantendo-se a velha forma da Universidade medieval baseada no conhecimento como revela\u00e7\u00e3o e dom\u00ednio de poucos iluminados. No s\u00e9culo XIX, principalmente na Fran\u00e7a de Napole\u00e3o, exige-se do conhecimento e da Universidade que forme os profissionais do Estado, que desempenhe uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e \u00fatil ao desenvolvimento do capitalismo, como se expressa na briga entre Napole\u00e3o e o Institut de France de Destutt de Tracy e seus ide\u00f3logos, fazendo com que a Universidade se fragmentasse em faculdades espec\u00edficas formando profiss\u00f5es especializadas na l\u00f3gica positivista.<\/p>\n<p>Na Alemanha, em 1810, atrav\u00e9s das reformas de Humboldt, a quest\u00e3o era outra. A Alemanha, ainda parte do Imp\u00e9rio Prussiano, n\u00e3o realizara nem sua revolu\u00e7\u00e3o industrial, nem a revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica t\u00edpicas da ordem burguesa e exigia do Estado o papel de indutor desta mudan\u00e7a, tal como ocorreria depois, entre 1870 e 1871, com Bismarck. Neste cen\u00e1rio a Universidade deveria fornecer as bases para o desenvolvimento de um pensamento pr\u00f3prio que fundamentasse a pesquisa e servisse de cimento de uma unidade nacional e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9, no entanto, no s\u00e9culo XX e em nossa Am\u00e9rica Latina que um elemento da moderna concep\u00e7\u00e3o de Universidade emerge. Al\u00e9m de sede do conhecimento acumulado, da forma\u00e7\u00e3o dos profissionais e l\u00f3cus da pesquisa, a Universidade seria chamada a olhar para a sociedade real e suas demandas, dialogar com o conhecimento produzido fora dela e enfrentar as lutas sociais que exigiam que rompesse seu casulo. Um dos momentos decisivos deste processo se d\u00e1 na Argentina em 1918, na esteira de acontecimentos como a Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana e a Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Protagonizada por uma revolta estudantil na cidade de C\u00f3rdoba a Universidade foi sacudida pela exig\u00eancia de democratiza\u00e7\u00e3o, efic\u00e1cia e um papel mais atuante na sociedade.<\/p>\n<p>O movimento de C\u00f3rdoba trazia algumas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias deste per\u00edodo que se abria e que se expressaria novamente com vigor nas revoltas estudantis francesas de 1968, ou seja, a liga\u00e7\u00e3o dos estudantes com as lutas sociais mais amplas e o movimento oper\u00e1rio, assim como o papel de novas camadas m\u00e9dias em expans\u00e3o (idem, ibidem).<\/p>\n<p>O resultado desse movimento foi o desenvolvimento daquilo que se chamaria de educa\u00e7\u00e3o continuada e depois de extens\u00e3o universit\u00e1ria, iniciativa fundada no desejo de levar \u00e0queles que est\u00e3o fora da universidade parte do conhecimento ali desenvolvido denunciando o elitismo inerente na forma universit\u00e1ria que se consolidara na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Como vemos, o modelo que herdamos n\u00e3o \u00e9 simplesmente um entre estes descritos (universidade como sede do saber acumulado, forma\u00e7\u00e3o profissional, pesquisa e extens\u00e3o), mas uma s\u00edntese, nem sempre harm\u00f4nica dos elementos que constitu\u00edram sua hist\u00f3ria. Como diria Hegel, que, ali\u00e1s, foi reitor na Universidade de Berlim a partir de 1830 at\u00e9 sua morte um ano depois, a verdade est\u00e1 no todo, mas o todo nada mais \u00e9 que o processo de sua identifica\u00e7\u00e3o, antes de tudo, resultado.<\/p>\n<p>O que queremos ent\u00e3o: uma universidade p\u00fablica, com acesso universal, democr\u00e1tica em sua gest\u00e3o, que articule ensino, pesquisa e extens\u00e3o e responda \u00e0s reais demandas da sociedade? Existe um prov\u00e9rbio chin\u00eas que nos aconselha a ter cuidado com o que desejamos porque pode se realizar. A boa not\u00edcia para aqueles que t\u00eam propostas rebaixadas \u00e9 que j\u00e1 temos esta universidade, a m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que esta universidade com todos os problemas que enfrentamos \u00e9 pautada por estes par\u00e2metros.<\/p>\n<p>O que os estudantes reunidos em Porto Alegre descobriram pela sua experi\u00eancia pr\u00f3pria \u00e9 algo da maior relev\u00e2ncia. A universidade que temos, seus limites e contradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00e3o apenas limites e problemas de um modelo universit\u00e1rio \u2013 o que implicaria na proposi\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas t\u00e9cnicas, administrativas e pedag\u00f3gicas que nos levassem na dire\u00e7\u00e3o de outro modelo \u2013 mas, express\u00e3o dos limites da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pr\u00f3pria da ordem burguesa, ou seja, \u00e9 o m\u00e1ximo de emancipa\u00e7\u00e3o que podemos chegar \u201cdentro da ordem mundana at\u00e9 agora existente\u201d.<\/p>\n<p>A universidade \u00e9 publica, ou seja, de todos e, portanto, tem que haver uma disputa entre os indiv\u00edduos para ocupar suas vagas e s\u00f3 os mais capazes \u00e9 que l\u00e1 chegam levando a meritocracia e o vestibular como forma natural de acesso; \u00e9 mais ou menos democr\u00e1tica em sua gest\u00e3o (ainda n\u00e3o se superou totalmente os entraves e entulhos da Ditadura como as malditas listas tr\u00edplices na elei\u00e7\u00e3o de reitor e uma paridade duvidosa na representa\u00e7\u00e3o dos segmentos da comunidade universit\u00e1ria); articulasse as dimens\u00f5es do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o, inclusive por for\u00e7a constitucional (artigo 207 da CF) e, o que pode parecer um paradoxo, responde \u00e0s reais demandas da sociedade, uma vez que estamos na sociedade do capital e as suas personifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o organizadas e presentes fazendo com que seus interesses se expressem como hegem\u00f4nicos.<\/p>\n<p>O que os estudantes perceberam corretamente \u00e9 que uma Universidade Popular n\u00e3o pode ser a universidade que temos \u201cdemocratizada\u201d, com mais acesso dos trabalhadores e com trabalho de extens\u00e3o. Todos estes aspectos n\u00e3o s\u00e3o contradit\u00f3rios com o papel da Universidade que temos como um aparelho privado de hegemonia da burguesia, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 a forma pela qual tal aparelho se legitima. A burguesia tem uma especificidade hist\u00f3rica, mais do que seus antecessores ela precisa apresentar seus interesses particulares como se fossem universais.<\/p>\n<p>A Universidade que temos e o momento pelo qual passa \u00e9 a express\u00e3o do limite da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ela tem ampliado o acesso, tem aumentado o n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, tem formado mais profissionais, feito mais pesquisas, desenvolvido tecnologia e ci\u00eancia e, nos marcos do desmonte do Estado, tem feito isso com efic\u00e1cia, isto \u00e9, com as parcas verbas do fundo p\u00fablico que, por insuficiente, tem que ser completado pelos mecanismos privatistas (diretos ou indiretos) das Funda\u00e7\u00f5es, Institui\u00e7\u00f5es de Fomento ou de financiamento direto das empresas privadas e algumas ditas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A universidade a servi\u00e7o da \u201csociedade\u201d, isto \u00e9, do mercado, a universidade como meio individual de mobilidade social, formando a for\u00e7a de trabalho atrav\u00e9s de cursos cada vez mais t\u00e9cnicos e profissionalizantes, ao mesmo em que tempo isola em ilhas de excel\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o de pensadores e pesquisadores de elite cada vez mais restrita e renovada.<\/p>\n<p>Para aplacar as consci\u00eancias: a extens\u00e3o. Sempre valorizada no discurso para ser menosprezada na pr\u00e1tica. Considerada como pr\u00e1tica menor e n\u00e3o cient\u00edfica, como caridade assistencial, como oferecimento de sobras simplificadas do conhecimento. Os pobres podem entrar na Universidade, garante-se o acesso, mas n\u00e3o a perman\u00eancia, ter\u00e3o que disputar como indiv\u00edduos uma vaga, uma bolsa, um lugar no alojamento, e ser\u00e3o tratados como um corpo estranho a ser expelido do copo saud\u00e1vel do templo do conhecimento e do m\u00e9rito. Para os poucos que vencem os desafios, devem se tornar como eles, abandonar sua identidade e sua consci\u00eancia de classe, pedir acesso \u00e0 classe m\u00e9dia intelectualizada sem nunca ser de fato aceito, um escravo na casa grande, um bibel\u00f4 pitoresco para ser exibido como prova de nossa sociedade democr\u00e1tica e inclusiva em que cada um, por seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos pode subir na vida e ter uma oportunidade de pisar nos que ficaram em baixo.<\/p>\n<p>Bom, se a Universidade como aparelho privado de hegemonia, local de reprodu\u00e7\u00e3o do saber, da forma\u00e7\u00e3o profissional e da ideologia dominantes, \u00e9 um instrumento da hegemonia burguesa, qual o papel de um movimento por uma Universidade Popular? N\u00e3o pode ser a pretens\u00e3o de que se altere este car\u00e1ter no \u00e2mbito universit\u00e1rio sem que se alterem seus fundamentos, ou seja, as rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o e as formas de propriedade pr\u00f3prias da ordem do capital. Neste sentido, o movimento por uma Universidade Popular \u00e9 um movimento contra-hegem\u00f4nico.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos impedir que a burguesia e seus aliados expressem seus interesses no fazer di\u00e1rio da Universidade, mas temos o dever de apresentar ali os interesses dos trabalhadores. Devemos afirmar, parodiando Brecht, que ali onde a burguesia fale, os trabalhadores falar\u00e3o, ali onde os exploradores afirmem seus interesses, os explorados gritar\u00e3o seus direitos, ali onde os dominadores tentarem mascarar sua domina\u00e7\u00e3o sob o v\u00e9u ideol\u00f3gico da universalidade, os dominados mostrar\u00e3o as marcas e cicatrizes de sua explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica isso significa uma defesa intransigente do car\u00e1ter p\u00fablico da universidade contra suas deforma\u00e7\u00f5es mercantilizantes e privatistas em curso; n\u00e3o uma conviv\u00eancia formal entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o, mas sua efetiva integra\u00e7\u00e3o; a recusa em aceitar uma forma\u00e7\u00e3o profissional rebaixada convivendo com as ilhas de excel\u00eancia, mas tomar de assalto o templo do saber e dotar de toda a complexidade e riqueza do conhecimento como condi\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o das diferentes frentes de a\u00e7\u00e3o profissional; romper os muros universit\u00e1rios n\u00e3o para levar conhecimento aos \u201cmenos favorecidos\u201d, mas para constituir uma unidade real com a classe trabalhadora e suas reais demandas como o sangue vivo das necessidades que deve correr nas veias da busca pelo conhecimento que garanta a reprodu\u00e7\u00e3o da vida e n\u00e3o a boa sa\u00fade da acumula\u00e7\u00e3o do capital.<\/p>\n<p>Por tudo isso, a universidade que queremos construir \u00e9 mais que p\u00fablica (precisa ser radicalmente p\u00fablica, mas \u00e9 insuficiente), \u00e9 popular, com toda a imprecis\u00e3o que o termo traz e que precisamos polir at\u00e9 chegar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o contra-hegemonica que contraponha os interesses da burguesia com a s\u00f3lida afirma\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia e autonomia dos interesses dos trabalhadores. Por isso, por sua intencionalidade e sua dire\u00e7\u00e3o, a luta por uma Universidade Popular \u00e9 uma luta anticapitalista e socialista, ou seja, ao se defrontar com os limites da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica burguesa apresenta a necessidade da emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Quando recebia o t\u00edtulo de Professor Honoris Causa em uma universidade de Cuba depois da revolu\u00e7\u00e3o de 1959, Ernesto Che Guevara alertava em seu discurso de agradecimento lembrando os presentes que o estudo e o conhecimento n\u00e3o s\u00e3o patrim\u00f4nio de ningu\u00e9m, pertencem ao povo e ao povo o dar\u00e3o ou o povo o tomar\u00e1 e concluiu dizendo: h\u00e1 que se pintar a universidade de negro, de mulato, de oper\u00e1rio e campon\u00eas, h\u00e1 que se descer at\u00e9 o povo e vibrar como ele, sentindo suas verdadeiras necessidades.<\/p>\n<p>Os meninos e meninas, quase quinhentos participantes, que lotaram o audit\u00f3rio da tradicional faculdade de Direito da UFRGS, representando trinta e tr\u00eas universidades de quase todos os estados brasileiros, estavam vibrando, em sintonia com os trabalhadores e suas reais necessidades, se movimentar\u00e3o e seu grito ser\u00e1 ouvido: \u00e9 hora de ousar, \u00e9 hora de lutar, \u00e9 hora de criar uma Universidade Popular.<\/p>\n<p>* O\u00a0I SENUP \u00e9 uma iniciativa de v\u00e1rios estudantes e suas organiza\u00e7\u00f5es (entre elas a FEAB \u2013 Federa\u00e7\u00e3o dos Estudantes de Agronomia do Brasil \u2013 e a ENESSO \u2013 Executiva Nacional dos Estudantes de Servi\u00e7o Social &#8211;\u00a0 organiza\u00e7\u00f5es estudantis (Juventude Comunista Avan\u00e7ando, Juventude Liberdade e Revolu\u00e7\u00e3o, Uni\u00e3o da Juventude Comunista, etc.), n\u00facleos de luta por uma universidade popular (CTUP, MUP, etc) e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas como o PCB, a CCLCP e a Refunda\u00e7\u00e3o Comunista que se encontram desde 2010 com a inten\u00e7\u00e3o de criar um movimento nacional por uma Universidade Popular.<\/p>\n<p>Sugest\u00f5es de leitura:<\/p>\n<p>GUEVARA, E.C. Textos Pol\u00edticos e Sociais. S\u00e3o Paulo: Ed. Populares, 1987.<\/p>\n<p>HEGEL, G.W.F. A fenomenologia do esp\u00edrito. Vol. 1. Rio de Janeiro: Vozes, 1997.<\/p>\n<p>MARX, K. Quest\u00e3o Judaica, in Manuscritos Econ\u00f4micos e Filos\u00f3ficos. Lisboa: Ed. 70, 1993.<\/p>\n<p>MAZZILLI, S. A id\u00e9ia de universidade no Brasil(\u2026). Universidade e Sociedade, ano XX, n. 47 de maio de 2011, pp. 110- 120. DF: ANDES-SN,2011.<\/p>\n<p>SENUP. Cartilha preparat\u00f3ria. I Semin\u00e1rio Nacional de Universidade Popular, 2011.<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p>*Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002). Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/boitempoeditorial.wordpress.com\/\">http:\/\/boitempoeditorial.wordpress.com\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nMauro Iasi*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1878\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[103],"tags":[],"class_list":["post-1878","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c116-universidade-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ui","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1878\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}