{"id":18809,"date":"2018-02-21T09:59:59","date_gmt":"2018-02-21T12:59:59","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18809"},"modified":"2018-02-20T21:05:39","modified_gmt":"2018-02-21T00:05:39","slug":"rio-violencia-e-fetiche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18809","title":{"rendered":"Rio, viol\u00eancia e fetiche"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Rio, viol\u00eancia e fetiche\" src=\"https:\/\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2018\/02\/intervencao-rio-iasi.jpeg?w=747&#038;h=413&#038;fit=620%2C413\" alt=\"Rio, viol\u00eancia e fetiche\" \/><!--more-->&#8220;O Rio n\u00e3o precisa de interven\u00e7\u00e3o. O Rio precisa de uma Revolu\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi*<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2018\/02\/20\/rio-violencia-e-fetiche\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blog da Boitempo<\/a><\/p>\n<p><em>\u201cTemos de come\u00e7ar a pensar numa interven\u00e7\u00e3o mais pol\u00edtica<\/em><br \/>\n<em>no ambiente social, acabar com esse fetiche militarizado de seguran\u00e7a p\u00fablica<\/em><br \/>\n<em>para resolver problemas que t\u00eam que ser resolvidos na esfera pol\u00edtica\u201d<\/em><\/p>\n<p>(ORLANDO ZACCONE, delegado de pol\u00edcia e doutor em Ci\u00eancia pol\u00edtica pela UFF)<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio muito esfor\u00e7o para verificar o que a atual interven\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito no Rio de Janeiro esconde. Como em outros campos, o segredo est\u00e1 \u00e0 mostra de todos: o rei est\u00e1 nu\u2026 e ele n\u00e3o \u00e9 o rei.<\/p>\n<p>Existem duas chaves de compreens\u00e3o importantes no racioc\u00ednio de meu amigo e colega Orlando Zaccone que nos serve de ep\u00edgrafe. Primeiro, que o tema da seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um tema que s\u00f3 pode ser resolvido na \u201cesfera da pol\u00edtica\u201d, e segundo que a forma militarizada de enfrentamento da quest\u00e3o assume a forma de um fetiche. Os dois aspectos est\u00e3o associados em uma dimens\u00e3o que, talvez, n\u00e3o esteja t\u00e3o vis\u00edvel e \u00f3bvia. Sen\u00e3o, vejamos.<\/p>\n<p>Afirmar que o problema da seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 um problema pol\u00edtico \u00e9 retomar a premissa de que as formas sociais se articulam com uma configura\u00e7\u00e3o social do crime e que h\u00e1 rela\u00e7\u00f5es de determina\u00e7\u00e3o entre uma e outra. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma novidade nessa premissa. Ela est\u00e1 na base do pensamento funcionalista de Durkheim e de toda uma consolidada reflex\u00e3o sociol\u00f3gica sobre o tema. No campo da criminologia cr\u00edtica, principalmente de corte marxista, o que se agrega \u00e9 que n\u00e3o se trata da rela\u00e7\u00e3o entre formas sociais e criminalidade no abstrato, mas de uma determinada forma social fundada na propriedade privada, na extra\u00e7\u00e3o de mais-valor e de acumula\u00e7\u00e3o privada de capitais, isto \u00e9, uma sociedade capitalista em seu ponto mais desenvolvido do monop\u00f3lio e do imperialismo.<\/p>\n<p>Ocorre que essa premissa, que ao que parece conta com a corrobora\u00e7\u00e3o e a seriedade de estudos desenvolvidos ao longo de um grande per\u00edodo, foi primeiro desacreditada academicamente, depois ridicularizada como \u201creducionista\u201d e desconsiderada pelo poder p\u00fablico. Dito isso, o que devemos perguntar \u00e9 o seguinte: o que se colocou no lugar desta constata\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A criminalidade e a quest\u00e3o da seguran\u00e7a que dela deriva parecem ter sido reduzidas a uma quest\u00e3o de anomia. Isolando o conceito durkheimiano de alguns de seus argumentos inc\u00f4modos, purgando de qualquer resqu\u00edcio de an\u00e1lise cient\u00edfica, mesmo nos moldes positivistas, a anomia \u00e9 vista como uma esp\u00e9cie de anacronia, um quisto em uma sociedade que se \u201cmoderniza\u201d e se \u201cdemocratiza\u201d. Se a sociedade \u00e9 compreendida como dotada de oportunidades, caminhos e condi\u00e7\u00f5es para o pleno desenvolvimento dos indiv\u00edduos, aqueles que escolhem o caminho da criminalidade o fazem, segundo esta vis\u00e3o, por um desvio pessoal, uma deformidade moral ou um impulso instintivo. O controle de tal fen\u00f4meno s\u00f3 poderia ser, ent\u00e3o, a repress\u00e3o policial e o encarceramento.<\/p>\n<p>Anos de aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de seguran\u00e7a fundadas nesta premissa mostram seu total fracasso em diminuir os \u00edndices de criminalidade, aqui ou em qualquer parte do mundo. Aqui come\u00e7a a se apresentar o fetiche da militariza\u00e7\u00e3o. Seria um problema de intensidade das medidas e n\u00e3o um equ\u00edvoco em sua natureza. A resposta aparece portanto na forma de\u00a0<em>mais<\/em>\u00a0pol\u00edcia,\u00a0<em>mais\u00a0<\/em>repress\u00e3<wbr \/>o,\u00a0<em>mais<\/em>\u00a0encarceramento\u2026 e tudo continua dando errado, at\u00e9 que se chama o ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Mas o fetiche n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso. A mercadoria precisa oferecer seu valor de uso somente por meio da realiza\u00e7\u00e3o de seu valor de troca. No auge do fetichismo o valor de troca pode ser realizado subsumindo o valor de uso. Voc\u00ea paga e toma a Coca-Cola, mas n\u00e3o mata sua sede, pelo contr\u00e1rio ela aumenta a sede o que te leva a pedir outra Coca-Cola. A pol\u00edtica de seguran\u00e7a realiza seu valor de troca produzindo o que apresenta como seu valor de uso fetichizado. Vejamos.<\/p>\n<p>Vamos colocar a quest\u00e3o por pontos:<\/p>\n<ol>\n<li>Os especialistas s\u00e9rios concordam que qualquer enfrentamento deveria come\u00e7ar pela legaliza\u00e7\u00e3o e controle da venda de drogas, descriminalizando o consumo e retirando do tr\u00e1fico seu protagonismo.<\/li>\n<li>O tr\u00e1fico s\u00f3 \u00e9 o operador de um neg\u00f3cio lucrativo. Em \u00e9poca de capital monopolista, nenhum mercado desse porte pode existir sem duas pr\u00e9-condi\u00e7\u00f5es: financiamento e estrutura. O volume de recursos necess\u00e1rios s\u00f3 pode ser encontrado fora da \u00e1rea que a pol\u00edtica de seguran\u00e7a definiu como seu teatro de opera\u00e7\u00f5es. Est\u00e1 no volumoso caixa dois, seja da corrup\u00e7\u00e3o, seja da acumula\u00e7\u00e3o de capital. Est\u00e1 nas m\u00e3os de quem tem dinheiro e precisa fazer mais dinheiro e v\u00ea no tr\u00e1fico taxas de lucro assombrosas. Pistas publicadas em nossos jornais di\u00e1rios indicam o caminho: o Congresso Nacional, os bancos, os fazendeiros e as m\u00e1fias organizadas que controlam grandes somas de recursos que poderiam financiar o tr\u00e1fico.<\/li>\n<li>Para tudo isso funcionar, como comprova a hist\u00f3ria de todas as m\u00e1fias, \u00e9 necess\u00e1ria uma certa estrutura e um conjunto de garantias \u2013 da\u00ed a compra de pessoas em postos chaves nos governos, no judici\u00e1rio e no aparato policial capazes de acobertar e dar garantias ao enorme esfor\u00e7o log\u00edstico que envolve portos, estradas fronteiras, transporte, esquemas de lavagem de dinheiro, ju\u00edzes dispostos a dar\u00a0<em>habeas corpus,<\/em>\u00a0rela\u00e7\u00f5es internacionais etc. Nada disso est\u00e1 na \u00e1rea em que a pol\u00edtica de seguran\u00e7a concentra seu foco.<\/li>\n<li>Chegamos \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio controlar territ\u00f3rios, rotas, pontos, bocas. Para isso \u00e9 preciso armamento pesado. A estrutura corporativa e monopolista do tr\u00e1fico d\u00e1 conta dos recursos humanos necess\u00e1rios, mas o armamento, muni\u00e7\u00f5es e outros recursos n\u00e3o s\u00e3o fabricados e comercializados no territ\u00f3rio. Duas outras institui\u00e7\u00f5es entram em simbiose: as pol\u00edcias e o ex\u00e9rcito.<\/li>\n<li>Uma vez que a m\u00e1quina estiver em funcionamento, o lucro deve ser repartido entre seus s\u00f3cios e deve-se garantir que os custos sejam cobertos. O volume de dinheiro que, sabemos, n\u00e3o \u00e9 pequeno, volta a alimentar o enorme caixa dois do capital e os honrados e legais dividendos de gente da nossa \u201cmelhor sociedade\u201d. Tudo isso n\u00e3o pode ser feito somente \u00e0s sombras, na ilegalidade: ele se mostra despudoradamente \u00e0 luz do dia e a vista de todos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Pergunto: o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o percorre qual destes pontos descritos? Helic\u00f3pteros repletos de coca\u00edna e pistas de pouso em fazendas s\u00e3o ignorados, contas volumosas e malas de dinheiro n\u00e3o s\u00e3o suficientes como prova, enriquecimento sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com receitas declaradas n\u00e3o s\u00e3o investigados, a contabilidade do grande capital n\u00e3o \u00e9 checada por ningu\u00e9m. No entanto, as favelas s\u00e3o atacadas todo os dias, jovens pobres e pretos ser\u00e3o mortos, l\u00f3gico, sem que atrapalhe os neg\u00f3cios que continuar\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 rid\u00edculo. Nenhuma opera\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro que termine sem prender o Governador do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa pode ser levada a s\u00e9rio. Muito menos uma interven\u00e7\u00e3o decretada pelo vampiro chefe da maior quadrilha deste pa\u00eds, o PMDB, que governa o Rio a cinco mandatos e que \u00e9 respons\u00e1vel (junto com seus aliados e c\u00famplices) por roubar e falir o Estado e a cidade do Rio, com opera\u00e7\u00f5es criminosas nas quais se destacam a Copa e as Olimp\u00edadas.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos falando de d\u00e9cadas de um problema que n\u00e3o encontra solu\u00e7\u00e3o, estamos falando de d\u00e9cadas de imposi\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es como UPPs, Pronasci, ocupa\u00e7\u00f5es da for\u00e7a nacional e outras pirotecnias que acabam como sempre com os pobres mortos e os ladr\u00f5es mais ricos que antes.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas de seguran\u00e7a n\u00e3o enfrentam o problema, elas s\u00e3o um outro meio de ganhar dinheiro com o problema. Vistas pelo lado da viol\u00eancia urbana, elas s\u00e3o um fracasso. No entanto, empreiteiras ganharam dinheiro, f\u00e1bricas de armas ganharam dinheiro, o Viva Rio e outros piratas sociais ganharam dinheiro, monop\u00f3lios midi\u00e1ticos ganharam dinheiro, deputados, senadores, secret\u00e1rios, ju\u00edzes, policiais e militares corruptos ganharam dinheiro\u2026 Policiais com sal\u00e1rios baixos morrem, pobres pretos defendem com a vida a quebrada que garante as fortunas de\u00a0<em>playboys<\/em>\u00a0e banqueiros com narizes dilatados de tanto cheirar p\u00f3 e tomar u\u00edsque importado e envelhecido doze anos, mais que alguns meninos mortos por balas perdidas ou direcionadas.<\/p>\n<p>Tudo isso gera inseguran\u00e7a\u2026 que precisa de mais \u201cseguran\u00e7a\u201d. Estamos prontos para mais um ciclo da vida do valor de troca de um valor de uso fetichizado. N\u00e3o ser\u00e1 mais chamada de UPP, ou toler\u00e2ncia zero, ou Opera\u00e7\u00f5es de garantia da Lei e da Ordem, mas ter\u00e1 um nome chamativo, um especialista que a justifique, um especial na Globo News sobre a solu\u00e7\u00e3o encontrada, um pol\u00edtico que a represente e empres\u00e1rios dispostos a vender o que for preciso para \u201csalvar o Rio\u201d e governantes dispostos a sangrar os recursos p\u00fablicos mediante uma m\u00f3dica contribui\u00e7\u00e3o para seu caixa dois.<\/p>\n<p>Uma rela\u00e7\u00e3o social entre seres humanos assume a fantasmag\u00f3rica forma de uma rela\u00e7\u00e3o entre coisas. Drogas, armas, pol\u00edticas sociais, pol\u00edticas de seguran\u00e7a, corrup\u00e7\u00e3o, lucro\u2026 coisas por tr\u00e1s das quais h\u00e1 pessoas. De um lado as que ganham muito dinheiro, de outro as que fazem isso tudo funcionar e morrem. No meio, uma por\u00e7\u00e3o de gente coisificada capturada pela TV e torcendo contra eles mesmos.<\/p>\n<p>Ao longe ecoa um samba na avenida embalando nossa alma enquanto nossos corpos padecem. Um rio de sangue e l\u00e1grimas corre para o mar levando o lixo de s\u00e9culos. O Rio n\u00e3o precisa de interven\u00e7\u00e3o. O Rio precisa de uma Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mauro Iasi\u00a0\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/48#.Ul8Kh1Csh8E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a>\u00a0(Boitempo, 2002) e colabora com os livros\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/gy%C3%B6rgy-lukacs-e-a-emancipacao-humana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/a>\u00a0(Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o\u00a0Blog da Boitempo\u00a0mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Luiz Fernando Pez\u00e3o, Michel Temer e Rodrigo Maia debatem a interven\u00e7\u00e3o federal militar no Rio de Janeiro, aprovada na c\u00e2mara federal na madrugada de hoje, dia 20 de fevereiro de 2018.<\/p>\n<p>https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/<wbr \/>2018\/02\/20\/rio-violencia-e-fetiche\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18809\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[190,244],"tags":[222],"class_list":["post-18809","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fora-temer","category-violencia","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Tn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18809"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18809\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}