{"id":1884,"date":"2011-09-21T01:22:54","date_gmt":"2011-09-21T01:22:54","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1884"},"modified":"2011-09-21T01:22:54","modified_gmt":"2011-09-21T01:22:54","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1884","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0012"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>J\u00e1 na p\u00e1gina do OLHAR<\/p>\n<p><strong>Os superpelegos e o capital<\/strong><\/p>\n<p>Os pelegos oriundos do movimento sindical nunca estiveram t\u00e3o \u201cpoderosos\u201d. Isso porque os ativos totais dos fundos de pens\u00e3o brasileiros chegaram a R$ 566 bilh\u00f5es, informa a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp), o que equivale a 15% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n<p>E a previs\u00e3o \u00e9 de que esse percentual alcance 32% em 2021, segundo a entidade. \u201c\u00c9 a bolsa que vai ser a maior beneficiada com o crescimento do setor\u201d, afirmou o presidente da Abrapp, mostrando que a pequena burguesia pol\u00edtica \u00e9 tamb\u00e9m a grande burguesia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Comandada pelos superpelegos oriundos do movimento sindical que hoje gerenciam grandes empresas atrav\u00e9s do sistema financeiro, a Abrapp informou que cerca de 60% dos ativos das funda\u00e7\u00f5es est\u00e3o investidos em t\u00edtulos p\u00fablicos de renda fixa. Outros 31% est\u00e3o em a\u00e7\u00f5es e o restante, em im\u00f3veis (3,1%), aplicados em fundos de participa\u00e7\u00e3o (2,6%) e em opera\u00e7\u00f5es no exterior. A previs\u00e3o da Abrapp \u00e9 de que, em 2021, a renda vari\u00e1vel responda por 50% dos ativos dos fundos, com o restante distribu\u00eddo pelas outras modalidades.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Concess\u00e3o sem investimento = aumento de 190% dos acidentes<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de acidentes avan\u00e7a nas rodovias entregues \u00e0 administra\u00e7\u00e3o privada, as concession\u00e1rias investem menos do que o previsto em contrato e a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) age para retardar as principais obras.<\/p>\n<p>Em tal equa\u00e7\u00e3o, quem paga \u00e9 a vida de quem trafega pelas vias. Os n\u00fameros de 2009 (os mais recentes) n\u00e3o deixam d\u00favidas: h\u00e1 casos em que triplicaram os acidentes em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Nos sete trechos privatizados, o total de acidentes subiu de 9.961 em 2008 para 28.947 em 2009, um crescimento de 190%.<\/p>\n<p>Em quatro de sete concess\u00f5es &#8211; Litoral Sul, R\u00e9gis Bittencourt, Fluminense e Rodovia do A\u00e7o -, o investimento ficava abaixo de 10% do que era previsto no Programa de Explora\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria (PER). Nos editais, o PER listava obras caras de duplica\u00e7\u00e3o e contorno como prioridades dos primeiros anos. Em s\u00f3 uma, a BR-101\/SC, os acidentes cresceram 222%. Nem por isso o pre\u00e7o do ped\u00e1gio caiu.<\/p>\n<p>\u00c9 muita falta de respeito das concession\u00e1rias, e que conta com todo \u201capoio\u201d da ANTT, que nada fiscaliza por funcionar como sindicato dos interesses destas e n\u00e3o uma ag\u00eancia que deveria prezar pelos interesses dos cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Tanto que o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou tr\u00eas a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas para questionar a cobran\u00e7a de ped\u00e1gio na Autopista Litoral Sul, que liga o Paran\u00e1 (BR-116) a Santa Catarina (BR-101) \u2013 cuja concession\u00e1ria j\u00e1 deixou de investir R$240 milh\u00f5es nos primeiros tr\u00eas anos de contrato.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma vergonha nacional o que est\u00e1 acontecendo. O resultado \u00e9 que os acidentes aumentam por falta de balan\u00e7as, radares e por problemas no asfalto. Vamos buscar a responsabiliza\u00e7\u00e3o individualizada dos gestores da ANTT\u201d, afirmou o procurador do MPF.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Ningu\u00e9m \u201ctrocou de lado\u201d&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O fato de a senadora ruralista K\u00e1tia Abreu (sem partido-TO) ter passado a ser, nas palavras de\u00a0<strong><em>O Globo<\/em><\/strong>, \u201cqueridinha no Pal\u00e1cio do Planalto nos \u00faltimos meses\u201d, levou o jornal\u00e3o a dizer que ela teria trocado de lado. Nada mais mentiroso: tanto K\u00e1tia quanto Dilma s\u00e3o farinha do mesmo saco, comungam da raiz do capital e t\u00eam a mesm\u00edssima vis\u00e3o sobre temas como expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria no cerrado e na floresta amaz\u00f4nica. A grita da senadora durante o governo Lula sempre foi muito mais histri\u00f4nica que de conte\u00fado&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que em agosto, durante a Exporinter &#8211; exposi\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria internacional no Rio Grande do Sul \u2013 Katia Abreu tenha se rasgado em elogios n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 presidente Dilma como tamb\u00e9m a Lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Efeito domin\u00f3?<\/strong><\/p>\n<p>A Standard &amp; Poor\u2019s rebaixou sua nota para a d\u00edvida da It\u00e1lia de A+\/A-1+ para A\/A-1. A ag\u00eancia tamb\u00e9m disse que a perspectiva para o pa\u00eds \u00e9 \u201cnegativa\u201d. Como quase todos os pa\u00edses da Zona do Euro, a It\u00e1lia vive grave crise fiscal e acumula enorme d\u00edvida. Recentemente, o parlamento do pa\u00eds aprovou pacote de cortes or\u00e7ament\u00e1rios que jogou nas costas dos trabalhadores o peso da crise, e por isso foi rejeitado pela maioria da popula\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, o governo de Berlusconi ganhou a queda-de-bra\u00e7o e o Parlamento, que aprovou o pacote.<\/p>\n<p>A It\u00e1lia se soma a Espanha, Irlanda, Gr\u00e9cia, Portugal e Chipre, que tamb\u00e9m tiveram as notas de suas d\u00edvidas rebaixadas neste ano, al\u00e9m dos EUA \u2013 cuja d\u00edvida teve sua nota rebaixada de AAA para AA+ pela primeira vez na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Milion\u00e1rios x Medicare<\/strong><\/p>\n<p>O plano de Barack Obama para reduzir o d\u00e9ficit dos EUA em mais de US$ 3 trilh\u00f5es n\u00e3o reduz gastos com a m\u00e1quina imperial de guerra, as sabotagens de sua ag\u00eancia de ataque \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos (traduzida pela sigla \u201cCIA\u201d), mas j\u00e1 causa furor na direita mais radical por defender o aumento de impostos para as camadas mais ricas da sociedade. O alvo para o corte de gastos j\u00e1 est\u00e1 claro e foi citado na fala do presidente: \u201cVou vetar qualquer projeto que mude os benef\u00edcios para aqueles que dependem do Medicare mas n\u00e3o aumente a receita ao n\u00e3o pedir aos americanos mais ricos e \u00e0s grandes corpora\u00e7\u00f5es que paguem a sua fatia\u201d. Enfim, n\u00e3o se discute que o Medicare (sistema de sa\u00fade para idosos) sofrer\u00e1 cortes, apenas qual ser\u00e1 o tamanho deles.<\/p>\n<p>Mesmo que tente se passar por popular e defensor dos oprimidos, Obama n\u00e3o pode esconder suas op\u00e7\u00f5es \u2013 e elas s\u00e3o de mais ataques aos trabalhadores. Por ele, o Medicare perderia US$ 248 bilh\u00f5es (aproximadamente R$ 443 bilh\u00f5es), e o Medicaid (para pessoas de baixa renda) US$ 72 bilh\u00f5es (R$ 128,5 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 e o Haiti<\/strong><\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff abusou do falat\u00f3rio \u201cbonitinho, mas ordin\u00e1rio\u201d na ONU. Em mais um exemplo de que discurso \u00e9 discurso, na pr\u00e1tica \u00e9 outra est\u00f3ria, ela criticou o uso da for\u00e7a na solu\u00e7\u00e3o de conflitos durante evento sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica. \u201cAs mulheres s\u00e3o especialmente interessadas na constru\u00e7\u00e3o de um mundo pac\u00edfico e seguro. Quem gera vida n\u00e3o aceita a viol\u00eancia como meio de solu\u00e7\u00e3o de conflitos\u201d, afirmou Dilma, para quem \u201ca exist\u00eancia de conflitos armados vitima principalmente mulheres e crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n<p>Se tivesse car\u00e1ter, ela retiraria as tropas brasileiras do Haiti j\u00e1. Outro ponto a ser comentado \u00e9 sua fala acerca das mulheres: \u00f3tima jogada pol\u00edtica com a maioria da popula\u00e7\u00e3o mundial, mas nada materializado nas pol\u00edticas de Margareth Tatcher, Condoleezza Rice, Hillary Clinton e a da pr\u00f3pria brasileira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pagamos caro por internet e celular. E h\u00e1 quem diga que a privatiza\u00e7\u00e3o foi boa<\/strong><\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de internet e celular est\u00e3o em expans\u00e3o no Brasil, mas a conta ainda \u00e9 cara. Relat\u00f3rio da Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (UIT) informa que, comparado aos habitantes de pa\u00edses como R\u00fassia, \u00cdndia e China, o brasileiro \u00e9 o que mais paga pelas tecnologias.<\/p>\n<p>O brasileiro gasta, em m\u00e9dia, 4,8% de sua renda no pagamento de servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o. A conta \u00e9 maior que a dos russos, cujo gasto com internet e celular equivalem a 1,1% do PNB (produto nacional bruto)\u00a0<em>per capita<\/em>. Na China, o custo equivale a 3,1% e na \u00cdndia a 4,1% do PNB\u00a0<em>per capita<\/em>. Pagamos mais tamb\u00e9m que os argentinos, uruguaios e chilenos.<\/p>\n<p>E ainda h\u00e1 quem tenha a cara de pau de dizer que as privatiza\u00e7\u00f5es no setor foram boas. O pa\u00eds foi fatiado em regi\u00f5es controladas por um cartel que se destacam pelo p\u00e9ssimo servi\u00e7o ofertado e uma \u201cconcorr\u00eancia\u201d na qual todos oferecem praticamente os mesmos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>No Brasil, 1.600 gr\u00e1vidas morrem por ano; 90% por causas evit\u00e1veis. Infec\u00e7\u00e3o hospitalar mata 100.000 mil por ano no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Duas mat\u00e9rias publicadas em\u00a0<strong><em>O Globo<\/em><\/strong> de 18 de setembro descrevem o quadro calamitoso da sa\u00fade no Brasil. Em 80% da rede hospitalar, n\u00e3o h\u00e1 controle de higiene adequado e tampouco tratamento e acompanhamento suficiente para gestantes e rec\u00e9m-nascidos na maior parte das unidades.<\/p>\n<p>A taxa de mortalidade materna, no Brasil, de 75 mulheres a cada 1000 parturientes \u00e9 extremamente elevada, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (a meta acordada pelo Brasil, com a ONU, \u00e9 de 35 mortes por 1000 at\u00e9 o ano 2015).<\/p>\n<p>No Brasil, morre-se por falta de limpeza b\u00e1sica, que abre as portas para infec\u00e7\u00f5es contra\u00eddas no pr\u00f3prio hospital. Morre-se por longas horas de espera, muitas vezes para a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos como a realiza\u00e7\u00e3o de partos sem quaisquer complica\u00e7\u00f5es ou dificuldades espec\u00edficas, ou mesmo para a aplica\u00e7\u00e3o de simples curativos.<\/p>\n<p>Este quadro apenas refor\u00e7a o que vem sendo constatado cada vez mais, no dia a dia dos trabalhadores brasileiros: a sa\u00fade p\u00fablica est\u00e1 sucateada, no Brasil, e a rede privada &#8211; ordenada pelos Planos de Sa\u00fade &#8211; \u00e9 extremamente cara e inacess\u00edvel para a maioria dos trabalhadores, n\u00e3o atende bem, na maioria dos casos, e por sua natureza mercantil jamais oferecer\u00e1 a\u00e7\u00f5es preventivas para evitar enfermidades ou ter\u00e1 uma pol\u00edtica de sa\u00fade, pois visa ao lucro com a venda de procedimentos sofisticados para a cura das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que a sa\u00fade seja p\u00fablica, estatal, gratuita e universal. Para que seja um direito b\u00e1sico de todos, e n\u00e3o um privil\u00e9gio de alguns (poucos) ricos e abastados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Israel tenta evitar vota\u00e7\u00e3o na ONU<\/strong><\/p>\n<p>A proposta de reconhecimento do Estado Palestino pela ONU, nas fronteiras anteriores \u00e0 guerra de 1967, dever\u00e1 ser apresentada pelo atual presidente Mahmoud Abbas ao Conselho de Seguran\u00e7a da organiza\u00e7\u00e3o. Se aprovada, o Estado Palestino ser\u00e1 oficialmente reconhecido e ascender\u00e1 \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de membro pleno das Na\u00e7\u00f5es Unidas. S\u00e3o diversas as rea\u00e7\u00f5es: de um lado, Washington promete vetar a proposta no Conselho de Seguran\u00e7a e pede que o governo israelense retomar as &#8220;negocia\u00e7\u00f5es&#8221; com os palestinos. De outro, governos de v\u00e1rios pa\u00edses e diferentes movimentos pressionam para que o pleito seja aprovado. Abbas reafirma que, caso de o veto nortea-mericano se consumar, a proposta ser\u00e1 apresentada \u00e0 Assembl\u00e9ia Geral.<\/p>\n<p>A busca da &#8220;paz&#8221; na regi\u00e3o, mediada por d\u00e9cadas pelos EUA, resultou no aumento da ocupa\u00e7\u00e3o israelense sobre os territ\u00f3rios palestinos e no apoio estadunidense \u00e0 pol\u00edtica belicista e genocida de Israel ao isolar a popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas restritas, cercadas por muros e vigiadas pelo ex\u00e9rcito, ao invadir de forma contumaz e violenta a Faixa de Gaza e outras regi\u00f5es sobre controle da Autoridade Palestina, impedindo at\u00e9 mesmo a entrada de alimentos e medicamentos doados por organiza\u00e7\u00f5es e governos de outros pa\u00edses. Os EUA sempre estiveram, de fato, do lado de Israel, sustentado por generosas doa\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias de Washington e que representa e defende os seus interesses na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a grande maioria dos governos e da opini\u00e3o p\u00fablica mundial est\u00e1 a favor dos palestinos, por entender que \u00e9 preciso dar um fim a todo este conflito, que \u00e9 essecial que seja garantida a soberania e o direito dos palestinos \u00e0 cidadania plena, ao desenvolvimento e \u00e0 justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da medida pela Assembl\u00e9ia Geral colocar\u00e1 Israel (e seus aliados estadunidenses) em um dilema: ou mudam a pol\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o aos palestinos, referendando a decis\u00e3o, ou caem em total isolamento pol\u00edtico no cen\u00e1rio internacional, estando em jogo a possibilidade de imposi\u00e7\u00e3o, pela ONU, inclusive, de sans\u00f5es diplom\u00e1ticas e econ\u00f4micas contra Israel.<\/p>\n<p>Como afirmou o analista pol\u00edtico Akiva Eldar, do jornal israelense\u00a0<strong><em>Haaretz<\/em><\/strong>, h\u00e1 poucos dias, &#8220;Israel est\u00e1 se aproximando de uma situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da \u00c1frica do Sul na \u00e9poca do apartheid&#8221;, lembrando do isolamento diplom\u00e1tico e econ\u00f4mico imposto pela maioria dos pa\u00edses \u00e0quele pa\u00eds at\u00e9 o fim do regime de segrega\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Justi\u00e7a cada vez mais \u201ccega\u201d, surda, muda e corporativista<\/strong><\/p>\n<p>Disputa nas entranhas da Justi\u00e7a brasileira, que pode ficar ainda mais \u201ccega\u201d: o Supremo Tribunal Federal (STF) pode acabar com o poder do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) para investigar e coibir irregularidades praticadas por ju\u00edzes.<\/p>\n<p>Motivada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), a mesma que h\u00e1 semanas reclamou ao Executivo aumento salarial com o argumento de que \u201carrecada\u201d bilh\u00f5es para o Tesouro, a quest\u00e3o em an\u00e1lise do STF pretende derrubar resolu\u00e7\u00e3o do CNJ que regula e uniformiza os processos disciplinares contra os magistrados.<\/p>\n<p>A depender do resultado do julgamento do Supremo, a Corregedoria Nacional de Justi\u00e7a pode perder a compet\u00eancia de investigar e punir magistrados antes que eles sejam processados pelas corregedorias dos tribunais locais. Dessa forma, os desembargadores que integram os tribunais poderiam proteger os colegas das den\u00fancias sem que o CNJ possa investigar.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<strong><em>Estad\u00e3o<\/em><\/strong>, integrantes da Corregedoria Nacional afirmam que \u201cdar poder absoluto aos tribunais ser\u00e1 prestigiar o corporativismo e a consequ\u00eancia poder\u00e1 ser o arquivamento sum\u00e1rio de den\u00fancias contra os desembargadores em decis\u00f5es corporativistas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nOs superpelegos e o capital\nOs pelegos oriundos do movimento sindical nunca estiveram t\u00e3o \u201cpoderosos\u201d. Isso porque os ativos totais dos fundos de pens\u00e3o brasileiros chegaram a R$ 566 bilh\u00f5es, informa a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp), o que equivale a 15% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa e outras not\u00edcias voc\u00ea confere em A Semana no Olhar Comunista.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1884\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-1884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-uo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}