{"id":18855,"date":"2018-02-26T19:05:19","date_gmt":"2018-02-26T22:05:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18855"},"modified":"2018-02-26T19:05:19","modified_gmt":"2018-02-26T22:05:19","slug":"ocupacao-israelense-mantem-violacoes-contra-jerusalem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18855","title":{"rendered":"A ocupa\u00e7\u00e3o israelense mant\u00e9m viola\u00e7\u00f5es contra Jerusal\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Ahed Tamimi, a adolescente convertida em s\u00edmbolo da resist\u00eancia palestina\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.sozcu.com.tr\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/eht.jpg\" alt=\"Ahed Tamimi, a adolescente convertida em s\u00edmbolo da resist\u00eancia palestina\" \/><!--more--><\/p>\n<p>Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>Jim Fitzpatrick: \u2018Ahed Tamimi, para mim, \u00e9 o s\u00edmbolo da nobreza frente \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p>O artista irland\u00eas Jim Fitzpatrick, o homem por tr\u00e1s da famosa gravura em vermeho e preto do Che Guevara, se inspirou em uma nova hero\u00edna, a adolescente palestina Ahed Tamimi<\/p>\n<p>Fitzpatrick criou uma impress\u00e3o de al-Tamimi segurando uma bandeira palestina sobre o s\u00edmbolo da Mulher Maravilha, da DC Comics. Na impress\u00e3o aparece escrito: \u201cExiste uma verdadeira mulher maravilhosa\u201d. A imagem pode ser encontrada em sua p\u00e1gina web.<\/p>\n<p>Ahed, de 17 anos, se converteu em um s\u00edmbolo internacional da resist\u00eancia palestina depois de sua pris\u00e3o em dezembro do ano passado, que se produziu dias depois de um enfrentamento com soldados israelenses.<\/p>\n<p>\u201cAhed al-Tamimi, para mim, significa nobreza frente \u00e0 opress\u00e3o. \u00c9 somente uma menina\u201d, declarou Fitzpatrick \u00e0 web de not\u00edcias Newsweek.<\/p>\n<p>\u201cQuando tinha 15 anos, acho que ficaria petrificado. De onde for que obtenha sua coragem, chegou a todo o mundo. S\u00f3 sou parte disso\u201d. Declarou: \u201cTenho medo que a matem. E \u00e9 por isso que estou fazendo isto\u201d.<\/p>\n<p>No incidente, que ocorreu em seu povoado natal Nabi Saleh, pr\u00f3ximo de Ramallah, Ahed foi gravada por sua m\u00e3e, Nariman, gritando e empurrando dois soldados. Se v\u00ea Ahed chutando um soldado e golpeando o rosto, e amea\u00e7ando bater no outro. O v\u00eddeo se tornou viral e s\u00f3 quatro dias depois, na noite de 19 de dezembro, Ahed e sua m\u00e3e foram presas ap\u00f3s os soldados assaltarem sua casa. Ahed declarou que o incidente aconteceu depois que ela viu um v\u00eddeo, no qual seu primo, de 15 anos, recebeu um disparo na cabe\u00e7a com uma bala de borracha.<\/p>\n<p>Ahed enfrenta 12 acusa\u00e7\u00f5es, incluindo assalto, \u201cincita\u00e7\u00e3o\u201d e lan\u00e7amento de pedras. Caso seja condenada, ter\u00e1 que cumprir\u00e1 um longo per\u00edodo na pris\u00e3o. O juiz Menachem Liberman, ordenou que o caso, levado a cabo por um tribunal militar, tramitasse de portas fechadas.<\/p>\n<p>O juiz esclareceu a corte de diplomatas, jornalistas e partid\u00e1rios de Ahed. Liberman declarou que a inten\u00e7\u00e3o da medida era proteger a privacidade de Ahed, como menor de idade. A advogada da adolescente, Gaby Lasky, declarou que sua cliente estava disposta a renunciar a este direito.<\/p>\n<p>\u201cEste tribunal de ocupa\u00e7\u00e3o teme que este caso seja m\u00e1 publicidade para Israel\u201d, declarou a Sra. Lasky. \u201cDepois de colocar Ahed sob deten\u00e7\u00e3o aberta em viola\u00e7\u00e3o a seus direitos como menor de idade, o tribunal agora usa o falso pretexto de proteger estes direitos para se proteger das cr\u00edticas que apresenta este caso\u201d.<\/p>\n<p>Fonte original: <a href=\"https:\/\/www.monitordeoriente.com\/20180219-jim-fitzpatrick-y-ahed-al-tamimi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Monitor de Oriente <\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Um palestino morre sob deten\u00e7\u00e3o das for\u00e7as israelenses<\/strong><\/h2>\n<p>AlMayadeen \u2013 Um palestino de 33 anos, identificado como Yasir Omar Saradeeh, perdeu a vida em Ariha, na Cisjord\u00e2nia ocupada, pouco depois que as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o israelenses o detiveram na manh\u00e3 desta quinta-feira, durante uma manifesta\u00e7\u00e3o contra o regime de Tel Aviv.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito israelense informou \u00e0 fam\u00edlia de Saradeeh que o jovem palestino sofreu convuls\u00f5es depois de inalar g\u00e1s lacrimog\u00eaneo durante enfrentamentos registrados em Ariha (Jeric\u00f3), segundo reportou a ag\u00eancia WAFA.<\/p>\n<p>No entanto, testemunhos presenciais asseguraram que as for\u00e7as israelenses foram impiedosas golpeando a v\u00edtima ap\u00f3s det\u00ea-la. A fam\u00edlia de Yasin Omar manifestou que este n\u00e3o tinha nenhum problema de sa\u00fade antes de sua pris\u00e3o. Conforme denunciou a Sociedade de Prisioneiros Palestinos (SPP), uns 213 palestinos, inclusive Saradeeh, foram assassinados pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a israelense ap\u00f3s serem presos, desde a ocupa\u00e7\u00e3o de 1967.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, 75 morreram como resultado de assassinato premeditado, sete assassinados a tiros durante sua deten\u00e7\u00e3o, 59 por neglig\u00eancia m\u00e9dica e 72 por tortura, acrescentou a SPP.<\/p>\n<p>Na jornada desta quinta-feira, tamb\u00e9m transcendeu que o munic\u00edpio de Jerusal\u00e9m aprovou a constru\u00e7\u00e3o de 3 mil habita\u00e7\u00f5es fora da Linha Verde, no terreno entre o bairro de Gilo e a estrada dos t\u00faneis.<\/p>\n<p>O vice-prefeito de Jerusal\u00e9m expressou que \u201choje \u00e9 um dia hist\u00f3rico para a cidade\u201d ocupada.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o israelense continua suas viola\u00e7\u00f5es contra Al Quds (Jerusal\u00e9m)<\/p>\n<p>HANAA MAHAMEED<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o israelense continua suas viola\u00e7\u00f5es contra Al Quds (Jerusal\u00e9m) e seus habitantes atrav\u00e9s de seu novo plano de seguran\u00e7a no port\u00e3o Al Amud, complicando a vida cotidiana dos filhos desta cidade sagrada.<\/p>\n<p>Assista ao v\u00eddeo: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch? v=EKet3oEA80U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.youtube.com\/watch? v=EKet3oEA80U<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>A ocupa\u00e7\u00e3o israelense continua suas viola\u00e7\u00f5es contra Al Quds (Jerusal\u00e9m).<\/strong><\/h2>\n<p>A qualquer transeunte pode parecer estar entrando em uma base militar e n\u00e3o na velha cidade, repleta da vida de uma sociedade civil palestina. Uma impress\u00e3o que a ocupa\u00e7\u00e3o israelense trata de planejar minuciosamente atrav\u00e9s de suas novas medidas militares neste local t\u00e3o hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria se remonta h\u00e1 pouco anos, evocando o momento em que film\u00e1vamos aqui as viv\u00eancias cotidianas das pessoas. Nunca pensamos que isso pudesse converter-se t\u00e3o r\u00e1pido em um documento hist\u00f3rico do lugar. Bab Al Amud, ou o Port\u00e3o de Damasco, foi constru\u00eddo na \u00e9poca romana e adquiriu sua estrutura atual durante a \u00e9poca aut\u00f4noma. Para os que habitaram Al Quds recentemente, Bab Al Amud representa uma pra\u00e7a para fazer as compras, relaxar e vislumbrar a paisagem da velha Al Quds.<\/p>\n<p>Dispositivos, plataformas, sombras, c\u00e2meras e torres de seguran\u00e7a da Ocupa\u00e7\u00e3o vigiam e monitoram cada movimento ou murm\u00fario que ocorrem aqui. Por\u00e9m, a deforma\u00e7\u00e3o e o vandalismo do patrim\u00f4nio e da hist\u00f3ria \u00e9 um assunto mais das tantas viola\u00e7\u00f5es israelenses. Realmente d\u00f3i muito ouvir hoje o ru\u00eddo dos trabalhos militares mais alto que as vozes dos vendedores e dos habitantes e turistas que t\u00eam tantas hist\u00f3rias com este lugar e tantas viv\u00eancias gravadas nas mem\u00f3rias dos palestinos. E pior ainda s\u00e3o as suspeitas de que estes atos sejam justamente uma introdu\u00e7\u00e3o para algo oculto ainda mais complexo.<\/p>\n<p>Das pris\u00f5es a Gaza: o sistema punitivo de uma ocupa\u00e7\u00e3o ilegal<\/p>\n<p>Apesar da ilegalidade da ocupa\u00e7\u00e3o, Israel mant\u00e9m trancadas algo em torno de 6.000 pessoas palestinas. As organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos reclamam a aplica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o de Genebra em territ\u00f3rio ocupado. As pessoas detidas s\u00e3o prisioneiras de guerra, por\u00e9m Israel n\u00e3o entende assim. Desde 15 de fevereiro, os e as encarceradas do regime de deten\u00e7\u00e3o administrativa boicotar\u00e3o os julgamentos dos tribunais israelenses.<\/p>\n<p>Artigo de ISABEL P\u00c9REZ \u2013 20 de fevereiro de 2018<\/p>\n<p>O jovem palestino Mustafa Al-Moghrabi diz n\u00e3o lembrar o que aconteceu minutos depois de um grupo de colonos israelenses come\u00e7ar a agredi-lo. Mustafa acabara de rezar na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusal\u00e9m, quando os colonos se correram em sua dire\u00e7\u00e3o. No entanto, o v\u00eddeo do jovem deitado no solo, convulsionando e sangrando ser\u00e1 lembrado pela opini\u00e3o p\u00fablica durante muito tempo.<\/p>\n<p>[Advert\u00eancia: este v\u00eddeo contem imagens que podem ferir a sensibilidade]: https:\/\/www.youtube.com\/watch? v=p4tqUc4BfPc<\/p>\n<p>\u201cForam 10 ou 15 colonos. Eu saia da mesquita e ouvi que me diziam algo. Virei para ver o que diziam. At\u00e9 que n\u00e3o vi o v\u00eddeo, n\u00e3o soube o que tinha me acontecido\u201d, explica o jovem em uma entrevista.<\/p>\n<p>Tanto ele como sua fam\u00edlia sabem que dito grupo n\u00e3o ser\u00e1 detido pelas autoridades israelenses, que mant\u00eam os territ\u00f3rios palestinos da faixa de Gaza, Cisjord\u00e2nia e Jerusal\u00e9m Oriental, sob ocupa\u00e7\u00e3o desde 1967. Neste regime, a entidade ocupante, Israel, aplica um sistema judicial desigual e injusto para a popula\u00e7\u00e3o nativa palestina. Para esta, julgamentos, independentemente de se s\u00e3o menores de idade. Para as pessoas judias que colonizam as terras e habitam v\u00e1rios dos assentamentos ilegais nos territ\u00f3rios palestinos, um sistema civil.<\/p>\n<p>Colocar um v\u00e9u ante a opini\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>Ahed Tamimi \u00e9 o rosto dos mais de 350 meninos e meninas palestinas trancadas em c\u00e1rceres israelenses, que devem passar por julgamentos militares. Em 13 de fevereiro passado, mais uma vez, o julgamento voltou a atrasar sua senten\u00e7a. A sess\u00e3o, al\u00e9m disso, foi a portas fechadas.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o est\u00e1 certo. Necessitamos que os meios de comunica\u00e7\u00e3o e as pessoas vejam o que est\u00e1 ocorrendo\u201d, explicou o pai de Ahed ante as c\u00e2meras que gravaram a menina prisioneira. \u201cN\u00e3o confiamos nesta corte, tampouco neste sistema. Tememos o que tenham preparado para Ahed e sua m\u00e3e\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, todas as sess\u00f5es tinham sido p\u00fablicas. A defesa de Tamimi, a advogada e defensora dos direitos humanos israelense Gaby Lasky, disse que a raz\u00e3o pela qual o tribunal decidiu celebrar a sess\u00e3o a portas fechadas \u00e9 o medo da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cO tribunal tem medo que a gente ven\u00e7a, entre e veja o que est\u00e1 acontecendo: a infra\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos direitos dos e das meninas palestinas\u201d, explicou Lasky na sa\u00edda do julgamento. \u201cAhed tem direito de resistir \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 uma conduta criminosa. Hoje apresentamos declara\u00e7\u00f5es preliminares dizendo que a ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 legal e, por isso, a legitimidade deste tribunal \u00e9 question\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Ahed pode pegar 12 anos de pris\u00e3o por \u201cresistir \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, participar de protestos e marchas em seu povoado, Nabi Saleh na Cisjord\u00e2nia. Ahed foi detida em 19 de dezembro de 2017, ap\u00f3s esbofetear um soldado israelense nos arredores de sua casa, pouco depois de saber que seu primo Mohamed, de 15 anos, tinha sido baleado na cabe\u00e7a e estava em coma em um hospital.<\/p>\n<p>Boicote aos julgamentos por deten\u00e7\u00e3o administrativa<\/p>\n<p>Apesar da ilegalidade da ocupa\u00e7\u00e3o Israel mant\u00e9m trancafiadas aproximadamente 6.000 pessoas palestinas em c\u00e1rceres existentes tanto no territ\u00f3rio palestino ocupado como em Israel. A popula\u00e7\u00e3o palestina se v\u00ea for\u00e7ada a defender-se dentro de um marco legal criado para favorecer a deten\u00e7\u00e3o e a proposta de lei segue avan\u00e7ando na Knesset, inclusive a execu\u00e7\u00e3o de pessoas palestinas. As organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos n\u00e3o deixam de repeti-lo: em territ\u00f3rio ocupado deveria ser aplicada a Conven\u00e7\u00e3o de Genebra. As pessoas detidas s\u00e3o prisioneiras de guerra, por\u00e9m Israel n\u00e3o entende assim.<\/p>\n<p>Desde de quinta-feira, 15 de fevereiro, tal e como apontou o Clube de Prisioneiros e Prisioneiras da Palestina, os e as encarceradas em regime de deten\u00e7\u00e3o administrativa boicotar\u00e3o os julgamentos dos tribunais israelenses. Assim como est\u00e1 ocorrendo com Ahed Tamimi, suas senten\u00e7as entre as grades da ocupa\u00e7\u00e3o sofrem cont\u00ednuos prolongamentos. Os que faz com que uma deten\u00e7\u00e3o administrativa que, a priori, dura um, dois ou tr\u00eas meses, se converta em uma condena\u00e7\u00e3o de anos. Isto provoca o decaimento do estado psicol\u00f3gico das e dos prisioneiros ao desconhecer totalmente o que pode acontecer.<\/p>\n<p>\u201cCome\u00e7aremos u boicote aberto a todos os tribunais de deten\u00e7\u00e3o administrativa porque cremos que o n\u00facleo da resist\u00eancia a esta pol\u00edtica prov\u00e9m do boicote a este sistema jur\u00eddico israelense\u201d \u2013 reza o comunicado do boicote \u2013 \u201cChamamos os meios, os comit\u00eas jur\u00eddicos e p\u00fablicos a que nos apoiem nesta campanha\u201d.<\/p>\n<p>A deten\u00e7\u00e3o administrativa permite a Israel encarcerar a gente palestina sem que esta tenha direito a uma defesa justa, mantendo as acusa\u00e7\u00f5es em segredo, uma pr\u00e1tica de contraven\u00e7\u00e3o das leis internacionais.<\/p>\n<p>Gaza, a pris\u00e3o ao ar livre, agoniza<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos sete dias, as for\u00e7as israelenses feriram 45 civis palestinos, incluindo 17 menores, na Cisjord\u00e2nia e na Faixa de Gaza, segundo indica o Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR).<\/p>\n<p>\u201cVinte e seis foram feridos na Faixa de Gaza, entre eles, 10 menores e 2 pescadores\u201d, aponta o Centro. \u201cNa Faixa de Gaza, as for\u00e7as israelenses continuaram seus ataques contra pescadores, pondo em perigo suas vidas e sua \u00fanica forma de subsist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Os organismos internacionais e locais alertam sobre a perigosa situa\u00e7\u00e3o que se vive na Faixa de Gaza, cuja economia poderia ser derrubada em um per\u00edodo de dois meses se as condi\u00e7\u00f5es e o bloqueio n\u00e3o foram solucionados.<\/p>\n<p>Os protestos ocorrem em toda a Faixa. Algumas vezes s\u00e3o jovens que v\u00e3o \u00e0 Linha Verde, outras s\u00e3o agricultores, comerciantes ou estudantes que realizam manifesta\u00e7\u00f5es nas imedia\u00e7\u00f5es das inacess\u00edveis passagens fronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p>Na passagem Beit Han\u00fan-Erez, administrada por Israel, se alcan\u00e7ou o recorde de menos permiss\u00f5es outorgadas para casos m\u00e9dicos. Em uma nota de imprensa conjunta, o Centro Al Mezan para os Direitos Humanos, Anistia Internacional, Human Rights Watch, a brit\u00e2nica Ajuda M\u00e9dica para a Palestina (MAP) e a israelense M\u00e9dicos pelos Direitos Humanos, denunciaram que em 2017 morreram 54 pessoas enquanto esperavam uma permiss\u00e3o israelense para sair para tratamento.<\/p>\n<p>\u201cVemos que Israel nega ou atrasa cada vez mais o acesso ao tratamento de c\u00e2ncer e outras enfermidades, tratamentos que salvam vidas fora de Gaza. Vemos um n\u00famero surpreendentemente alto de pacientes palestinos que morrem, enquanto o sistema de sa\u00fade de Gaza est\u00e1 submetido a meio s\u00e9culo de ocupa\u00e7\u00e3o e uma d\u00e9cada de bloqueio\u201d, disse Aimee Shalan, diretor executivo da MAP.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Assuntos Humanit\u00e1rios em territ\u00f3rios palestinos ocupados (OCHA, sigla em ingl\u00eas) assinala que o total de dias em 2017 que o Egito abriu a passagem de Rafah foram 36. Recentemente, se abriu de novo durante tr\u00eas dias e com restri\u00e7\u00f5es, por\u00e9m a lista de espera ascende a mais de 20.000 pessoas, incluindo casos humanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Fonte original: <a href=\"http:\/\/arainfo.org\/de-las-prisiones-a-gaza-el-sistema-punitivo-de-una-ocupacion-ilegal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AraInfo.org<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Palestina: Informe da ONU critica duramente o neg\u00f3cio da ocupa\u00e7\u00e3o: fazer dinheiro com os assentamentos<\/strong><\/h2>\n<p>O Escrit\u00f3rio de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ODHNU) publicou, na semana passada, a atualiza\u00e7\u00e3o de sua investiga\u00e7\u00e3o para elaborar uma base de dados de empresas envolvidas nos assentamentos ilegais de Israel nos territ\u00f3rios palestinos ocupados, segundo o ordenado por uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos da ONU, adotada em mar\u00e7o de 2016.<\/p>\n<p>O informe revela que identificaram 206 empresas, em sua maioria israelenses ou estadunidenses, envolvidas em atividades diretamente vinculadas aos assentamentos ou que constituem processos que \u201cpermitam e apoiem seu estabelecimento, expans\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>La actualizaci\u00f3n, sin embargo, no incluye el listado de dichas empresas y solicita \u201cm\u00e1s recursos\u201d para completar el trabajo y contactar incluso con las 206 empresas. Solo as\u00ed, seg\u00fan el informe, la oficina podr\u00eda \u201cproporcionar en una actualizaci\u00f3n futura los nombres de las empresas dedicadas a las actividades enumeradas\u201d.<\/p>\n<p>Intensa press\u00e3o estadunidense e israelense<\/p>\n<p>O fato dos nomes das empresas n\u00e3o terem sido publicados \u00e9 uma vit\u00f3ria para Israel, ainda que n\u00e3o por muito tempo. O informe \u00e9 um acontecimento positivo, sobretudo frente \u00e0 intensa press\u00e3o exercida por Israel e pelos Estados Unidos sobre o Escritorio do Alto Comissionado das Na\u00e7\u00f5es Unidas pelos Direitos Humanos, com o prop\u00f3sito de paralisar a elabora\u00e7\u00e3o da base de dados.<\/p>\n<p>Antes de se votar em mar\u00e7o de 2016, em Genebra, o mandato para a elabora\u00e7\u00e3o da base de dados, tanto Israel como os Estados Unidos exerceram \u201cintensos esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos\u201d para bloquear a resolu\u00e7\u00e3o. Em agosto de 2017, as informa\u00e7\u00f5es publicadas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o estadunidense e israelenses constatavam que estavam intensificando as press\u00f5es bloquear sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 lament\u00e1vel que ainda n\u00e3o se tenha publicado a base de dados completa com os nomes das empresas, a atualiza\u00e7\u00e3o \u00e9 em si importante por v\u00e1rias raz\u00f5es. Em primeiro lugar, o informe do Escrit\u00f3rio do Alto Comissionado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos estabelece que os assentamentos s\u00e3o uma grave viola\u00e7\u00e3o do direito internacional e um empreendimento intrinsecamente discriminat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cOs assentamentos est\u00e3o alterando extraordinariamente a composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do territ\u00f3rio palestino ocupado e amea\u00e7am fundamentalmente o direito dos palestinos \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o informe, citando \u201co profundo impacto dos assentamentos\u201d nos direitos humanos dos palestinos.<\/p>\n<p>\u201cAs viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos associadas com os assentamentos s\u00e3o onipresentes e devastadoras, e afetam todas as facetas da vida palestina\u201d, continua o informe, citando as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade de religi\u00e3o, de movimento e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, assim como ao direito palestino \u00e0 terra e \u00e0 \u00e1gua, ao acesso aos meios de subsist\u00eancia e ao direito a um n\u00edvel de vida digno.<\/p>\n<p>Opor-se \u00e0 impunidade<\/p>\n<p>Os assentamentos n\u00e3o s\u00e3o, pois, um mero assunto a ser resolvido mediante negocia\u00e7\u00f5es; destacar a gravidade do delito que sup\u00f5em e seu impacto constitui uma tarefa essencial para opor-se a sua impunidade.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, o informe aborda alguns dos argumentos que se esgrimem para justificar os assentamentos ou a cumplicidade das empresas que operam neles, em concreto, a afirma\u00e7\u00e3o de que os assentamentos israelenses \u201cproporcionam trabalho \u00e0s fam\u00edlias e contribuem para estimular a economia palestina\u201d.<\/p>\n<p>O Escrit\u00f3rio do Alto Comissionado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos assinala que este argumento \u201cn\u00e3o reconhece que a presen\u00e7a de assentamentos no territ\u00f3rio palestino ocupado, que \u00e9 ilegal, serve para oprimir a economia palestina e para reduzir as oportunidades de que as empresas palestinas prosperem. Por exemplo, \u201co setor agr\u00edcola, que \u00e9 a medula espinhal da economia palestina, est\u00e1 em retrocesso permanente desde 1967 pela desapropria\u00e7\u00e3o de terras e a proibi\u00e7\u00e3o de que os agricultores palestinos acessem \u00e0s \u00e1reas agr\u00edcolas, aos recursos h\u00eddricos e aos mercados comerciais\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a coloniza\u00e7\u00e3o de Israel e as restri\u00e7\u00f5es impostas aos palestinos em 60% da Cisjord\u00e2nia, conhecida como \u00c1rea C, \u201creduziu significativamente os terrenos dispon\u00edveis para o uso do setor privado palestino\u201d e contribui para uma \u201ccrise de desemprego permanente\u201d.<\/p>\n<p>En otras palabras, es el plan israel\u00ed de ocupaci\u00f3n y creaci\u00f3n de asentamientos el que crea las condiciones econ\u00f3micas que obligan a \u201cmiles de palestinos en paro a buscar trabajo en Israel y en los asentamientos, en actividades manuales de baja cualificaci\u00f3n y baja retribuci\u00f3n\u201d.<\/p>\n<p>Todos os setores envolvidos<\/p>\n<p>Finalmente, e inclusive ainda que n\u00e3o se nomeie empresas concretas, o informe da ODHNU deixa uma coisa muito clara: o Estado de Israel e cada setor da economia israelense s\u00e3o respons\u00e1veis e c\u00famplices dos assentamentos.<\/p>\n<p>\u201cA ODHNU adverte que a atividade empresarial desempenha um papel determinante como facilitadora do programa geral de coloniza\u00e7\u00e3o mediante assentamentos, porque contribui com o confisco de terras por parte de Israel e com o traslado de sua popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do desenvolvimento comercial\u201d, disse o informe.<\/p>\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o empresarial nos assentamentos inclui as principais ind\u00fastrias e setores\u201d, acrescenta, entre elas o banco, o turismo, a seguran\u00e7a privada, os im\u00f3veis, a tecnologia, a constru\u00e7\u00e3o, as telecomunica\u00e7\u00f5es, a agricultura, o transporte e a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda que esta informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja nova, resulta muito \u00fatil que o informe da ODHNU o explicite t\u00e3o claramente. A mensagem \u00e9 rotunda: se nos opusermos aos assentamentos, se apoiarmos a presta\u00e7\u00e3o de contas [de Israel] pelas graves viola\u00e7\u00f5es do direito internacional e dos direitos humanos, n\u00e3o tem sentido restringirmos nosso boicote a algumas frutas e verduras cultivadas pelos colonos.<\/p>\n<p>Como escrevia um preocupado colunista no jornal israelense Yedioth Ahronoth, em mar\u00e7o de 2016, a base de dados de neg\u00f3cios poderia \u201ccausar graves problemas\u201d, porque \u201ca lista de empresas israelenses que trabalham nos assentamentos \u00e9 longa e inclui a maioria do setor empresarial\u201d.<\/p>\n<p>Uma oportunidade para avan\u00e7ar na exig\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de contas<\/p>\n<p>Portanto, ainda que n\u00e3o d\u00ea nomes, o novo informe da ODHNU \u00e9 uma oportunidade para a campanha de boicote: p\u00f5e \u00eanfase nas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos intr\u00ednsecas ao projeto colonial dos assentamentos, destr\u00f3i os argumentos de que estes beneficiem os trabalhadores palestinos e destaca a responsabilidade do Estado de Israel e de quase todas as principais ind\u00fastrias e setores israelenses.<\/p>\n<p>Como o expressou o Comit\u00ea Nacional Palestino do BDS, \u201cainda que este informe da ONU n\u00e3o v\u00e1 o suficientemente longe, constitui um passo positivo que confirma a necessidade de nosso trabalho de base\u201d.<\/p>\n<p>Nas palavras da Human Rights Watch, a ONU e seus Estados membros devem agora \u201calocar os recursos necess\u00e1rios\u201d para que o Escrit\u00f3rio do Alto Comissionado para os Direitos Humanos \u201cpublique os nomes daqueles que continuam operando nos assentamentos\u201d. A medida em que a administra\u00e7\u00e3o Trump e o Governo israelense trabalham conjuntamente para enfraquecer as institui\u00e7\u00f5es internacionais, esta \u00e9 uma oportunidade para avan\u00e7ar na exig\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de contas que n\u00e3o devemos perder.<\/p>\n<p>Ben White \u00e9 o autor de Israeli Apartheid: A Beginner\u2019s Guide and Palestinians in Israel: Segregation, Discrimination and Democracy. Escreve no Middle East Monitor e seus artigos foram publicados pelo Al Jazeera, Al Araby, Huffington Post, Electronic Intifada, The Guardian\u2019s Comment is Free e outros.<\/p>\n<p>Fonte original: <a href=\"http:\/\/www.middleeasteye.net\/columns\/un-report-deals-blow-illegal-israeli-settlements-1924286442\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www. middleeasteye.net\/columns\/un- report-deals-blow-illegal- israeli-settlements-1924286442<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o para Rebeli\u00f3n: Loles Oliv\u00e1n Hij\u00f3s.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/kaosenlared.net\/palestina-un-informe-de-la-onu-critica-duramente-el-negocio-de-la-ocupacion-hacer-dinero-con-los-asentamientos-de-israel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kaosenlared.net <\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2><strong>Ahed Tamimi, a adolescente convertida em s\u00edmbolo da resist\u00eancia palestina<\/strong><\/h2>\n<p>Esta jovem \u201cdemasiado perigosa\u201d para Israel para estar em liberdade at\u00e9 o fim de seu julgamento, desconhece quanto tempo resta no c\u00e1rcere de Shar\u00f3n, ao norte de Tel Aviv, onde espera em uma cela junto a outras menores que um tribunal militar israelense decida sobre as doze acusa\u00e7\u00f5es que sofre.<\/p>\n<p>Mar\u00eda Sevillano Nabi Saleh (Cisjordania)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.efe.com\/efe\/espana\/cronicas\/ahed-tamimi-la-adolescente-convertida-en-simbolo-de-resistencia-palestina\/10013-3529947\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EFE<\/a><\/p>\n<p>Incluem atacar as for\u00e7as de seguran\u00e7a, atirar pedras, participar de manifesta\u00e7\u00f5es violentas, amea\u00e7as e incita\u00e7\u00e3o, algunas baseadas em fatos ocorridos h\u00e1 dois anos e que, segundo sua advogada, Gabi Lasky, s\u00f3 foram evidenciados em repres\u00e1lia pelo v\u00eddeo no qual esbofeteia um soldado na porta de sua casa em Nabi Saleh, na Cisjord\u00e2nia ocupada, que se torou viral assim que difundido.<\/p>\n<p>Para Lasky, Israel pretende com este caso \u201cdissuadir\u201d outros jovens de seguirem seu exemplo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, seus atos e, tamb\u00e9m, sua deten\u00e7\u00e3o levaram a convert\u00ea-la em um s\u00edmbolo de identidade do ativismo palestino, que os jornais comparam com Joana D\u2019Arc, Anne Frank ou Nelson Mandela.<\/p>\n<p>Ahed passa as horas na pris\u00e3o lendo novelas, preparando-se para o \u201ctawjihi\u201d \u2013exame de acesso \u00e0 universidade \u2013, fazendo esporte e, sempre que pode, busca a companhia de sua m\u00e3e, Nariman, presa no mesmo centro por cinco delitos, que tamb\u00e9m inclui agress\u00e3o a soldado.<\/p>\n<p>Seu pai, Basem, um ativista e ex-prisioneiro de Israel, n\u00e3o as visitou porque n\u00e3o conseguiu obter uma permiss\u00e3o para entrar no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O evento com os soldados gravado em v\u00eddeo \u00e9 s\u00f3 o \u00faltimo de uma s\u00e9rie de enfrentamentos entre a jovem de longos cabelos loiros \u2013 chamativa nesta zona \u2013 e as for\u00e7as de seguran\u00e7a israelenses.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a dura experi\u00eancia da Segunda Intifada, Nabi Saleh se somou, em 2009, ao movimento da \u201cresist\u00eancia n\u00e3o violenta\u201d, com o v\u00e9rtice de seus protestos em manifesta\u00e7\u00f5es contra a apropria\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia judia de Halamish de um manancial usado pelos residentes do povoado durante gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Este contexto colocou Ahed, uma menina de 9 anos ent\u00e3o, frente a frente com a ocupa\u00e7\u00e3o: pris\u00f5es, soldados nas ruas, canh\u00f5es de \u00e1gua com odor nauseante, granada de estrondo, g\u00e1s lacrimog\u00eaneo, balas recauchutadas e at\u00e9 muni\u00e7\u00e3o real, como a que matou seu tio Rushdie, de 31 anos, em 2012.<\/p>\n<p>Nabi Saleh se converteu em um \u00edcone ao qual ativistas e curiosos de todo o mundo, que passavam pela Cisjord\u00e2nia, se aproximavam para conhecer a fam\u00edlia que j\u00e1 constitui a hist\u00f3ria recente da Palestina.<\/p>\n<p>Os Tamimi foram retratados em 2013 no artigo do New York Times que apresentava se n\u00e3o seria nessa pequena localidade de 600 habitantes, rodeada de assentamentos, onde estouraria a Terceira Intifada.<\/p>\n<p>Os chamativos cabelos, os olhos claros, o rosto transformado pela ira de Ahed foram difundidos nos meios durante anos, assim como o restante das crian\u00e7as do povoado, que por decis\u00e3o do cl\u00e3, foram inclu\u00eddos nas atividades de protesto, \u201cpara ajudar a processar sua realidade\u201d.<\/p>\n<p>Assim, ali os menores impedem ou presenciam as pris\u00f5es de familiares ou enfrentam os soldados armados.<\/p>\n<p>Ante eles, Ahed mostra uma inteireza e seriedade impr\u00f3prias de uma adolescente que nas horas livres joga futebol ou organiza coreografias da Rihanna com sua prima Jana, outra \u2018menina-fen\u00f4meno\u2019 da localidade que, com onze anos, \u00e9 conhecida como \u201ca jornalista mais jovem do mundo\u201d.<\/p>\n<p>Sua atitude lhe valeu men\u00e7\u00f5es de honra do presidente palestino, Mahmud Ab\u00e1s, e do primeiro ministro turco, Recep Tayip Erdogan, e inspirou o artista irland\u00eas Jim Fitzpatrick, autor do ic\u00f4nico retrato em preto e branco do Che Guevara, para convert\u00ea-la em uma hero\u00edna de p\u00f4ster sob a legenda: \u201cExiste uma Wonder Woman real\u201d.<\/p>\n<p>O caso mobilizou escritores, artistas e acad\u00eamicos dos EUA, entre eles Rosario Dawson e Angela Davis, \u00e9 seguido nas redes sociais sob a hastag #FreeAhed e deu visibilidade \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de 330 menores palestinos trancafiados em c\u00e1rceres israelenses.<\/p>\n<p>\u201cSempre diz o mesmo quando perguntam o que quer ser\u201d, diz seu pai, que acredita que esta jovem \u201ct\u00edmida, calada, valente e forte\u201d se tornou famosa, entre muitas raz\u00f5es, porque com seus olhos azuis e seu cabelo loiro, \u201cgolpeia a mentalidade ocidental\u201d.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: Ahed Tamimi, uma adolescente palestina de 17 anos que quer ser jogadora de futebol e que cumpre hoje dois meses em uma pris\u00e3o ap\u00f3s esbofetear um soldado, se converteu em um s\u00edmbolo da resist\u00eancia de seu povo contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense.<\/p>\n<p>Fonte original: https:\/\/www.efe.com\/efe\/espana\/cronicas\/ahed-tamimi-la-adolescente-convertida-en-simbolo-de-resistencia-palestina\/10013-3529947<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18855\"> 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