{"id":18895,"date":"2018-03-02T15:27:48","date_gmt":"2018-03-02T18:27:48","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18895"},"modified":"2018-03-07T21:15:47","modified_gmt":"2018-03-08T00:15:47","slug":"cursinho-popular-lima-barreto-uma-frente-de-trabalho-junto-aos-jovens-da-periferia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18895","title":{"rendered":"Cursinho Popular Lima Barreto: uma frente de trabalho junto\u00a0aos jovens da periferia"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Cursinho Popular Lima Barreto: uma frente de trabalho junto\u00a0aos jovens da periferia\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/graph.facebook.com\/935246453232657\/picture\" alt=\"Cursinho Popular Lima Barreto: uma frente de trabalho junto\u00a0aos jovens da periferia\" \/><!--more-->\u201cQuando eu entrei no Cursinho Popular Lima Barreto (indicado por meu amigo) no come\u00e7o desse ano, eu estava extremamente cansada, desanimada e sem vontade alguma de estudar todas as mat\u00e9rias de novo e passar pelos mesmos vestibulares. Realmente achei que seria a mesma coisa que no meu antigo cursinho Etapa, que foi maravilhoso pra mim em muitas quest\u00f5es, s\u00f3 que em um cursinho popular, e\u00a0<u>foi bem diferente<\/u>. L\u00e1 eu vi educadores que realmente amam o que fazem e se preocupam com o futuro dos jovens que n\u00e3o tem nada f\u00e1cil na vida, eu tive caf\u00e9s da manh\u00e3 coletivos e cantei um grito de guerra, eu vi estudantes que n\u00e3o me olhavam como se eu fosse s\u00f3 mais uma concorrente a ser passada, e sim como algu\u00e9m que est\u00e1 no mesmo barco que eles, l\u00e1 eu senti liberdade em expor a minha opini\u00e3o e perguntar coisas do ensino fundamental sem que me olhassem como se eu fosse burra, l\u00e1 eu aprendi o que \u00e9 pol\u00edtica em seu sentido mais puro, eu tive aulas sobre assuntos al\u00e9m do vestibular, conhecimento que vou levar pra vida toda, l\u00e1 eu senti que iria vencer junto com eles, me senti acolhida, eu entendi tambm que h\u00e1 coisas que n\u00e3o dependem s\u00f3 de mim, eu fui incentivada e motivada e recebia uma inje\u00e7\u00e3o de \u00e2nimo todo fim de semana, l\u00e1 eu conheci pessoas maravilhosas que vou levar no meu cora\u00e7\u00e3o pra sempre. Obrigada a todos voc\u00eas por essa oportunidade, por esse ano e por tudo!\u201d[1]<\/p><\/blockquote>\n<p>Foi com este depoimento que o Cursinho Popular Lima Barreto (CPLB) terminou o ano de 2017, realizando a festa de confraterniza\u00e7\u00e3o no \u00faltimo dia 25\/11. Toda a coordena\u00e7\u00e3o do cursinho pensou: MISS\u00c3O CUMPRIDA! Este cursinho popular n\u00e3o nasceu com o objetivo de fazer os estudantes se transformarem em \u201cdecoradores de f\u00f3rmulas e formas\u201d para passar no vestibular. N\u00e3o nasceu para ser um lugar de passagem, sem transforma\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos. Nasceu da iniciativa do Coletivo Negro Minervino de Oliveira (CNMO), que apresentou um planejamento em que estar na periferia \u00e9 um dos compromissos assumidos, enquanto trabalho de base.<\/p>\n<p>Hoje, finalizado o segundo ano, o CPLB \u00e9 organizado tanto pelo CNMO quanto pelo Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro (CFCAM) e pelo Coletivo LGBT Comunista, al\u00e9m de membros do PCB e amigos, efetivamente encarregados desta tarefa. Nossa principal marca \u00e9 a metodologia da Educa\u00e7\u00e3o Popular. Nos preocupamos com o incentivo \u00e0 autonomia dos estudantes, pois compreende a educa\u00e7\u00e3o como parte do caminho a ser percorrido para a tomada de consci\u00eancia. Concebemos o conhecimento como constru\u00e7\u00e3o coletiva, porque o trata como parte constitutiva dos sujeitos, membros de qualquer comunidade. N\u00e3o tratamos o conhecimento cient\u00edfico como algo preexistente, externo, estanque e \u201cencoberto\u201d em que educadores conduzem educandos em sua descoberta, sendo os \u00faltimos somente espectadores do conhecimento, como acontece normalmente nas escolas p\u00fablicas formais em que nossos estudantes est\u00e3o inseridos (WANDERLEI, 2010).<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o Popular seguida pelo CPLB tem, por caracter\u00edstica, estabelecer uma forma diferente de aprendizagem, mas sem a ilus\u00e3o de acreditar que isso seja suficiente. Diferente de muitos grupos que acreditam que partir da realidade imediata seja come\u00e7ar dela sem considerar todo o conhecimento cient\u00edfico existente anteriormente, sabemos que temos a obriga\u00e7\u00e3o de apresentar conceitos e categorias previamente selecionados, determinados e hierarquizados, que n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es, interesses e realidades distintas. No entanto,<\/p>\n<blockquote><p>[&#8230;] Acreditamos que um dos aspectos da pr\u00e1tica educativa \u2013 consideramos mesmo um aspecto fundamental \u2013 \u00e9 o de \u201csocializar\u201d conceitos e categorias que s\u00e3o ferramentas essenciais para a compreens\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o da realidade. Esses conceitos s\u00e3o evidentemente selecionados e nesse campo interv\u00e9m, temos ci\u00eancia disso, a escolha de categorias e conte\u00fados que tem por base considera\u00e7\u00f5es valorativas, posicionamentos de classe, vis\u00e3o de mundo e a subjetividade de quem seleciona (IASI, 2007, p.160).<\/p><\/blockquote>\n<p>Desta forma, nossos estudantes s\u00e3o introduzidos aos debates das contradi\u00e7\u00f5es da sociedade, apresentados a posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias e devem chegar a uma conclus\u00e3o pr\u00f3pria. A n\u00f3s se imp\u00f5e a tarefa de que os educandos tenham os elementos ainda que iniciais para compreender a realidade imediata conectada com a totalidade, compreender a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade e qual seu papel nesta transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nenhum momento esta tarefa se move perdendo o objetivo primeiro de jovens e adolescentes entrarem na universidade. A pr\u00e1tica educativa implementada nesta experi\u00eancia relaciona o cotidiano imediato dos educandos com o conhecimento universal acumulado pela humanidade, \u201c[&#8230;] de forma que o conhecimento universal \u00e9 anterior e constitui a base real pela qual se alavanca o processo educativo e o contexto imediato (incluindo a\u00ed o trabalhador, sua cultura, linguagem, valores e percep\u00e7\u00f5es) e o meio no qual dever\u00e1 se traduzir o esfor\u00e7o educativo\u201d. (IASI, 2007: 162).<\/p>\n<p>Sendo assim, podemos afirmar que o conhecimento adquirido durante o processo educativo ganha sentido, na medida em que se traduz para um contexto concreto, respondendo \u00e0s necessidades concretas daqueles que est\u00e3o ali, assim como esse contexto s\u00f3 consegue ser compreendido baseando-se no conhecimento anterior transmitido pelos educadores. Desta maneira \u00e9 poss\u00edvel perceber o progresso e amadurecimentos dos estudantes. A cada atividade formativa, materializa-se as media\u00e7\u00f5es entre a realidade imediata expressa atrav\u00e9s da cultura de cada estudante e as concep\u00e7\u00f5es, sistematizadas ou n\u00e3o que estes est\u00e3o apreendendo.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante para a concretiza\u00e7\u00e3o deste cursinho se d\u00e1 a partir da realiza\u00e7\u00e3o de uma observa\u00e7\u00e3o minuciosa na regi\u00e3o da Vila Progresso, bairro da Zona Leste de S\u00e3o Paulo que tem \u00edndices de viol\u00eancia bastante altos. Tal situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais sens\u00edvel para os jovens concluintes do ensino m\u00e9dio, violentamente vitimados pela falta de perspectivas provocadas pela marginaliza\u00e7\u00e3o social, pela deficit\u00e1ria qualifica\u00e7\u00e3o diante das exig\u00eancias do mercado de trabalho e pela discrimina\u00e7\u00e3o racial. Nas palavras de Michael Douglas Ven\u00e2ncio, 22 anos, aluno do cursinho em 2016:<\/p>\n<p>\u201cQuando era mais novo n\u00e3o acreditava que poderia estudar para ser algu\u00e9m na vida, achava que ficar no bairro e vivo j\u00e1 era o suficiente. Estudar ent\u00e3o sempre foi muito chato, n\u00e3o t\u00ednhamos algumas aulas, a escola n\u00e3o me ajudava\u201d.<\/p>\n<p>Bruna Pereira dos Santos, aluna do cursinho em 2016, complementa:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPor eu sempre ter estudado em escola p\u00fablica, e sabemos que o ensino \u00e9 um pouco prec\u00e1rio, e o Enem seria uma das poucas oportunidades que eu teria para conseguir entrar na faculdade, quando surgiu a oportunidade de participar eu n\u00e3o pensei duas vezes e resolvi participar para que eu fosse realmente preparada para o Enem\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do cursinho se deu atrav\u00e9s da parceria com o Centro Social Marista Irm\u00e3o Louren\u00e7o[2], que cedeu o espa\u00e7o e a infraestrutura de uma sala de aula. O espa\u00e7o possibilita uma \u00f3tima rela\u00e7\u00e3o com a comunidade da Vila Progresso e tem um hist\u00f3rico de trabalhos educacionais e socioeducativos entre crian\u00e7as e adolescentes, al\u00e9m de desfrutar de uma elevada credibilidade no bairro, decorrente dos anos de estreita rela\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Portanto, o CPLB funciona todos os finais de semana, das 9 horas at\u00e9 as 12 horas e 30 minutos. Atualmente s\u00e3o quinze coordenadores, dividindo as tarefas que v\u00e3o desde o acompanhamento das aulas at\u00e9 a busca de professores volunt\u00e1rios e a rela\u00e7\u00e3o com institui\u00e7\u00f5es locais e outros cursinhos populares. Durante o ano, s\u00e3o, ao todo, 32 encontros, com 4 aulas por final de semana, distribu\u00eddos em atividades transdisciplinares, com o objetivo de estimular o crescimento psico-sociocultural dos estudantes para enfrentar os desafios de sua realidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das aulas curriculares planejadas, tamb\u00e9m realizamos atividades extras que tem por objetivo estreitar a rela\u00e7\u00e3o com o local em que estamos, com a comunidade em torno e com outros cursinhos populares. Realizamos em 2016, um Caf\u00e9 das Profiss\u00f5es, uma caminhada de reconhecimento pelo bairro, um Semin\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o e, em 2017, participamos da realiza\u00e7\u00e3o da II Jornada de Educa\u00e7\u00e3o Popular.<\/p>\n<p>Nestes dois anos de exist\u00eancia, obtivemos resultados mais que positivos: conseguimos expandir a coordena\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ar os v\u00ednculos com os estudantes, seus familiares e o Centro Social Marista, alcan\u00e7ar cerca de 700 pessoas por postagem na p\u00e1gina do facebook (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/cplimabarreto\">https:\/\/www.facebook.com\/<wbr \/>cplimabarreto<\/a>). Em 2016, dos 35 alunos que estiveram no CPLB, seis conseguiram entrar na universidade, ou pelo SISU ou pelo PROUNI, transformando nossa atua\u00e7\u00e3o em algo, al\u00e9m de tudo, materializador de resultados.<\/p>\n<p>Claro que temos desafios! O principal deles \u00e9 manter uma forma\u00e7\u00e3o eficaz e continuada dos militantes e n\u00e3o nos deixar atropelar pelas a\u00e7\u00f5es imediatistas. Al\u00e9m disso, precisamos nos inserir mais no bairro da Vila Progresso, conversar com simpatizantes, aproximar e estreitar la\u00e7os com os professores volunt\u00e1rios, n\u00e3o esquecendo de manter a qualidade das aulas e do espa\u00e7o que utilizamos. Por fim, precisamos estreitar la\u00e7os tamb\u00e9m com outros coletivos partid\u00e1rios e nos aprofundar nos debates sobre a Universidade Popular. O CPLB \u00e9 uma frente de atua\u00e7\u00e3o de nossa estrat\u00e9gia de PODER POPULAR, com a preocupa\u00e7\u00e3o de relacionar teoria e pr\u00e1tica. Sigamos em frente, rumo ao terceiro ano de exist\u00eancia!<\/p>\n<p><strong>REFERENCIAS<\/strong><\/p>\n<p>PEREIRA, Cristiane.\u00a0<strong>Centro Social Marista Irm\u00e3o Louren\u00e7o<\/strong>. Encontro Interdisciplinar. 2016. Dispon\u00edvel em\u00a0<a href=\"https:\/\/prezi.com\/yk5wy8jlrbmg\/centro-social-marista-ir-lourenco\/\">https:\/\/prezi.com\/yk5wy8jlrbmg\/<wbr \/>centro-social-marista-ir-lourenco\/<\/a>. Acessado em 15\/08\/2017.<\/p>\n<p>IASI, Mauro.\u00a0<strong>Consci\u00eancia e metodologia da educa\u00e7\u00e3o popular:<\/strong>\u00a0contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 discuss\u00e3o metodol\u00f3gica. In: IASI, Mauro. Ensaios sobre consci\u00eancia e emancipa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2007.<\/p>\n<p>WANDERLEI, Luiz Eduardo.\u00a0<strong>Educa\u00e7\u00e3o Popular: metamorfoses e veredas<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2010.<\/p>\n<p>1.\u00a0Depoimento da aluna Victoria Daniela Marques, aluna do CPLB em 2017.<\/p>\n<p>2.\u00a0O Centro Social Marista Irm\u00e3o Louren\u00e7o, ligado \u00e0 Rede Marista de Solidariedade, trabalha h\u00e1 22 anos na Vila Progresso, oferecendo atividades de educa\u00e7\u00e3o integral e projetos com crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social. Fica situado no meio do bairro, entre as duas comunidades mais carentes. At\u00e9 2013, atendia jovens na faixa et\u00e1ria de 15 a 18 anos, em atividades socioeducativas e de educa\u00e7\u00e3o profissional. Por conta das modifica\u00e7\u00f5es internas, a partir de 2014 restringiu seu p\u00fablico alvo e a parceria entre o Centro Social e o Cursinho Popular Lima Barreto se mostrou importante para o atendimento desta faixa et\u00e1ria (PEREIRA, 2016).<\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/cplimabarreto\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18895\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50,60],"tags":[222,247],"class_list":["post-18895","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","category-c71-educacao","tag-2b","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4UL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18895","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18895"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18895\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}