{"id":18903,"date":"2018-03-03T11:21:00","date_gmt":"2018-03-03T14:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18903"},"modified":"2018-03-03T11:21:57","modified_gmt":"2018-03-03T14:21:57","slug":"para-entender-pressao-sobre-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18903","title":{"rendered":"Para entender a press\u00e3o sobre a Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Para entender a press\u00e3o sobre a Venezuela\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.odiario.info\/b2-img\/VenezuelaCaracasAntiImperialistMarchAVN0.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"Para entender a press\u00e3o sobre a Venezuela\" \/><!--more--><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/para-entender-a-pressao-sobre-a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>A solidariedade para com a Venezuela inclui o esfor\u00e7o de recolher informa\u00e7\u00e3o, em particular a que ajuda a desmontar a propaganda orquestrada pelos inimigos do processo bolivariano. E tamb\u00e9m informa\u00e7\u00e3o acerca da estrat\u00e9gia imperialista de inserir o ataque \u00e0 Venezuela num processo geral de retrocesso social e pol\u00edtico em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A Venezuela vive um novo momento decisivo a cada semana, com altas doses de intensidade, em um cen\u00e1rio que conta com disputas pol\u00edticas regionais e globais. Uma esp\u00e9cie de pequena Guerra Fria acontece nos bastidores da pol\u00edtica regional. De um lado a R\u00fassia e a China conservam afinidades pol\u00edticas e robustos investimentos industriais na Venezuela. Do outro lado da trincheira encontra-se os Estados Unidos, que tenta restabelecer sua influ\u00eancia na regi\u00e3o e derrotar o modelo pol\u00edtico e econ\u00f4mico venezuelano.<\/p>\n<p>Para o historiador Vijay Prashad, diretor do Tricontinental: Instituto de Pesquisa Social, dos Estados Unidos, a press\u00e3o exercida pelo governo de Donald Trump sobre a Venezuela s\u00f3 existe porque n\u00e3o foi poss\u00edvel vencer o presidente Nicol\u00e1s Maduro e o chavismo nas urnas e que os partidos opositores est\u00e3o sem for\u00e7a para fazer o enfrentamento interno. \u201cOs Estados Unidos continuam amea\u00e7ando a Venezuela, em grande medida, porque esse pa\u00eds \u00e9 a pedra angular do projeto bolivariano [em refer\u00eancia ao projeto independentista de Simon Bol\u00edvar]\u201d, afirma o historiador de origem indiana, radicado nos EUA.<\/p>\n<p>Considerado um especialista em temas relacionados a conflitos internacionais, Prashad foi professor da Trinity College, uma tradicional universidade privada dos Estados Unidos, por mais de 25 anos. Ele tamb\u00e9m \u00e9 autor de 25 livros sobre pol\u00edtica internacional, incluindo t\u00edtulos como The Poorer Nations: A Possible History of the Global South (As Na\u00e7\u00f5es Pobres: uma poss\u00edvel hist\u00f3ria do Sul do mundo).<\/p>\n<p>Com os aliados internos enfraquecidos politicamente, os EUA teriam mudado de estrat\u00e9gia para pressionar o governo socialista da Venezuela. No entanto, segundo Prashad, n\u00e3o h\u00e1 clima pol\u00edtico na regi\u00e3o para uma invas\u00e3o estrangeira. \u201c\u00c9 improv\u00e1vel que os EUA realmente invadam a Venezuela. Est\u00e3o usando essas amea\u00e7as para acordar uma for\u00e7a de oposi\u00e7\u00e3o adormecida\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Embora improv\u00e1vel, a possibilidade de interven\u00e7\u00e3o militar n\u00e3o est\u00e1 descartada completamente, de acordo com o jornalista portugu\u00eas e analista pol\u00edtico Bruno Carvalho. \u201cCreio que essa possibilidade [de interven\u00e7\u00e3o] esteve sempre sobre a mesa, ainda que fosse como \u00faltima op\u00e7\u00e3o. Eles tentaram tudo: falharam um golpe fascista em 2002; tentaram uma mudan\u00e7a atrav\u00e9s das urnas e tampouco conseguiram. Neste momento, assistimos \u00e0 estrat\u00e9gia que Washington usou contra Salvador Allende no Chile\u201d, argumenta Carvalho.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, tamb\u00e9m comparou a desestabiliza\u00e7\u00e3o da Venezuela com o golpe contra o ex-presidente chileno Salvador Allende, em 1973. \u201cLembro-me do golpe contra Allende. Eles querem repeti-lo. O [senador Marco] Rubio quer um golpe na Venezuela\u201d, disse o pol\u00edtico brit\u00e2nico em suas redes sociais.<\/p>\n<p>O senador Marcos Rubio, do Partido Republicano, o mesmo de Donald Trump, disse, h\u00e1 poucos dias, que se os militares venezuelanos dessem um golpe no presidente Maduro, os Estados Unidos apoiariam. O secret\u00e1rio de Estado do EUA, Rex Tillerson, tamb\u00e9m fez declara\u00e7\u00f5es em apoio a um golpe militar na Venezuela.<\/p>\n<p><b>Diplomacia da disc\u00f3rdia<\/b><\/p>\n<p>No campo diplom\u00e1tico, a Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o na \u00faltima sexta-feira (23), condenando a convoca\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es presidenciais da Venezuela para o dia 22 de abril. O organismo exigiu que o Poder Eleitoral venezuelano revisse o cronograma das elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo venezuelano repudiou a tentativa de \u201ctutelar quest\u00f5es internas\u201d. \u201cRepudiamos essa nova agress\u00e3o de um grupo de Estados da OEA, que persiste em buscar tutelar a Venezuela. Trata-se de uma flagrante viola\u00e7\u00e3o do direito internacional, desrespeito \u00e0 soberania e \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos\u201d, expressou o vice-ministro venezuelano de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores para a Am\u00e9rica do Norte, Samuel Moncada, durante seu discurso no Conselho Permanente da OEA.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o contra a Venezuela diz ainda que o pa\u00eds deve implementar medidas para evitar o agravamento da situa\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o. Entretanto, uma avalia\u00e7\u00e3o recente da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) contradiz a posi\u00e7\u00e3o da OEA. O funcion\u00e1rio da ONU, Alfred de Zayas, contratado pelo organismo para elaborar relat\u00f3rios para o programa de Promo\u00e7\u00e3o da Ordem Internacional Democr\u00e1tica e Igualit\u00e1rio, do Conselho de Direitos Unidos, esteve na Venezuela e avaliou que o pa\u00eds n\u00e3o sofre crise humanit\u00e1ria. \u201cComparei as estat\u00edsticas da Venezuela com as de outros pa\u00edses e n\u00e3o existe crise humanit\u00e1ria. H\u00e1 escassez e desabastecimento, por\u00e9m, para quem j\u00e1 trabalha h\u00e1 d\u00e9cadas nas Na\u00e7\u00f5es Unidas e conhece a situa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses da \u00c1sia, da \u00c1frica e alguns da Am\u00e9rica, sabe que a situa\u00e7\u00e3o na Venezuela n\u00e3o \u00e9 de crise humanit\u00e1ria\u201d, explicou Zayas durante uma entrevista concedida \u00e0 rede TV Telesur.<\/p>\n<p>O Grupo de Lima, que re\u00fane 12 pa\u00edses do continente americano sob a lideran\u00e7a dos EUA, tamb\u00e9m pressiona a Venezuela. Os chanceleres dessas na\u00e7\u00f5es divulgaram um comunicado conjunto dizendo que o presidente Nicol\u00e1s Maduro n\u00e3o ser\u00e1 bem-vindo \u00e0 C\u00fapula das Am\u00e9ricas, que ser\u00e1 realizada em Lima, no Peru, nos dias 13 e 14 de abril.<\/p>\n<p>Depois disso, o governo peruano, que havia enviado uma carta convidando o presidente Nicol\u00e1s Maduro para o encontro, retirou o convite por meio de outra carta assinada pela ministra de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Peru, Cayetana Aljov\u00edn. Maduro j\u00e1 havia confirmado sua participa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a primeira-ministra peruana, Mercedes Ar\u00e1oz, disse que o chefe do Estado venezuelano \u201cn\u00e3o poderia entrar em solo peruano nem sobrevoar o c\u00e9u do pa\u00eds\u201d. A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante uma entrevista a Radio Programas de Peru (RPP).<\/p>\n<p>A atitude do governo peruano foi classificada de \u201cdesastrosa\u201d pelo ex-ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, Celso Amorim. \u201cEssa estrat\u00e9gia de isolar a Venezuela \u00e9 uma pol\u00edtica equivocada. O pr\u00f3prio governo dos Estados Unidos e v\u00e1rios pa\u00edses reconheceram que era um erro deixar Cuba fora da C\u00fapula das Am\u00e9ricas do Panam\u00e1 [2015]. Portanto, a atitude de isolar a Venezuela representa um retrocesso nas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas da regi\u00e3o\u201d, disse Amorim.<br \/>\nO ex-chanceler tamb\u00e9m acredita que alguns pa\u00edses n\u00e3o v\u00e3o aceitar que um membro da OEA fique de fora da c\u00fapula. \u201cComo no caso do Panam\u00e1, em que v\u00e1rios pa\u00edses disseram que n\u00e3o iriam se Cuba n\u00e3o pudesse participar, podem tamb\u00e9m agora ter a mesma atitude\u201d, ressaltou Celso Amorim.<\/p>\n<p>A primeira rea\u00e7\u00e3o veio do Uruguai, na semana passada. O ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Uruguai, Ariel Bergamino, repudiou a exclus\u00e3o do presidente Nicol\u00e1s Maduro da C\u00fapula das Am\u00e9ricas. \u201cN\u00e3o gosto das exclus\u00f5es\u201d, disse o chanceler. Ele alertou que isso n\u00e3o contribui em nada para resolver os problemas. \u201cO bombardeio de declara\u00e7\u00f5es, as exclus\u00f5es e as amea\u00e7as n\u00e3o ajudam em nada\u201d, destacou Bergamino.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na semana passada, a vice-presidenta do Equador, Mar\u00eda Alejandra Vicu\u00f1a, afirmou, durante uma viagem a Washington (EUA), que a participa\u00e7\u00e3o do presidente venezuelano na C\u00fapula das Am\u00e9ricas \u201c\u00e9 importante\u201d e criticou as inger\u00eancias contra a Venezuela. \u201cN\u00f3s jamais vamos estar na linha da interven\u00e7\u00e3o de nenhum tipo, muito menos militar\u201d, conclui.<\/p>\n<p>O presidente da Bol\u00edvia, Evo Morales, tamb\u00e9m protestou. \u201cPor ordem de Trump, o Grupo de Lima, composto por 12 dos 35 pa\u00edses que foram parte da C\u00fapula das Am\u00e9ricas, viola o princ\u00edpio de n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o e atenta contra a Venezuela ao cancelar o convite ao irm\u00e3o presidente Maduro. Repudiamos que os pa\u00edses da regi\u00e3o se prestem ao plano golpista dos EUA\u201d, afirmou Morales em sua conta no Twitter.<\/p>\n<p>Nessa mesma linha, o porta-voz da chancelaria chinesa, Geng Shuang, criticou a postura dos EUA em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela. \u201cUma Venezuela est\u00e1vel atende aos interesses de todos os lados\u201d, disse Shuang, na semana passada, ao responder as cr\u00edticas do governo Trump sobre os investimentos da China na Rep\u00fablica Bolivariana.<\/p>\n<p><b>Cerco militar<\/b><\/p>\n<p>Tropas militares colombianas chegaram \u00e0 fronteira com a Venezuela nos \u00faltimos dias. Al\u00e9m disso, o chefe do Comando Sul, das For\u00e7as Armadas dos Estados Unidos, Kurt Tidd, visitou o estado colombiano de Tumaco, pr\u00f3ximo a fronteira venezuelana, o que contribuiu para elevar a tens\u00e3o militar.<\/p>\n<p>Em sua conta de Twitter, Tidd falou em \u201camea\u00e7a\u201d, ao se referir ao pa\u00eds vizinho. \u201cVisitei Tumaco, na Col\u00f4mbia, e encontrei homens e mulheres das For\u00e7as Armadas da Col\u00f4mbia operando. Vi de perto os melhores esfor\u00e7os no combate \u00e0s amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a da regi\u00e3o\u201d. Responsabilizou tamb\u00e9m a Venezuela pela tens\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o jornalista venezuelano, Willian Serafino, a visita de Kurt Tidd, n\u00e3o significa necessariamente que haver\u00e1 uma invas\u00e3o, mas ainda assim cria um ambiente de hostilidade. \u201cOs \u00faltimos movimentos na fronteira e a visita de Tidd n\u00e3o significam uma eminente invas\u00e3o militar, entretanto, serve para reconhecer o terreno e as condi\u00e7\u00f5es. Cria um estado de medo e intimida\u00e7\u00e3o que sempre antecede movimentos mais perigosos\u201d, analisa o jornalista do site Misi\u00f3n Verdad, especializado em reportagens investigativas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que o clima esquenta na fronteira entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. H\u00e1 v\u00e1rios precedentes, inclusive com o fechamento do espa\u00e7o fronteiri\u00e7o. \u201cO aspecto que diferencia essa situa\u00e7\u00e3o com epis\u00f3dios anteriores \u00e9 que tanto o Congresso dos Estados Unidos, quanto a pol\u00edtica exterior da Casa Branca, definiram como prioridade um plano que busca coordenar com pa\u00edses sat\u00e9lites a cria\u00e7\u00e3o de um cord\u00e3o de isolamento da Venezuela\u201d, ressaltou William Serafino.<\/p>\n<p>O senador colombiano Iv\u00e1n Cepeda, em entrevista ao Brasil de Fato, fez uma alerta. \u201cFor\u00e7as pol\u00edticas da extrema direita colombiana est\u00e3o buscando um cen\u00e1rio de confronta\u00e7\u00e3o internacional\u201d, garante o parlamentar. Apesar das tentativas de agress\u00e3o contra a Venezuela, de acordo com o senador, as \u201cfor\u00e7as progressistas da Am\u00e9rica Latina t\u00eam consigo a proposta em fazer uma resist\u00eancia pol\u00edtica e impedir a\u00e7\u00f5es diretas\u201d.<\/p>\n<p>O parlamentar afirmou ainda que repudia qualquer tipo de interven\u00e7\u00e3o. \u201cDesde a Col\u00f4mbia, os setores democr\u00e1ticos e de esquerda, independentemente da vis\u00e3o que se tenha da situa\u00e7\u00e3o interna da Venezuela, entendem que nada legitima uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, econ\u00f4mica ou militar nesse pa\u00eds irm\u00e3o\u201d, sinalizou.<\/p>\n<p><b>Brasil<\/b><\/p>\n<p>O governo brasileiro tamb\u00e9m contribui com o cerco. Foram enviados 200 soltados para Boa Vista (RR). Al\u00e9m disso, em reuni\u00e3o realizada no dia 14 de fevereiro, no Pal\u00e1cio da Alvorada, em Bras\u00edlia, o presidente Michel Temer discutiu com os ministros da \u00e1rea de seguran\u00e7a uma Medida Provis\u00f3ria (MP) que vai \u201cinstituir o estado de emerg\u00eancia social na fronteira\u201d. As For\u00e7as Armadas passar\u00e3o a coordenar toda a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Serafino, jornalista venezuelano, \u201cparece que os compromissos adquiridos com a administra\u00e7\u00e3o Temer com os Estados Unidos, para manter relativa estabilidade interna, tem como moeda de troca o aumento da press\u00e3o contra a Venezuela, inclusive contrariando as caracter\u00edsticas das rela\u00e7\u00f5es exteriores do Brasil com o pa\u00eds latino\u201d, observa.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da Venezuela est\u00e1 longe da calmaria. Depois das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 22 de abril, o poder eleitoral organizar\u00e1 a elei\u00e7\u00e3o da Assembleia Nacional e dos poderes legislativos estaduais e municipais. Com isso, ser\u00e1 o quinto processo eleitoral em menos de um ano e uma renova\u00e7\u00e3o de todos os cargos do Estado venezuelano. Portanto, a press\u00e3o pode aumentar ainda mais.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www.brasildefato.com.br\/<wbr \/>2018\/02\/26\/a-pressao-sobre-a-venezuela-entenda\/<\/p>\n<p>Extra\u00eddo de:\u00a0https:\/\/www.odiario.info\/<wbr \/>para-entender-a-pressao-sobre-a\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18903\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[224],"class_list":["post-18903","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4UT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18903","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18903"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18903\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18903"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18903"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18903"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}