{"id":18920,"date":"2018-03-05T08:00:29","date_gmt":"2018-03-05T11:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18920"},"modified":"2018-03-06T17:24:04","modified_gmt":"2018-03-06T20:24:04","slug":"facamos-do-8-de-marco-uma-luta-anticapitalista-e-anti-imperialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18920","title":{"rendered":"Fa\u00e7amos do 8 de mar\u00e7o uma luta anticapitalista e anti-imperialista!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Fa\u00e7amos do 8 de mar\u00e7o uma luta anticapitalista e anti-imperialista!\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/dAwApJd--aNO1hgfmeMnv5pCQTD0Tp87Y7k2DL6lsEdTgA0zLHHYV7CHy0XZBXf-pNcD-b9p3fnkEaWc-8oJvbfgMswHCmU3AzbCFs0lLYHHTJNP0vPcKuJO2nav-rLQuZ93PtbkLazTaAb_LXrSjJvzkSrC3lpJk1XSgXq-tdkZHImirhXz0wv3BcY7SDtPxXMcTJzKl7_NUnpKg-CODToqHui1EdkGkStmKWNloTrcKcLpXk9tW8WD0z3nWCel9-dpmPDk-acn-vAxSn7fXCniEoq0cyZLBAZa2rTdOXYzTadBqqczADGqP1gGzh0iu3sXTd09c_TxT617TwxjOtzUj1JYWVFA1hnIO0MFNQMerQ9qJuKnLobcMh9_s5EQjbe_Qixcr1QLendxGweaqxcGmoIVY6aBoTaVaOzM6Imdy9mrOfRtQRdwWcpZfibK8LIyilPvL4WOVKdIN9Auuv9--6ofbdNNQD4HhDYRYVrdJdJH8HQSWfGk6orGiF91FNhDjUUiuajJB2f2pXpoKyuctO8M3fOenxO7rgDoglqurfNlYAD0Tz7Z1SHLG1O6OlhBxH-EJw4hZ2qr4cMe1uqZl3VtQY8cHHcuk0PzGfuL53VNTLX8KqdegXY2wSR1DnG5DAHmWXIU6HEU2bDQe0I0hCpO3Zeu3A=w851-h315-no\" alt=\"Fa\u00e7amos do 8 de mar\u00e7o uma luta anticapitalista e anti-imperialista!\" \/><!--more--><strong>Dia Internacional de Luta das Mulheres ! Todo poder \u00e0s trabalhadoras e aos trabalhadores!<\/strong><\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro<\/p>\n<p>O Dia Internacional das Mulheres historicamente foi palco de lutas das comunistas pelo mundo. Foi nessa data que a chama revolucion\u00e1ria das mulheres trabalhadoras russas ganhou as ruas de Petrogrado e, a partir da\u00ed, deu-se in\u00edcio o processo revolucion\u00e1rio que marcou a hist\u00f3ria das trabalhadoras e dos trabalhadores de todo o mundo. Em 8 de mar\u00e7o de 1917, as mulheres oper\u00e1rias de S\u00e3o Petersburgo (Petrogrado), em greve, saem \u00e0s ruas pelo fim da I Guerra Mundial, por aumento de sal\u00e1rios, pelo fim da fome e em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 data proposta por Clara Zetkin na Confer\u00eancia Internacional das Mulheres Socialistas em 1910.<\/p>\n<p>Seguimos na resist\u00eancia, continuando a hist\u00f3ria de lutas destas mulheres e marcaremos o 8 de mar\u00e7o com todo vigor dessas revolucion\u00e1rias, pois isso \u00e9 fundamental para o momento do acirramento da luta de classes no nosso pa\u00eds. As crises econ\u00f4mica e pol\u00edtica abriram um novo ciclo de lutas e colocaram em xeque o projeto pol\u00edtico de apaziguamento das lutas, encabe\u00e7ado pelo PT, bem como mostrou a quem serve a democracia burguesa, escancarando o jogo pol\u00edtico institucional entre as fra\u00e7\u00f5es burguesas.<\/p>\n<p>Esse apassivamento da classe oper\u00e1ria levou-a ao imobilismo, assim como a trai\u00e7\u00e3o de grande parte do corpo sindical, que esteve servindo ao patronato e aos governos de coaliz\u00e3o. Ambos os fatores foram determinantes para as fr\u00e1geis condi\u00e7\u00f5es organizativas das\/os trabalhadoras\/es em um momento t\u00e3o cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o impedimento da ex-presidenta Dilma e a forma\u00e7\u00e3o desse \u201cnovo\u201d governo ileg\u00edtimo, Temer intensificou os ataques contra os direitos da classe trabalhadora. A aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista e da PEC do Teto dos Gastos tende a acirrar as lutas de classes no Brasil. N\u00f3s, trabalhadoras brasileiras, precisamos avan\u00e7ar em nossa organiza\u00e7\u00e3o e luta para enfrentar os ataques do capital, do Estado e dos governos.<\/p>\n<p>A greve geral de 28 de abril de 2017 mostrou a insatisfa\u00e7\u00e3o popular com as reformas e foi um \u00e1pice da ascens\u00e3o das lutas de massas no pa\u00eds. A desmobiliza\u00e7\u00e3o da greve geral seguinte exp\u00f4s os entraves que as centrais sindicais ligadas ao petismo ainda mant\u00eam para frear as lutas. A CUT e a CTB, centrais com grande for\u00e7a no pa\u00eds, ao fazerem das greves gerais meros mecanismos de negocia\u00e7\u00e3o antes das vota\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara, utilizando dessas simplesmente como forma de amea\u00e7a \u00e0 burguesia, n\u00e3o mantiveram um processo cont\u00ednuo de mobiliza\u00e7\u00f5es nas bases e isso refreou o movimento.<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o dessas centrais desconsidera a import\u00e2ncia do avan\u00e7o pol\u00edtico e organizativo para a classe trabalhadora, que se d\u00e3o dentro dos ambientes das lutas e como isso prepara o proletariado para os momentos de maior acirramento. Como pondera Rosa Luxemburgo, em seus escritos sobre as greves de massas, \u201cO resultado mais precioso, porque permanente, nesse brusco fluxo e refluxo da revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 seu peso intelectual: o crescimento intermitente do proletariado no plano intelectual e cultural \u00e9 uma garantia absoluta do seu irresist\u00edvel progresso futuro, tanto na luta econ\u00f4mica, quanto na luta pol\u00edtica\u201d (LUXEMBURGO, 2009, p.53).<\/p>\n<p>Com a condena\u00e7\u00e3o de Lula e a impossibilidade de o mesmo disputar as elei\u00e7\u00f5es, o PT retoma os apontamentos para as greves, tentando mais uma vez utilizar as lutas das massas populares e trabalhadoras para dar for\u00e7a \u00e0s suas negociatas institucionais. O caldo pol\u00edtico gerado pela luta contra a reforma trabalhista e da previd\u00eancia est\u00e1 sendo jogado para a luta pela \u201cdemocracia\u201d e contra a condena\u00e7\u00e3o do ex-presidente petista.<\/p>\n<p>Por outro lado, vemos o aumento do conservadorismo no pa\u00eds, que, ali\u00e1s, \u00e9 pr\u00f3prio dos momentos de acirramento das lutas de classes. Ideias reacion\u00e1rias ganham express\u00e3o e nesse contexto a mulher \u00e9 a mais atingida. A perda e amea\u00e7as de perdas de direitos quanto \u00e0 leis que garantem o aborto em caso de estupro, anencefalia e risco de morte \u00e0s m\u00e3es, o corte de verbas na sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o (menos creches, altos \u00edndices de viol\u00eancia obst\u00e9trica, campanhas de vacina\u00e7\u00e3o falhas, etc), aumento de tempo de trabalho para a aposentadoria das mulheres, precariedade ainda maior nas rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, amplia\u00e7\u00e3o das express\u00f5es e viol\u00eancias protofascistas e a pr\u00e9-candidatura de Jair Bolsonaro s\u00e3o exemplos disso.<\/p>\n<p>Entre as feministas, ganham for\u00e7a os movimentos cada vez mais espec\u00edficos e identit\u00e1rios, pr\u00f3prios da fragmenta\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna, com grande for\u00e7a nas universidades. As lutas contra a viol\u00eancia se restringem ao combate individual e dentro da institucionalidade, sendo consonante com o encarceramento em massa da popula\u00e7\u00e3o negra e pobre das periferias. Nesses movimentos ignora-se a estrutura social que produz e \u00e9 reproduzida pela viol\u00eancia patriarcal. Dessa forma, a luta contra a reforma da previd\u00eancia e a reforma trabalhista \u00e9 secundarizada nesse momento e n\u00e3o \u00e9 vista como parte central do combate \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Desconsidera-se que muitas mulheres hoje, entre as classes mais pobres, s\u00e3o as provedoras das fam\u00edlias com as suas aposentadorias e possibilitam para si e, muitas vezes, para suas filhas e netas, um espa\u00e7o para ref\u00fagio da viol\u00eancia familiar. A reforma trabalhista j\u00e1 est\u00e1 gerando e gerar\u00e1 desgastes para toda a classe, mas principalmente para as mulheres negras e pobres, que, al\u00e9m de estarem mais sujeitas \u00e0 demiss\u00f5es e contrata\u00e7\u00f5es mais precarizadas, tamb\u00e9m receber\u00e3o toda a sobrecarga emocional gerada pela demiss\u00e3o de seus companheiros. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), produzida at\u00e9 o fim de 2017, mostrou que mais uma vez as mulheres ocupam as menores faixas de empregados, mesmo sendo a maior parte da popula\u00e7\u00e3o em idade ativa. O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o estimado dos homens foi 64,5%, enquanto das mulheres foi 45,4%. O \u00edndice de desemprego foi maior entre as mulheres e a popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>Por isso reafirmamos que a luta contra a viol\u00eancia patriarcal para ser efetiva tamb\u00e9m deve ser uma luta anticapitalista. Isso n\u00e3o exclui que a viol\u00eancia patriarcal deva ser combatida no \u00e2mbito individual e coletivo, num processo de educa\u00e7\u00e3o de nossa classe, discutindo e compreendendo a quest\u00e3o do punitivismo como pol\u00edtica central da burguesia e seus Estados. Essa mesma pol\u00edtica punitivista \u00e9 utilizada nesse momento para justificar a violenta ocupa\u00e7\u00e3o militar no Rio de Janeiro e a cont\u00ednua guerra \u00e0s drogas, que extermina nossa juventude, negra e perif\u00e9rica.<\/p>\n<p>Internacionalmente as movimenta\u00e7\u00f5es de figuras acad\u00eamicas e o combate \u00e0 viol\u00eancia t\u00eam ganhado for\u00e7a no 8 de mar\u00e7o, mas infelizmente poucos desses movimentos t\u00eam conseguido conectar-se a uma luta mais geral contra o capital ou mesmo em lutas mais amplas, que apontem ganhos org\u00e2nicos para a classe trabalhadora e principalmente para as mulheres. Apesar desse limite compreendemos como positivas essas lutas ganharem um \u00e2mbito internacional e n\u00e3o se conformarem ao espa\u00e7o nacional, algo que se coaduna com o internacionalismo prolet\u00e1rio. Por\u00e9m, elas devem ser disputadas a fim de ganharem um car\u00e1ter classista e contra o capital-imperialismo.<\/p>\n<p>\u00c9 necessario estarmos nas ruas no 8 de mar\u00e7o contra os ataques do governo Temer e da burguesia \u00e0 classe trabalhadora e dizendo que n\u00e3o aceitaremos que nossas pautas sejam convertidas simplesmente em plataformas eleitoreiras. As lutas das mulheres trabalhadoras devem ser chamas para a organiza\u00e7\u00e3o de toda nossa classe e para o rompimento com essa sociedade que nos violenta, destr\u00f3i nossos sonhos, nos explora e mata nossas (os) filhas (os), irm\u00e3s (os) e companheiras (os).<\/p>\n<p>Estaremos nas ruas, nos bairros, nas f\u00e1bricas, nas escolas e em todos locais de trabalho organizando o poder popular!<\/p>\n<p>Contra a Reforma Trabalhista e da Previd\u00eancia!<\/p>\n<p>Contra as Privatiza\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>Contra a Ocupa\u00e7\u00e3o Militar no Rio de Janeiro!<\/p>\n<p>Por melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e trabalho!<\/p>\n<p>Pelo Poder Popular!<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>LOUREIRO, Isabel (org.) &#8211; Rosa Luxemburgo, Textos Escolhidos. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular; 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18920\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22,180],"tags":[219],"class_list":["post-18920","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","category-feminista","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Va","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18920","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18920\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}