{"id":18934,"date":"2018-03-06T18:01:21","date_gmt":"2018-03-06T21:01:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18934"},"modified":"2018-03-06T17:55:41","modified_gmt":"2018-03-06T20:55:41","slug":"precisamos-arrebentar-as-correntes-que-nos-prendem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18934","title":{"rendered":"&#8216;Precisamos arrebentar as correntes que nos prendem&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>01<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"'Precisamos arrebentar as correntes que nos prendem'\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm5.staticflickr.com\/4790\/26703216488_1ef3f1ddd9_b.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"'Precisamos arrebentar as correntes que nos prendem'\" \/><!--more-->Em entrevista Silvia Reis Marques, da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do MST, fala sobre a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra que em 2018 levar\u00e1 milhares de mulheres \u00e0s ruas de 8 a 10 de mar\u00e7o<br \/>\n2 de mar\u00e7o de 2018 12h00<\/p>\n<p>Por Maura Silva<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mst.org.br\/2018\/03\/02\/precisamos-arrebentar-as-correntes-que-nos-prendem.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Da P\u00e1gina do MST<\/a><\/p>\n<p>\u201cQuem n\u00e3o se movimenta, n\u00e3o sente as correntes que a prendem\u201d, esse \u00e9 o lema da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra que vai reunir milhares de camponesas em todo o pa\u00eds de 8 a 10 de mar\u00e7o. As mulheres promoveram grandes mobiliza\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es que tem como objetivo recha\u00e7ar o governo golpista de Michel Temer, bem como todas as medidas de sua pasta.<\/p>\n<p>A reforma da Previd\u00eancia e a luta pela democracia seguem sendo as principais pautas de mobiliza\u00e7\u00e3o. Outros pontos como o fechamento das escolas do campo e a falta de incentivo agr\u00edcola para a produ\u00e7\u00e3o nos assentamentos e a precariedade da sa\u00fade tamb\u00e9m ser\u00e3o abordados.<\/p>\n<p>Em entrevista, Silvia Reis Marques, da Dire\u00e7\u00e3o Nacional do MST, fala sobre a Jornada e convoca as mulheres do campo e da cidade para juntas ocupar seu lugar de luta: \u201cNessa grande Jornada Nacional de Lutas das Mulheres, chamamos todas para empunharem suas armas bandeiras para reivindicarem e protegerem n\u00e3o s\u00f3 os direitos j\u00e1 conquistados, mas tamb\u00e9m para batalhar por todo o conjunto da classe. Por isso n\u00f3s, mulheres Sem Terra que defendemos a terra e a Reforma Agr\u00e1ria tamb\u00e9m sairemos em defesa da democracia, da soberania e dos nossos bens naturais\u201d.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra acontece desde a funda\u00e7\u00e3o do MST, sempre na data do 8 de mar\u00e7o. Nesse per\u00edodo direitos hist\u00f3ricos como o sal\u00e1rio maternidade, a previd\u00eancia rural, o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o pelas mulheres, assim como o acesso \u00e0 terra, pautar\u00e3o a luta. A partir de 2006, a Jornada assumiu um car\u00e1ter do enfrentamento ao capital no campo, o agroneg\u00f3cio e a minera\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de uma a\u00e7\u00e3o realizada pelas mulheres contra a empresa Aracruz no Rio Grande do Sul. Desde ent\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es seguem mobilizando milhares de mulheres pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fale um pouco sobre o lema escolhido para a Jornada deste ano.<\/p>\n<p>O grande lema desse ano \u00e9: Quem n\u00e3o se movimenta, n\u00e3o sente as cadeias que o prendem, isso foi pensando porque mais do que nunca precisamos arrebentar as correntes que nos prendem e que nos privam. As cadeias que querem privatizar as nossas vidas, nossas \u00e1reas e a nossa terra.<\/p>\n<p>Qual o reflexo do atual per\u00edodo pol\u00edtico em que vivemos no cotidiano da mulher do campo?<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo do governo golpista gerido por Michel Temer, as mulheres do conjunto da classe trabalhadora t\u00eam sofrido muito com a retirada de direitos e os retrocessos, em especial a mulher do campo, que luta pela terra e pela Reforma Agr\u00e1ria. Al\u00e9m de n\u00e3o conquistar a terra, tamb\u00e9m n\u00e3o conseguimos acessar programas e incentivos que nos permitam avan\u00e7ar na produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis e sem veneno. Isso sem falar em medidas como a libera\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, de privatiza\u00e7\u00e3o dos assentamentos e estrangeiriza\u00e7\u00e3o das terras isso afeta diretamente as mulheres campesinas e reflete no conjunto das mulheres trabalhadoras de um modo geral.<\/p>\n<p>Dentro dessas medidas o fechamento das nossas escolas do campo e a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afetam mais as mulheres. As nossas crian\u00e7as que poderiam estudar dentro das \u00e1reas dos assentamentos passam a frequentar uma escola na cidade, o transporte escolar \u00e9 escasso, o cuidado com a sa\u00fade fica cada vez mais precarizado. Ou seja, todas essas medidas afetam o conjunto da sociedade como um todo, mas se formos analisar o cotidiano, a mulher \u00e9 mais atingida.<\/p>\n<p>Qual o recado que a mulher Sem Terra quer deixar para as mulheres de todo o Brasil?<\/p>\n<p>Nessa grande Jornada Nacional de Lutas das Mulheres, chamamos todas para empunharem suas armas bandeiras para reivindicarem e protegerem n\u00e3o s\u00f3 os direitos j\u00e1 conquistados, mas tamb\u00e9m para batalhar por todo o conjunto da classe. Por isso n\u00f3s, mulheres Sem Terra que defendemos a terra e a Reforma Agr\u00e1ria tamb\u00e9m sairemos em defesa da democracia, da soberania e dos nossos bens naturais. Essa tarefa \u00e9 todas e todos n\u00f3s, a defesa da soberania hoje \u00e9 crucial para o \u00eaxito das futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Qual o tipo de mobiliza\u00e7\u00f5es das mulheres Sem Terra podemos esperar para o pr\u00f3ximo per\u00edodo de elei\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Para o pr\u00f3ximo per\u00edodo estamos programando muitas mobiliza\u00e7\u00f5es, vamos apertar o cerco na luta pela terra em todo pa\u00eds. Al\u00e9m das ocupa\u00e7\u00f5es, vamos batalhar por pol\u00edticas p\u00fablicas de produ\u00e7\u00e3o e por programas de tecnologia que contribuam com o avan\u00e7o da agroecologia em nossas \u00e1reas. Isso ao passo de todas as lutas travadas no campo e na cidade. Acreditamos que esse seja o caminho para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>N\u00f3s, mulheres Sem Terra, convocamos todas as mulheres do Brasil, do campo e da cidade para sair \u00e0s ruas e ocupar o nosso lugar de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>http:\/\/www.mst.org.br\/2018\/03\/02\/precisamos-arrebentar-as-correntes-que-nos-prendem.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"01\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18934\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[118],"tags":[225],"class_list":["post-18934","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c131-reforma-agraria","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Vo","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18934\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}