{"id":18941,"date":"2018-03-06T19:06:03","date_gmt":"2018-03-06T22:06:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18941"},"modified":"2018-03-06T18:19:38","modified_gmt":"2018-03-06T21:19:38","slug":"mercado-mundial-e-globalizacao-capitalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18941","title":{"rendered":"Mercado mundial e &#8216;globaliza\u00e7\u00e3o&#8217; capitalista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Mercado mundial e 'globaliza\u00e7\u00e3o' capitalista\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/portugal\/imagens\/carvalhas_24fev18.jpg\" alt=\"Mercado mundial e 'globaliza\u00e7\u00e3o' capitalista\" \/><!--more-->por Carlos Carvalhas*<\/p>\n<p>&#8220;A guerra \u00e9 um massacre entre gente que n\u00e3o se conhece, em proveito de gente que se conhece mas que n\u00e3o se massacra&#8221;.<br \/>\nPaul Val\u00e9ry<\/p>\n<p>&#8220;Quem controla a alimenta\u00e7\u00e3o controla as popula\u00e7\u00f5es, quem controla a moeda controla o mundo&#8221;.<br \/>\nHenry Kinssinger<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/resistir.info\/portugal\/carvalhas_24fev18.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resistir.info<\/a><\/p>\n<p><b>O Mercado Global\u00a0<\/b><\/p>\n<p>No recente documento &#8220;Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a Nacional dos EUA&#8221;, assinado por Donald Trump e elaborado por diversos servi\u00e7os da Administra\u00e7\u00e3o, designadamente militares, \u00e9 sublinhado que o objectivo central \u00e9 &#8220;colocar a Am\u00e9rica em primeiro lugar para que seja segura, pr\u00f3spera e livre e para isso \u00e9 necess\u00e1rio ter for\u00e7a e vontade para exercer a lideran\u00e7a dos EUA no mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o documento, a &#8220;China procura tomar o lugar dos EUA na regi\u00e3o do Pac\u00edfico&#8230;&#8221; e a &#8220;R\u00fassia procura recuperar o seu estatuto de grande pot\u00eancia e estabelecer esferas de influ\u00eancia junto \u00e0s suas fronteiras. Pretende enfraquecer a influ\u00eancia dos EUA no mundo e afastar-nos dos nossos aliados e parceiros&#8221;. Por isso, &#8220;vamos competir\u00a0<b>com todos os instrumentos\u00a0<\/b>do nosso poder nacional, para garantir que as regi\u00f5es do mundo n\u00e3o sejam dominadas por uma s\u00f3 pot\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Ou seja, como j\u00e1 algu\u00e9m disse, garantir que todos estejam dominados pelos EUA.<\/p>\n<p>Entre &#8220;todos os instrumentos&#8221; a que o documento se refere est\u00e3o, obviamente, os servi\u00e7os secretos, a CIA, e o sector militar.<\/p>\n<p>Uma vez mais e sempre, a domina\u00e7\u00e3o dos mercados!<\/p>\n<p>Marx, mostra-nos como o &#8220;dinheiro \u00e9 transformado em capital, como por meio do capital se faz mais-valia e da mais valia se faz capital&#8221;.<\/p>\n<p>Historicamente \u00e9 referido que com a revolu\u00e7\u00e3o industrial e a produ\u00e7\u00e3o de uma massa sempre crescente de mais valia, a pilhagem directa dos pa\u00edses coloniais deixou de ser a fonte principal de enriquecimento das classes dominantes no &#8220;Ocidente&#8221;, sem desaparecer totalmente.<\/p>\n<p>\u00c0 acumula\u00e7\u00e3o do capital europeu \u00e0 pilhagem, sucedeu o com\u00e9rcio com efeitos tanto ou mais devastadores do que as guerras de conquista. O entrela\u00e7amento entre as duas formas de explora\u00e7\u00e3o, a forma violenta, por via da explora\u00e7\u00e3o directa e a forma &#8220;pac\u00edfica&#8221; pela via das trocas desiguais, do financiamento, das d\u00edvidas, da domina\u00e7\u00e3o, manteve-se, embora com particularidades e especificidades, at\u00e9 aos nossos dias.<\/p>\n<p>Na realidade a conquista do mercado pela ind\u00fastria capitalista n\u00e3o se concretizou apenas por meios puramente econ\u00f3micos. A press\u00e3o diplom\u00e1tica, as chantagens e a for\u00e7a militar tiveram aqui um papel importante, se n\u00e3o, decisivo. S\u00e3o por exemplo, as condi\u00e7\u00f5es de desigualdade econ\u00f3mica, financeira e pol\u00edtica e os tratados leoninos impostos pela Gr\u00e3-Bretanha, \u00e0 \u00cdndia e \u00e0 China, que lhe permitem no tempo da sua hegemonia, conquistar o mercado mundial.<\/p>\n<p>Uma vez essa conquista realizada, a proclama\u00e7\u00e3o do dogma universal do livre-cambismo \u00e9 imposto de novo \u00e0s v\u00edtimas de ontem, tendo-se tornado no instrumento essencial dos pa\u00edses dominantes na altura (Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a&#8230;) para destruir a ind\u00fastria nascente nos pa\u00edses asi\u00e1ticos e para travar por longo tempo a sua industrializa\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses dominantes sempre impuseram o livre-cambismo ou o proteccionismo em fun\u00e7\u00e3o do interesse das classes dominantes.<\/p>\n<p>Sem procurar paralelismos hist\u00f3ricos refira-se que o Tratado de Methuen teve os mesmos efeitos e traduziu-se numa fonte de depend\u00eancia de Portugal relativamente \u00e0 Inglaterra, &#8220;embora tenha refor\u00e7ado a Casa de Bragan\u00e7a e os interesses fundi\u00e1rios, ou seja, a aristocracia e a Igreja&#8221;. A industrializa\u00e7\u00e3o iniciada com o conde de Ericeira, ruiu. &#8220;O elevado d\u00e9fice cr\u00f3nico, criado por este tipo de divis\u00e3o internacional de trabalho, na Balan\u00e7a de Pagamentos de Portugal, levou ao facto de o ouro brasileiro (1700- 1760) passar a ser escoado de Portugal, na sua quase totalidade, em direc\u00e7\u00e3o a Inglaterra, onde, dadas as diferentes condi\u00e7\u00f5es contribuiu para a industrializa\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds, muito mais que em Portugal, cujas manufaturas tinham sido sacrificadas aos interesses ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de vinho. O d\u00e9fice permanente da balan\u00e7a de pagamentos com a Inglaterra, equilibrada pelo ouro brasileiro do XVIII e por empr\u00e9stimos estrangeiros no s\u00e9c.XIX, contradiz a teoria dos custos comparativos&#8230; Os efeitos negativos &#8220;deste g\u00e9nero de divis\u00e3o internacional de trabalho na economia portuguesa negam tamb\u00e9m a afirma\u00e7\u00e3o de Smith, que o Tratado de Methuen era &#8220;evidentemente vantajoso para Portugal e contradizem o princ\u00edpio de Ricardo que o com\u00e9rcio internacional, baseado na doutrina da vantagem comparativa, era ben\u00e9fica para todas as partes&#8221;.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o, as conquistas de mercados e mat\u00e9rias primas, aparecem sempre disfar\u00e7adas e teorizadas como mutuamente vantajosas at\u00e9 aos nossos dias, at\u00e9 \u00e0 moeda \u00fanica, em que Portugal se situa cada vez mais como um pa\u00eds comandado de fora, dominado, colonizado.<\/p>\n<p>O aumento da composi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica do capital e a tend\u00eancia para a queda da taxa m\u00e9dia de lucro colocam a quest\u00e3o da domina\u00e7\u00e3o, da conquista dos mercados e das mat\u00e9rias primas, isto \u00e9, a quest\u00e3o do dom\u00ednio do mercado mundial no centro e epicentro da pol\u00edtica imperialista.<\/p>\n<p>As guerras imperialistas na supera\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das contradi\u00e7\u00f5es e dos conflitos de concorr\u00eancia, e na modifica\u00e7\u00e3o das zonas de influ\u00eancia, aparecem como uma das principais vias pela qual a concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o internacional de capitais se concretiza. Foi assim na I e II guerras mundiais e foi assim mais recentemente, nas invas\u00f5es do Iraque e \u00e9 assim na S\u00edria. &#8220;A burguesia n\u00e3o pode existir sem revolucionar permanentemente os instrumentos de produ\u00e7\u00e3o, portanto as rela\u00e7\u00f5es sociais todas&#8221;. (\u2026) &#8220;A necessidade de um mercado em constante expans\u00e3o para os seus produtos persegue a burguesia por todo o globo, Tem de se fixar em toda a parte, estabelecer-se em toda a parte, criar liga\u00e7\u00f5es em toda a parte. A burguesia, pela sua explora\u00e7\u00e3o do mercado mundial, deu uma forma cosmopolita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo de todos os pa\u00edses &#8221;<\/p>\n<p>Em 1916, Lenine retoma a teoria da acumula\u00e7\u00e3o de Marx e lega-nos &#8221;\u00a0<i>O imperialismo fase superior do capitalismo\u00a0<\/i>&#8221; em que, depois de uma profunda e sistem\u00e1tica an\u00e1lise do\u00a0<b>mercado mundial\u00a0<\/b>nas condi\u00e7\u00f5es do capitalismo no in\u00edcio do s\u00e9c. XX, define o conceito de imperialismo e os seus cinco tra\u00e7os distintivos entre eles, o da exporta\u00e7\u00e3o de capitais.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917, a vit\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o chinesa, a expans\u00e3o dos pa\u00edses que seguiam a via n\u00e3o capitalista, os acontecimentos na Coreia, Vietname e a revolu\u00e7\u00e3o Cubana, retiraram ao mercado capitalista um ter\u00e7o do mundo, no qual as mercadorias e capitais do mundo capitalista deixaram de exercer o seu dom\u00ednio.<\/p>\n<p>As derrotas do socialismo deram-lhe um novo alento, teorizando alguns, que se tratava de um triunfo definitivo e total, abrindo as portas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do capital e \u00e0 supera\u00e7\u00e3o das suas contradi\u00e7\u00f5es antag\u00f3nicas e \u00e0s suas crises!<\/p>\n<p>As for\u00e7as anti-imperialistas ficaram substancialmente enfraquecidas, a desist\u00eancia, as divis\u00f5es, a desorienta\u00e7\u00e3o campearam mas a luta continuou e continua, e as crises, as contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo a\u00ed est\u00e3o condenando milh\u00f5es e milh\u00f5es de seres humanos \u00e0 mis\u00e9ria, a retrocessos sociais e civilizacionais em contraste com os avan\u00e7os cient\u00edficos e t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p><b>O mercado e o sistema reprodutivo do capital\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O sistema reprodutivo do capital globalmente era caracterizado por Marx da seguinte maneira:<\/p>\n<p>&#8220;A tend\u00eancia para criar o mercado mundial existe imediatamente na no\u00e7\u00e3o de capital. Qualquer limite lhe aparece como um obst\u00e1culo a vencer. Come\u00e7ar\u00e1 por submeter cada elemento da produ\u00e7\u00e3o de valores de uso imediato que n\u00e3o entram na troca [\u2026] O capital sente qualquer limite como um entrave, supera-o idealmente, mas n\u00e3o na realidade: como cada um desses limites est\u00e1 em oposi\u00e7\u00e3o com sua determina\u00e7\u00e3o, a sua produ\u00e7\u00e3o entra em contradi\u00e7\u00f5es constantemente superadas, mas igualmente criadas de novo. Mas mais do que isso. A universalidade para a qual tende incansavelmente encontra limites na sua pr\u00f3pria natureza que, a certo n\u00edvel da sua evolu\u00e7\u00e3o, revelam que ele pr\u00f3prio \u00e9 o principal entrave a essa tend\u00eancia e o empurram portanto, para a sua aboli\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A sua aboli\u00e7\u00e3o \u00e9 uma imperiosa necessidade de toda a humanidade e &#8220;continua inscrita como uma possibilidade real e como a mais s\u00f3lida perspectiva de evolu\u00e7\u00e3o da humanidade&#8221;, tendo em conta as experi\u00eancias hist\u00f3ricas, as derrotas, os fracassos e os factos negativos verificados, mas tamb\u00e9m os aspectos positivos das experi\u00eancias da constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>As crises do sistema capitalista sucedem-se. Perante a repeti\u00e7\u00e3o das crises em prazos relativamente mais curtos do que anteriormente, mesmo os apologetas do capital v\u00e3o afirmando que a pr\u00f3xima se vai verificar inevitavelmente, s\u00f3 n\u00e3o se sabendo quando, acrescentando que estas crises fazem parte da evolu\u00e7\u00e3o da economia, suprimindo nas suas afirma\u00e7\u00f5es a qualifica\u00e7\u00e3o de que economia se trata, isto \u00e9 da economia capitalista!<\/p>\n<p>Procura-se assim desvalorizar os &#8220;terramotos&#8221; sociais, financeiros e econ\u00f3micos das crises, dando-lhe um ar de naturalidade e banalidade, trazendo at\u00e9 para a macroeconomia as fantasias da &#8220;destrui\u00e7\u00e3o criativa de Schumpeter e o seu empres\u00e1rio inovador, ocultando que as &#8220;crises c\u00edclicas&#8221; se est\u00e3o a produzir no quadro do &#8220;imperialismo&#8221; e de uma crise estrutural, com uma cada vez maior financeiriza\u00e7\u00e3o das economias, facilitada pela grande conquista do capital, &#8220;a livre circula\u00e7\u00e3o de capitais&#8221;, assente numa montanha de d\u00edvidas sem precedente a come\u00e7ar pela dos EUA, a maior depois da II Guerra Mundial . Ocultam tamb\u00e9m os efeitos muito mais devastadores no plano social, financeiro e econ\u00f3mico de uma nova crise. Seria apenas, segundo estes, um novo &#8220;colapso financeiro, hoje mais facilmente super\u00e1vel&#8221; como se houvesse uma separa\u00e7\u00e3o entre a chamada &#8220;economia real e a economia financeira&#8221;.<\/p>\n<p>A Banca comercial cria moeda, bem p\u00fablico e cria, pelo cr\u00e9dito momentaneamente poder de compra. O pior \u00e9 quando os devedores j\u00e1 n\u00e3o conseguem solver as suas d\u00edvidas e isto atinge a express\u00e3o de massas. Um bem p\u00fablico como a moeda n\u00e3o pode estar nas m\u00e3os dos caprichos e das decis\u00f5es e interesses pessoais de banqueiros.<\/p>\n<p>As crises n\u00e3o s\u00e3o fen\u00f3menos ex\u00f3genos do capitalismo que aparecem e reaparecem por uma esp\u00e9cie de maldi\u00e7\u00e3o sat\u00e2nica. S\u00e3o inerentes ao sistema.<\/p>\n<p>Proclama se que as crises s\u00e3o imprevis\u00edveis e que sendo fen\u00f3menos imprevis\u00edveis n\u00e3o t\u00eam respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas a sua amplitude, intensidade e grau de devasta\u00e7\u00e3o social, designadamente nas crises com acento t\u00f3nico no sistema financeiro, n\u00e3o est\u00e3o desligadas da desregula\u00e7\u00e3o dos mercados, da chamada &#8220;banca sombra&#8221;, da especula\u00e7\u00e3o com a &#8220;titulariza\u00e7\u00e3o criativa&#8221;, da passividade ou coniv\u00eancia dos &#8220;reguladores&#8221;, das pol\u00edticas defendidas pelos governos e partidos que s\u00e3o uma extens\u00e3o pol\u00edtica dos interesses da Banca e do capital financeiro.<\/p>\n<p>As chamadas pol\u00edticas n\u00e3o acomodat\u00edcias, ou pol\u00edticas n\u00e3o convencionais, injec\u00e7\u00e3o de liquidez por parte dos diversos Bancos Centrais tendo por objectivo estimular a economia, tornar mais suport\u00e1veis as d\u00edvidas p\u00fablicas, permitindo at\u00e9 a sua redu\u00e7\u00e3o pelos pagamentos antecipados e substitui\u00e7\u00e3o por outras em melhores condi\u00e7\u00f5es, proporcionou tamb\u00e9m que o sistema banc\u00e1rio aumentasse substancialmente o cr\u00e9dito dirigido \u00e0s actividades produtivas mas sobretudo \u00e0s de natureza especulativa.<\/p>\n<p>Desde a crise 2007\/2008, o cr\u00e9dito tem aumentado muito mais que o PIB. Os defensores do sistema est\u00e3o no dilema: aparentemente \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o cr\u00e9dito num ritmo superior ao do PIB para que as economias cres\u00e7am,mas isso leva ao sobre endividamento, depois \u00e0 crise, depois \u00e0 recess\u00e3o, Este \u00e9 o dilema e o esquema mental em que est\u00e3o encerrados.<\/p>\n<p>A recente &#8220;volatilidade das Bolsas&#8221; como dizem, talvez n\u00e3o indique ainda a hora da hecatombe, da onda do p\u00e2nico geral, mas \u00e9 um sinal claro de que a montanha da d\u00edvida pode desabar mais cedo do que se esperava.<\/p>\n<p>A sobre acumula\u00e7\u00e3o e a consequente sobre-produ\u00e7\u00e3o tem cada vez mais dificuldades de sa\u00edda nos mercados cuja expans\u00e3o pelo cr\u00e9dito encontram os seus limites.<\/p>\n<p>O famoso e falso teorema de Helmut Schimidt, de que &#8220;os lucros de hoje s\u00e3o os investimentos de amanh\u00e3 e os empregos depois de amanh\u00e3&#8221;, tem servido para as classes dominantes fazerem aceitar os &#8220;super lucros&#8221; e a sua n\u00e3o taxa\u00e7\u00e3o, mas como os multimilion\u00e1rios entesouram ou colocam uma boa parte dos seus meios na especula\u00e7\u00e3o financeira, os mercados nacionais e o mercado mundial n\u00e3o se alargam com a sua &#8220;crescente riqueza&#8221;! Apesar de mil vezes negada, sobretudo por aqueles que nunca a entenderam, a lei tendencial da diminui\u00e7\u00e3o da taxa de lucro continua a manifestar-se!<\/p>\n<p>Por que \u00e9 que a teoria econ\u00f3mica dos dominantes e a vulgata dos seus comentadores de servi\u00e7o, continua, ainda hoje, incapaz de ver chegar a cat\u00e1strofe, continuando a defender que &#8220;\u00e9 na aus\u00eancia de qualquer interven\u00e7\u00e3o do Estado que os mercados financeiros melhor funcionam&#8221;?<\/p>\n<p>Por que raz\u00e3o \u00e9 que a vis\u00e3o macroecon\u00f3mica que ditou a n\u00e3o interven\u00e7\u00e3o do Estado, e elaborou modelos matem\u00e1ticos complexos, denominados modelos de equil\u00edbrio geral &#8220;Dynamic, Stochastic Equilibrium \u2013 D.S.G.E -&#8221; e os modelos dos &#8220;ciclos reais&#8221; chegando estes a ser os instrumentos de previs\u00e3o de universidades e de institui\u00e7\u00f5es internacionais? O FMI no seu relat\u00f3rio de 2006, sobre a Estabilidade Financeira Global afirmava que os bancos estavam mais resilientes a qualquer choque externo e descreveu em detalhe como a inova\u00e7\u00e3o financeira tinha estabilizado o sistema financeiro global!<\/p>\n<p>A OCDE previu em 2007, que 2008 seria um ano excecional, uns meses depois &#8220;rebentou&#8221; a crise.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o est\u00e1 em que estas institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o ao servi\u00e7o do Imperialismo e com a financeriza\u00e7\u00e3o das economias estas teorias, na sua aparente cientificidade, dissimulam a explora\u00e7\u00e3o, a &#8220;troca desigual&#8221; e s\u00e3o as que melhor servem o capital, a acumula\u00e7\u00e3o e os rentistas, aqueles que &#8220;enriquecem dormindo&#8221; na express\u00e3o de Mitterrand, para o efeito dificilmente qualific\u00e1vel de tendenciosa.<\/p>\n<p>&#8220;A lenda do pecado original teol\u00f3gico, conta-nos como o homem foi condenado a comer o seu p\u00e3o com o suor do seu rosto; a hist\u00f3ria do pecado original econ\u00f3mico, por\u00e9m revela-nos como \u00e9 que h\u00e1 pessoas que n\u00e3o precisam de o fazer! &#8221; (Marx)<\/p>\n<p>Com a monumental d\u00edvida privada, o excesso de cr\u00e9dito e os brutais desequil\u00edbrios entre pa\u00edses, a crise est\u00e1 no horizonte, resta saber se os economistas do sistema ainda ter\u00e3o capacidade para a atenuar.<\/p>\n<p>Mas a &#8220;finan\u00e7a&#8221;, o &#8220;grande capital&#8221; e todos os que beneficiam com esta &#8220;ordem&#8221; das coisas n\u00e3o v\u00eaem os perigos que se perfilam no horizonte?<\/p>\n<p>Alguns v\u00eaem o perigo com lucidez cr\u00edtica, mas por um lado os decisores pensam que este \u00e9 o caminho, que em caso de crise est\u00e3o melhor preparados, que esta ser\u00e1 passageira ou que, no caso de hecatombe, dos &#8220;grandes senhores do dinheiro&#8221; s\u00f3 muito poucos ser\u00e3o os que ficar\u00e3o pelo caminho e servir\u00e3o de exemplo at\u00e9 para a difus\u00e3o da falsa ideia de que a crise atinge todos. Depois sabem que uma crise far\u00e1 o &#8220;saneamento do mercado&#8221; intensificando a concentra\u00e7\u00e3o, a centraliza\u00e7\u00e3o de capitais e pensam que a grande factura ser\u00e1 paga pelos trabalhadores, pelos que ocupam os lugares de baixo da pir\u00e2mide, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o dos seus governos e dos seus partidos pol\u00edticos, como aconteceu com as anteriores crises. Nestas alturas a interven\u00e7\u00e3o do Estado j\u00e1 \u00e9 bem-vinda e teorizada: os grandes bancos, s\u00e3o grandes demais para falirem e os grandes especuladores e banqueiros grandes demais para irem para a cadeia. Qualquer excep\u00e7\u00e3o s\u00f3 servir\u00e1 naturalmente, para confirmar a regra.<\/p>\n<p>Mas podem vir a enganar-se nos seus c\u00e1lculos. A criatura pode n\u00e3o vir a ser controlada pelos seus criadores!<\/p>\n<p>Procura-se sempre ocultar &#8220;o aprofundamento da contradi\u00e7\u00e3o entre o car\u00e1cter social da produ\u00e7\u00e3o e o car\u00e1cter individual da apropria\u00e7\u00e3o&#8221;, a sobre-acumula\u00e7\u00e3o, a sobre-produ\u00e7\u00e3o em que o sub-consumo das massas \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria a todas as formas da sociedade que repousam na explora\u00e7\u00e3o e que s\u00f3 na forma capitalista leva \u00e0s crises.<\/p>\n<p>A sobre-acumula\u00e7\u00e3o, a sobre-produ\u00e7\u00e3o e a correspondente fraca procura solv\u00e1vel das massas trabalhadoras agudizam contradi\u00e7\u00f5es que a expans\u00e3o do cr\u00e9dito &#8220;f\u00e1cil&#8221; n\u00e3o as supera, dando uma falsa roupagem de prosperidade com o capital fict\u00edcio a ultrapassar todos os limites e a &#8220;banca sombra&#8221; a ultrapassar todas as ditas regula\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>&#8220;A economia de casino&#8221; planet\u00e1ria em que vivemos com a desenfreada especula\u00e7\u00e3o e acentua\u00e7\u00e3o das desigualdades mostra a &#8220;ilus\u00e3o&#8221; dos que chegaram a afirmar que o capitalismo regulado, &#8220;o capitalismo dos reguladores&#8221;, era o caminho. O caminho que no nosso Pa\u00eds \u00e9 exemplarmente verificado na banca, na energia, na PT, nos CTT&#8230; A economia de casino, em que vivemos, com efeitos cada vez mais globais pela livre circula\u00e7\u00e3o de capitais no mercado global mostra-nos a prem\u00eancia da reconquista da soberania dos Estados e da soberania monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>O Estado continua a ser a express\u00e3o e o garante do dom\u00ednio dos monop\u00f3lios, socializando preju\u00edzos, privatizando lucros, drenando recursos p\u00fablicos para a banca e o sector privado, atrav\u00e9s dos benef\u00edcios fiscais, das parcerias p\u00fablico privadas, das rendas, das compras e adjudica\u00e7\u00f5es, e \u00e9 o garante da internacionaliza\u00e7\u00e3o e da deslocaliza\u00e7\u00e3o das grandes empresas. Encontrando dificuldades em valorizar as quantidades colossais de capitais que acumularam, os monopolistas procuram por todas as formas &#8220;mercados de substitui\u00e7\u00e3o&#8221; para assegurarem a sua expans\u00e3o. A aus\u00eancia de novos mercados, a aus\u00eancia de novos campos de investimentos rend\u00edveis para os capitais dispon\u00edveis encontra no &#8220;mercado de substitui\u00e7\u00e3o dos armamentos&#8221; uma grande sa\u00edda, tendo o Estado como principal cliente, estreitando ainda mais a sua simbiose com os monop\u00f3lios. Os complexos militares industriais nas principais pot\u00eancias capitalistas, a ind\u00fastria do armamento, da aeron\u00e1utica, da electr\u00f3nica, da comunica\u00e7\u00e3o, dos sat\u00e9lites, \u00e9 cada vez mais importante.<\/p>\n<p>O papel crescentemente desempenhado por tais &#8220;Complexos&#8221; permitindo sobretudo a &#8220;coloca\u00e7\u00e3o do capital&#8221; da sec\u00e7\u00e3o I, torna-se tamb\u00e9m um factor subsidi\u00e1rio nas guerras imperialistas, como paliativo para a crise, a realiza\u00e7\u00e3o de super lucros e a conquista de mercados, com os ciclos econ\u00f3micos a sincronizarem-se com o ciclo das guerras.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que passa ao lado dos cr\u00edticos democrata-liberais do capitalismo, de acad\u00e9micos que querem salvar o capitalismo, &#8220;Salvar o Capitalismo dos capitalistas&#8221; seguindo a utopia da &#8220;grande modera\u00e7\u00e3o&#8221;: uma infla\u00e7\u00e3o fraca e est\u00e1vel combinada com uma estabilidade macroecon\u00f3mica. Mas passa ao lado tamb\u00e9m do radicalismo pequeno-burgu\u00eas, que concentra as suas an\u00e1lises nos aspectos t\u00e9cnico-econ\u00f3micos do movimento do capital negando ou esquecendo a sua natureza socioecon\u00f3mica, a an\u00e1lise dos aspectos hist\u00f3ricos e sociais da acumula\u00e7\u00e3o e da ess\u00eancia interna desse processo, revelando a incapacidade de unir na teoria os seus elos dialeticamente interligados na vida real. Ao mesmo tempo citam Marx para colorir as suas posi\u00e7\u00f5es de &#8220;esquerda&#8221; e alguns at\u00e9 se denominam de &#8221; Marxistas err\u00e1ticos &#8220;. A crise 2007\/2009, a mais profunda dos \u00faltimos dec\u00e9nios mostrou com clareza o subjetivismo e o anti- historicismo da Economia Pol\u00edtica acad\u00e9mica capitalista, for\u00e7ou os bancos centrais a entrarem na fuga para a frente das taxas de juro pr\u00f3ximas do zero que prosseguem h\u00e1 mais de seis anos e a injectarem liquidez nos bancos como nunca se viu. A corrida aos armamentos n\u00e3o est\u00e1 desligada da crise estrutural do capitalismo, nem das tend\u00eancias autocr\u00e1ticas, o ascenso da extrema direita e as teorias que visam p\u00f4r a democracia entre par\u00eantesis, com o mercado a sobrepor-se ao &#8220;Estado democr\u00e1tico&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O aspecto distintivo da teoria marxista do capital consiste em que este n\u00e3o \u00e9 estudado como coisa, dinheiro ou tempo, mas, acima de tudo, como valor, como express\u00e3o concentrada da m\u00e9dia de trabalho abstracto socialmente necess\u00e1rio. Ao mesmo tempo, o capital distingue-se em princ\u00edpio do valor. Encarna a rela\u00e7\u00e3o social, t\u00edpica e espec\u00edfica do capitalismo, que determina precisamente a capacidade de auto-acrescentamento do capital&#8221;.<\/p>\n<p>No quadro do mercado mundial temos hoje uma &#8220;moeda mundial&#8221;, inconvert\u00edvel que alguns denominam de d\u00f3lar\/d\u00f3lar, mas que com mais propriedade se diria d\u00f3lar\/petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A forma contempor\u00e2nea \u00e9 a de uma moeda -o d\u00f3lar- assente na cren\u00e7a dos indiv\u00edduos, empresas e Estados, que os EUA, a FED, garantir\u00e3o a sua convertibilidade em mercadorias. O d\u00f3lar, como moeda mundial tornou-se ainda mais claramente um instrumento do poder do Estado e do seu dom\u00ednio. A for\u00e7a militar e o d\u00f3lar s\u00e3o os dois principais vectores do dom\u00ednio dos EUA no mercado mundial.<\/p>\n<p>As brutais reac\u00e7\u00f5es dos EUA, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China e \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa e a todos os pa\u00edses, que de uma ou outra forma p\u00f5em em causa o d\u00f3lar, s\u00e3o a demonstra\u00e7\u00e3o clara das colossais vantagens que esta moeda confere aos EUA e de como estes a consideram vital.<\/p>\n<p>O dinheiro, como representante da riqueza universal aparece para as diversas identidades na din\u00e2mica mercantil, como tendo valor em si independente da rela\u00e7\u00e3o de valor. &#8220;O dinheiro, por isso, \u00e9 o\u00a0<i>Deus\u00a0<\/i>entre as mercadorias &#8221; Marx.<\/p>\n<p>No entanto, continua sem resposta a quest\u00e3o levantada por Larry Summers, Secret\u00e1rio de Estado do Tesouro, aquando da implos\u00e3o do Lenhan Brothers, &#8220;por quanto tempo ser\u00e1 poss\u00edvel que o maior devedor mundial continue a ser o pa\u00eds hegem\u00f3nico&#8221;?<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do marxismo nas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de cada \u00e9poca, o seu aprofundamento e desenvolvimento criativo \u00e0 luz dos novos fen\u00f3menos, experi\u00eancias e processos, \u00e9 uma miss\u00e3o que se apresenta perante cada nova gera\u00e7\u00e3o dos seus seguidores e naturalmente aos partidos comunistas, na sua interven\u00e7\u00e3o e na sua luta revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Continuar com os passos de Lenine que, guiando-se pela dial\u00e9tica marxista e pelas teses b\u00e1sicas de Marx, nos legou a sua an\u00e1lise da nova fase do desenvolvimento capitalista mostrando que a acumula\u00e7\u00e3o de capital a partir da produ\u00e7\u00e3o da mais valia tamb\u00e9m opera no imperialismo salientando as peculiaridades do movimento de capital e que nas &#8221;\u00a0<b>Novas Observa\u00e7\u00f5es sobre a teoria da Realiza\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b>&#8221; de Marx, expl\u00edcita, que esta nos fornece uma arma essencial, n\u00e3o somente contra a apolog\u00e9tica, mas tamb\u00e9m, contra a cr\u00edtica pequeno burguesa do capitalismo.<\/p>\n<p>A obra de Marx est\u00e1 naturalmente marcada pelo seu tempo hist\u00f3rico, mas o corpo principal da sua doutrina, o m\u00e9todo da an\u00e1lise e as &#8220;ferramentas&#8221; que nos legou, retomadas por Lenine e outros marxistas, continuam a ser a mais poderosa arma para o conhecimento da realidade, a sua transforma\u00e7\u00e3o e para a emancipa\u00e7\u00e3o humana, objectivo que deu e continua a dar sentido \u00e0 sua vida, \u00e0 sua obra e \u00e0 nossa luta.<\/p>\n<p>*Interven\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia &#8220;II Centen\u00e1rio do nascimento de Karl Marx \u2013 Legado, interven\u00e7\u00e3o, luta. Transformar o mundo&#8221;, Lisboa, 24\/Fevereiro\/2018<\/p>\n<p>O original encontra-se em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.pcp.pt\/mercado-mundial-globalizacao-capitalista\" target=\"_new\">www.pcp.pt\/mercado-mundial-globalizacao-capitalista<\/a><\/p>\n<p>http:\/\/resistir.info\/portugal\/carvalhas_24fev18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18941\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[222],"class_list":["post-18941","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Vv","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18941"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18941\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}