{"id":18949,"date":"2018-03-07T19:34:18","date_gmt":"2018-03-07T22:34:18","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=18949"},"modified":"2018-03-07T19:34:18","modified_gmt":"2018-03-07T22:34:18","slug":"deixou-nos-fisicamente-isabel-moya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18949","title":{"rendered":"Deixou-nos fisicamente Isabel Moya"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Deixou-nos fisicamente Isabel Moya\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/isabel-620x400.jpg\" alt=\"Deixou-nos fisicamente Isabel Moya\" \/><!--more--><strong>Mulheres de todos os pa\u00edses, uni-vos contra o patriarcado, contra o capitalismo, contra o neoliberalismo!<\/strong><\/p>\n<p>Por Maria Torrellas. Resumen Latinoamericano 4 de mar\u00e7o de 2018<\/p>\n<p>Neste domingo, deixou-nos fisicamente nossa companheira Isabel Moya, em Havana.<\/p>\n<p>Atualmente, dirigia a Editorial de la Mujer e a revista Mujeres, da Federa\u00e7\u00e3o de Mulheres Cubanas. Al\u00e9m disso, era professora Titular Adjunta da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Havana e integrava o Comit\u00ea Acad\u00eamico do Mestrado em G\u00eanero da C\u00e1tedra da Mulher nesse centro. Conhecemos seu trabalho na C\u00e1tedra de G\u00eanero e Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Internacional de Jornalismo Jos\u00e9 Mart\u00ed, que presidia.<\/p>\n<p>No m\u00eas de maio passado, estivemos com Isabel para realizar uma entrevista que ser\u00e1 parte do document\u00e1rio chamado: CUBANAS, que junto com outras companheiras, quer homenagear a mulher cubana. Ela agora ser\u00e1 uma das homenageadas imprescind\u00edveis. Este filme estrear\u00e1 em breve.<\/p>\n<p>Resgatamos aqui algumas partes dessa entrevista, como a contribui\u00e7\u00e3o de seu trabalho, entrega e amor \u00e0 causa das mulheres e suas lutas, n\u00e3o s\u00f3 em Cuba, mas no mundo.<\/p>\n<p>Para Moya, as mulheres estiveram sempre nas reivindica\u00e7\u00f5es e lutas emancipadoras da na\u00e7\u00e3o cubana: \u2013 \u201cas mulheres marcaram a constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o cubana. Voc\u00ea sabe que a hist\u00f3ria geralmente conta a partir dos vitoriosos e a partir dos var\u00f5es, porque a hist\u00f3ria muitas vezes \u00e9 contada somente a partir das guerras e dos conflitos, e existem pouqu\u00edssimos livros de hist\u00f3ria onde se fale dos espa\u00e7os de resist\u00eancia e mais, de resili\u00eancia, verdade? Que permitiu que os povos conseguissem importantes vitorias. No entanto, as cubanas foram um elemento substancial na constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o, precisamente desde seus saberes. N\u00e3o s\u00f3 porque se incorporaram ao bosque mambisa [guerrilheiro], n\u00e3o s\u00f3 porque lutaram, mas porque essas mulheres, muitas delas da classe m\u00e9dia alta, que passaram boa parte do tempo bordando, foram capazes de ir ao bosque e viverem em condi\u00e7\u00f5es bastante prec\u00e1rias, ou de irem \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o e viverem em Nova York, Estados Unidos, e dali continuar o apoio \u00e0 luta pela liberta\u00e7\u00e3o de Cuba do dom\u00ednio colonial espanhol\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Vilma\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/EDITORIAL-12.jpg\" alt=\"Vilma\" \/>No editorial, depois do desaparecimento f\u00edsico de Vilma, se difundiu muito sua vida e seu legado. Isabel afirmava que o mesmo era feito h\u00e1 anos com outras companheiras valiosas e seus legados: \u201cSim e para n\u00f3s \u00e9 muito importante, inclusive, tentamos destacar, trazer ao presente as mulheres menos conhecidas, porque existem algumas das lutadoras hist\u00f3ricas que foram, pouco a pouco, ganhando um espa\u00e7o, as pessoas as reconhecem. Por exemplo, em 1912, em Cuba, ocorreu o que se chamou a luta dos independentes de cor, que estavam contra a opress\u00e3o pela discrimina\u00e7\u00e3o racial no pa\u00eds. Nunca se falou sobre isto. \u00c9 algo que veio sendo trago novamente por n\u00f3s, que estamos colocando em nossas p\u00e1ginas as mulheres negras intelectuais, as mulheres negras oper\u00e1rias e trabalhadoras que se somaram a todo esse movimento antidiscrimina\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n<p>Acabamos de lan\u00e7ar \u00e0 luz as publica\u00e7\u00f5es que elas faziam e tudo isso \u00e9 para revelar qual foi o papel das mulheres na constru\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o cubana, de sua cultura. Por\u00e9m, as mulheres lutam em sua diversidade, mulheres negras, brancas, mulheres oper\u00e1rias, mulheres intelectuais, porque \u00e9 preciso dizer que em Cuba h\u00e1 um importante n\u00famero de mulheres que marcaram a hist\u00f3ria do pa\u00eds e que agora, a partir da revista, se conseguiu que o minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o come\u00e7asse a incorpor\u00e1-las aos livros de hist\u00f3ria. Por\u00e9m, a partir da revista, tentamos sempre revelar esses nomes, para que as pessoas as conhe\u00e7am e saibam como lutaram\u201d.<\/p>\n<p>Apesar das conquistas extraordin\u00e1rias em Cuba pelos direitos das mulheres, todavia \u00e9 dif\u00edcil superar a discrimina\u00e7\u00e3o na linguagem para as mulheres onde continuamos invisibilizadas por um masculino gen\u00e9rico, que nos inclui sem nos nomear, isto nos explicava Isabel: \u201cIsso \u00e9 algo das resist\u00eancias culturais. Dizia Gramsci, o famoso marxista italiano, que a maneira que o capitalismo tinha era inculcar nas classes oprimidas que a ideologia correta, que o padr\u00e3o de \u00eaxito, que o bom, era a ideologia do capitalismo, n\u00e3o? De maneira que por isso\u2026 perceba que se fala muitas vezes hoje de ascens\u00e3o social, ou seja, sem mudar o sistema de voto eu vou passar de oper\u00e1rio \u00e0 pequena burguesia, \u00e0 classe m\u00e9dia. N\u00e3o interessa mudar o sistema, o que voc\u00ea quer \u00e9 chegar a ser uma pessoa rica de classe alta. J\u00e1 o marxismo prop\u00f5e: n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o, vamos dinamitar essa estrutura para que as pessoas possam viver o mais horizontal poss\u00edvel, verdade? Por\u00e9m, esse capitalismo faz com que voc\u00ea pense que a maneira de chegar ao sucesso, o padr\u00e3o de \u00eaxito \u00e9 dentro dessa din\u00e2mica capitalista.<\/p>\n<p>O<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"Cuba pelos direitos das mulheres\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/EDITORIAL15.jpg\" alt=\"Cuba pelos direitos das mulheres\" \/><!--more--> mesmo se passa com o patriarcado. O patriarcado \u00e9 a ideologia do machismo que est\u00e1 nos homens e nas mulheres. E o patriarcado que diz, bom, a norma \u00e9 o masculino e isso, \u00e0s vezes, est\u00e1 entronizado n\u00e3o s\u00f3 nos homens, mas tamb\u00e9m nas mulheres. Por isso, eu dizia que a mudan\u00e7a, no caso de Cuba, que se obteve tanto a partir da legisla\u00e7\u00e3o, a partir da participa\u00e7\u00e3o das mulheres na vida p\u00fablica, de um reconhecimento de uma vontade pol\u00edtica, hoje tem como maior desafio a cultura, a subjetividade, os julgamentos de valor.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 t\u00e3o ou mais dif\u00edcil que mudar uma lei, porque significa romper com quinhentos anos de uma cultura judaico-crist\u00e3 ocidental muito machista, a qual depois v\u00e3o somar v\u00e1rias culturas africanas \u2013 falamos de \u00c1frica, j\u00e1 que os escravos que foram trazidos da \u00c1frica vieram de diferentes lugares do continente. Tudo isso faz com que a cultura machista esteja hoje, sim, em certos espa\u00e7os em retrocesso, por\u00e9m em outros espa\u00e7os aparece como o que poder\u00edamos chamar de neomachismo, que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o abertamente machistas, por\u00e9m fazem parte dessa resist\u00eancia. Por exemplo, incorporar a linguagem de g\u00eanero, que tanto tinha demonstrando que n\u00e3o existe uma verdadeira compreens\u00e3o de que a linguagem \u00e9 uma express\u00e3o de aproxima\u00e7\u00e3o e que, portanto, se voc\u00ea n\u00e3o se torna vis\u00edvel est\u00e1 ausente, est\u00e1 exclu\u00edda. \u00c9 preciso trabalhar muito.<\/p>\n<p>N\u00f3s publicamos um trabalho sobre esse tema, escrito por um fil\u00f3logo cubano que se chama Lu\u00eds Toledo Saravia. Porque, inclusive em Cuba, existem aqueles que dizem \u201cn\u00e3o \u00e9 que a academia, a Real Academia da L\u00edngua\u201d e ele come\u00e7a dizendo, bom j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais nada mais porque \u00e9 real, ent\u00e3o n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o que estamos dizendo, sobre as mudan\u00e7as que temos que incorporar, verdade?<\/p>\n<p>Por\u00e9m, realmente existe resist\u00eancia. Isto se levou, inclusive, ao debate da pr\u00f3pria Assembleia Nacional quando se discutiu a lei do C\u00f3digo de Trabalho. Pensou-se que, como era uma lei nova, poderia incorporar cada vez mais essa linguagem de g\u00eanero, por\u00e9m existe muita resist\u00eancia. Em alguns lugares foi poss\u00edvel colocar&#8230; por exemplo, na lei onde diz trabalhadores, entenda-se que se diz trabalhadoras e trabalhadores. Por que n\u00e3o diz: onde diz trabalhadoras entenda-se que se diz trabalhadores e trabalhadoras\u201d.<\/p>\n<p>Esta era Isabel, comunicadora e lutadora feminista at\u00e9 o \u00faltimo momento de sua vida. Isto nos expressou sobre o Movimento Feminista Mundial e especialmente do Ni una menos [Nem uma a menos]: \u201cEu acredito que existe algo importante. Em primeiro lugar, que o movimento de mulheres ressurgiu porque \u00e9 preciso dizer que existe uma esp\u00e9cie de impasse no movimento de mulheres. E por outro lado, que o movimento de mulheres cada vez est\u00e1 mais articulado com os movimentos feministas. Ou seja, existe um momento em que o movimento feminista tinha uma for\u00e7a e o movimento de mulheres tamb\u00e9m, por\u00e9m tinham menos pontos de contato; inclusive existiam aquelas que diziam, n\u00e3o, eu n\u00e3o sou feminista. Este \u00e9 o movimento de mulheres, por\u00e9m n\u00e3o sou feminista.<\/p>\n<p>Esta uni\u00e3o se evidencio una campanha Ni una menos. Para mim tem sido muito interessante, assim como as marchas do 8 de mar\u00e7o realizadas no mundo todo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, observe, veja um elemento que eu analisava. Quando Trump chegou \u00e0 presid\u00eancia nos Estados Unidos, voc\u00eas sabem que ocorreram v\u00e1rias marchas. A maior delas e a que mais se somaram pa\u00edses foi a marcha protagonizada pelo movimento de mulheres, com a qual, se quer dizer que cada vez mais a consci\u00eancia a n\u00edvel individual est\u00e1 se expressando a n\u00edvel de grupo, de que n\u00f3s mulheres n\u00e3o podemos continuar sendo discriminadas. Ou seja, talvez h\u00e1 vinte anos as misoginias deste presidente dos Estados Unidos tivessem passado menos inadvertidas. Hoje, em contrapartida, o movimento de mulheres saiu e foi uma das maiores marchas dentro dos pr\u00f3prios Estados Unidos e a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>E eu via que a convocat\u00f3ria de Ni una menos penetrou profundamente em diferentes pa\u00edses e contextos, n\u00e3o s\u00f3 no contexto latino-americano que est\u00e1 muito marcado pelos feminic\u00eddios, pelos desaparecimentos, como em outros pa\u00edses onde, inclusive, \u00e9 preciso dizer que a vida das mulheres n\u00e3o vale nada e que fazer jornalismo \u2013 e sim \u00e9 um jornalismo feito por mulheres \u2013 \u00e9 mais arriscado.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, eu creio que tudo isso gerou este forte movimento de mulheres, que vai crescendo e que temos que conseguir nos articular mais, porque do mesmo modo como diziam os velhos marxistas e comunistas, prolet\u00e1rios de todos os pa\u00edses, uni-vos, hoje temos que dizer: mulheres de todos os pa\u00edses, uni-vos contra o patriarcado, contra o capitalismo, contra o neoliberalismo. Assim, eu gostaria de deixar esta ideia, de que, sim, um mundo melhor \u00e9 poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem a presen\u00e7a, sem o saber, sem a resili\u00eancia das mulheres, de todas as mulheres, em toda sua diversidade, porque tamb\u00e9m temos que aprender isso, que n\u00e3o existe uma mulher, que as mulheres s\u00e3o muitas, diversas, plurais e que nisso estamos trabalhando, n\u00e3o? Como disse Anais Nin, coloque seu sonho no horizonte e, ent\u00e3o, comece a andar.<\/p>\n<p>Claro, ao horizonte n\u00e3o se chegaria nunca, n\u00e3o? Por\u00e9m, esse sonho a gente agarra. Se n\u00f3s mulheres colocarmos nosso sonho unidas, se tentarmos ir colocando esse gr\u00e3ozinho de areia no caminho, a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o se aproximar\u00e1 ainda mais do horizonte e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>Querida Isabelita, AT\u00c9 A VIT\u00d3RIA, SEMPRE!!!<\/p>\n<p>AS MULHERES VENCER\u00c3O!!!<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/03\/04\/cuba-nos-dejo-fisicamente-isabel-moya-mujeres-de-todos-los-paises-unios-contra-el-patriarcado-contra-el-capitalismo-contra-el-neoliberalismo\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/18949\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[225],"class_list":["post-18949","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4VD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18949","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18949"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18949\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18949"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18949"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18949"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}