{"id":19011,"date":"2018-03-12T20:37:53","date_gmt":"2018-03-12T23:37:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19011"},"modified":"2018-03-12T20:37:53","modified_gmt":"2018-03-12T23:37:53","slug":"as-fake-news-sao-dominadas-pelos-governos-ocidentais-e-pelas-multinacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19011","title":{"rendered":"As fake news s\u00e3o dominadas pelos\u00a0governos ocidentais e pelas multinacionais"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"As fake news s\u00e3o dominadas pelos\u00a0governos ocidentais e pelas multinacionais\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn.osegredo.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/4-t\u00e9cnicas-comuns-de-manipula\u00e7\u00e3o-830x450.jpg\" alt=\"As fake news s\u00e3o dominadas pelos\u00a0governos ocidentais e pelas multinacionais\" \/><!--more-->Miguel Bandeira Jer\u00f3nimo. Jos\u00e9 Pedro Monteiro<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/as-fake-news-sao-dominadas-pelos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>ENTREVISTA COM DAVID MILLER,\u00a0\u00a0professor de Sociologia na Universidade de Bath do Reino Unido<\/p>\n<p>David Miller especializou-se no estudo do papel central que a comunica\u00e7\u00e3o det\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es de poder nas sociedades contempor\u00e2neas. \u00c9 autor de A Century of Spin: How Public Relations Became the Cutting Edge of Corporate Power\u00a0(2008) e, mais recentemente, tem investigado a constitui\u00e7\u00e3o dos saberes e o papel dos \u201cespecialistas\u201d associados \u00e0 quest\u00e3o do terrorismo.<\/p>\n<p><strong>Historicamente, a fronteira entre rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas (RP) e propaganda foi pouco n\u00edtida. Como se criou essa distin\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O termo propaganda foi usado por refer\u00eancia a atividades em tempo de guerra, mas foi claro para muitos dos pioneiros da ind\u00fastria de RP que estiveram ativos na guerra de 1914-1918 que poderia desempenhar um papel em tempos de paz. O problema foi que a propaganda passou a ter uma reputa\u00e7\u00e3o negativa precisamente devido ao seu papel na guerra. Foi isto que fez com que Bernays, um dos principais fundadores do of\u00edcio, criasse o termo de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas como um termo de RP para propaganda! \u00c9 bem conhecido que o termo propaganda tem origem na cria\u00e7\u00e3o, em 1622, pelo Papa Greg\u00f3rio XV, da Sacro Congregatio de Propaganda Fide. A sua miss\u00e3o era converter os n\u00e3o-crentes, \u201cpropagar\u201d a f\u00e9. A ideia de propagar certo estado de coisas faz do termo propaganda mais adequado que qualquer dos termos alternativos que foram professados ap\u00f3s a palavra ter adquirido uma m\u00e1 conota\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p><strong>O spin tem uma hist\u00f3ria que n\u00e3o se confina \u00e0 arena pol\u00edtica. Ele pode tamb\u00e9m ser a quintess\u00eancia da economia transnacional. O spin da globaliza\u00e7\u00e3o e a globaliza\u00e7\u00e3o do spin n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de dissociar. Porqu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Parte do meu trabalho mais remoto tentava perceber quais as raz\u00f5es por tr\u00e1s da ascens\u00e3o da ind\u00fastria de RP nas d\u00e9cadas de 80 e 90. A cria\u00e7\u00e3o desta ind\u00fastria foi uma resposta da classe dos neg\u00f3cios ao crescimento de uma classe trabalhadora organizada e \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es associadas em rela\u00e7\u00e3o ao sufr\u00e1gio universal. A ind\u00fastria expandiu-se por rela\u00e7\u00e3o com os pontos-chave de conflito entre o poder econ\u00f4mico e a esquerda, tanto nos EUA como no Reino Unido. As RP e as pr\u00e1ticas que lhe est\u00e3o associadas, como o lobbying, tornaram-se transnacionais pelas mesmas raz\u00f5es e em parte para olear a engrenagem da globaliza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios. A chave para compreender isto passa por olhar para a ascens\u00e3o do neoliberalismo a partir dos anos 70. Com o objetivo de transferir recursos, ent\u00e3o sob alguma forma de controle democr\u00e1tico, para o setor privado, argumentou-se que a propriedade p\u00fablica era ineficiente. Este argumento foi criado por uma s\u00e9rie de think tanks apologistas do mercado livre financiados pelo poder econ\u00f4mico e inspirados na Mont Pelerin Society. As RP foram fundamentais na privatiza\u00e7\u00e3o e, a partir do momento em que a ind\u00fastria estava no setor privado, houve um aumento exponencial das possibilidades e necessidades dos profissionais das RP desenvolverem novos interesses setoriais das empresas que representavam. Este processo foi inicialmente nacional, mas tornou-se crescentemente transnacional \u00e0 medida que as companhias se globalizaram e, mais tarde, tamb\u00e9m quando os sistemas de governan\u00e7a passaram pelo mesmo. O aumento enorme de lobistas em Bruxelas seguiu-se \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um mercado \u00fanico.<\/p>\n<p><strong>As rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas desempenharam um papel fundamental na constitui\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias colectivas. Como \u00e9 que a sua hist\u00f3ria pode propiciar novos debates sobre o nosso passado?<\/strong><\/p>\n<p>A no\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria coletiva \u00e9 fundamentalmente uma no\u00e7\u00e3o contestada. Durante a maior parte do tempo, existe uma vers\u00e3o \u201coficial\u201d que \u00e9 dominante e que fornece as cren\u00e7as operacionais das elites pol\u00edticas e do Estado. Mas \u00e9 igualmente contestada por mem\u00f3rias coletivas de sentido contr\u00e1rio que emergem de lutas populares e democr\u00e1ticas. Para pegar num exemplo do Reino Unido particularmente pernicioso, os \u201cvalores brit\u00e2nicos\u201d t\u00eam sido hoje mobilizados pelo aparato de contra-terrorismo do Estado e pelos seus apoiantes nos movimentos sociais conservadores. Os \u201cvalores brit\u00e2nicos\u201d devem ser \u201cpromovidos ativamente\u201d em todas as escolas ao abrigo do Education Act (2002) e sob os ausp\u00edcios do Counter Terrorism and Security Act (2015) todos os organismos p\u00fablicos devem \u201cimpedir\u201d as pessoas de serem atra\u00eddas para o terrorismo, que \u00e9 associado ao \u201cextremismo\u201d. Este termo nebuloso \u00e9 definido pelo Governo como \u201cexpl\u00edcita ou ativa oposi\u00e7\u00e3o aos valores brit\u00e2nicos, incluindo a democracia, a rule of law, liberdade individual e m\u00fatuo respeito e toler\u00e2ncia por diferentes f\u00e9s e cren\u00e7as\u201d. Qualquer pessoa minimamente atenta \u00e0s not\u00edcias no per\u00edodo da \u201cWar on Terror\u201d devia estar ciente de que o Estado brit\u00e2nico nunca foi um amigo da democracia no Iraque, no Afeganist\u00e3o, na S\u00edria e em muitos outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Escreveu uma das mais reveladoras e pertinentes hist\u00f3rias das opera\u00e7\u00f5es de spin e propaganda que levaram \u00e0 segunda guerra no Iraque. Quais as suas principais caracter\u00edsticas?<\/strong><\/p>\n<p>A guerra do Iraque foi \u201cvendida\u201d numa base falsa: a de que Saddam Hussein era uma amea\u00e7a para o Ocidente, que tinha armas qu\u00edmicas ou estava apostado em tentar desenvolv\u00ea-las. O logro foi multidimensional, da alega\u00e7\u00e3o de que o sequestrador do 11 de Setembro, Mohammed Atta, se tinha encontrado com membros dos servi\u00e7os secretos iraquianos, passando pela alegada compra de ur\u00e2nio ao N\u00edger e as fotografias de laborat\u00f3rios qu\u00edmicos m\u00f3veis at\u00e9 ao \u201capimentar\u201d do dossier do governo brit\u00e2nico. Envolveu m\u00faltiplos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e espionagem, todos eles dedicados a tentar legitimar o que de outra forma seria visto como aquilo que o procurador-geral norte-americano no tribunal de Nuremberga, Robert H. Jackson (1892-1954), descreveu como \u201co supremo crime internacional, que se distingue de outros crimes internacionais na medida em que cont\u00e9m em si o mal acumulado como um todo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Qual a liga\u00e7\u00e3o deste epis\u00f3dio com o presente?<\/strong><\/p>\n<p>Isto \u00e9 particularmente importante porque a li\u00e7\u00e3o retirada por aqueles ent\u00e3o no poder foi de que o engodo era um instrumento pol\u00edtico \u00fatil. Por isso, quando se tratou da legitima\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o desastrosa na L\u00edbia, em 2011, o p\u00fablico brit\u00e2nico foi ludibriado sobre a dimens\u00e3o da amea\u00e7a \u00e0s popula\u00e7\u00f5es civis. Um relat\u00f3rio comprometedor de um comit\u00ea parlamentar sobre o tema acabou de fato com a carreira parlamentar do primeiro-ministro David Cameron em 2016. Como \u00e9 descrito por uma fonte, o comit\u00ea \u201cconcluiu que a a\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o se baseou em informa\u00e7\u00e3o fidedigna\u201d; que a amea\u00e7a para os civis foi exagerada; e que a oposi\u00e7\u00e3o a Kadhafi continha \u201cum elemento islamita significativo\u201d.<\/p>\n<p><strong>E no caso premente da S\u00edria?<\/strong><\/p>\n<p>Uma das li\u00e7\u00f5es retiradas ap\u00f3s os desastres do Iraque e da L\u00edbia, e a que foi dado bom uso na S\u00edria, foi o de que se existe oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra, e ceticismo face \u00e0s den\u00fancias de atrocidades, ent\u00e3o a melhor forma de os contornar passa por organizar ac\u00e7\u00f5es encobertas \u2013 por outras palavras, disfar\u00e7ar a a\u00e7\u00e3o que \u00e9 tomada e criar confus\u00e3o acerca das for\u00e7as que o Ocidente apoia. Na S\u00edria, os EUA e o Reino Unido apoiaram a oposi\u00e7\u00e3o ao regime de Assad e os brit\u00e2nicos foram ao ponto de financiar e gerir os gabinetes de comunica\u00e7\u00e3o dos grupos rebeldes s\u00edrios por via da Home Office Research Information and Communications Unit. Estes s\u00e3o apresentados como a oposi\u00e7\u00e3o \u201cmoderada\u201d ao regime de Assad, mas como o antigo embaixador brit\u00e2nico na S\u00edria, Peter Ford, sublinhou, a oposi\u00e7\u00e3o moderada em 2013 era \u201cem grande medida produto da imagina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 que ponto a investiga\u00e7\u00e3o feita no seio da academia em temas como o terrorismo ou a \u201cdefesa nacional\u201d, entre outros, pode resistir \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o por interesses relacionados com ag\u00eancias governamentais ou sectores espec\u00edficos (como o militar)?<\/strong><br \/>\nO mundo acad\u00eamico n\u00e3o tem sido imune \u00e0s press\u00f5es relacionadas com din\u00e2micas de marketing inauguradas com o neoliberalismo. Isto traduziu-se numa propor\u00e7\u00e3o decrescente de financiamento da investiga\u00e7\u00e3o proveniente dos impostos e avalia\u00e7\u00e3o pelos pares e por uma crescente press\u00e3o para obter financiamento externo, incluindo dos setores militar e privado. Este cen\u00e1rio foi acompanhado por uma forte press\u00e3o ideol\u00f3gica para que os acad\u00eamicos se adaptem \u00e0s prioridades do estado securit\u00e1rio. Um exemplo \u00f3bvio: hoje existe uma verdadeira ind\u00fastria de investiga\u00e7\u00e3o na \u201cradicaliza\u00e7\u00e3o\u201d, um conceito primeiramente aplicado \u00e0 quest\u00e3o do terrorismo pelo establishment securit\u00e1rio em meados da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo e que n\u00e3o se funda em nenhuma tradi\u00e7\u00e3o intelectual substantiva. De forma crescente, as pr\u00f3prias ag\u00eancias de seguran\u00e7a financiam a investiga\u00e7\u00e3o diretamente. No Reino Unido existe um centro de investiga\u00e7\u00e3o (The Centre for Research on Emerging Security Threats) que foi criado atrav\u00e9s da inje\u00e7\u00e3o de 4,35 milh\u00f5es de libras proveniente dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e secretos brit\u00e2nicos. O problema potencial deste tipo de financiamento \u00e9 que enviesa os temas sobre os quais os acad\u00eamicos se debru\u00e7am, mas ainda mais importante \u00e9 o secretismo que lhe est\u00e1 associado.<\/p>\n<p><strong>As fake news est\u00e3o longe de ser uma novidade. Existe alguma diferen\u00e7a significativa na forma como o problema se manifesta hoje, para al\u00e9m daquelas introduzidas pelas revolu\u00e7\u00f5es nas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e nas redes sociais?<\/strong><\/p>\n<p>As fake news \u2013 ou seja, a pr\u00e1tica de inventar not\u00edcias ou disfar\u00e7ar as suas fontes \u2013 n\u00e3o s\u00e3o novas. Escrevi sobre isso durante algum tempo. Por exemplo, em 2006 escrevi uma pe\u00e7a no Guardian: \u201cThe propaganda we pass off as news around the world\u201d sobre um servi\u00e7o noticioso televisivo financiado pelo governo brit\u00e2nico. Vale a pena notar que aqueles que providenciaram fake news foram governos ocidentais e que tanto o governo brit\u00e2nico como norte-americano continuam hoje a disseminar material que \u00e9 \u201cfake\u201d, tanto no sentido de que \u00e9 enganador ou no sentido de que o papel dos estados na cria\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00e3o ou no movimento \u201cde base\u201d que aparentemente est\u00e1 a fornecer a hist\u00f3ria \u00e9 disfar\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>Pode dar um exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o pelos direitos das mulheres Inspire, cuja campanha #MakingAStand foi revelada em documentos que acabaram por se tornar p\u00fablicos. \u00c9 um \u201cproduto\u201d da unidade de propaganda do Home Office do Governo.<\/p>\n<p><strong>E o debate sobre o assunto nos dias que correm?<\/strong><\/p>\n<p>Num certo sentido as fake news s\u00e3o realmente novas. Se considerarmos o termo como um dispositivo ret\u00f3rico despojado de qualquer conte\u00fado real, que \u00e9 usado para atacar a esquerda, a m\u00eddia alternativa e encorajar a russofobia, ent\u00e3o vemos algo de novo. Fake news \u2013 a real pr\u00e1tica do engano \u2013 s\u00e3o dominadas pelas atividades dos governos ocidentais (especialmente dos EUA e do Reino Unido) e pelas multinacionais. O uso ret\u00f3rico do termo \u201cfake news\u201d \u00e9 em grande medida mobilizado por fa\u00e7\u00f5es da elite na tentativa de aumentar o seu poder e influ\u00eancia, para desferir ataques contra a esquerda e favorecer fins geopol\u00edticos particulares, incluindo a preocupante russofobia que vemos hoje em todo o lado. \u00c9 assim que temos a confec\u00e7\u00e3o bizarra do \u201cRussiagate\u201d, um esc\u00e2ndalo que provavelmente ficar\u00e1 registado como a mais significativa hist\u00f3ria de corrup\u00e7\u00e3o e maquina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na hist\u00f3ria norte-americana.<\/p>\n<p>*David Miller \u00e9 professor de Sociologia na Universidade de Bath do Reino Unido.<br \/>\nOs entrevistadores s\u00e3o investigadores do Centro de Estudos Sociais \u2014 Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2018\/03\/04\/mundo\/entrevista\/as-fake-news-sao-dominadas-pelos-governos-ocidentais-e-pelas-multinacionais-1805047\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.publico.pt\/2018\/<wbr \/>03\/04\/mundo\/entrevista\/as-<wbr \/>fake-news-sao-dominadas-pelos-<wbr \/>governos-ocidentais-e-pelas-<wbr \/>multinacionais-1805047<\/a><\/p>\n<p>Extra\u00eddo de: https:\/\/www.odiario.info\/as-fake-news-sao-dominadas-pelos\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19011\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[218],"tags":[227],"class_list":["post-19011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-comunicacao","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4WD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19011\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}