{"id":19033,"date":"2018-03-14T20:52:55","date_gmt":"2018-03-14T23:52:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19033"},"modified":"2018-03-14T20:52:55","modified_gmt":"2018-03-14T23:52:55","slug":"o-bloco-de-esquerda-em-portugal-e-as-agressoes-imperialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19033","title":{"rendered":"O Bloco de Esquerda em Portugal e as agress\u00f5es imperialistas"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"O Bloco de Esquerda em Portugal e as agress\u00f5es imperialistas\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr2.img.sputniknews.com\/images\/338\/01\/3380131.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"O Bloco de Esquerda em Portugal e as agress\u00f5es imperialistas\" \/><!--more-->Jorge Cadima<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/o-be-e-as-agressoes-imperialistas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>Nas quest\u00f5es nacionais o BE \u00e9 muito cuidadoso. N\u00e3o poderia desempenhar o papel que lhe foi atribu\u00eddo sem procurar decalcar e antecipar-se \u00e0s propostas do PCP, e reivindicar-se como \u201cesquerda de confian\u00e7a\u201d. Mas no que toca a quest\u00f5es internacionais a m\u00e1scara cai. O texto sobre a S\u00edria apresentado na Assembleia da Rep\u00fablica e aprovado com os votos favor\u00e1veis de CDS, PSD, PS, BE e PAN \u00abpoderia ter sido subscrito pelo pr\u00f3prio Donald Trump\u00bb.<\/p>\n<p>O texto sobre a S\u00edria apresentado pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da Rep\u00fablica e aprovado com os votos favor\u00e1veis de CDS, PSD, PS, BE e PAN \u00abpoderia ter sido subscrito pelo pr\u00f3prio Donald Trump\u00bb, como disse eloquentemente Jo\u00e3o Oliveira, ao apresentar a declara\u00e7\u00e3o de voto contr\u00e1rio do PCP. O texto do BE reproduz todas as patranhas da propaganda de guerra de agress\u00e3o \u00e0 S\u00edria.<\/p>\n<p>Nada diz sobre as causas de fundo daquela guerra, mais uma no infind\u00e1vel rol de guerras e inger\u00eancias do imperialismo. Nem sobre a natureza terrorista dos ex\u00e9rcitos fundamentalistas, armados e financiados pelo imperialismo para impor o seu dom\u00ednio na regi\u00e3o, atrav\u00e9s da morte e da destrui\u00e7\u00e3o dos estados que recusam submeter-se. \u00c9 uma vergonha. Mas \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o cujas causas importa compreender.<\/p>\n<p>Como todas as guerras de agress\u00e3o do imperialismo, a guerra contra a S\u00edria n\u00e3o se combate apenas no plano militar. Combate-se tamb\u00e9m atrav\u00e9s de enormes e mentirosas campanhas propagand\u00edsticas que diariamente nos entram em casa, em tudo an\u00e1logas \u00e0s patranhas j\u00e1 usadas noutras guerras. Foi assim com as inexistentes \u2018armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa de Saddam Hussein\u2019. Foi assim com os inexistentes \u2018bombardeamentos de Kadhafi sobre o seu povo\u2019, explicitamente desmentidos na altura pelo embaixador de Portugal na L\u00edbia, Rui Lopes Aleixo (Antena 1, 23.2.11) e mais tarde pelo Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da C\u00e2mara dos Comuns brit\u00e2nica (Setembro 2016). Foi assim com a campanha de demoniza\u00e7\u00e3o de Milosevic, apresentado como \u2018carniceiro dos Balc\u00e3s\u2019 e \u2018novo Hitler\u2019, para \u2018justificar\u2019 a guerra da OTAN contra a Iugosl\u00e1via, n\u00e3o sendo por\u00e9m manchete que dez anos ap\u00f3s a sua morte nos calabou\u00e7os do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugosl\u00e1via, este mesmo \u2018tribunal dos vencedores\u2019 acabou por confessar que Milosevic n\u00e3o tinha patrocinado qualquer genoc\u00eddio (Avante!, 18.8.16).<\/p>\n<p>H\u00e1 in\u00fameros documentos oficiais das pot\u00eancias imperialistas que confessam as suas provoca\u00e7\u00f5es e mentiras de guerra. Lembrem-se os Pentagon Papers relativos \u00e0 guerra do Vietnam. Ou o inacredit\u00e1vel documento conhecido por Opera\u00e7\u00e3o Northwoods, elaborado pelos Chefes de Estado-maior dos EUA em 1962 com \u00abuma breve mas concreta descri\u00e7\u00e3o de pretextos que possam fornecer justifica\u00e7\u00e3o para uma interven\u00e7\u00e3o militar dos EUA em Cuba\u00bb e que inclu\u00eda, entre muitas outras, a sugest\u00e3o de organizar campanhas bombistas em territ\u00f3rio dos EUA ou a encena\u00e7\u00e3o de derrubadas de avi\u00f5es civis ou o afundamento de barcos (com \u00abfalsos funerais de falsas v\u00edtimas\u00bb e tudo), a serem atribu\u00eddos \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Cubana. Basta lembrar os documentos descobertos nos arquivos ingleses, relativos ao plano secreto aprovado ao mais alto n\u00edvel dos EUA e Reino Unido em 1957, para que os respectivos servi\u00e7os secretos \u00abencenassem falsos incidentes fronteiri\u00e7os como pretexto para uma invas\u00e3o da S\u00edria pelos seus vizinhos pr\u00f3-ocidentais\u00bb (The Guardian, 27.9.03). Este plano, concebido muitos anos antes de Assad (ou mesmo o seu pai) chegar \u00e0 Presid\u00eancia da S\u00edria, \u00e9 praticamente o roteiro do que se passa na S\u00edria desde 2011, pois \u00abo plano apela ao financiamento de um \u2018Comit\u00ea S\u00edria Livre\u2019 e o armamento de \u2018fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com paramilitares\u2019 [\u2026] no interior da S\u00edria. A CIA e o MI6 instigariam subleva\u00e7\u00f5es internas\u00bb com o objectivo de levar a cabo uma \u2018mudan\u00e7a de regime\u2019 que, segundo o pr\u00f3prio texto do plano, n\u00e3o seria popular e \u00abir\u00e1 provavelmente exigir numa fase inicial medidas repressivas e um exerc\u00edcio do poder arbitr\u00e1rio\u00bb. S\u00e3o as \u2018democracias ocidentais\u2019 em todo o seu esplendor\u2026<\/p>\n<p>BE junta voz ao coro dos propagandistas<\/p>\n<p>Os dirigentes do BE n\u00e3o podem alegar que desconhecem que, desde h\u00e1 d\u00e9cadas, o imperialismo promove ex\u00e9rcitos terroristas contrarrevolucion\u00e1rios para fazer o seu trabalho sujo e para destruir quem atravesse nos seus planos de hegemonia mundial. Foi assim na Nicar\u00e1gua, Angola, Mo\u00e7ambique, Afeganist\u00e3o (como confessou Z. Brzezinski ao Nouvel Observateur, 15.1.88). O ex-ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros brit\u00e2nico Robin Cook escreveu: \u00aba Al Qaeda, que literalmente significa \u2018a base\u2019, era na sua origem o ficheiro de computador contendo os milhares de mujahedins que foram recrutados e treinados com a ajuda da CIA, para derrotar os russos\u00bb (The Guardian, 8.7.05). Os dirigentes do BE n\u00e3o podem alegar que n\u00e3o sabem que a estrat\u00e9gia de militarizar, desde o seu in\u00edcio em 2011, os protestos na S\u00edria, foi oficialmente apadrinhada, financiada e armada pelo imperialismo, chegando ao ponto de pagar os \u2018sal\u00e1rios\u2019 dos mercen\u00e1rios, n\u00e3o apenas atrav\u00e9s das ditaduras filo-imperialistas do Golfo (ABC ou Times of Israel, 1.4.12), mas diretamente pelos EUA (New York Times, 18.9.14, ou Reuters, 22.6.15). N\u00e3o podem alegar que desconhecem not\u00edcias da pr\u00f3pria imprensa que mais tem promovido a guerra contra a S\u00edria, como por exemplo este t\u00edtulo: \u00abAgora a verdade vem \u00e0 tona: como os EUA alimentaram o ascenso do ISIS na S\u00edria e no Iraque\u00bb (The Guardian, 3.6.15). N\u00e3o podem alegar que n\u00e3o sabem dos planos imperialistas para de novo retalhar o M\u00e9dio Oriente, a fim de tomar controle direto dos seus gigantescos recursos.<\/p>\n<p>Os dirigentes do BE sabem tudo isto, mas em vez de serem solid\u00e1rios com as v\u00edtimas do imperialismo e da tentativa de recoloniza\u00e7\u00e3o, juntam a sua voz ao coro dos propagandistas das guerras de rapina. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez. N\u00e3o \u00e9 apenas na S\u00edria. Pelo contr\u00e1rio, j\u00e1 se transformou num padr\u00e3o sistem\u00e1tico. Quando surgem as grandes campanhas midi\u00e1ticas que rodeiam as opera\u00e7\u00f5es de inger\u00eancia e agress\u00e3o do imperialismo (nomeadamente do sedeado na Europa), os dirigentes do BE credibilizam essas campanhas. Ao faz\u00ea-lo, contribuem para impedir que se fortale\u00e7a o movimento popular pela paz e contra a guerra e encobrem a natureza do imperialismo. Foi assim em 2011, com a L\u00edbia, tendo o BE votado a favor da Resolu\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu que abria caminho \u00e0 guerra da OTAN. \u00c9 assim em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 martirizada Venezuela bolivariana. \u00c9 assim em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 RPD da Coreia, pa\u00eds que nunca agrediu outro, mas que est\u00e1 sob a constante amea\u00e7a de uma nova guerra de exterm\u00ednio dos EUA, como em 1950-53. As v\u00edtimas s\u00e3o apresentadas como algozes. E os algozes continuam os seus crimes.<\/p>\n<p>Favores com favores se pagam<\/p>\n<p>Ser\u00e1 poss\u00edvel que os dirigentes do BE n\u00e3o conhecem os resultados de todas estas guerras, agress\u00f5es, campanhas? Ser\u00e1 poss\u00edvel que n\u00e3o vejam o aut\u00eantico desastre deixado pelos 27 anos de guerras de agress\u00e3o que se seguiram ao desaparecimento da URSS? N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Trata-se de uma op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de desconhecimento ou subestima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por que insistem os dirigentes do BE neste caminho? A resposta ajuda a esclarecer um aparentemente insond\u00e1vel mist\u00e9rio: o de uma for\u00e7a que se apresenta como de esquerda ser, desde a sua origem, autenticamente levada ao colo pela comunica\u00e7\u00e3o social do grande capital. Com destaque para o P\u00fablico, jornal fundado por um dos maiores capitalistas portugueses, e para o Expresso e a SIC, daquele que foi at\u00e9 h\u00e1 bem pouco tempo o respons\u00e1vel portugu\u00eas no Clube de Bilderberg (tendo Balsem\u00e3o entretanto passado a pasta a Dur\u00e3o Barroso, P\u00fablico, 27.5.15).<\/p>\n<p>O grande capital sempre procurou (m\u00faltiplas) formas de canalizar o descontentamento social para rumos que n\u00e3o ponham em causa o seu poder. Historicamente, foi esse o papel das social-democracias que, em particular nos pa\u00edses do centro capitalista (veja-se o caso ingl\u00eas), trocavam o seu apoio \u00e0s guerras imperialistas por concess\u00f5es no campo social, permitindo-lhes manter a sua base de apoio e combater os comunistas e outras for\u00e7as alternativas ao sistema capitalista. Hoje, vivemos tempos de descr\u00e9dito do capitalismo, tempos de crise e de ataque feroz aos direitos e condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores e povos. \u00c9 inevit\u00e1vel o descontentamento popular, a revolta de largas massas contra um sistema que apenas lhes oferece a mis\u00e9ria, o desemprego, a explora\u00e7\u00e3o, a guerra. Nesse contexto, torna-se ainda mais urgente impedir que esse descontentamento fortale\u00e7a uma real alternativa de sistema. O grande capital sabe onde reside essa alternativa. Os dirigentes do BE asseguram simultaneamente o ataque \u2018de esquerda\u2019 ao PCP e a \u2018cobertura de esquerda\u2019 \u00e0s campanhas do imperialismo. Tem sido assim, desde a pol\u00edtica internacional \u00e0 AutoEuropa. Favores com favores se pagam. Ao mesmo tempo, o grande capital sabe que, chegado o momento da verdade, os dirigentes do BE estar\u00e3o do lado do sistema. O exemplo do governo Syriza na Gr\u00e9cia \u00e9, a este respeito, elucidativo. A trai\u00e7\u00e3o do governo Syriza \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es do povo grego (reafirmadas no not\u00e1vel referendo de Julho de 2015) foi completa: \u00e9 hoje o agente, n\u00e3o apenas de mais austeridade, mas tamb\u00e9m duma legisla\u00e7\u00e3o laboral ferozmente antipopular. Os dirigentes do BE, que em 2015 se penduravam ao pesco\u00e7o de Tsipras, assobiam hoje para o lado. Mas a matriz ideol\u00f3gica e social \u00e9 a mesma, e o comportamento em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga n\u00e3o seria previsivelmente diferente. Nesse sentido, o slogan do BE \u2018esquerda de confian\u00e7a\u2019 ter\u00e1, afinal, mais verdade do que se poderia supor. Falta \u00e9 dizer \u2018confian\u00e7a\u2019 para quem.<\/p>\n<p>Perigos enormes<\/p>\n<p>O mais dram\u00e1tico \u00e9 que o comportamento dos dirigentes do BE leva \u00e1gua ao moinho do partido da guerra no seio do imperialismo. N\u00e3o vivemos hoje as d\u00e9cadas ap\u00f3s a II Guerra Mundial quando, sob o impacto da derrota do nazi-fascismo e a for\u00e7a e prest\u00edgio dos comunistas e das for\u00e7as revolucion\u00e1rias em n\u00edvel mundial, o grande capital se via obrigado a fazer concess\u00f5es importantes para suster o seu poder. Hoje aceitar\u00e1 \u2018causas fraturantes\u2019 que n\u00e3o p\u00f5em em causa o capitalismo (e at\u00e9 se podem tornar novas fontes de lucro). Mas a profunda crise sist\u00eamica do capitalismo e as dificuldades que encontra em dela sair, incluindo as crescentes rivalidades entre EUA e UE; as dram\u00e1ticas consequ\u00eancias sociais (e ambientais) das pol\u00edticas de explora\u00e7\u00e3o e pilhagem desenfreadas; o descontentamento explosivo; e a emerg\u00eancia de novas pot\u00eancias econ\u00f4micas, que as velhas pot\u00eancias imperialistas se recusam a aceitar \u2013 tudo isto est\u00e1 a conduzir o planeta a uma crise de grandes propor\u00e7\u00f5es. Os planos de guerra, j\u00e1 concebidos h\u00e1 d\u00e9cadas (veja-se a entrevista do General Loureiro dos Santos ao Di\u00e1rio de Not\u00edcias, 13.3.00), est\u00e3o tornando-se cada vez mais aliciantes para uma parte consider\u00e1vel do grande capital das velhas pot\u00eancias imperialistas. Basta ver a desenfreada corrida militarista em curso, com os an\u00fancios de enormes subidas nos or\u00e7amentos militares dos EUA, Fran\u00e7a, Alemanha, Espanha e outras pot\u00eancias, e com a anunciada militariza\u00e7\u00e3o da UE (CEP). Ou o recente n\u00famero da revista The Economist (27.1.18), dedicado a \u00abA Pr\u00f3xima Guerra\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o custa a perceber os perigos enormes que a Humanidade enfrenta. Uma verdadeira for\u00e7a de esquerda s\u00f3 pode virar baterias contra o imperialismo e os planos de guerra em marcha, sendo solid\u00e1ria com quem resiste e pugnando por criar uma vasta frente anti-imperialista e pela paz. N\u00e3o \u00e9 esta a op\u00e7\u00e3o dos dirigentes do BE.<\/p>\n<p>Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2319, 8.03.2018<\/p>\n<p>Nota:\u00a0\u00a0O Bloco de Esquerda \u00e9 um partido que nasceu em 1999, em Portugal, da aproxima\u00e7\u00e3o de tr\u00eas for\u00e7as pol\u00edticas: a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Uni%C3%A3o_Democr%C3%A1tica_Popular\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uni\u00e3o Democr\u00e1tica Popular<\/a>\u00a0(<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Marxismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">marxista<\/a>), o\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Partido_Socialista_Revolucion%C3%A1rio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Partido Socialista Revolucion\u00e1rio<\/a>\u00a0(<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Trotskismo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trotskista<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ernest_Mandel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">man<wbr \/>delista<\/a>) e a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pol%C3%ADtica_XXI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edtica XXI<\/a>, \u00e0s quais posteriormente se juntaram v\u00e1rios outros movimentos.<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/o-be-e-as-agressoes-imperialistas\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19033\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165,38,98,217],"tags":[226],"class_list":["post-19033","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","category-c43-imperialismo","category-c111-portugal","category-siria","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4WZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19033","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19033"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19033\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19033"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19033"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19033"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}