{"id":19112,"date":"2018-03-20T21:55:31","date_gmt":"2018-03-21T00:55:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19112"},"modified":"2018-03-20T21:55:31","modified_gmt":"2018-03-21T00:55:31","slug":"mais-futuro-golpe-contra-os-estudantes-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19112","title":{"rendered":"&#8216;Mais Futuro&#8217;: golpe contra os estudantes da Bahia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"'Mais Futuro': golpe contra os estudantes da Bahia\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/YslB3wcRDX7Rq6kqjvqwuIAeeg3p61JW-aNzPlo7U9yJZbWiSysokTmCmeFzrA7b2Hedb0mFdOfT9F-ejCjJRCMsD5ZC4oTSqPzWFcMT5cK1bAK1O6qe2L4oC373mUGEO-aCPfeugMpNDSNaO8_bmmAhrjEu2eHI3c1LtNOLgYyLa51EdGIcBtnep0DPN6G9T8LMDLNtgC6lTB3r_Khh0FprbnkZHgpkKmTCx36YOrXKoNiNaEOoKvXexx7rDh_2BiJif1EFmBLL4_G5Njxas-r-_BwUjqwTodUyWaN2lXIb_o_qPF35BC7uRRX-uCg_VF2cyZbzzB32qognib6ZeZI7V7xajiQ0fGb8jMX5BxO5T2Bd3AQos34cBxrPpsSJJG4fQVOElQny1PPDUzgkXaRTrV3VOMCn5t0d7vVmkwE1fptv7hMl9czmg9coLCiAaHTCPJ9N0KWzINbnhjU7TFr54m85XB1zz8HdosnTSIDX66JCcC6-G4Eob3_EsMtiJ5FthGRyU5Qn8AoP4oBEIPKlz-wuOr4bGaUPXNTIHHeT_grogpKKs-YbA907Nz2q1q-Csq4pxGmNCiwmvq27Q06BYl9H_3-1eyuk_KKefA-z83qFWP0ZC7zD8jSFIQ7elziPfsNpQbsKRy71owc4PYxlgvjuVX_v8Q=s800-no\" alt=\"'Mais Futuro': golpe contra os estudantes da Bahia\" \/><!--more-->Nota Pol\u00edtica da UJC da Bahia<\/p>\n<p>O ano de 2017 foi marcado por um golpe hist\u00f3rico contra as\/os estudantes das Universidades Estaduais Baianas (Ueba) com a implementa\u00e7\u00e3o do \u201cMais Futuro\u201d, o Programa Estadual de Perman\u00eancia Estudantil (PPE). Al\u00e9m disso, a cada dia pioram as condi\u00e7\u00f5es para que estudantes das Universidades Federais concluam seus estudos.<\/p>\n<p>Apesar de ser pintado como uma conquista do movimento estudantil, o \u201cMais Futuro\u201d se configura como um programa extremamente rebaixado, que n\u00e3o responde \u00e0s necessidades das\/os estudantes. O programa reduz a produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da vida de um\/a universit\u00e1ria\/o \u00e0 subsist\u00eancia econ\u00f4mica m\u00ednima, j\u00e1 que o valor das bolsas \u00e9 muito pequeno para todas as demandas. Somado a isso, temos a imposi\u00e7\u00e3o de metas absurdas de rendimento escolar para estudantes vindos dos setores mais precarizados da classe trabalhadora, sem acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade.<\/p>\n<p>O \u201cMais Futuro\u201d simplesmente ignora diversas demandas das universidades estaduais e suas\/seus estudantes, ao transformar toda e qualquer forma de garantir a perman\u00eancia no ensino superior estadual em bolsas. Tal pol\u00edtica se distancia da realidade das\/os estudantes, especialmente aquelas\/es que se deslocam para cidades com custo de vida muito alto, pois n\u00e3o conseguem se manter. Isso porque o Estado n\u00e3o garante constru\u00e7\u00e3o e\/ou amplia\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias e de restaurantes universit\u00e1rios. Tamb\u00e9m n\u00e3o oferecem alimenta\u00e7\u00e3o balanceada e de qualidade a pre\u00e7o justo, bem como transporte e outras necessidades b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>Outro grupo fortemente atingido pela falta de uma pol\u00edtica s\u00e9ria de assist\u00eancia e perman\u00eancia s\u00e3o as estudantes m\u00e3es. Por conta da sociedade machista, em muitos casos elas cuidam as crian\u00e7as sozinhas e tentam conciliar o cuidado com estudo e em geral com o trabalho. Para que essas estudantes possam concluir seus cursos, necessitam tamb\u00e9m de creches, demanda absolutamente negligenciada pelo \u201cMais Futuro\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, as Universidades Estaduais Baianas possuem cerca de 60.000 estudantes matriculadas\/os na gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Bahia, o \u201cMais Futuro\u201d at\u00e9 o final de 2018 pretende atender apenas a 9.000 estudantes, 15% do total. Para al\u00e9m de ser uma pol\u00edtica que distorce o papel da perman\u00eancia e assist\u00eancia estudantil, contempla poucos e com isso torna o espa\u00e7o acad\u00eamico cada vez menos poss\u00edvel para a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Politicamente o PPE tem a estrat\u00e9gia de por fim \u00e0 unidade entre as categorias, pois o calend\u00e1rio anual para recebimento das bolsas pode ser estendido por no m\u00e1ximo um m\u00eas a mais. Significa dizer que se houver uma greve por mais de 30 dias, as\/os estudantes assistidas\/os s\u00f3 ter\u00e3o o pagamento das bolsas por 13 meses. A manobra demonstra as t\u00e1ticas rasteiras utilizadas pela pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classes do governo petista.<\/p>\n<p>O \u201cMais Futuro\u201d pretende utilizar j\u00e1 na universidade a ideia do capitalismo, \u201ctrabalhe muito, ganhe quase nada\u201d. \u00c9 uma esp\u00e9cie de prepara\u00e7\u00e3o para o que espera \u00e0s filhas e aos filhos da classe trabalhadora nos pr\u00f3ximos per\u00edodos de aprofundamento da crise, da explora\u00e7\u00e3o e da retirada de direitos.<\/p>\n<p>As pol\u00edticas desenvolvidas para educa\u00e7\u00e3o na Bahia, altamente alinhadas \u00e0s politicas do governo federal, visam o sucateamento do ensino p\u00fablico para favorecer e fortalecer o monop\u00f3lio do ensino privado. As universidades federais tamb\u00e9m sofrem com os cortes na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a UFBA n\u00e3o est\u00e1 longe dessa realidade. A cada ano as\/os estudantes da UFBA enfrentam cortes or\u00e7ament\u00e1rios, que implicam na impossibilidade de acesso \u00e0s bolsas de extens\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o continuada, fundamental para todo\/a professor\/a. A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta diretamente a assist\u00eancia e perman\u00eancia estudantil, pois se torna tamb\u00e9m cada vez mais dif\u00edcil a amplia\u00e7\u00e3o de restaurantes e creches, por exemplo.<\/p>\n<p>O Plano Nacional de Assist\u00eancia Estudantil (Pnaes) foi criado para atender \u00e0s demandas de assist\u00eancia e perman\u00eancia estudantil geradas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais (Reuni). A proposta, contudo, passou muito longe de cumprir com o objetivo. De acordo com estudo do F\u00f3rum Nacional de Pr\u00f3-Reitores de Assuntos Comunit\u00e1rios e Estudantis (Fonaprace), em 2011 foi destinado ao Pnaes apenas 1\/3 do valor necess\u00e1rio para atender \u00e0s necessidades das\/os estudantes das federais.<\/p>\n<p>Diante disso, a Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) na Bahia lan\u00e7a a campanha \u201cPerman\u00eancia \u00e9 coisa nossa\u201d n\u00e3o s\u00f3 para fazer den\u00fancia aos ataques a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas tamb\u00e9m para discutir com as\/os estudantes um projeto de universidade que de fato esteja de acordo com os interesses de nossa classe.<\/p>\n<p>Apenas a luta organizada ser\u00e1 capaz de transformar essa realidade. Por conta da import\u00e2ncia da articula\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do movimento estudantil das Universidades Estaduais da Bahia, a UJC aponta a necessidade da reorganiza\u00e7\u00e3o e reativa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum das\/os Estudantes das Ueba. Desse modo, poderemos avan\u00e7ar nas estaduais na luta pela revoga\u00e7\u00e3o do Mais Futuro, com garantia de financiamento de 1% da Receita L\u00edquida de Impostos exclusivamente para assist\u00eancia e perman\u00eancia estudantil.<\/p>\n<p>A UJC tamb\u00e9m defende a articula\u00e7\u00e3o do movimento estudantil das federais, pois apenas assim ser\u00e1 poss\u00edvel construir a\u00e7\u00f5es efetivas para a elabora\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de assist\u00eancia e perman\u00eancia, que de fato seja condizente com as necessidades das\/os estudantes.<\/p>\n<p>Link da publica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>https:\/\/www.facebook.com\/UJCBahia\/<wbr \/>posts\/2248691291811478<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19112\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[225],"class_list":["post-19112","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Yg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19112"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19112\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}