{"id":1916,"date":"2011-10-01T22:45:41","date_gmt":"2011-10-01T22:45:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1916"},"modified":"2011-10-01T22:45:41","modified_gmt":"2011-10-01T22:45:41","slug":"a-esquerda-e-o-golpe-de-64-um-livro-indispensavel-para-a-compreensao-da-historia-do-brasil-recente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1916","title":{"rendered":"\u201cA Esquerda e o Golpe de 64\u201d: um livro indispens\u00e1vel para a compreens\u00e3o da hist\u00f3ria do Brasil recente"},"content":{"rendered":"\n<p>No \u00faltimo dia 27 (ter\u00e7a), a sede nacional do PCB abrigou o lan\u00e7amento do livro \u201cA Esquerda e o Golpe de 64\u201d, do escritor Denis de Moraes, em reedi\u00e7\u00e3o atualizada pela Editora Express\u00e3o Popular. Da mesa do evento, participaram os camaradas Ricardo Costa (Rico), representando o Comit\u00ea Central do PCB, e Joba, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).<\/p>\n<p>D\u00eanis de Moraes, professor da Universidade Federal Fluminense, jornalista por forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 acad\u00eamico e pesquisador respeitado na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o, autor de mais de vinte t\u00edtulos, dentre os quais\u00a0Vianninha, c\u00famplice da paix\u00e3o (1991),\u00a0O velho Gra\u00e7a (1992) e\u00a0O rebelde do tra\u00e7o (1996), bel\u00edssimas biografias de Oduvaldo Vianna Filho, Graciliano Ramos e Henfil, nas quais a trajet\u00f3ria da esquerda brasileira \u00e9 reconstru\u00edda atrav\u00e9s das vidas e obras dos biografados. Seu livro mais recente,\u00a0Vozes abertas da Am\u00e9rica Latina: Estado, pol\u00edticas p\u00fablicas e democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o (2011), retrata bem a preocupa\u00e7\u00e3o do autor, nos \u00faltimos anos, em analisar o processo de consolida\u00e7\u00e3o da hegemonia burguesa na Am\u00e9rica Latina, atrav\u00e9s do espantoso crescimento do poder ideol\u00f3gico exercido pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, no contexto mundial da globaliza\u00e7\u00e3o capitalista, em paralelo ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia e de pol\u00edticas de controle popular e democr\u00e1tico da m\u00eddia, por interm\u00e9dio dos movimentos populares, organiza\u00e7\u00f5es de esquerda e governos progressistas do nosso continente. Traduzido e reconhecido no exterior, D\u00eanis recebeu, no ano passado, o \u201cPremio Internacional de Ensayo\u00a0Pensar a Contracorriente\u201d, do Minist\u00e9rio da Cultura de Cuba.<\/p>\n<p>Em\u00a0A esquerda e o golpe de 64, publicado originalmente em 1989, quando grande parte dos personagens e entrevistados do livro ainda estavam vivos (tais como Luiz Carlos Prestes, Greg\u00f3rio Bezerra, Leonel Brizola, Francisco Juli\u00e3o, Herbert de Souza, Nelson Werneck Sodr\u00e9, dentre outros), D\u00eanis analisa as diferentes concep\u00e7\u00f5es, t\u00e1ticas e projetos estrat\u00e9gicos, assim como as ilus\u00f5es e os equ\u00edvocos, da esquerda brasileira se no per\u00edodo do governo Jo\u00e3o Goulart, derrubado, em 1\u00ba de abril de 1964, pelas for\u00e7as pol\u00edticas reacion\u00e1rias e pelos setores representativos da burguesia monopolista. Recorrendo a imagens cinematogr\u00e1ficas, faz um balan\u00e7o dos erros e acertos da esquerda numa conjuntura de grande efervesc\u00eancia pol\u00edtica e cultural, com a ampla participa\u00e7\u00e3o de diversos setores organizados das massas (sindicatos, ligas camponesas, organiza\u00e7\u00f5es estudantis, de mulheres, artistas, escritores, etc), fato que provocou a rea\u00e7\u00e3o da direita brasileira, temerosa da eclos\u00e3o de uma revolu\u00e7\u00e3o vermelha.<\/p>\n<p>No evento de lan\u00e7amento do livro, D\u00eanis dedicou sua palestra aos verdadeiros her\u00f3is do povo brasileiro: os membros do Comit\u00ea Central do PCB assassinados pela repress\u00e3o em 1975 e os revolucion\u00e1rios da estirpe de Greg\u00f3rio Bezerra e Carlos Marighella. Resgatou a figura hist\u00f3rica de Jo\u00e3o Goulart (Jango), demonizada pela direita e esquecida por boa parte da esquerda, lembrando seu governo democr\u00e1tico, que n\u00e3o reprimiu os movimentos sociais da \u00e9poca e possibilitou a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, na luta por seus direitos.<\/p>\n<p>Conforme lembrado pelo camarada Ivan Pinheiro, Secret\u00e1rio Geral do PCB, a atividade, promovida pelo Comit\u00ea Central do Partido e tendo ainda o maior movimento social brasileiro contempor\u00e2neo, o MST, atrav\u00e9s da sua Editora Express\u00e3o Popular, como patrocinador da reedi\u00e7\u00e3o da obra, estava carregada de simbolismos pol\u00edticos, ao associar o balan\u00e7o dos anos 60, em que os comunistas foram importantes protagonistas da hist\u00f3ria do Brasil, com os tempos atuais, de reconstru\u00e7\u00e3o das esquerdas brasileiras comprometidas de fato com as lutas anticapitalistas e anti-imperialistas e com a alternativa socialista.<\/p>\n<p>Nas palavras de Jos\u00e9 Paulo Netto, autor do pref\u00e1cio desta edi\u00e7\u00e3o da obra, impresso na orelha do livro: \u201cD\u00eanis de Moraes, nestas p\u00e1ginas em que o talento do escritor d\u00e1 as m\u00e3os \u00e0 arg\u00facia do jornalista que investiga, nos oferece a prova decisiva da validez do antigo ju\u00edzo de M\u00e1rio de Andrade:\u00a0a hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 exemplo, \u00e9 li\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nRio de Janeiro\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1916\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-1916","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-uU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1916\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}