{"id":19168,"date":"2018-03-25T17:12:02","date_gmt":"2018-03-25T20:12:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19168"},"modified":"2018-03-28T16:26:53","modified_gmt":"2018-03-28T19:26:53","slug":"a-mulher-e-o-trabalho-domestico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19168","title":{"rendered":"A Mulher e o Trabalho Dom\u00e9stico"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"A Mulher e o Trabalho Dom\u00e9stico\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/0Q3u28d_GvEANny7lqtd7DtrBWCihpkewlkzxredYWBMcK8KhEdVSEMOasO2tl4lNg7fCFco8uIjvHSamHgDB-FXWj451yvTOg2iyoTBjaFwpnE-Lmk_cMZLbzCO_Al9IpZOhIqTQgFyfEzg9PfCKvlsK7_bA-t38iE2fSWqM18EyQdyPNAuGWfOdylvP43E73tDKyFm5JNsNuyl1C_3sVOrGxQH8EDPJV5H7IuMvn_Upa-EkggMH2S_FCO8YqtwBGhqHncfM0i13b7l_q8PGeVhSfDUyRgVVuR8vCVMDA8I18ZtCk0W9JOo2vLvcrz-T95f3qjpiPBgsmj6SE7hsSoMAjlCEke19SAMj_6ZnOuS1p9NfQcPPz7feapMz_7XRrXj0yhe63cqS_VtSc8kSywmyrbt8WgIFfBWbrZJBE9bXyRe-Uy_tgZF3EJa1Y0XrOCh0x_e0q4qI-6XR0KZymrZIgfbc9T_j31fuBIFaZyCkP_0vriAnkf8jC9Pi_-5UBtBYeJHDm1PdtZlt-YZLY2KbKFk-hOu_MSROR0P5l5TjkRRB_rrPMlFI3Cs05RuOWRuPGemTfe2HUP0Kf4EOzP1qvUfstQky5K-egRXhXPUkmTUr6yAr5eU5spggMbaF-55EfeK8mqpovPfIJaupWYJgrg-3itwQg=s600-no\" alt=\"A Mulher e o Trabalho Dom\u00e9stico\" \/><!--more-->Por Larissa Gouveia* e Paula Santos**<\/p>\n<p>&#8220;Dizer que a dom\u00e9stica prega a luta de classe \u00e9 mentira. Mas que a dom\u00e9stica vive a luta de classe, vive! Toda hora, todo dia! Agora se voc\u00ea chegar com essa palavra &#8216;luta de classe&#8217;, a dom\u00e9stica vai dizer que n\u00e3o conhece a luta de classe. Mas no dia-a-dia voc\u00ea est\u00e1 vivendo a luta de classe. Isso \u00e9 direto na carne&#8221;. (CARVALHO, 1982, p. 59)<\/p>\n<p>A cita\u00e7\u00e3o acima foi retirada do livreto \u2018\u2019S\u00f3 a gente que vive \u00e9 que sabe: depoimento de uma dom\u00e9stica.\u2019\u2019 Nele, Dona Lenira Maria de Carvalho, uma camponesa do interior de Alagoas, relata sobre sua vida como mulher nordestina que migra para outro estado em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e sustento, empregada como trabalhadora dom\u00e9stica na capital de Pernambuco nos anos 1950; posteriormente, no per\u00edodo da Ditadura civil-militar, encontra na Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica (JOC) o despertar da milit\u00e2ncia se vendo enquanto parte de uma classe. Dona Lenira descreve os pesares que \u00e9 ser uma mulher pobre numa sociedade patriarcal, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico e da trabalhadora dom\u00e9stica at\u00e9 mesmo dentro de nossa classe, pela divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico como trabalho improdutivo, as dificuldades de organizar sua categoria e a import\u00e2ncia de se enxergar no outro e entender que a organiza\u00e7\u00e3o de todos os trabalhadores numa perspectiva de mudan\u00e7a radical da sociedade \u00e9 essencial para a liberta\u00e7\u00e3o das pessoas que sofrem com as desigualdades sociais.<\/p>\n<p>Acreditamos que todos conseguem ter a percep\u00e7\u00e3o do quanto o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 desvalorizado e de como a trabalhadora \u00e9 historicamente precarizada no nosso pa\u00eds, que tem ra\u00edzes escravagistas que refletem a desigualdade e mant\u00e9m na base da pir\u00e2mide social aquelas que foram relegadas ao espa\u00e7o dom\u00e9stico e ao trabalho bra\u00e7al. Entretanto, precisamos trazer a tona algumas quest\u00f5es que elucidam fatos por vezes ignorados. Para entender como a mulher foi socialmente empurrada para o espa\u00e7o privado e do lar, necessitamos entender como foi constitu\u00edda a sociedade dividida em classes, j\u00e1 que a base da mesma \u00e9 o patriarcado e a propriedade privada.<\/p>\n<p>Engels (1984) analisou como viviam as sociedades primitivas, relatou como se desenvolveram os tipos de fam\u00edlia e conviv\u00eancia entre a comunidade, a partir da organiza\u00e7\u00e3o social. Nos tempos prim\u00f3rdios, a primeira forma de organiza\u00e7\u00e3o social foi greg\u00e1ria. A partir da necessidade de criar seus meios de subsist\u00eancia, surgiu-se o trabalho, possibilitando extrair da natureza o essencial \u00e0 vida. As mulheres trabalhavam igualmente com os homens, e a tarefa de criar os filhos tamb\u00e9m era coletiva. Tudo o que era produzido por um era distribu\u00eddo para os outros, n\u00e3o existindo, assim, produ\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n<p>Na medida em que a quantidade de pessoas aumentava na tribo, as rela\u00e7\u00f5es sociais tornaram-se mais complexas, desenvolveu-se a agricultura e a pecu\u00e1ria ao longo do tempo. Com o alargamento desse processo, come\u00e7aram a produzir mais do que o necess\u00e1rio para a sobreviv\u00eancia daquele grupo. A partir desse processo, surge a propriedade privada, a mulher come\u00e7ava a ser reprimida e a sofrer uma s\u00e9rie de opress\u00f5es, pois precisa ser a garantidora do nascimento dos filhos do homem que det\u00e9m as riquezas acumuladas. Nesse mesmo tempo, tamb\u00e9m surge a explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem. O trabalho dom\u00e9stico, cria\u00e7\u00e3o dos filhos e tudo o que se refere ao lar passou a ser tarefa feminina. A propriedade j\u00e1 n\u00e3o era mais bem coletivo, passa a ser privada. Aos homens, foi transferido os espa\u00e7os p\u00fablicos, e as mulheres a vida privada.<\/p>\n<p>Alguns s\u00e9culos mais tarde, essas quest\u00f5es tiveram algumas mudan\u00e7as. No s\u00e9culo XVIII, com o crescimento da produ\u00e7\u00e3o do sistema capitalista, as mulheres foram for\u00e7adas a trabalhar nas f\u00e1bricas. Nesse per\u00edodo, o uso da for\u00e7a de trabalho da mulher tornou-se cada vez mais intenso e explorador. No continente americano, onde os territ\u00f3rios foram comumente invadidos pelos exploradores europeus e colonizados durante as expedi\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas, houve a escraviza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra posta como propriedade e meio de produ\u00e7\u00e3o. A for\u00e7a de trabalho da mulher que foi escravizada foi direcionada de outra forma. As negras e ind\u00edgenas, n\u00e3o faziam apenas trabalhos do lar, sua for\u00e7a de trabalho era tamb\u00e9m explorada intensamente nos engenhos, nas fazendas, sendo produtoras de riquezas \u00e0 classe dominante que detinham o poder dos territ\u00f3rios colonizados. Muitas delas eram obrigadas a deixar de cuidar dos seus filhos para trabalhar nas casas dos homens brancos como ama de leite, bab\u00e1, governanta, cozinheira, passadeira, e outras consecutivas tarefas que servissem ao Senhorio.<\/p>\n<p>Dona Lenira retrata os obst\u00e1culos que vivenciou quando passou a tomar consci\u00eancia de classe e dos direitos que deveria reivindicando o que deveria ser direitos de sua categoria. Fazer greve como, se boa parte delas n\u00e3o tem carteira assinada que assegurava alguns direitos b\u00e1sicos e se o local de trabalho muitas vezes \u00e9 o local de moradia? Segundo ela \u2018\u2019todo mundo sofre, mas sofre individualmente. N\u00e3o \u00e9 como na f\u00e1brica, por exemplo, onde todo mundo trabalha no mesmo local\u2019\u2019 (CARVALHO, 1982, p. 27). Outro peso constru\u00eddo em forma de subdivis\u00e3o da classe trabalhadora, que carrega os percal\u00e7os da divis\u00e3o sexual de trabalho, onde o trabalho dom\u00e9stico \u00e9 trabalho da mulher, foi a categoriza\u00e7\u00e3o do trabalho produtivo e do trabalho improdutivo dos trabalhadores enquanto classe revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Dizem que a dom\u00e9stica n\u00e3o produz, pois n\u00e3o gera mais-valia em uma casa de fam\u00edlia em contraste com a oper\u00e1ria que produz tecido nas f\u00e1bricas, por exemplo. Mas segundo as s\u00e1bias palavras gravadas no depoimento de Dona Lenira (1982, p. 43) \u2018\u2019A gente n\u00e3o produz coisas que v\u00e1 dar dinheiro. Mas a gente produz dentro dessa sociedade. E foi isso que na medida em que eu descobri, eu n\u00e3o me vejo mais uma dom\u00e9stica isolada no meio do mundo, s\u00f3 com as minhas companheiras dentro dessa sociedade. Eu me vejo dentro de tudo! At\u00e9 que me prove o contr\u00e1rio, eu participo com as minhas companheiras dentro dessa sociedade. Quando eu cozinho para esses caras que est\u00e3o l\u00e1 discutindo, para esses m\u00e9dicos, para esses engenheiros, para tudo, eu estou dando uma contribui\u00e7\u00e3o. E eu estou dando uma contribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, eu e as minhas companheiras, quando eu estou trabalhando dentro desse pa\u00eds. Eu estou fazendo alguma coisa porque, com tudo que eles querem nos marginalizar, a gente ainda luta para trabalhar, para sobreviver. Na medida que eu luto para sobreviver dentro do pa\u00eds, eu sou respons\u00e1vel e eles t\u00eam que ser respons\u00e1vel pela gente tamb\u00e9m. E isso \u00e9 que n\u00e3o existe; isso \u00e9 que \u00e9 marca. Ent\u00e3o eu acho que a dom\u00e9stica faz parte do mundo oper\u00e1rio. Quando eu digo mundo oper\u00e1rio entra tudo: comerci\u00e1rio, tudo\u2026 E a gente dom\u00e9stica tamb\u00e9m. Mesmo que a dom\u00e9stica n\u00e3o esteja considerada assim na faixa da produ\u00e7\u00e3o, como dizem, a gente faz parte de um mundo de trabalho. S\u00f3 que a gente trabalha em lugares diferentes. E atua diferente.<\/p>\n<p>No Brasil, ainda existe grandes reflexos da coloniza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o das mulheres negras. O trabalho dom\u00e9stico permaneceu sendo uma das principais ocupa\u00e7\u00f5es postas como alternativa para a popula\u00e7\u00e3o negra ap\u00f3s a falsa aboli\u00e7\u00e3o. A luta das trabalhadoras dom\u00e9sticas enquanto classe no Brasil \u00e9 uma luta das mulheres negras. Laudelina de Campos Melo foi uma trabalhadora dom\u00e9stica, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e sindicalista que ficou conhecida como \u2018\u2019o terror das patroas\u2019\u2019, se tornando refer\u00eancia na luta de organiza\u00e7\u00e3o dessa categoria. Em 1936 fundou o primeiro sindicato de trabalhadoras dom\u00e9sticas do Brasil, tinha como sonho a constru\u00e7\u00e3o do Poder Popular e entendia que as empregadas dom\u00e9sticas, muitas vezes tratadas como escravas, precisavam se organizar para conquistar direitos trabalhistas. Costumava provocar reuni\u00f5es de mulheres negras para fazer piqueniques em pra\u00e7as onde apenas brancos costumavam frequentar. Atos considerados de extrema ousadia durante as d\u00e9cadas de 1950 e 1960, sendo atrativo para os jornais. No meio sindical estimulou dois tipos de a\u00e7\u00e3o: a solidariedade entre as trabalhadoras enquanto parte de uma categoria composta majoritariamente por mulheres negras e pobres que s\u00e3o precarizadas de forma intensa e a alfabetiza\u00e7\u00e3o das trabalhadoras dom\u00e9sticas, pois acreditava que esse seria o primeiro passo para despertar a conscientiza\u00e7\u00e3o e entendimento da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e consequentemente reivindica\u00e7\u00e3o dos direitos da classe.<\/p>\n<p>Nos dias atuais, as trabalhadoras dom\u00e9sticas continuam a realizar m\u00faltiplas jornadas de trabalho, expostas \u00e0s piores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, al\u00e9m do cuidado da casa e dos filhos. Vivenciam no dia-a-dia a incerteza dos direitos que a categoria t\u00e3o bravamente lutou para conquistar. Demiss\u00e3o, xingamentos, isolamentos, revistas vexat\u00f3rias e restri\u00e7\u00f5es de uso de banheiros tamb\u00e9m s\u00e3o formas de opress\u00e3o e repress\u00e3o das trabalhadoras dom\u00e9sticas. Vale ressaltar que, a orienta\u00e7\u00e3o sexual vitimiza homens e mulheres por ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>As mulheres dedicam duas vezes mais tempo que os homens \u00e0s atividades dom\u00e9sticas, trabalham, no total, cinco horas a mais que eles. Ao todo, a jornada das mulheres \u00e9 de 55,1 horas por semana, contra 50,5 horas deles. Dentro da sociedade patriarcal em que vivemos, \u00e9 pouco comum um homem ajudar sua companheira nas tarefas dom\u00e9sticas, o que se reflete em mais horas de trabalho na conta da mulher que trabalha fora de casa. Mesmo trabalhando mais horas, as mulheres t\u00eam renda menor, de 76% da remunera\u00e7\u00e3o dos homens.<\/p>\n<p>O que \u00e9 ressaltado na pesquisa \u00e9 que a dupla ou tripla jornada de trabalho segue as afastando do trabalho, mesmo elas sendo respons\u00e1veis pelo sustento do lar. Tamb\u00e9m \u00e9 enfatizado que os cargos de chefia e dire\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez menos oportunos \u00e0s mulheres. As constata\u00e7\u00f5es s\u00e3o da S\u00edntese de Indicadores Sociais \u2013 Uma an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No Brasil, boa parte delas interrompe os estudos e para de trabalhar para cuidar da casa. \u00c9 importante atentar para o fato de que as trabalhadoras dom\u00e9sticas s\u00e3o em 63% mulheres negras, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) de 2012. Uma heran\u00e7a dos quase quatro s\u00e9culos de escraviza\u00e7\u00e3o em uma sociedade patriarcal.<\/p>\n<p>Entender que a realidade que vivemos \u00e9 fruto de um sistema de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o \u00e9 fundamental para compreender que fazemos parte do mesmo mundo onde uma minoria det\u00e9m o poder como classe dominante, ideologicamente e detentora dos meios de produ\u00e7\u00e3o. Enxergar a trabalhadora dom\u00e9stica como parte da classe trabalhadora que atua em campo diferente \u00e9 entender que as a\u00e7\u00f5es para a organiza\u00e7\u00e3o delas possuem particularidades enquanto uma categoria marginalizada socialmente, e que fazem parte da nossa classe que \u00e9 atingida pelos ataques aos direitos trabalhistas, agravadas nos \u00faltimos anos por esse governo sanguessuga de Michel Temer, que s\u00f3 serve \u00e0 classe que explora.<\/p>\n<p>*Pedagoga, militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro e do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Alagoas.<\/p>\n<p>**Estudante secundarista do Instituto Federal de Alagoas e militante do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro e da Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC) em Alagoas.<\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<p>A Cor da Cultura. Her\u00f3is de todo mundo: LAUDELINA DE CAMPOS MELO. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/antigo.<wbr \/>acordacultura.org.br\/herois\/heroi\/<wbr \/>laudelina&gt; Acesso em: 10 mar. 2018.<\/p>\n<p>BENTO, C. Perman\u00eancia e mudan\u00e7as: mulheres negras no trabalho. Carta Capital, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.cartacapital.com.br<wbr \/>\/economia\/permanencia-e-mudancas<wbr \/>-mulheres-negras-no-trabalho&gt; Acesso em: 10 mar. 2018.<\/p>\n<p>CARVALHO, L. M. S\u00f3 a gente que vive \u00e9 que sabe: depoimento de uma dom\u00e9stica. Cadernos de Educa\u00e7\u00e3o Popular, Petr\u00f3polis: Vozes, v. 4, 1982.<\/p>\n<p>ENGELS, F. A origem da fam\u00edlia, da propriedade privada e do Estado. 3 ed. S\u00e3o Paulo: Global, 1984.<\/p>\n<p>VIEIRA, I. Mulheres trabalham cinco horas a mais e ganham 76% do sal\u00e1rio dos homens. Ag\u00eancia Brasil, 2016. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/<wbr \/>geral\/noticia\/2016-12\/mercado-de-trabalho-continua-<wbr \/>discriminando-mulheres-<wbr \/>independentemente-da-crise&gt; Acesso em: 10 mar. 2018.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19168\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[180,20],"tags":[233],"class_list":["post-19168","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-feminista","category-c1-popular","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-4Za","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19168\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}