{"id":19244,"date":"2018-04-02T20:07:45","date_gmt":"2018-04-02T23:07:45","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19244"},"modified":"2018-04-02T20:07:45","modified_gmt":"2018-04-02T23:07:45","slug":"ana-montenegro-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19244","title":{"rendered":"Ana Montenegro, PRESENTE!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/anamontenegro.org\/cfcam\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mountains-1-1024x1024.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Coordena\u00e7\u00e3o Nacional do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro<\/p>\n<p>H\u00e1 12 anos calava-se uma voz carregada historicamente de luta e persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, morre por causas naturais Ana Montenegro, aos seus 90 anos \u2013 30 de mar\u00e7o de 2006 -.<\/p>\n<p>Militante comunista, viveu no s\u00e9culo XX uma hist\u00f3ria intensa de luta contra a sociedade de classes, a favor da Democracia, do direito das mulheres, do povo e das terras.<\/p>\n<p>Co-fundadora do peri\u00f3dico \u201cMovimento Feminino\u201d participou da Uni\u00e3o Democr\u00e1tica de Mulheres da Bahia, Comit\u00ea Feminino pr\u00f3 Democracia, Liga Feminina da Guanabara e a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mulheres.<\/p>\n<p>Mesmo sendo a primeira mulher exilada, continuou sua trajet\u00f3ria pol\u00edtica. Durante o ex\u00edlio tornou-se membro da comiss\u00e3o da Am\u00e9rica Latina pela Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional de Mulheres, assim como trabalhou em organismos internacionais, como a UNO e a UNESCO.<\/p>\n<p>Defensora \u00e1rdua dos Direitos Humanos, Ana Montenegro foi tamb\u00e9m assessora da Ordem dos Advogados e em 2005 foi indicada ao Pr\u00eamio Nobel da Paz.<\/p>\n<p>J\u00e1 pr\u00f3ximo a sua morte ainda se fazia presente na luta, afirmando: \u201cQue sua luta continua, por p\u00e3o, terra e trabalho, sendo que um pa\u00eds que tem isso tem liberdade\u201d.<\/p>\n<p>Em sua homenagem, reconhecendo a guerreira que Ana foi, militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) fundam o *Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro.*<\/p>\n<p>Reproduzimos abaixo o texto sobre Ana Montenegro que foi publicado na Agenda da Mulheres, lan\u00e7ada no ano de 2016 pela Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis\/PCB:<\/p>\n<p>Ana Montenegro colaborou para v\u00e1rios ve\u00edculos da imprensa comunista, a exemplo do jornal\u00a0<em>Momento Feminino<\/em>, para o qual, em janeiro de 1948, escreveu a poesia \u201cO Milagre das M\u00e3os\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Minhas m\u00e3os est\u00e3o escuras como as m\u00e3os dos caboclos<br \/>\nDos caboclos que cortam a \u00e1rvore da borracha<br \/>\nDos bravos jangadeiros dos mares nordestinos<br \/>\nDos que colhem algod\u00e3o, dos que apanham caf\u00e9<br \/>\nDos que entregam a colheita para o senhor que explora.<br \/>\nMinhas m\u00e3os est\u00e3o morenas como as m\u00e3os dos caboclos<br \/>\nQue lidam com os saveiros, nas noites de tormenta<br \/>\nE levam flores, perfumes e enfeites<br \/>\nPara os longos cabelos da bela Iemanj\u00e1.<\/p>\n<p>Minhas m\u00e3os pequeninas e desamparadas<br \/>\nFloresceram no milagre do amor<br \/>\nMultiplicaram-se no milagre da luta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Nascida em Quixeramobim (CE), aos 15 de abril de 1915, Ana Lima Carmo \u2013 seu nome verdadeiro \u2013 que dizia ser cearense de nascimento, carioca de cora\u00e7\u00e3o e baiana por escolha, despediu-se da vida no dia 30 de mar\u00e7o de 2006, em Salvador, deixando um legado que jamais ser\u00e1 esquecido. Em sua homenagem, no mesmo ano, foi criado o Coletivo de Mulheres Ana Montenegro, do Partido Comunista Brasileiro, hoje conhecido como Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro.<\/p>\n<p>Ana Montenegro destacou-se pelo intenso trabalho jornal\u00edstico exercido, que fazia quest\u00e3o de demonstrar como de milit\u00e2ncia pol\u00edtica. Sua atua\u00e7\u00e3o na luta contra a ditadura do Estado Novo a levou, em 1945, a entrar no PCB, ap\u00f3s sua ficha de filia\u00e7\u00e3o ter sido assinada pelo hist\u00f3rico dirigente comunista Carlos Marighela, com o qual manteria fortes rela\u00e7\u00f5es de amizade e confian\u00e7a por toda a vida.<\/p>\n<p>Entre os anos de 1945 e 1964, Ana Montenegro atuou na imprensa comunista, publicando artigos nos jornais\u00a0<em>O Momento<\/em>,\u00a0<em>Classe Oper\u00e1ria<\/em>,\u00a0<em>Tribuna Popular<\/em>,\u00a0<em>Correio da Manh\u00e3<\/em>,\u00a0<em>Imprensa Popular<\/em>,\u00a0<em>Novos Rumos<\/em>, entre outros, ajudando a fundar o jornal\u00a0<em>Momento Feminino\u00a0<\/em>e participando da produ\u00e7\u00e3o daquela que foi considerada uma das primeiras revistas comunistas do pa\u00eds,\u00a0<em>Seiva<\/em>.<\/p>\n<p>Destacou-se, tamb\u00e9m, na milit\u00e2ncia sobre a quest\u00e3o das mulheres, participando da\u00a0<em>Uni\u00e3o Democr\u00e1tica de Mulheres da Bahia<\/em>,\u00a0<em>Comit\u00ea Feminino pr\u00f3 Democracia<\/em>,\u00a0<em>Liga Feminina da Guanabara<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mulheres\u00a0<\/em>e, posteriormente, devido ao ex\u00edlio pol\u00edtico que lhe foi imposto pela Ditadura Civil-Militar Brasileira, da se\u00e7\u00e3o para Am\u00e9rica Latina da\u00a0<em>Federa\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica Internacional de Mulheres<\/em>(FDIM), trabalhando na revista\u00a0<em>Mulheres do Mundo Inteiro<\/em>, editado pela Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda sobre seu ex\u00edlio pol\u00edtico e milit\u00e2ncia internacionalista, Ana Montenegro foi a primeira mulher exilada pela ditadura brasileira, tendo sido abrigada pela Embaixada do M\u00e9xico, seguindo, posteriormente, para tal pa\u00eds, passando por Cuba e dirigindo-se para Berlim, na Alemanha, onde, para al\u00e9m de seu trabalho na FDIM, atuou na ONU e na UNESCO nos espa\u00e7os em que as quest\u00f5es da mulher, da luta de classes e da emancipa\u00e7\u00e3o humana eram pautadas, sempre em conson\u00e2ncia com as diretrizes do PCB.<\/p>\n<p>Em 1979, quando foi aprovada a Anistia, Ana volta para o Brasil e, entre 1979 e 1985, ainda sob a \u00e9gide da ditadura, intensifica sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica nas lutas feministas, populares, de defesa dos direitos humanos e contra o desmantelamento do Partid\u00e3o, que vinha sendo dirigido por um grupo que, gradativamente, rompia com a tradi\u00e7\u00e3o de luta de classes do Partido. Foi uma das principais lideran\u00e7as do Movimento em Defesa do PCB, vitorioso no enfrentamento aos liquidacionistas.<\/p>\n<p>Esta valorosa mulher aprofundou os estudos sobre a quest\u00e3o de g\u00eanero e publicou livros como\u00a0<em>Mulheres \u2013 participa\u00e7\u00e3o nas lutas populares<\/em>,\u00a0<em>Uma hist\u00f3ria de lutas<\/em>,\u00a0<em>Ser ou n\u00e3o ser feminista<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Tempos de Ex\u00edlio.<\/em><\/p>\n<p>Atuou, ainda, no\u00a0<em>F\u00f3rum de Mulheres de Salvador,<\/em>\u00a0no\u00a0<em>Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres<\/em>\u00a0(1985\/1989) e na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da OAB, em Salvador. Recebeu homenagens em um congresso nacional da OAB e demais institui\u00e7\u00f5es nacionais, al\u00e9m de ter sido indicada ao pr\u00eamio Nobel da Paz.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"xeYqeYj1JF\"><p><a href=\"http:\/\/anamontenegro.org\/cfcam\/2018\/03\/30\/ana-montenegropresente\/\">Ana Montenegro,presente!<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/anamontenegro.org\/cfcam\/2018\/03\/30\/ana-montenegropresente\/embed\/#?secret=xeYqeYj1JF\" data-secret=\"xeYqeYj1JF\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Ana Montenegro,presente!&#8221; &#8212; Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19244\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[22],"tags":[222],"class_list":["post-19244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c3-coletivo-ana-montenegro","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-50o","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19244"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19244\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}