{"id":19315,"date":"2018-04-09T19:30:16","date_gmt":"2018-04-09T22:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19315"},"modified":"2018-04-12T15:07:40","modified_gmt":"2018-04-12T18:07:40","slug":"o-agro-e-toxico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19315","title":{"rendered":"O Agro \u00e9 t\u00f3xico"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/nutriencia.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/agrotoxicos-e-doma-maorte.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Jo\u00e3o Vitor Villas Boas*<\/p>\n<p>\u201cO Agro \u00e9 Pop, o Agro \u00e9 Tech, o Agro \u00e9 tudo. O agro \u00e9 a riqueza do Brasil\u201d: com\u00a0esse bord\u00e3o profundamente colonizado, a Rede Globo vem inundando nossas resid\u00eancias com uma grande mentira \u2013 mentira que no pensamento econ\u00f4mico pr\u00e9-data Adam Smith: a ideia de que o latif\u00fandio pode gerar algum tipo de riqueza e, pior, que essa seria a riqueza de nossa p\u00e1tria.<\/p>\n<p>Essa mentira se sustenta em duas pernas, igualmente importantes: a primeira \u00e9 a que coloca nossa agricultura baseada no latif\u00fandio como grande produtora de alimento; a segunda coloca nossos modernos senhores de engenho como grandes incentivadores da produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Vamos analisar mais de perto esses argumentos.<\/p>\n<p>Cereais s\u00e3o a base da alimenta\u00e7\u00e3o mundial. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, em defini\u00e7\u00e3o aceita globalmente, existem tr\u00eas gr\u00e3os que comp\u00f5em a alimenta\u00e7\u00e3o e definem a produtividade das agriculturas pelo globo: arroz, trigo e milho[1]. Nesse indicador, fundamental \u00e0 seguran\u00e7a alimentar da popula\u00e7\u00e3o, o latif\u00fandio brasileiro \u00e9 uma verdadeira l\u00e1stima. Nossa agricultura \u201ctecnol\u00f3gica\u201d produz apenas 116 milh\u00f5es de toneladas anuais de gr\u00e3os, contra 501 milh\u00f5es da China e 472 milh\u00f5es dos EUA, pa\u00edses com extens\u00e3o territorial compar\u00e1vel \u00e0 nossa [2].<\/p>\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o per capta de gr\u00e3os a vergonha de nosso latif\u00fandio se aprofunda. Dentre os dez maiores produtores de gr\u00e3os do planeta, s\u00f3 China e \u00cdndia apresentam produ\u00e7\u00f5es per\u00a0capta inferiores \u00e0s brasileiras, e tratam-se das maiores popula\u00e7\u00f5es do planeta terra. At\u00e9 na produ\u00e7\u00e3o de milho, alimento b\u00e1sico nas Am\u00e9ricas, \u00e9 motivo de vergonha o nosso &#8220;agorobusiness&#8221;, com produtividade de 5,60 toneladas por hectare, contra 10,96 dos EUA e 8,37 de nossos vizinhos argentinos [2].<\/p>\n<p>E para que \u00e9 utilizada a terra do latif\u00fandio, se n\u00e3o produz os gr\u00e3os que nos alimentam? Para a produ\u00e7\u00e3o de soja. O cultivo dessa leguminosa no pa\u00eds come\u00e7ou nos anos 1950, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de Andrew McClung[3], cientista de solo estadunidense que\u00a0posteriormente ganhou o Pr\u00eamio Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o \u2013 o qual, segundo seus mantenedores,\u00a0se dedica a premiar aqueles com contribui\u00e7\u00f5es relevantes ao desenvolvimento humano, ao\u00a0aumentar a qualidade, quantidade ou disponibilidade da comida no mundo \u2013 pela descoberta de que era poss\u00edvel plantar soja no cerrado brasileiro e, na posse do pr\u00eamio, condenou a\u00a0agricultura brasileira a mais meio s\u00e9culo de servilismo aos interesses do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o a fronteira agr\u00edcola brasileira n\u00e3o parou de crescer (inclusive\u00a0durante os governos petistas) rumo ao norte, destruindo cada vez mais um dos maiores patrim\u00f4nios biol\u00f3gicos de nossa na\u00e7\u00e3o: a Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Impulsionados pelo crescente pre\u00e7o da soja no mercado internacional, nossos latifundi\u00e1rios preferem alimentar a pecu\u00e1ria chinesa e estadunidense[4] do que o nosso povo. A soja n\u00e3o \u00e9 um alimento adequado \u00e0 din\u00e2mica nutricional das popula\u00e7\u00f5es, tem baixa\u00a0densidade energ\u00e9tica e necessita de cozimento especial, uma vez que \u00e9 t\u00f3xica aos organismos com apenas um est\u00f4mago, como os seres humanos.[4] Apesar de excelente substituto proteico\u00a0da carne, a soja n\u00e3o desempenha o papel que os gr\u00e3os t\u00eam no desenvolvimento econ\u00f4mico, dentro\u00a0das categorias da econ\u00f4mia pol\u00edtica de qualidade.<\/p>\n<p>Hoje, a maior parte do com\u00e9rcio de soja no Brasil \u00e9 realizado por uma multinacional, a Cargill, cuja sede fica no estado de Minnesota nos EUA, e cujas a\u00e7\u00f5es pertencem quase exclusivamente \u00e0 fam\u00edlia Cargill. Esse grande monop\u00f3lio \u00e9 a maior corpora\u00e7\u00e3o privada dos EUA, com quase US$ 110 bilh\u00f5es de faturamento e US$ 3 bilh\u00f5es de lucro l\u00edquido. Com sucursais no mundo inteiro, \u00e9 na Am\u00e9rica Latina que a empresa tem maior penetra\u00e7\u00e3o, com sede na Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Rep\u00fablica Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Nicar\u00e1gua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.<\/p>\n<p>A Cargill, como n\u00e3o poderia deixar de ser, carrega in\u00fameras den\u00fancias pelo mundo, como de viola\u00e7\u00e3o das leis de trabalho e dos direitos humanos[5], desmatamento ilegal[6], contamina\u00e7\u00f5es de alimentos com fungicidas e bact\u00e9rias causadoras de gastroenterite[7], e\u00a0polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica [8]. No mundo real, isso se traduz no alt\u00edssimo pre\u00e7o dos alimentos no Brasil, que, por sua\u00a0vez, explicam a situa\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o mais carente do pa\u00eds. Submetida \u00e0 fome relativa[9], tamb\u00e9m chamada de fome especificamente capitalista, essa popula\u00e7\u00e3o tem acesso \u00e0s calorias que necessita para se reproduzir como trabalhadores, mas apenas atrav\u00e9s de\u00a0alimentos ultraprocessados e baratos. Esses miser\u00e1veis trabalhadores se somam aos \u00edndices grotescos de obesidade e doen\u00e7as cardiovasculares que se alastram pelo mundo como\u00a0inc\u00eandio. Segundo recente estudo publicado no insuspeito de voca\u00e7\u00e3o subversiva The New England Journal of Medicine (NEJM), j\u00e1 atingimos a cifra de 2,2 bilh\u00f5es de obesos no mundo[10], que se somam aos 800 milh\u00f5es que sofrem da fome absoluta, segundo a ONU \u2013\u00a0quando n\u00e3o atingem sequer as calorias necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>No campo da produ\u00e7\u00e3o de tecnologia o discurso dos latifundi\u00e1rios \u00e9 ainda mais\u00a0nefasto. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em nosso pa\u00eds est\u00e1 submetida at\u00e9 o nariz no jogo da produ\u00e7\u00e3o imperialista global de alimentos, e isso se reflete no uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos,\u00a0aceitos em doses at\u00e9 5 mil vezes maiores aqui em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 permitido na Uni\u00e3o Europeia[11]. Consequ\u00eancia direta disso: nosso povo \u00e9 o que mais consome agrot\u00f3xicos no\u00a0mundo, chegando aos 5,2 quilos por habitante ao ano. O mercado do agrot\u00f3xico movimenta cerca de US$8,5\u00a0bilh\u00f5es no Brasil[12], quase tudo remetido na forma de lucros e dividendos ao estrangeiro atrav\u00e9s de multinacionais como a Monsanto, detentora de larga fatia nesse mercado.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de patentes no Brasil \u00e9 irris\u00f3ria, apesar (ou exatamente por conta do) dr\u00e1stico aumento de publica\u00e7\u00e3o de artigos (os chamados &#8220;papers&#8221;) em revistas ditas internacionais, mas que na verdade t\u00eam resid\u00eancia fixa em pa\u00edses do centro do sistema, com corpo editorial totalmente embricados nos interesses nacionais dessas pot\u00eancias. Estudo realizado em 2009 por Ludmilla Jacobson, pesquisadora da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca-FIOCRUZ, mostra o m\u00e9todo perverso usado por essas grandes empresas para invadir e alterar os m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o tradicionais usados por nossos camponeses. Em seu estudo, a pesquisadora avaliou uma popula\u00e7\u00e3o pomerana, instalada na regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito Santo[13]. A comunidade relata que houve grande incentivo de mercado para o in\u00edcio do uso dos agrot\u00f3xicos, com argumentos como o do aumento da produtividade, de forma que o uso dessas subst\u00e2ncias foi incorporada e hoje \u00e9 parte do que essa comunidade chama de \u201ctradi\u00e7\u00e3o familiar\u201d. O incentivo ao uso dos venenos acaba desencadeando o mau uso, como no caso desses\u00a0agricultores que relatam a administra\u00e7\u00e3o de sobras dos produtos, bem como as contamina\u00e7\u00f5es que ocorrem pela aus\u00eancia de material t\u00e9cnico de prote\u00e7\u00e3o e pela falta de acompanhamento. Para a ind\u00fastria, s\u00f3 interessa a venda \u2013 alterando profundamente a din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o, sem apresentar qualquer tipo de aux\u00edlio que vise a sustentabilidade dos\u00a0agricultores[13].<\/p>\n<p>No Brasil, foi identificado o uso de 283 agrot\u00f3xicos diferentes, sendo que 68\u00a0destes se apresentam em concentra\u00e7\u00e3o superior do que aquela permitida pela ANVISA. Os que aparecem em maiores concentra\u00e7\u00e3o em nossa comida s\u00e3o o Acefato, o Brometo de Metila, a Diazinona, a Fentina, o Fipronil, a Fosfina e o Terbufos, todos com concentra\u00e7\u00e3o a\u00a0partir de 10 vezes mais que as permitidas pela ag\u00eancia estatal e classificados como extremamente t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Dentre todos esses venenos, o que causa mais espanto \u00e9 o Brometo de Metila, encontrado em concentra\u00e7\u00f5es at\u00e9 3.575 vezes maior que a permitida. Essa subst\u00e2ncia \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela disponibilidade de bromo no meio ambiente, sendo um dos\u00a0principais causadores da degrada\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio, essencial para a vida em nosso planeta. O Brometo de Metila \u00e9 classificado toxicologicamente como tipo I (extremamente t\u00f3xico) por causar danos a diferentes \u00f3rg\u00e3os e tecidos, como o pulm\u00e3o, gl\u00e2ndulas suprarrenais, rins, f\u00edgado, c\u00e9rebro, test\u00edculos e tecido adiposo[13]. Na intoxica\u00e7\u00e3o aguda,<\/p>\n<p>podemos ver dores de cabe\u00e7a, n\u00e1usea, v\u00f4mito e altera\u00e7\u00f5es de temperatura corporal. J\u00e1 na exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, como aquela vivida pelos trabalhadores rurais, os casos de confus\u00e3o mental, apatia, vis\u00e3o turva, dificuldade para falar e a fraqueza muscular s\u00e3o comuns. Em\u00a0estudos realizados na Calif\u00f3rnia, foi relatada a diminui\u00e7\u00e3o do peso, comprimento e circunfer\u00eancia cef\u00e1lica dos rec\u00e9m-nascidos cujas m\u00e3es foram expostas \u00e0 subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O segundo veneno mais consumido por nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a Fosfina, um inseticida classificado como tipo II (altamente t\u00f3xico). A intoxica\u00e7\u00e3o por essa subst\u00e2ncia afeta comprovadamente o cora\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro, os rins e o f\u00edgado[13].<\/p>\n<p>O uso indiscriminado desses produtos j\u00e1 apresenta seus efeitos de forma dr\u00e1stica: de 1985 a 2003, o n\u00famero de intoxica\u00e7\u00f5es cresceu 23%, enquanto o de \u00f3bitos saltou 6%. Na regi\u00e3o nordeste, o aumento das intoxica\u00e7\u00f5es foi de alarmantes 164%! Em 2011 chegamos \u00e0<\/p>\n<p>marca de 7560 casos notificados desse tipo de ocorr\u00eancia. Sabemos, no entanto, que a subnotifica\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 a lei em nosso servi\u00e7o de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O suic\u00eddio \u00e9 outro mal oculto advindo do uso indiscriminado de agrot\u00f3xicos. Em relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul de 1996(!) j\u00e1 apontava-se que 80% dos suic\u00eddios da cidade de Ven\u00e2ncio Aires, a maior\u00a0produtora de tabaco do Estado, eram cometidos por agricultores. O \u00edndice de suic\u00eddio por uso de venenos agr\u00edcolas foi de 22,6 casos para cada 100.000 habitantes no per\u00edodo de 1980 a\u00a01999 (muito superior \u00e0 m\u00e9dia brasileira para suic\u00eddios em geral, de 4,3 casos para cada 100.000 habitantes) no munic\u00edpio de Luz (MG), famoso pelo uso dos organofosforados, tipo de inseticida que apresenta alta absor\u00e7\u00e3o pela pele. Nessa comunidade, apenas 29% dos\u00a0trabalhadores rurais usavam prote\u00e7\u00e3o ao operar os venenos[14]. Nos munic\u00edpios do Sul do pa\u00eds, onde ocorre o plantio de tabaco, o \u00edndice chegou a 78,7 casos\/100.000hab, o maior do Brasil\u00a0em 2015.<\/p>\n<p>Nosso povo \u00e9 envenenado diariamente com toneladas de agrot\u00f3xicos, ao mesmo tempo em que milhares de pequenos agricultores perdem suas terras e s\u00e3o condenados a uma vida<\/p>\n<p>de mis\u00e9ria absoluta nas periferias das grandes cidades, onde encontram a viol\u00eancia e o descaso do Estado, apenas para sustentar a din\u00e2mica de acumula\u00e7\u00e3o de riquezas de meia d\u00fazia<\/p>\n<p>de bilion\u00e1rios. Est\u00e1 na hora de dar um basta nessa realidade! Precisamos destruir a atual estrutura atrasada de nosso campo em nome de um projeto de desenvolvimento popular que d\u00ea dignidade ao nosso povo, assegure seu direito a comida, sa\u00fade, lazer e trabalho!<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>1.\u00a0http:\/\/usda.mannlib.cornell.<wbr \/>edu\/usda\/current\/worldag-<wbr \/>production\/worldag-production-01-12-2018.pdf<\/p>\n<p>2.\u00a0http:\/\/criticadaeconomia.com.<wbr \/>br\/a-miseria-do-agronegocio-<wbr \/>brasileiro\/<\/p>\n<p>3.\u00a0http:\/\/old.ibpdev.net\/<wbr \/>community\/soya-bean<\/p>\n<p>4\u00a0http:\/\/www.fao.org\/docrep\/010\/<wbr \/>a0701e\/a0701e00.HTM<\/p>\n<p>5.\u00a0http:\/\/www.crisisgroup.org\/<wbr \/>home\/index.cfm?id=3294<\/p>\n<p>6.\u00a0http:\/\/www.greenpeace.org\/<wbr \/>international\/news\/soya-<wbr \/>blazes-through-the-amazon<\/p>\n<p>7.\u00a0http:\/\/www.sciencemag.org\/cgi\/<wbr \/>pdf_extract\/181\/4096\/230<\/p>\n<p>8.\u00a0https:\/\/www.epa.gov\/<wbr \/>newsreleases\/cargill-inc-<wbr \/>agrees-settle-clean-air-act-violations-vitamin-e-<wbr \/>manufacturing-facility<\/p>\n<p>9.\u00a0http:\/\/criticadaeconomia.com.<wbr \/>br\/as-modernas-formas-da-fome-<wbr \/>capitalista-2<\/p>\n<p>10.\u00a0http:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/<wbr \/>10.1056\/NEJMoa1614362<\/p>\n<p>11.\u00a0http:\/\/reporterbrasil.org.br\/<wbr \/>2017\/11\/agrotoxicos-alimentos-<wbr \/>brasil-estudo\/<\/p>\n<p>12.\u00a0https:\/\/oglobo.globo.com\/<wbr \/>sociedade\/saude\/brasil-lidera-<wbr \/>ranking-de-consumo-de-agrotoxicos-15811346<\/p>\n<p>13.\u00a0http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/<wbr \/>disponiveis\/11\/11141\/tde-<wbr \/>05012017-175050\/pt-br.php<\/p>\n<p>14.\u00a0http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/rbso\/<wbr \/>v32n116\/04.pdf<\/p>\n<p>*Militante do PCB de Mar\u00edlia SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19315\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[118,81],"tags":[223,219],"class_list":["post-19315","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c131-reforma-agraria","category-c94-ruralistas","tag-3a","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-51x","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19315","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19315"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19315\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19315"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19315"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19315"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}