{"id":19335,"date":"2018-04-11T18:48:17","date_gmt":"2018-04-11T21:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19335"},"modified":"2018-04-11T18:49:07","modified_gmt":"2018-04-11T21:49:07","slug":"liberdade-para-jesus-santrich","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19335","title":{"rendered":"Liberdade para Jes\u00fas Santrich!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pbs.twimg.com\/media\/DaYZrFhWkAEoHxg.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->(Nota Pol\u00edtica do PCB)<\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a p\u00fabico expressar seu mais veemente rep\u00fadio \u00e0 not\u00f3ria montagem judicial que o estado colombiano articula com o imperialismo estadunidense ao prender Jes\u00fas Santrich, o dirigente do partido FARC (For\u00e7as Alternativas Revolucion\u00e1rias do Comum), ex-comandante guerrilheiro e ex-membro da Mesa de Di\u00e1logos que se processou em Havana, dando in\u00edcio a um processo de extradi\u00e7\u00e3o para os Estados Unidos que, de forma absurda, se atribui o direito a jurisdi\u00e7\u00e3o extraterritorial. Santrich foi preso em sua resid\u00eancia em Bogot\u00e1 por ordem de um juiz de Nova Iorque!<\/p>\n<p>A farsa judicial, em conluio com a m\u00eddia hegem\u00f4nica, consiste em imputar-lhe a leviana acusa\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fico de drogas para os Estados Unidos que, al\u00e9m de servir para proteger os verdadeiros traficantes &#8211; oligarcas colombianos ligados a mil\u00edcias paramilitares que agem sob o manto da impunidade estatal &#8211; tem como objetivo pol\u00edtico principal jogar uma p\u00e1 de cal no chamado acordo de paz constru\u00eddo sob os ausp\u00edcios da ONU e que j\u00e1 vem sendo desrespeitado pelas institui\u00e7\u00f5es estatais em praticamente todas as suas cl\u00e1usulas, como a n\u00e3o liberta\u00e7\u00e3o de mais de 600 ex-guerrilheiros, ainda presos pol\u00edticos, a despeito da cl\u00e1usula de anistia prevista no acordo.<\/p>\n<p>Denunciamos ainda o novo exterm\u00ednio pol\u00edtico que vem sendo praticado na Col\u00f4mbia contra aqueles que ousam lutar contra a injusti\u00e7a e pelos direitos dos trabalhadores. Nos \u00faltimos meses, foram assassinados centenas de militantes pol\u00edticos e sociais que se op\u00f5em ao sistema, incluindo ex-guerrilheiros que depuseram suas armas. A autoria \u00e9 atribu\u00edda invariavelmente a paramilitares, apresentados como bandos apartados do estado, expediente usado historicamente pela burguesia colombiana para assegurar a impunidade das institui\u00e7\u00f5es e autoridades estatais.<\/p>\n<p>Lembramos ainda que o recrudescimento da repress\u00e3o e da viol\u00eancia do estado colombiano \u00e9 parte da ofensiva da direita em toda a Am\u00e9rica Latina, em conluio com o imperialismo norte-americano que, em meio \u00e0 crise do capitalismo e ao acirramento das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas, quer retomar o dom\u00ednio de todo nosso continente.<\/p>\n<p>O Estado colombiano joga o papel de principal c\u00e3o de guarda dos EUA nessa ofensiva, abrigando sete bases norte-americanas, com as maiores e mais treinadas for\u00e7as armadas da regi\u00e3o, sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre a Am\u00e9rica do Sul, o Caribe e a Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico e sua ex\u00f3tica vincula\u00e7\u00e3o org\u00e2nica \u00e0 OTAN. Com grande fronteira com a Venezuela, a Col\u00f4mbia \u00e9 a ponta de lan\u00e7a da tentativa de desestabiliza\u00e7\u00e3o do processo bolivariano de mudan\u00e7as, do ponto de vista pol\u00edtico e possivelmente militar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19335\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34,38,26],"tags":[221,246],"class_list":["post-19335","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia","category-c43-imperialismo","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-2a","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-51R","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19335\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}