{"id":19349,"date":"2018-04-12T21:27:26","date_gmt":"2018-04-13T00:27:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19349"},"modified":"2018-04-12T21:27:26","modified_gmt":"2018-04-13T00:27:26","slug":"o-imperio-americano-do-ocidente-em-crise-a-arte-da-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19349","title":{"rendered":"O Imp\u00e9rio Americano do Ocidente em crise: a Arte da Guerra"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.globalresearch.ca\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/USA-guerre-M-O-400x264.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->por \u200b\u00a0Manlio Dinucci<\/p>\n<p>A guerra dos impostos alfandeg\u00e1rios dos EUA contra a China e as novas san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia, s\u00e3o sinais de uma tend\u00eancia que vai mais al\u00e9m dos acontecimentos atuais. Para compreender qual \u00e9, devemos recuar trinta anos.<\/p>\n<p>Em 1991, os Estados Unidos, vencedores da Guerra Fria e da primeira guerra ap\u00f3s a Guerra Fria, declararam ser \u201co \u00fanico Estado com uma for\u00e7a, um prest\u00edgio e uma influ\u00eancia verdadeiramente global, em qualquer esfera \u2013\u00a0 seja ela \u00a0pol\u00edtica, econ\u00f4mica e militar\u201d -\u201de que, no mundo \u201cn\u00e3o existe nenhum substituto para a lideran\u00e7a americana\u201d.<\/p>\n<p>Confiando na hegemonia do d\u00f3lar, no alcance global das suas multinacionais e dos seus grupos financeiros, sob controlo de organiza\u00e7\u00f5es internacionais (FMI, Banco Mundial, OMC\/WTO), os Estados Unidos promovem o \u201ccom\u00e9rcio livre\u201d e a \u201clivre circula\u00e7\u00e3o de capitais\u201d \u00e0 escala global, reduzindo ou eliminando impostos e regulamenta\u00e7\u00f5es. As outras pot\u00eancias ocidentais movem-se no seu encal\u00e7o.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Russa, em profunda crise ap\u00f3s a desagrega\u00e7\u00e3o da URSS, \u00e9 considerada por Washington como um territ\u00f3rio f\u00e1cil de conquistar, para ser desmembrada para melhor controlar seus grandes recursos. A China, que se abre \u00e0 economia de mercado, tamb\u00e9m parece estar apta a ser conquistada com capital e produtos dos EUA e explorada como um grande reservat\u00f3rio de m\u00e3o-de-obra barata. Trinta anos depois, o \u201csonho americano\u201d\u201ddo dom\u00ednio incontestado do mundo, desvaneceu-se. A R\u00fassia, organizou uma frente interna de defesa da soberania nacional, superou a crise recuperando o estatuto de grande pot\u00eancia. A China, a \u201cf\u00e1brica do mundo\u201d na qual produzem, tamb\u00e9m, as multinacionais dos EUA, tornou-se o maior exportador de mercadorias do mundo e faz, cada vez mais, investimentos no estrangeiro. Hoje desafia a supremacia tecnol\u00f3gica dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O projeto de uma nova Rota da Seda \u2013 uma rede rodovi\u00e1ria, ferrovi\u00e1ria e mar\u00edtima entre a China e a Europa, atrav\u00e9s de 60 pa\u00edses \u2013 coloca a China na vanguarda do processo de globaliza\u00e7\u00e3o, enquanto os Estados Unidos se encerram, erguendo barreiras econ\u00f4micas. Washington olha com crescente preocupa\u00e7\u00e3o, a parceria econ\u00f4mica e pol\u00edtica entre a R\u00fassia e a China, que desafia a pr\u00f3pria hegemonia do d\u00f3lar.<br \/>\nN\u00e3o conseguindo opor-se a este processo apenas com expedientes econ\u00f4micos, os Estados Unidos usam os militares. O golpe na Ucr\u00e2nia e a consequente escalada nuclear na Europa, a mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia na \u00c1sia, as guerras no Afeganist\u00e3o e na S\u00edria, fazem parte do plano pelo qual os EUA e as outras pot\u00eancias ocidentais tentam manter o dom\u00ednio unipolar num mundo que se est\u00e1 a tornar multipolar. No entanto, esta t\u00e9cnica est\u00e1 a sofrer uma s\u00e9rie de imprevistos\u00a0 como num jogo de xadrez.<\/p>\n<p>A R\u00fassia e a China, submetidas \u00e0 crescente press\u00e3o militar, reagiram fortalecendo a coopera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. A R\u00fassia foi\u00a0\u200be\u200b\u00a0ncostada \u00e0s cordas, mas, com um movimento de surpresa, interveio militarmente a apoiar o Estado s\u00edrio que, nos planos dos EUA\/NATO, deveria ter terminado juntamente com o l\u00edbio. No Afeganist\u00e3o, os EUA e a NATO est\u00e3o atolados numa guerra que dura h\u00e1 mais de 17 anos.<\/p>\n<p>Como rea\u00e7\u00e3o a esses fracassos, intensifica-se a campanha para fazer a R\u00fassia parecer um inimigo perigoso, usando tamb\u00e9m o argumento de falsa bandeira dos ataques qu\u00edmicos na Inglaterra e na S\u00edria. A mesma t\u00e9cnica foi usada em 2003, quando, para justificar a guerra contra o Iraque, o Secret\u00e1rio de Estado, Colin Powell apresentou \u00e0 ONU, a \u201cevid\u00eancia\u201d de que o Iraque possu\u00eda armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p>O mesmo Powell, em 2016, teve de admitir a inexist\u00eancia de tais armas. No entanto, durante 15 anos, a guerra causou mais de um milh\u00e3o de mortes.<\/p>\n<p>Artigo em italiano :<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.globalresearch.ca\/in-crisi-limpero-americano-doccidente\/5635585\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">In crisi l\u2019impero americano d\u2019Occidente<\/a><\/p>\n<p>Il manifesto, 10 de Abril de 2018<\/p>\n<p><em>Tradutora: Maria Lu\u00edsa de Vasconcellos<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.globalresearch.ca\/o-imperio-americano-do-ocidente-em-crise\/5635607\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.globalresearch.ca\/<wbr \/>o-imperio-americano-do-<wbr \/>ocidente-em-crise\/5635607<\/a><\/em><\/p>\n<p>Postado por Blogger no\u00a0<a href=\"http:\/\/somostodospalestinos.blogspot.com\/2018\/04\/o-imperio-americano-do-ocidente-em.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SOMOS TODOS PALESTINOS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19349\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-19349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-525","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19349\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}