{"id":19368,"date":"2018-04-15T15:33:22","date_gmt":"2018-04-15T18:33:22","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19368"},"modified":"2018-04-15T15:33:22","modified_gmt":"2018-04-15T18:33:22","slug":"os-palestinos-nunca-deixarao-de-exigir-justica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19368","title":{"rendered":"Os Palestinos nunca deixar\u00e3o de exigir justi\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2.glbimg.com\/zVPa0FrFeRRis7iVO1vhY6vEKKI%3D\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/11\/11\/000_nic6386545.jpg?w=747\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Bassem Naim*<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.odiario.info\/os-palestinos-nunca-deixarao-de-exigir\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ODiario.info<\/a><\/p>\n<p>Desde h\u00e1 demasiado tempo que o Ocidente aplaude o espect\u00e1culo da repress\u00e3o de dezenas de milhares de manifestantes desarmados que n\u00e3o fazem mais do que reclamar justi\u00e7a, por uma for\u00e7a implac\u00e1vel fortemente armada.<\/p>\n<p>Centenas de milhares de manifestantes pac\u00edficos marcharam, desarmados, at\u00e9 \u00e0 fronteira imposta por Israel \u00e0 faixa de Gaza sitiada. N\u00e3o puderam chegar a ela porque, a uma dist\u00e2ncia de v\u00e1rias centenas de metros, atiradores de elite israelenses dispararam sobre eles, causando dez mortos e centenas de feridos entre os Palestinos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um filme de cinema. \u00c9 Gaza. \u00c9 a Palestina.<br \/>\nH\u00e1 mais de setenta anos que n\u00f3s, palestinos, tentamos por todos os meios poss\u00edveis e imagin\u00e1veis obter os direitos que o direito internacional e humanit\u00e1rio normalmente nos garantiriam.<\/p>\n<p>No decurso destas d\u00e9cadas, dezenas de Resolu\u00e7\u00f5es foram adotadas por um largo leque de organismos internacionais, de associa\u00e7\u00f5es e de ONG a favor dos nossos direitos fundamentais \u00e0 liberdade, \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o e ao regresso \u00e0s habita\u00e7\u00f5es de onde fomos expulsos pela for\u00e7a em 1948.<\/p>\n<p>Contradizendo o mito rom\u00e2ntico da cria\u00e7\u00e3o do Estado hebraico, dezenas de historiadores, incluindo israelenses como Ilan Pappe e Gideon Levy, provaram que o ataque sionista coordenado de 1948 contra centenas de aldeias palestinas ancestrais foi na realidade o in\u00edcio de um deliberado projeto de limpeza \u00e9tnica que prossegue sem cessar at\u00e9 aos dias de hoje.<\/p>\n<p>Pretender que cerca de um milh\u00e3o de palestinos tenha abandonado voluntariamente as suas casas, as suas escolas, as suas mesquitas e as suas igrejas em 1948 faz tanto sentido como afirmar que a Terra \u00e9 plana. A fuga massiva e desesperada dos palestinos perante o assalto paramilitar \u00e0s nossas comunidades ancestrais \u00e9 uma realidade que ningu\u00e9m pode honestamente contestar.<\/p>\n<p>Apesar da quase unanimidade dos juristas internacionais no que diz respeito \u00e0 nossa causa, a comunidade mundial n\u00e3o p\u00f4de ou n\u00e3o quis fazer justi\u00e7a ao povo palestino, que vive em bantust\u00f5es rodeados de muros no seu pr\u00f3prio pa\u00eds, ou que foi obrigado a refugiar-se na di\u00e1spora ou a tornarem-se refugiados ap\u00e1tridas espalhados pelo mundo inteiro.<br \/>\nE no decurso destas d\u00e9cadas, os Estados ocidentais adotaram abertamente pol\u00edticas que n\u00e3o apenas favorecem e protegem Israel, como lhe concedem os meios para prosseguir a ocupa\u00e7\u00e3o ilegal dos territ\u00f3rios palestinos.<\/p>\n<p>Nenhum Estado contribuiu mais para essa injusti\u00e7a hist\u00f3rica do que os EUA. N\u00e3o satisfeitos com atribu\u00edrem mais de 250 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de ajuda governamental direta a Israel, os EUA utilizaram mais de 70 vezes o seu direito de veto no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU para impedir que fossem adotadas resolu\u00e7\u00f5es condenando as pol\u00edticas israelenses.<\/p>\n<p>O apoio financeiro dos EUA a Israel inclui dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares de ajuda e de equipamento militar que d\u00e3o a Israel os meios para esmagar os direitos e as leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de palestinos e para semear a morte e a destrui\u00e7\u00e3o nas nossas comunidades. Dezenas de milhares de pessoas perderam a vida, muitos outros foram feridos ou mutilados e maior n\u00famero ainda foi encerrado na pris\u00e3o no decurso destes anos, num sistema de \u201cjusti\u00e7a\u201d militar que priva os palestinos de qualquer esp\u00e9cie de justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Recentemente, para punir sempre mais os palestinos por manifestarem uma vontade pol\u00edtica, a administra\u00e7\u00e3o norte-americana cortou mais de 360 milh\u00f5es de d\u00f3lares da parte de 1,2 bilh\u00f5es que lhe cabe anualmente atribuir \u00e0 Ag\u00eancia de socorro e aos trabalhos das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os refugiados da Palestina no Pr\u00f3ximo Oriente (UNRWA). Este programa de ajuda internacional disponibiliza apoios em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o a cerca de 5 milh\u00f5es de refugiados palestinos, o que representa perto de 40% do total dos 11,5 da popula\u00e7\u00e3o palestina total no interior e no exterior da Palestina.<\/p>\n<p>No decurso dos 25 \u00faltimos anos os palestinos tentaram, com toda a boa f\u00e9 e em v\u00e3o, concretizar as suas leg\u00edtimas aspira\u00e7\u00f5es participando num processo de negocia\u00e7\u00f5es longo, complexo e contraproducente. Em consequ\u00eancia de um desequil\u00edbrio de fundo nas rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7a no terreno e de um inamov\u00edvel alinhamento pr\u00f3-israelense internacional, Israel utilizou essa \u201cnegocia\u00e7\u00e3o\u201d como cobertura para o seu programa de anexa\u00e7\u00e3o ilegal das terras palestinas na Cisjord\u00e2nia. N\u00e3o contente com inundar a Cisjord\u00e2nia com centenas de milhares de \u201ccolonos\u201d ilegais, Israel prosseguiu o seu ataque sistem\u00e1tico contra os direitos fundamentais dos palestinos em todos os territ\u00f3rios ocupados, incluindo Gaza.<\/p>\n<p>Qual foi ent\u00e3o o resultado deste bloqueio israelense unilateral de 25 anos? Assistimos, como era de esperar, \u00e0 sabotagem de todas as oportunidades reais de estabilidade e\/ou de decr\u00e9scimo da viol\u00eancia e \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia a toda a regi\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 verdade? O bloqueio do processo tinha por objetivo aniquilar toda a esperan\u00e7a de liberdade, toda a esperan\u00e7a num Estado independente e de um regresso aos lares de onde tinham sido expulsos no decurso dos \u00faltimos anos, n\u00e3o \u00e9 verdade? E que sucedeu \u00e0 vida cotidiana dos palestinos sob a ocupa\u00e7\u00e3o, seja na Cisjord\u00e2nia dividida em cant\u00f5es controlados ou na faixa de Gaza sitiada? Os dois territ\u00f3rios foram transformados no insuport\u00e1vel inferno que est\u00e1 \u00e0 vista de todo o mundo e que n\u00f3s vivemos. Assass\u00ednio, pris\u00e3o, cerco, expropria\u00e7\u00e3o de terras, demoli\u00e7\u00e3o de casas, mis\u00e9ria, desemprego, priva\u00e7\u00e3o de cuidados m\u00e9dicos e interdi\u00e7\u00e3o de se deslocar, eis o que cabe cotidianamente a milh\u00f5es de palestinos.<\/p>\n<p>Os palestinos, tal como qualquer outro povo do mundo, amam a vida, a sua comunidade e a sua fam\u00edlia, e tudo o que desejamos \u00e9 que os nossos filhos tenham um futuro melhor do que o nosso. Parece, contudo, que esta nossa aspira\u00e7\u00e3o leg\u00edtima e coletiva \u00e9 inaceit\u00e1vel para muitos pa\u00edses do mundo, que aparentam interessar-se por n\u00f3s mas que nada fazem nunca, enquanto a Ocupa\u00e7\u00e3o e a injusti\u00e7a se perpetuam \u00e0 vista de todos. Poucos pa\u00edses, ao que parece, sentem a necessidade de se opor \u00e0 agress\u00e3o israelense e \u00e0 sua ocupa\u00e7\u00e3o, ainda que estas violem todas as normas da dec\u00eancia e do direito internacional, seja qual for o ponto de vista em que cada um se coloque.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s termos estudado as nossas diversas op\u00e7\u00f5es, e com a for\u00e7a do nosso leg\u00edtimo direito de resistir n\u00f3s, Palestinos de Gaza, decidimos organizar marchas pac\u00edficas at\u00e9 \u00e0 proximidade das barreiras de segrega\u00e7\u00e3o que nos interditam a menor veleidade de autodetermina\u00e7\u00e3o. Exigimos o fim da ocupa\u00e7\u00e3o, o fim do cerco de Gaza, e o reconhecimento do direito dos Palestinos a regressar \u00e0s suas casas conforme a Resolu\u00e7\u00e3o 194 da ONU, publicada em Dezembro de 1948. Estas iniciativas tiveram in\u00edcio com o anivers\u00e1rio do \u201cDia da Terra\u201d, no decurso do qual seis palestinos foram mortos em 1976, quando defendiam a sua terra expropriada pelas autoridades israelenses na regi\u00e3o da Galileia.<\/p>\n<p>Seguindo a tradi\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia passiva, as nossas atividades s\u00e3o pac\u00edficas e realizar-se-\u00e3o junto da fronteira at\u00e9 15 de maio, 70\u00ba anivers\u00e1rio da \u201cNakba\u201d, no decurso da qual mais de um milh\u00e3o de palestinos foram expulsos dos seus lares. Todos os palestinos da nossa p\u00e1tria e da di\u00e1spora, incluindo homens, mulheres e crian\u00e7as, participar\u00e3o nestas marchas e nas manifesta\u00e7\u00f5es que reivindicam, todas elas, justi\u00e7a, liberdade e o direito \u00e0 vida. As nossas atividades ser\u00e3o supervisionadas por um comit\u00ea nacional representativo de todas as for\u00e7as e fac\u00e7\u00f5es palestinas, bem como a sociedade civil, personalidades e simpatizantes palestinianos.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea difundiu numerosas publica\u00e7\u00f5es e instru\u00e7\u00f5es destinadas aos participantes nas marchas, sublinhando o car\u00e1ter pac\u00edfico deste movimento especial e a necessidade de evitar a viol\u00eancia e as provoca\u00e7\u00f5es de Israel, que t\u00eam por objetivo a escalada da viol\u00eancia. O Comit\u00ea designou igualmente diversos representantes no territ\u00f3rio para supervisionar as nossas a\u00e7\u00f5es coletivas e assegurar que a nossa mensagem fosse difundida por meios poderosos e pac\u00edficos. Esper\u00e1vamos, fiz\u00e9ssemos n\u00f3s o que fiz\u00e9ssemos, que Israel se dedicaria a provoca\u00e7\u00f5es no decurso das nossas manifesta\u00e7\u00f5es, e n\u00f3s far\u00edamos todo o poss\u00edvel para que as suas a\u00e7\u00f5es incendi\u00e1rias n\u00e3o tivessem resposta.<\/p>\n<p>Uma vez mais, os nossos piores receios vieram infelizmente a concretizar-se, quando Israel come\u00e7ou a disparar centenas de balas reais e granadas lacrimog\u00eanias face a manifestantes pac\u00edficos, unicamente armados da sua determina\u00e7\u00e3o e da sua voz. H\u00e1 muito que Israel teme, e faz tudo para contrariar, todos os esfor\u00e7os realizados pelos palestinos para revelar ao mundo a realidade da ocupa\u00e7\u00e3o e do cerco de Gaza, realidade que comprova a falsidade da pretens\u00e3o israelense de ser o \u00fanico Estado democr\u00e1tico da regi\u00e3o: um Estado que respeitaria os direitos do homem e honraria o direito fundamental da liberdade de express\u00e3o. Levanta-secontra esse mantra a realidade cotidiana das for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o, que mostra uma realidade completamente diferente\u2026uma realidade impregnada de racismo, de viol\u00eancia e de viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas dos direitos do homem.<\/p>\n<p>A recente pris\u00e3o e deten\u00e7\u00e3o de Ahed Tamimi, hoje com 17 anos de idade, na Cisjord\u00e2nia, por ela ter esbofeteado um soldado israelense fortemente armado que tinha entrado na sua casa, \u00e9 apenas um dentre centenas de acontecimentos que mostram o que \u00e9 a vida e a morte na Palestina. N\u00e3o h\u00e1 muito Ibraheem Abu Thuraya, que se deslocava em cadeira de rodas, foi morto por um atirador de elite israelense simplesmente por ter agitado uma bandeira palestina em frente aos soldados que controlam quem pode entrar ou sair do local cercado onde vivem cerca de dois milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Tendo em conta a longa e bem documentada hist\u00f3ria das viol\u00eancias da Ocupa\u00e7\u00e3o, os palestinos temem com raz\u00e3o que, apesar da natureza pac\u00edfica destas marchas, Israel venha a servir-se delas como pretexto para matar e ferir ainda mais dos nossos concidad\u00e3os. No passado, as for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o nunca demoraram em provocar as manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o violentas para as fazer degenerar em confrontos violentos no decurso dos quais as nossas comunidades e os nossos filhos pagaram um alto pre\u00e7o por tentarem fazer ouvir as suas vozes.<br \/>\nO mais recente ataque israelense contra o nosso pac\u00edfico povo prova, uma vez mais, que a hist\u00f3ria se repete e que isso permite prever o que a\u00ed vem.<\/p>\n<p>Todavia, n\u00e3o nos deixaremos desencorajar pelas agress\u00f5es de Israel, porque exercemos o nosso direito fundamental de resistir \u00e0 opress\u00e3o e de nos manifestamos para garantir aos nossos filhos um futuro melhor, um futuro com o cunho da justi\u00e7a e da igualdade.<\/p>\n<p>*Bassem Naim, que reside em Gaza, foi ministro da Sa\u00fade e conselheiro do primeiro-ministro palestino para as rela\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/os-palestinos-nunca-deixarao-de-exigir\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19368\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[233],"class_list":["post-19368","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-52o","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19368","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19368"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19368\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19368"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19368"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19368"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}