{"id":194,"date":"2008-10-11T08:44:12","date_gmt":"2008-10-11T08:44:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=194"},"modified":"2008-10-11T08:44:12","modified_gmt":"2008-10-11T08:44:12","slug":"carta-de-praia-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/194","title":{"rendered":"CARTA DE PRAIA GRANDE"},"content":{"rendered":"\n<p>Mas crescem, tamb\u00e9m, as respostas da classe trabalhadora a este quadro, em v\u00e1rias partes do mundo. A Am\u00e9rica Latina vive um momento hist\u00f3rico: nossos povos j\u00e1 n\u00e3o aceitam as pol\u00edticas neoliberais. Estas pol\u00edticas v\u00eam sendo derrotadas por a\u00e7\u00f5es de mobiliza\u00e7\u00e3o de massas, por processos eleitorais e, em alguns casos, pela insurg\u00eancia e pela viol\u00eancia revolucion\u00e1ria; Equador, Venezuela, Bol\u00edvia e Nicar\u00e1gua t\u00eam governos que romperam com o neoliberalismo e com as pretens\u00f5es hegem\u00f4nicas dos Estados Unidos; na Venezuela e na Bol\u00edvia, em particular, os trabalhadores se organizam, participam das decis\u00f5es pol\u00edticas e constr\u00f3em um caminho para o socialismo. \u00c9 fato relevante que as recentes vit\u00f3rias eleitorais de frentes antiliberais e de esquerda, na Am\u00e9rica Latina, que levaram a mudan\u00e7as sociais efetivas, foram aquelas em que o processo eleitoral foi gerado e respaldado pelo movimento de massas.<\/p>\n<p>A inadmiss\u00edvel invas\u00e3o ao Equador pelo governo fascista da Col\u00f4mbia, apoiado pelos EUA, foi um triste exemplo do desespero do governo norteamericano e das oligarquias locais frente aos avan\u00e7os sociais que v\u00eam se acumulando nestes pa\u00edses. Os EUA e as oligarquias colombianas precisam da guerra para manter seu dom\u00ednio. No entanto, as pretens\u00f5es hegemonistas estadunidenses encontram cada vez menos apoio em toda a regi\u00e3o, como prova a derrota dos EUA e da Col\u00f4mbia na recente reuni\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos &#8211; OEA -, que condenou a agress\u00e3o ao Equador por 33 votos a 2.<\/p>\n<p>O PCB d\u00e1 sua solidariedade militante ao processo revolucion\u00e1rio e \u00e0s lutas antiimperialistas na Venezuela, na Bol\u00edvia, no Equador e em outros pa\u00edses. Apoiamos os esfor\u00e7os do Presidente Ch\u00e1vez, no sentido de considerar as FARC como for\u00e7a beligerante e evitar uma guerra entre pa\u00edses irm\u00e3os. Repudiamos o governo fascista e narcotraficante da Col\u00f4mbia, lacaio dos Estados Unidos, que ap\u00f3ia a inten\u00e7\u00e3o de Bush de transformar a Col\u00f4mbia em uma grande base militar para desempenhar, na Am\u00e9rica Latina, o mesmo papel que Israel desempenha no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Prestamos nossa homenagem ao Comandante Fidel Castro e \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cubana, que segue firme na consolida\u00e7\u00e3o do socialismo. O PCB se empenha para que a luta dos povos contra o imperialismo leve \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, na conquista de uma sociedade sem explorados nem exploradores: uma sociedade socialista, na perspectiva do comunismo.<\/p>\n<p>No Brasil, o capitalismo se reorganizou e se integrou, de forma subalterna, \u00e0 economia mundial. As empresas brasileiras se internacionalizaram, s\u00e3o controladas, em sua maioria, por capitais estrangeiros, e se expandem para o exterior, como transnacionais. No caso dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, as a\u00e7\u00f5es das empresas brasileiras revelam a inten\u00e7\u00e3o da burguesia brasileira de exercer hegemonia pol\u00edtica na regi\u00e3o, num papel sub-imperialista. Esta reorganiza\u00e7\u00e3o do capitalismo, apoiada pelas pol\u00edticas neoliberais voltadas para a facilita\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o dos capitais, proporciona um certo grau de crescimento econ\u00f4mico gerado pela abertura dos mercados. Este crescimento, entretanto, \u00e9 de natureza desigual, que concentra a renda e oferece empregos mais e mais precarizados.<\/p>\n<p>O governo Lula \u00e9 um governo voltado para os interesses do capital. Lula d\u00e1 continuidade \u00e0s reformas neoliberais, diminuindo direitos trabalhistas &#8211; com a reforma fatiada desta legisla\u00e7\u00e3o &#8211; e previdenci\u00e1rios ao mesmo tempo em que favorece os banqueiros e o grande capital. Nunca houve tanto lucro para os bancos, para as empresas comerciais e industriais. Nos \u00faltimos anos, a reforma agr\u00e1ria recuou, tendo sido fortalecido o modelo agroindustrial exportador.<\/p>\n<p>Voltada para a manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o do trabalho pelo capital, a pol\u00edtica econ\u00f4mica sequer consegue baixar as taxas de juros para acelerar o crescimento e exp\u00f5e o Brasil \u00e0 crise que se avizinha. A contrapartida oferecida aos trabalhadores resume-se a bolsas de subsist\u00eancia e a alguns poucos programas sociais de pequeno alcance.<\/p>\n<p>Mas os trabalhadores brasileiros tamb\u00e9m v\u00eam se mobilizando, v\u00eam resistindo e barrando tentativas do governo de retirar seus direitos. O PCB participa da organiza\u00e7\u00e3o da INTERSINDICAL como um instrumento de interven\u00e7\u00e3o dos trabalhadores contra os desmandos do capital. Propomos a realiza\u00e7\u00e3o de um grande Encontro Nacional da Classe Trabalhadora &#8211; o ENCLAT &#8211; para unir todos os segmentos da classe trabalhadora e todas as organiza\u00e7\u00f5es que os representam, no rumo da constru\u00e7\u00e3o de uma central sindical unit\u00e1ria para elevar o patamar da luta de classes no Brasil.<\/p>\n<p>O PCB faz oposi\u00e7\u00e3o independente e de esquerda ao governo Lula. Propomos a Unidade dos Comunistas e uma frente pol\u00edtica formada por organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais populares que seja uma alternativa de esquerda ao governo e ao capital.<\/p>\n<p>O PCB defende a unidade da classe oper\u00e1ria, dos trabalhadores da cidade e do campo, da juventude e da intelectualidade, na constru\u00e7\u00e3o de um bloco hist\u00f3rico que mude os rumos do Brasil, em dire\u00e7\u00e3o ao socialismo. Para os comunistas, s\u00f3 uma sociedade socialista pode garantir uma vida digna para o nosso povo.<\/p>\n<p>Toda a solidariedade aos governos progressistas da Am\u00e9rica Latina Nenhum direito a menos para os trabalhadores. Avan\u00e7ar nas conquistas Todo apoio \u00e0 causa Palestina Fora Estados Unidos do Iraque e do Afeganist\u00e3o Pela Unidade dos Comunistas<\/p>\n<p>Viva o Socialismo Viva o Comunismo Nosso tributo ao Comandante Ra\u00fal Reyes<\/p>\n<p>Viva o 25 de mar\u00e7o,<\/p>\n<p>Viva os 86 anos do PCB<\/p>\n<p>Viva O PCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nota Pol\u00edtica do Comit\u00ea Central do PCB, por ocasi\u00e3o da Confer\u00eancia Nacional de Organiza\u00e7\u00e3o do PCB, realizada em Praia Grande, de 21 a 23 de mar\u00e7o de 2008\nAos trabalhadores brasileiros\nO capitalismo, a cada dia, mostra com mais clareza a sua real face: os capitais circulam livremente pelo mundo, apoiados por pol\u00edticas neoliberais, gerando riquezas que se concentram cada vez mais em menos m\u00e3os e impondo, em toda parte, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, a redu\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo dos sal\u00e1rios, e a perda de garantias sociais e de direitos trabalhistas.\nO capitalismo vive mais uma crise, gerada, principalmente, pela queda da economia americana, que pode alastrar-se por todo o mundo. As respostas do capital \u00e0 crise s\u00e3o conhecidas: mais explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, mais desemprego, mais destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Para os Estados Unidos e seus aliados, a guerra e as agress\u00f5es armadas a pa\u00edses soberanos s\u00e3o tamb\u00e9m uma solu\u00e7\u00e3o para as crises. Com a guerra, estes pa\u00edses podem vender armas e saquear as riquezas naturais dos povos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/194\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-194","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-38","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}