{"id":19424,"date":"2018-04-20T16:51:20","date_gmt":"2018-04-20T19:51:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19424"},"modified":"2018-04-20T16:51:20","modified_gmt":"2018-04-20T19:51:20","slug":"os-riscos-e-o-perigo-da-conciliacao-de-classe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19424","title":{"rendered":"Os riscos e o perigo da concilia\u00e7\u00e3o de classe"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/R_FW_ZdgUrOoWmFT3HHYw6j1n7pg79yHa4UDVXMcucgqNykgPtIWGwXNKcF3Q5V1NJne9eBLYWXoFdMbPS_wdUHDUnl6qQ5IoQRn0u3Mp0LZmLkVD5zLcQCG04HFNiWN8yCO_j7xHx4FANix9CXZJ5EBLb5r1B73oiqLe_aoyla104oYDOxoHsj_5qXJhu-EKOFIhOiZDslLO8pi3eWZHV0uLoId4FH_7qNuXZC7RUaWT3arpvmFPkXQpBGH7IlU0hAkR7IvlGsUWewLbJ_6E5-DR1DUcfzkN9AWQYJBPmrnIcWMNQGYjRRyVQ7tWF3w8gpknOnDidq9wVxsg9oDHA4ZPMKEJy_NOKr6vuZqt7XAstV9Ma0C13hQr1ASX4Suk25Nv2Dfhu4gOMgQIGMvi6ZiMRpYpOgfVeCw4jA_GoxYidLDC2kwM3ZCCjEJ_dQ7-DE5FLtD9bbVWNJXoLcTWN7krQgWTVr1j6Q70PkhHo-qfEiv0ONRphB_iOpomtW9LVnRxAghaZY1Z7KCLerAvb2T3cWWDHMfYdE2v3Ce08KK8ZAqd3Lbw4_OnTEAagBRVsMz95mn6emJyrvb_Cx_HybNu2xOJVSV-l0FXJU=w645-h625-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O governo Michel Temer (PMDB) vem acelerando os ataques do grande capital contra os trabalhadores. Diante destes ataques, imaginou-se que poder\u00edamos ter um novo ascenso do movimento de massa, em particular o movimento sindical. Por\u00e9m, \u00e9 preciso acender um farol de alerta. Podemos ver grande parte\u00a0 dessa energia ser canalizada para as elei\u00e7\u00f5es de 2018, com o \u201cvolta Lula\u201d, atrav\u00e9s da ilus\u00e3o institucional, com liminares, na tentativa de se colocar Lula na disputa de 2018. Por outro lado, h\u00e1 uma parte da esquerda que, temendo a cl\u00e1usula de barreira, poder\u00e1 rebaixar o discurso com o sonho de substituir o PT no campo institucional; com um discurso cada vez mais rebaixado e reformista pensando apenas em eleger alguns parlamentares com promessas de resolver algumas demandas no campo institucional, esquecendo das ruas, pra\u00e7as, paus, pedras e bombas. Mesmo em uma conjuntura pol\u00edtica que tende a se agravar, com as massas estando dispersas e despolitizadas, o Estado Burgu\u00eas tende a endurecer para fazer valer a determina\u00e7\u00e3o dos interesses do grande capital.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que a hegemonia dos movimentos sociais dos trabalhadores ainda est\u00e1 nas m\u00e3os dos reformistas e conciliadores que blindaram e apoiaram os governos Lula\/Dilma (PT) e que v\u00e3o procurar colocar um freio nas lutas e enfrentamentos com o grande capital, o que tem sido demonstrado em diversas situa\u00e7\u00f5es de greves e paralisa\u00e7\u00f5es ap\u00f3s Temer assumir a Presid\u00eancia.\u00a0N\u00e3o podemos deixar de lembrar que Temer foi vice de Dilma e que o PT construiu a governabilidade burguesa com todos estes setores. N\u00f3s j\u00e1 \u00e9ramos &#8220;Fora Temer&#8221; quando n\u00e3o votamos em Dilma e A\u00e9cio em 2014!! E, no segundo turno, nosso voto foi nulo, por vermos poucas diferen\u00e7as entre as candidaturas do PT e do PSDB.<\/p>\n<p>Estas for\u00e7as que ainda hoje mant\u00eam a hegemonia sobre o conjunto dos movimentos sociais v\u00e3o tratar a atual conjuntura tentando se eximir de culpa. O pr\u00f3prio governo Michel Temer (PMDB) \u00e9 fruto destas alian\u00e7as que contribu\u00edram para desorganizar e desarmar ideologicamente os trabalhadores, com o objetivo de garantir os enormes lucros da grande burguesia, enquanto que para os trabalhadores eram garantidas apenas as migalhas das pol\u00edticas compensat\u00f3rias. O petismo e seus aliados insistem em afirmar que promoveram uma pol\u00edtica de distribui\u00e7\u00e3o de renda. Na realidade, ampliaram pol\u00edticas compensat\u00f3rias pr\u00e9-existentes, sem ao menos tentar organizar e politizar as massas, com medo de sair do controle e de atrapalhar a burguesia, que acumulava lucros\u00a0com os favores do BNDES. Mesmo assim, a burguesia n\u00e3o vacilou em afastar a Dilma da Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Lula continua afirmando que n\u00e3o vai fazer uma pol\u00edtica de enfrentamento ou rupturas com as alian\u00e7as do passado. Nem por isso o PT e seus aliados fizeram e nem v\u00e3o fazer autocr\u00edtica dos treze anos de presidencialismo de concilia\u00e7\u00e3o, quando buscaram cooptar e domesticar os movimentos sociais, impedindo\u00a0a possibilidade de se avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es de grande impacto, como rever as pol\u00edticas do per\u00edodo anterior do governo FHC. Apostar em uma poss\u00edvel autocr\u00edtica do petismo e seus aliados com um sonho de se construir um programa para os trabalhadores \u00e9 o mesmo que operar com as velhas categorias e dispositivos que sempre t\u00eam desarmado os trabalhadores do ponto de vista ideol\u00f3gico, frente \u00e0s manobras da burguesia brasileira, a qual, na hora H, consegue roubar o protagonismo dos trabalhadores atrav\u00e9s de seus porta-vozes entre os trabalhadores, que disseminam a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o, com a media\u00e7\u00e3o de setores oportunistas nos movimentos sindicais e populares.<\/p>\n<p>Mesmo que Lula fique de fora da disputa eleitoral deste ano, ou concorra com liminares, nem por isso poderemos investir no oportunismo e na concilia\u00e7\u00e3o com estes setores. N\u00e3o v\u00e3o e n\u00e3o podem fazer guinadas \u00e0 esquerda, pois j\u00e1 est\u00e3o comprometidos com a ordem burguesa. A movimenta\u00e7\u00e3o\u00a0para as elei\u00e7\u00f5es de 2018 e as desmobiliza\u00e7\u00f5es\u00a0das centrais sindicais pelegas t\u00eam demonstrado de que lado estes setores est\u00e3o;\u00a0v\u00e3o\u00a0insistir em velhas alian\u00e7as com velhos setores carcomidos da burguesia do Brasil. V\u00e3o insistir na composi\u00e7\u00e3o com as velhas pol\u00edticas de manuten\u00e7\u00e3o do capitalismo no Brasil. O PT j\u00e1 est\u00e1\u00a0compondo em alguns Estados estas velhas alian\u00e7as. N\u00e3o devemos alimentar ilus\u00f5es de classe com aqueles que ajudaram a desarmar pol\u00edtica e ideologicamente os trabalhadores, contribuindo para deix\u00e1-los na atual situa\u00e7\u00e3o em que se encontram, em grande parte despolitizados e alienados, dominados pela ideologia burguesa.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que isto acontece no Brasil. Ap\u00f3s as derrotas das candidaturas de Lula em 1989 e 1994, no mesmo per\u00edodo do desmonte da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, a maioria das for\u00e7as de esquerda passou por uma profunda crise ideol\u00f3gica, com muitos setores se adaptando \u00e0 ordem burguesa neoliberal em todo o mundo. No Brasil, ap\u00f3s a in\u00e9rcia e a ressaca do avan\u00e7o neoliberal, os movimentos sociais\u00a0come\u00e7aram a retomar\u00a0as ruas contra o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Por onde ele passava acontecia alguma manifesta\u00e7\u00e3o contra as medidas antipopulares, e o cl\u00edmax se deu por ocasi\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es\u00a0contra a venda da Vale do\u00a0Rio Doce. Toda essa energia foi canalizada para 1998, pois o Encontro Nacional do PT, de 1997, apontou a candidatura de Lula como meio de salvar\u00a0a p\u00e1tria de todos os males, no momento em que o PT j\u00e1 come\u00e7ava a ganhar prefeituras\u00a0e governos em alguns Estados. O PT estava cada vez mais adaptado \u00e0 l\u00f3gica\u00a0tradicional da pol\u00edtica burguesa. Trataram de desarmar as lutas mais radicalizadas; muitos l\u00edderes de massa viravam candidatos. O programa de Lula em 1998 era rebaixado, retiravam o vermelho da propaganda &#8211; o que gerou atrito entre a coordena\u00e7\u00e3o geral da campanha com Brizola candidato a Vice na Chapa de Lula -, com o claro objetivo de passar a imagem de\u00a0bonzinhos e bons administradores da crise capitalista.<\/p>\n<p>H\u00e1 militantes da esquerda no Brasil que acham ou fingem achar que a crise do petismo come\u00e7ou com o primeiro governo Lula, mas o PT, desde o seu nascedouro, sempre procurou se apresentar como novo, negando a hist\u00f3ria e as lutas do passado; rejeitando o marxismo como filosofia e o leninismo como orienta\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Com o tempo, buscou adaptar os trabalhadores \u00e0 ideologia burguesa, atrav\u00e9s da domestica\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, impedindo na pr\u00e1tica a independ\u00eancia de classe destes setores frente ao Estado Burgu\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para passarmos uma borracha como se nada tivesse acontecido durante treze anos do petismo, experi\u00eancia tardia de socialdemocracia no Brasil, quando a socialdemocracia j\u00e1 n\u00e3o podia mais realizar as reformas sociais em nenhuma parte do mundo, quando a socialdemocracia vinha implementando as pol\u00edticas neoliberais e se revezando no poder com a direita nos ataques aos trabalhadores em todo o mundo capitalista.<\/p>\n<p>O PT aceitou governar com o presidencialismo de coaliz\u00e3o, em alian\u00e7as com as velhas classes dominantes, aceitando dar continuidade \u00e0s reformas neoliberais de governos anteriores, como a reforma da Previd\u00eancia em 2003, a rodada dos Leil\u00f5es da Petrobras, a lei antiterror que criminaliza os movimentos sociais. Essas e tantas outras medidas antipopulares foram aprovadas durante os Governos Lula\/Dilma e, em nenhum momento, o PT procurou rever as medidas antipopulares dos governos anteriores ao chegar \u00e0 presid\u00eancia. Procuraram manter e avan\u00e7ar em novos ataques contra os trabalhadores e tentaram desqualificar os setores anticapitalistas que se recusavam a aderir \u00e0 pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classe.<\/p>\n<p>O atual governo conduzido por Michel Temer est\u00e1 utilizando na interven\u00e7\u00e3o federal no Estado do Rio de Janeiro dispositivos criados nos governos Lula\/Dilma que, em alian\u00e7a com o PMDB em nosso Estado durante o governo S\u00e9rgio Cabral, tamb\u00e9m promoveram ocupa\u00e7\u00f5es de favelas e criminaliza\u00e7\u00e3o dos seus moradores,\u00a0com crimes e trucul\u00eancias que at\u00e9 hoje n\u00e3o foram apurados. E nada foi resolvido, porque n\u00e3o se atacou a raiz dos problemas, que est\u00e1 na pr\u00f3pria l\u00f3gica de funcionamento da sociedade capitalista, que cada vez mais nega um futuro melhor para os filhos das classes trabalhadoras.<\/p>\n<p>Os problemas da viol\u00eancia em nossa sociedade n\u00e3o s\u00e3o um problema \u00e9tico ou moral, como tentam nos convencer os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de massas. Por se encontrarem nas m\u00e3os das classes dominantes, estes meios t\u00eam procurado gerar consenso em nossa sociedade para justificar esta interven\u00e7\u00e3o no\u00a0Estado do Rio de Janeiro como solu\u00e7\u00e3o contra a viol\u00eancia em nossa sociedade capitalista. A militariza\u00e7\u00e3o de nossa sociedade, com ocupa\u00e7\u00f5es dos bairros prolet\u00e1rios ou favelas por tropas militares n\u00e3o \u00e9 e nunca ser\u00e1 solu\u00e7\u00e3o. A viol\u00eancia que tem vitimado os mais pobres n\u00e3o \u00e9 um fato isolado da viol\u00eancia do Estado contra os trabalhadores que sofrem com a retirada de direitos e aus\u00eancia de servi\u00e7os p\u00fablicos e criminaliza\u00e7\u00e3o da pobreza.<\/p>\n<p>No processo atual de unidade de a\u00e7\u00e3o com os setores que participaram dos treze anos dos governos Lula\/Dilma, os setores classistas e anticapitalistas devem manter sua independ\u00eancia de classe. Os setores representados pela CUT, CTB, For\u00e7a Sindical e outras centrais sindicais e os partidos ditos de esquerda PT, PSB, PDT e PCdoB que foram parte dos governos Lula\/Dilma foram respons\u00e1veis por atrasar o processo de organiza\u00e7\u00e3o e tomada de consci\u00eancia dos trabalhadores, ao fazer alian\u00e7as e acordos com alguns setores mais atrasados da sociedade brasileira para dar isen\u00e7\u00e3o fiscal para empresas, conceder canais de TVs e r\u00e1dios, subs\u00eddios para o agroneg\u00f3cio; n\u00e3o demarcaram as terras ind\u00edgenas, fizeram acordos com\u00a0\u00a0a bancada evang\u00e9lica representada nos partidos conservadores PR, PRB, PP e outras legendas espalhadas que recebem apoio das classes dominantes, s\u00f3 para obter maioria em um parlamento marcado por velhos esquemas de domina\u00e7\u00e3o burguesa.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria muita firmeza pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, na defesa intransigente de um programa anticapitalista! Ter uma clareza de nossas tarefas na atual conjuntura, desde as bases nas categorias, no interior dos sindicatos e demais movimentos populares, com o objetivo claro de minar a ilus\u00e3o das massas com os setores reformistas e traidores de classe que ainda exercem influ\u00eancia nas classes trabalhadoras.<\/p>\n<p>Essa confian\u00e7a n\u00e3o ser\u00e1 conquistada da noite para o dia, como acreditam alguns. Ser\u00e1 preciso um \u00e1rduo trabalho para se merecer essa confian\u00e7a e n\u00e3o ser\u00e1 em nome de alian\u00e7as oportunistas e casuais que os setores anticapitalistas v\u00e3o conquistar esta confian\u00e7a dos trabalhadores para enfrentar os desafios colocados pelos ataques do grande capital.<\/p>\n<p>Os trabalhadores ainda n\u00e3o entraram em cena de forma organizada, com capacidade de dar uma resposta \u00e0 altura diante dos desafios colocados nesta conjuntura de ataques do grande capital aos direitos hist\u00f3ricos das classes trabalhadoras, para criar as condi\u00e7\u00f5es para avan\u00e7ar em novas conquistas, sair da defensiva para a ofensiva contra\u00a0o\u00a0grande capital.<\/p>\n<p>A classe oper\u00e1ria, os trabalhadores e as camadas mais pobres dos bairros prolet\u00e1rios est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea do que acontece, seja pela aliena\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o v\u00edtima pela explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, diante de uma conjuntura de crise e perdas de direitos, ou pelo crescimento da religi\u00e3o, que em tempos de crise sist\u00eamica, ocupa o espa\u00e7o e a car\u00eancia espiritual das massas ou pelo crescimento da viol\u00eancia nos bairros prolet\u00e1rios que tem contribu\u00eddo para desorganizar os trabalhadores em seus locais de moradia, deixando toda uma realidade dif\u00edcil e complexa para os revolucion\u00e1rios anticapitalistas atuarem para enfrentar os desafios colocados.<\/p>\n<p>Mesmo em uma conjuntura t\u00e3o desfavor\u00e1vel para os comunistas, onde a maioria das for\u00e7as de esquerda no mundo hoje \u00e9 predominantemente reformista e anti-leninista, \u00e9 poss\u00edvel sim ter um programa revolucion\u00e1rio claro de combate ao reformismo e \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o de classe. Temos, como exemplo, o KKE (Partido Comunista Grego) que, mesmo sofrendo o ass\u00e9dio e bombardeio da direita que o pressionou a aderir aos acordos de austeridade econ\u00f4mica impostos pela Uni\u00e3o Europeia \u00e0 Gr\u00e9cia, em nenhum momento se rendeu \u00e0s press\u00f5es e chantagens da esquerda reformista para entrar no Governo de ampla coaliz\u00e3o do Syriza. Al\u00e9m de n\u00e3o aceitar participar de um suposto governo de esquerda, o KKE denunciou os acordos e a trai\u00e7\u00e3o do Syriza aos trabalhadores, mantendo-se firme na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores. Se hoje o KKE \u00e9 um dos Partidos Revolucion\u00e1rios mais respeitados, isso se deve \u00e0 sua postura firme, sem em nenhum momento fazer concess\u00f5es ao modismo nem renunciar ao Marxismo-Leninismo.<\/p>\n<p>Os setores anticapitalistas no Brasil t\u00eam algumas tarefas imediatas e hist\u00f3ricas. \u00c9 preciso construir uma agenda de lutas em defesa dos direitos imediatos e hist\u00f3ricos dos trabalhadores e combater e desmascarar os setores pelegos, reformistas e traidores de classe (CUT, CTB, UGT, FOR\u00c7A SINDICAL etc.), pois estes, ainda hoje, exercem influ\u00eancia sobre os trabalhadores. \u00c9 preciso construir o Enclat (Encontro Nacional das Classes Trabalhadoras) como meio de enfrentar os atuais desafios da organiza\u00e7\u00e3o e lutas dos trabalhadores, para darmos o salto de qualidade na organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do campo e da cidade, para criarmos as condi\u00e7\u00f5es de uma plataforma de transforma\u00e7\u00f5es radicais na perspectiva do Poder Popular, independente do calend\u00e1rio eleitoral, como um caminho necess\u00e1rio de supera\u00e7\u00e3o do capitalismo, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade socialista em nosso pais.<\/p>\n<p><strong><em>Jos\u00e9 Renato Andr\u00e9 Rodrigues<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Professor de Filosofia da Rede P\u00fablica Estadual do Estado do Rio de Janeiro<\/p>\n<p><strong>Secret\u00e1rio pol\u00edtico do PCB na cidade de Nova Igua\u00e7u &#8211; RJ<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19424\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[226],"class_list":["post-19424","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-53i","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19424","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19424"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19424\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}