{"id":1966,"date":"2011-10-16T20:56:21","date_gmt":"2011-10-16T20:56:21","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=1966"},"modified":"2011-10-16T20:56:21","modified_gmt":"2011-10-16T20:56:21","slug":"economista-haitiano-temos-que-romper-com-o-sistema-que-oferece-respostas-militares-a-crises-politicas-e-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1966","title":{"rendered":"Economista haitiano: \u201cTemos que romper com o sistema que oferece respostas militares a crises pol\u00edticas e sociais\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O economista e ativista haitiano Camille Chalmers afirmou, na mesa de debate da C\u00e1tedra de los Libertadores\u00a0realizada na \u00faltima ter\u00e7a -feira, em Buenos Aires, que\u00a0o Haiti deve aprender com o recente processo latino-americano e que os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina t\u00eam muito o que aprender com o Caribe: \u201cChegou o momento do reencontro entre o Haiti e os povos da Am\u00e9rica Latina\u201d. Discurso completo:<\/em><\/p>\n<p>Falar das rela\u00e7\u00f5es entre o Haiti e o continente latino-americano \u00e9 sumamente importante hoje, quando refletimos sobre a necessidade de construir outro mundo e outras rela\u00e7\u00f5es entre os povos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria entre o Haiti e a Am\u00e9rica Latina \u00e9 uma hist\u00f3ria de encontros, de desencontros e de reencontros. Para entender o lugar especial que o Haiti ocupa na hist\u00f3ria do mundo, n\u00e3o podemos deixar de falar da grande revolu\u00e7\u00e3o anti-escravista de 1804, que representou uma ruptura radical em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem da \u00e9poca.<\/p>\n<p>A primeira revolu\u00e7\u00e3o contra a escravid\u00e3o ocorreu em 1793, no Haiti, e ainda existiu at\u00e9 1865 nos Estados Unidos e at\u00e9 1885 no Brasil. E hoje em dia, ainda h\u00e1 rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o muito parecidas \u00e0 escravid\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 importante observar o car\u00e1ter anti-sist\u00eamico, o car\u00e1ter de ruptura radical desta revolu\u00e7\u00e3o, que foi vista pelos imp\u00e9rios da \u00e9poca como um perigo, como uma amea\u00e7a.<\/p>\n<p>Isso faz lembrar da frase que existe na resolu\u00e7\u00e3o do Conselho da ONU para criar a Minustah em junho de 2004, que diz que o Haiti \u00e9 um perigo para a seguran\u00e7a hemisf\u00e9rica. H\u00e1 uma continuidade hist\u00f3rica da rejei\u00e7\u00e3o em aceitar o conte\u00fado revolucion\u00e1rio deste processo escravista de 1804 e da ideologia dominante que se difunde sobre o Haiti com estere\u00f3tipos e com uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que apresenta o Haiti como um pa\u00eds muito violento, etc.<\/p>\n<p>Claro que a resposta dos imp\u00e9rios \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o anti-escravista haitiana foi brutal, foi uma resposta com m\u00faltiplas estrat\u00e9gias: nega\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio \u2013 um \u201cn\u00e3o aconteceu nada a\u00ed\u201d, as enciclop\u00e9dias falam da aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o na Fran\u00e7a e na Inglaterra, mas n\u00e3o no Haiti \u2013 e houve um isolamento do pa\u00eds que continua tendo efeitos.<\/p>\n<p>Muitos de n\u00f3s na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o sabemos nem sequer que existe um pa\u00eds chamado Haiti no Caribe ou n\u00e3o conhecemos a hist\u00f3ria do Haiti, e isso \u00e9 resultado de um silenciamento, de um isolamento que foi um elemento muito importante na resposta dos imp\u00e9rios.<\/p>\n<p>Mas a resposta se tornou mais agressiva, mais destrutiva com alguns elementos, como por exemplo a imposi\u00e7\u00e3o da chamada d\u00edvida da independ\u00eancia, quando exigiriam ao Haiti o pagamento de 150 milh\u00f5es de francos, o que representava o or\u00e7amento total da Fran\u00e7a nesta \u00e9poca. Uma coisa totalmente descomunal, que o Haiti pagou durante mais de um s\u00e9culo e que foi comprada pelas bancas norte-americanas na \u00e9poca em que definiram o Caribe como seu p\u00e1tio traseiro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a reinser\u00e7\u00e3o do Haiti no cen\u00e1rio mundial \u2013 e para negar o conte\u00fado revolucion\u00e1rio do processo anti-escravista \u2013 foi feita atrav\u00e9s da viol\u00eancia e da viol\u00eancia da d\u00edvida, como elemento central da reinser\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na economia mundial. A d\u00edvida foi utilizada, por exemplo, pela Fran\u00e7a, para abaratar os pre\u00e7os do caf\u00e9 exportado pelo Haiti, liquidando a principal riqueza que t\u00ednhamos.<\/p>\n<p>Quando se l\u00ea que o Haiti \u00e9 um \u201cEstado falido\u201d, o que tamb\u00e9m \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, esta express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 casual. Quando a Minustah se instala no Haiti em 2004, ao mesmo tempo se cria em Washington um escrit\u00f3rio especializado em \u201cEstados falidos\u201d, pelo governo Bush. Existia uma lista de 25 pa\u00edses considerados \u201cEstados falidos\u201d, entre eles a Bol\u00edvia, e foi criada uma equipe multidisciplinar para intervir e democratizar estes Estados. Ent\u00e3o \u00e9 importante esta desconstru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, que impede ver a realidade dos povos e a constru\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria entre os povos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m deste isolamento, desta agress\u00e3o econ\u00f4mica atrav\u00e9s a d\u00edvida, a agress\u00e3o civil, com a ocupa\u00e7\u00e3o militar de 1915 e a longa hist\u00f3ria de saques dos recursos estrat\u00e9gicos do pa\u00eds. Lembremos de 1915, justo antes da ocupa\u00e7\u00e3o militar, o ex\u00e9rcito dos EUA entra e rouba as reservas do banco central, que foram levados a Washington, onde permanecem at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o desde 1915 h\u00e1 um processo de recoloniza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio haitiano que nega o conte\u00fado revolucion\u00e1rio da ruptura de 1804.<\/p>\n<p>\u00c9 muito importante entender estas fontes hist\u00f3ricas para lembrar, por exemplo, quando falam que a economia est\u00e1 destru\u00edda, que durante os anos 80 o FMI e o Banco Mundial impuseram ao Haiti pol\u00edticas de ajuste que tiveram como efeito a destrui\u00e7\u00e3o de grande parte da capacidade produtiva do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para dar um exemplo, em 1972, o Haiti tinha uma auto-sufici\u00eancia alimentar de 98%. Atualmente, estamos importando 82% do arroz consumido anualmente, de mercados dos EUA,\u00a0o que cria uma depend\u00eancia alimentar muito grave.<\/p>\n<p>Hoje em dia o que est\u00e1 em jogo \u00e9 sair desta longa hist\u00f3ria de saques e como colaborar com o povo do Haiti em sua luta para se liberar da domina\u00e7\u00e3o imperialista, para construir um projeto de futuro e realmente entrar em uma atualiza\u00e7\u00e3o do sonho dos libertadores de 1804. \u00c9 interessante ressaltar tamb\u00e9m alguns elementos do conte\u00fado desta revolu\u00e7\u00e3o e insistir no fato de que esta tinha uma clara consci\u00eancia internacionalista.<\/p>\n<p>Os fundadores da na\u00e7\u00e3o ajudaram muito Miranda e Bol\u00edvar, como sabemos, e tamb\u00e9m tinham uma clara consci\u00eancia da necessidade de continuidade da luta do povo Haiti e da luta ind\u00edgena. O pr\u00f3prio Dessalines recupera e batiza o pa\u00eds com o nome ind\u00edgena e chama seu ex\u00e9rcito de \u201cOs Incas\u201d.<\/p>\n<p>Acho isso muito importante, \u00e9 um pa\u00eds onde todos os ta\u00ednos e os aruaques tinham sido massacrados, e ele recupera esta mem\u00f3ria, sinalizando que a possibilidade de criar uma nova na\u00e7\u00e3o passa por esta continuidade hist\u00f3rica entre as lutas. Essa problem\u00e1tica \u00e9 muito atual hoje em dia.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da Minustah no Haiti tem que ser interpretada dentro do contexto geopol\u00edtico global. N\u00e3o podemos esquecer que h\u00e1 todo um processo de militariza\u00e7\u00e3o imperial na costa do Caribe que se caracteriza, por exemplo, com novas bases militares no Panam\u00e1, em Honduras, em Cura\u00e7ao, e que h\u00e1 um contexto de despertar dos povos que est\u00e3o buscando sua soberania e independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O experimento da Minustah \u00e9 muito perigoso, parece um laborat\u00f3rio de novas formas de ocupa\u00e7\u00e3o militar sob um contexto de solidariedade Sul-Sul. A Minustah n\u00e3o \u00e9 solidariedade Sul-Sul, porque sua agenda est\u00e1 totalmente inserta na agenda de domina\u00e7\u00e3o do imperialismo e isso pode ser comprovado com o que fizeram nos \u00faltimos 7 anos no pa\u00eds, apoiando, por exemplo, a vontade dos EUA de fazer do Haiti uma base de servi\u00e7o de transnacionais atrav\u00e9s da exporta\u00e7\u00e3o de t\u00eaxteis e de m\u00e1quinas.<\/p>\n<p>\u00c9 um projeto agressivo, totalmente contra os interesses estrat\u00e9gicos do Haiti e se manipula esta imagem criada desde o s\u00e9culo XIX, para apresentar o Haiti como um pa\u00eds diferente, quando todas as estat\u00edsticas mostram que o n\u00edvel de viol\u00eancia que existe em Porto Pr\u00edncipe \u00e9 atualmente muito menor dos de Santo Domingo, Trinidad e Tobago ou Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o \u00e9 muito importante refletir sobre a realidade e porque h\u00e1 presen\u00e7a militar. Todas as for\u00e7as progressistas do continente t\u00eam que trabalhar juntas para romper este sil\u00eancio, que est\u00e1 muito relacionado com a natureza da revolu\u00e7\u00e3o haitiana que foi dupla: n\u00e3o somente cortou os la\u00e7os com as metr\u00f3poles europ\u00e9ias, mas tamb\u00e9m foi a tentativa de fazer uma revolu\u00e7\u00e3o social com o fim dos escravos.<\/p>\n<p>Foi uma tentativa de universalizar os Direitos Humanos, porque na revolu\u00e7\u00e3o francesa eram direitos para alguns humanos. E a revolu\u00e7\u00e3o haitiana disse \u201ctodo homem \u00e9 homem\u201d. E \u00e9 exatamente a mesma problem\u00e1tica que se apresenta hoje, quando lutamos contra a globaliza\u00e7\u00e3o neoliberal. \u00c9 necess\u00e1rio universalizar os Direitos Humanos.<\/p>\n<p>Por isso as for\u00e7as democr\u00e1ticas do Haiti est\u00e3o pedindo a retirada das tropas da Minustah, que \u00e9 uma resposta inadequada \u00e0 crise que estamos vivendo. Inclusive ilegal, porque utiliza o cap\u00edtulo 7 da Carta Magna das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que diz que se disp\u00f5em for\u00e7as quando h\u00e1 guerras civis, crimes contra a humanidade ou genoc\u00eddio. Estas tr\u00eas figuras nunca existiram no Haiti, ent\u00e3o h\u00e1 uma manipula\u00e7\u00e3o bruta, grosseira do texto da ONU para justificar a presen\u00e7a militar.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m observar que quem solicitou essas for\u00e7as foi um governo <em>de facto<\/em>, instalado depois do golpe de Estado de 2004 contra Aristide, um governo que n\u00e3o tinha nenhuma legitimidade. Quando vemos os objetivos da Minustah descritos nas resolu\u00e7\u00f5es do Conselho de Seguran\u00e7a, como por exemplo estabelecer o clima de seguran\u00e7a, respeito aos Direitos Humanos, e elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas podemos dizer que isso fracassou completamente.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a n\u00e3o melhorou, porque sabemos que isso est\u00e1 diretamente relacionado ao tr\u00e1fico de drogas, com o tr\u00e2nsito da coca\u00edna no territ\u00f3rio do Haiti, que inclusive aumentou entre 2004 e 2011. E as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas foram as menos democr\u00e1ticas do ciclo eleitoral desde 90, e houve uma participa\u00e7\u00e3o muito d\u00e9bil, menos de 17% da popula\u00e7\u00e3o e com muitas fraudes.<\/p>\n<p>A Minustah cai em viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas aos Direitos Humanos e vira uma for\u00e7a de viola\u00e7\u00e3o direta dos direitos dos haitianos quando, por exemplo, ocupa o campus universit\u00e1rio de Tabarre durante 3 anos, tirando os estudante que n\u00e3o podiam ir \u00e0 universidade, e h\u00e1 muitos depoimentos de viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas de mulheres e crian\u00e7as, totalmente impunes.<\/p>\n<p>Por isso no Haiti h\u00e1 agora um processo de mobiliza\u00e7\u00e3o contra a Minustah, muitas manifesta\u00e7\u00f5es. Nesta semana, o senado da Rep\u00fablica votou por unanimidade o pedido de retirada da Minustah.<\/p>\n<p>Podemos dizer que essa presen\u00e7a hoje n\u00e3o \u00e9 somente nefasta, mas entra dentro de um processo de recoloniza\u00e7\u00e3o, com a presen\u00e7a tamb\u00e9m de outras institui\u00e7\u00f5es como a CIDH, dirigida por Bill Clinton, que substituiu as institui\u00e7\u00f5es haitianas, monopolizando os espa\u00e7os de distribui\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, como o que chegou de ajuda depois do terremoto, o que \u00e9 totalmente inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s \u00e9 fundamental a retirada das tropas e o reconhecimento de que \u00e9 um fracasso total e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de inventar verdadeiras e aut\u00eanticas formas de solidariedade direta de povo a povo. A presen\u00e7a dos povos latino-americanos, dos processos de luta de emancipa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 acontecendo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 fundamental para o Haiti.<\/p>\n<p>\u00c9 importante romper o sil\u00eancio, criar espa\u00e7os de di\u00e1logo, com o qual o Haiti pode aprender muito com o que est\u00e1 acontecendo na Am\u00e9rica Latina e a Am\u00e9rica Latina pode aprender muito com o que est\u00e1 acontecendo no Caribe. O Caribe mostrou a possibilidade de romper com o sistema global e precisamos desta aud\u00e1cia para romper com a domina\u00e7\u00e3o do sistema capitalista, que est\u00e1 em crise, que est\u00e1 matando, que est\u00e1 destruindo, que se torna cada vez mais violenta e que oferece respostas militares a crises pol\u00edticas e sociais.<\/p>\n<p>Chegou o momento do reencontro entre o Haiti e os povos da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Narrativa Sargentinas\n\n\n\n\n\n\n\n\nDiscurso Camille Chalmers &#8211; C\u00e1tedra de los Libertadores &#8211; 28\/set\/2011 \u2013 Argentina\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/1966\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-1966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-vI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1966\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}