{"id":19759,"date":"2018-05-23T20:15:52","date_gmt":"2018-05-23T23:15:52","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19759"},"modified":"2018-05-23T20:15:52","modified_gmt":"2018-05-23T23:15:52","slug":"a-grande-derrota-de-trump-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19759","title":{"rendered":"A grande derrota de Trump na Venezuela"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/210518-la-gran-derrota-de-Trump-en-Venezuela.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Carlos Azn\u00e1rez<\/p>\n<p>Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>O mais importante que ocorreu no domingo, 20 de maio, \u00e9 que vencendo amea\u00e7as de todo tipo, o povo venezuelano outra vez saiu para votar e imp\u00f4s democraticamente e \u00e0 vista de centenas de observadores eleitorais a esperada reelei\u00e7\u00e3o de Nicol\u00e1s Maduro. Esse detalhe precisamente, o da renovada pr\u00e1tica de defender a soberania popular com uma urna como arma, \u00e9 a que a partir do n\u00e3o muito distante dezembro de 1998 vem colocando os sucessivos governos estadunidenses a beira da histeria.<\/p>\n<p>Percorrendo os centros eleitorais e conversando desde cedo com aqueles que, ao soar da lembran\u00e7a do chamado chavista, se enfileiravam para depositar seu voto, \u00e9 que pudemos escutar, em Caracas e seus arredores, raz\u00f5es que logo explicariam o triunfo. A paz era uma delas, por\u00e9m formulada n\u00e3o como um recurso formal, mas como uma mostra de cansa\u00e7o: \u201cque nos deixem em paz, que n\u00e3o condicionem nosso futuro com amea\u00e7as\u201d, nos disse um jovem em um col\u00e9gio de Catia. Horas depois, em outro centro do Estado de Vargas, a express\u00e3o se repetia em um \u201ceu apoio (me jogo) com Maduro porque esta Revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa esperan\u00e7a\u201d. Pr\u00f3ximo dali uma concentra\u00e7\u00e3o de vizinhas e vizinhos dan\u00e7avam, comiam uns doces e contavam a quem quisesse escutar que \u201cesse bairro que voc\u00ea v\u00ea aqui foi feito pelo comandante Ch\u00e1vez e aquele mais para l\u00e1 foi entregue pelo presidente oper\u00e1rio\u201d. Falavam de edif\u00edcios impec\u00e1veis com todas as instala\u00e7\u00f5es funcionando, e que s\u00e3o parte das 2 milh\u00f5es de habita\u00e7\u00f5es que a Revolu\u00e7\u00e3o construiu para os mais necessitados. Ao dar-se conta que alguns dos visitantes eram procedentes da Argentina, uma mulher j\u00e1 de idade avan\u00e7ada, nos abra\u00e7ou e gritou para que ficasse claro uma coisa: \u201cSe voc\u00eas precisarem de ajuda para tirar esse Macri, nos avisem. Aqui n\u00f3s todos temos os p\u00e9s fincados na terra\u201d. Existia gosto no povo daquele lugar, que embora com a temperatura opressora, n\u00e3o se movia porque estavam esperando o an\u00fancio do Conselho Nacional Eleitoral proclamando a ansiada vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mais tarde, em outro bairro de Caracas, as respostas continuavam acumulando raz\u00f5es: \u201cEu voto contra Trump e contra esses do Grupo de Lima\u201d, esclareceu um estudante de medicina, que em seguida acrescentou com um: \u201co que gostamos e o que n\u00e3o gostamos deste governo n\u00f3s vamos decidir e n\u00e3o um ianque milion\u00e1rio ou esses europeus que n\u00e3o t\u00eam nada que fazer aqui\u201d. Testemunhos de insatisfa\u00e7\u00e3o contra tanta inger\u00eancia, vozes dignas dispostas a defender o conquistado, express\u00f5es de agradecimento para aqueles que chegaram para confirmar que na Venezuela Bolivariana o legado de Hugo Ch\u00e1vez est\u00e1 intacto na fidelidade de seu povo.<\/p>\n<p>Logo vieram os resultados e, em meio aos foguetes lan\u00e7ados ao ar ou \u00e0 ova\u00e7\u00e3o carinhosa at\u00e9 as l\u00e1grimas para saudar o novo presidente em frente ao Pal\u00e1cio Miraflores, a oposi\u00e7\u00e3o e seus \u201cprotetores\u201d internacionais colocavam em marcha um plano que estava no papel h\u00e1 bastante tempo. Os chamados \u201cdemocratas\u201d arremetiam com mais san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, com gritos desequilibrados que cantavam fraude (inclusive antes de se saber os resultados, como fez o candidato Henry Falc\u00f3n) ou com artigos venenosos na maioria da imprensa mundial hegem\u00f4nica. A mais obscena de toda uma s\u00e9rie de agravos pode ser lida na imprensa argentina assinalando: \u201cUma organiza\u00e7\u00e3o criminosa venceu as elei\u00e7\u00f5es venezuelanas\u201d e assim outros m\u00faltiplos ep\u00edtetos.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que o imp\u00e9rio e seus capangas dos governos direitistas do continente n\u00e3o puderam suportar esta vit\u00f3ria heroica, surgida das entranhas de um povo que padece necessidades, por\u00e9m n\u00e3o se quebra ante elas e tirando for\u00e7as de sua pr\u00f3pria mem\u00f3ria de luta, converte em luminosos at\u00e9 os mais obscuros cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>Agora vir\u00e3o os apertos, as expuls\u00f5es de embaixadores, as conspira\u00e7\u00f5es para isolar ainda mais um pa\u00eds cujo \u00fanico pecado foi querer a felicidade de sua gente e cometer a ousadia de mostrar-se como exemplo ao resto ou recordar a si pr\u00f3prios e aos estrangeiros que as grandes fa\u00e7anhas custam sacrif\u00edcio. Querer chegar a viver em uma sociedade socialista em pleno avan\u00e7o pol\u00edtico, econ\u00f4mico e militar do neoliberalismo \u00e9 o maior desafio que se pode fazer \u00e0queles em Washington, Miami ou Madri, que acreditam que a vida de um homem ou uma mulher se compra e se vende como em um mercado.<\/p>\n<p>Agora soar\u00e3o todas as sirenes de alarme em terras latino-americanas e ser\u00e1 necess\u00e1rio redobrar a solidariedade internacionalista, da mesma maneira que se fez quando Cuba foi expulsa da OEA e quiseram isol\u00e1-la de seus irm\u00e3os da regi\u00e3o. Igualmente como naquela ocasi\u00e3o, os povos dever\u00e3o gestar um ac\u00famulo de a\u00e7\u00f5es fraternas para abra\u00e7ar a P\u00e1tria de Bol\u00edvar, demonstrando a Trump que suas amea\u00e7as podem incendiar a pradaria e que, como ocorreu em outras \u00e9pocas, a paci\u00eancia tem limite. \u00c9 certo que existem colaboracionistas e alcaguetes que amparam essas pol\u00edticas agressoras, que ao calor de tanta inger\u00eancia chegam a meter medo no corpo de alguns pol\u00edticos que se dizem \u201cprogressistas\u201d e que em suas campanhas eleitorais (como ocorre na Col\u00f4mbia e no M\u00e9xico) aderem ao Grupo de Lima e desconhecem a vit\u00f3ria de Maduro ou n\u00e3o querem mencionar o nome do pa\u00eds agredido porque seus assessores ou eles mesmos consideram que \u201ctira votos\u201d. S\u00e3o pobres de alma esses personagens, aos quais o imp\u00e9rio despreza e n\u00e3o ser\u00e3o salvos de seus ataques. Por\u00e9m, tamb\u00e9m existe em cada um de nossos pa\u00edses, oper\u00e1rios, estudantes, camponeses que admiram todo o feito por Ch\u00e1vez e o que hoje representa Maduro. Gente com p\u00e9 no ch\u00e3o, que sabe que desejar o imposs\u00edvel custa muito e n\u00e3o se arrepende de ser como \u00e9. Eles e elas, precisamente, s\u00e3o os que n\u00e3o entram em discuss\u00f5es sobre porcentagens de participa\u00e7\u00e3o eleitoral ou se o Maduro \u201cn\u00e3o \u00e9 como Ch\u00e1vez\u201d, como costumam fazer alguns sabich\u00f5es da pol\u00edtica de \u201cesquerda\u201d. Para essas pessoas de cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel e decis\u00e3o quase militante (ou sem o \u201cquase\u201d), o mais impressionante que ocorreu agora \u00e9 \u201cganhou Maduro\u201d e \u201cos ianques que se explodam\u201d. Est\u00e3o certos. Como no esporte, ganhar se ganha ganhando. O resto ser\u00e1 discutido no calor das mil batalhas que ser\u00e3o travadas a partir de agora.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.<wbr \/>resumenlatinoamericano.org\/<wbr \/>2018\/05\/21\/la-gran-derrota-de-<wbr \/>trump-en-venezuela-por-carlos-<wbr \/>aznarez\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19759\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[225],"class_list":["post-19759","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-58H","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19759","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19759\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}