{"id":19766,"date":"2018-05-26T18:27:09","date_gmt":"2018-05-26T21:27:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19766"},"modified":"2018-05-26T18:27:09","modified_gmt":"2018-05-26T21:27:09","slug":"um-imperio-de-absolutamente-nada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19766","title":{"rendered":"Um imp\u00e9rio de absolutamente nada?"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/eua\/imagens\/false_flag.jpg?w=747&#038;ssl=1\" \/><!--more-->por Tom Engelhardt*<\/p>\n<p>Resistir.info<\/p>\n<p>O militarismo dos EUA leva-nos atrav\u00e9s dos Port\u00f5es do Inferno.<\/p>\n<p>Quando efetuava os \u00faltimos retoques no meu novo livro, o Instituto Watson da Universidade Brown, no seu Costs of War Project, publicou uma estimativa daquilo que os contribuintes ter\u00e3o despendido nas guerras dos EUA contra o terrorismo desde 12 de setembro de 2001, at\u00e9 ao ano fiscal de 2018: um frio n\u00famero deUS$5,6 milh\u00f5es de milh\u00f5es (incluindo os custos futuros de cuidar dos nossos veteranos de guerra). Em m\u00e9dia, pelo menos US$23 386 mil por contribuinte.<\/p>\n<p>Tenha-se em aten\u00e7\u00e3o que tais n\u00fameros, ainda que de arregalar os olhos, s\u00e3o apenas os custos em d\u00f3lares das nossas guerras. N\u00e3o incluem, por exemplo, os custos ps\u00edquicos dos americanos mutilados de uma forma ou de outra naqueles intermin\u00e1veis conflitos. N\u00e3o incluem os custos da infraestrutura do pa\u00eds, que se t\u00eam degradado enquanto fluem d\u00f3lares copiosamente dos contribuintes. E isto de uma forma espantosamente bipartid\u00e1ria \u2013 nestes \u00faltimos anos, quase \u00fanica \u2013 para o que ridiculamente ainda \u00e9 chamado de &#8220;seguran\u00e7a nacional&#8221;. O que, claro est\u00e1, n\u00e3o torna a maioria de n\u00f3s mais segura, mas que faz a eles \u2013 os ocupantes do estado de seguran\u00e7a nacional \u2013 cada vez mais seguros em Washington e outros lugares. Estamos a falar do Pent\u00e1gono, do Departamento de Seguran\u00e7a Interna, do complexo nuclear dos EUA e do resto desse Estado-dentro-do-estado, incluindo as suas muitas ag\u00eancias de espionagem e as corpora\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria militar que t\u00eam, at\u00e9 agora, sido fundidas nesta imensa e imensamente lucrativa estrutura entrela\u00e7ada.<\/p>\n<p>Na realidade, os custos das guerras da Am\u00e9rica, que ainda continuam a expandir-se na \u00e9poca de Trump, s\u00e3o incalcul\u00e1veis. Vejam-se as fotos das cidades de Ramad ouMosul , no Iraque, Raqqa ou Alepo na S\u00edria,Sirte , na L\u00edbia, ou Marawi no sul das Filipinas, tudo em ru\u00ednas na sequ\u00eancia dos conflitos que Washington desencadeou nos anos p\u00f3s-11\/Set e tente-se colocar um pre\u00e7o sobre elas. Estas vis\u00f5es de quil\u00f3metros e quil\u00f3metros de ru\u00ednas, muitas vezes sem nenhum edif\u00edcio intacto, devem deixar qualquer pessoa sem f\u00f4lego. Algumas dessas cidades nunca poder\u00e3o ser totalmente reconstru\u00eddas.<\/p>\n<p>E como seria poss\u00edvel atribuir um valor em d\u00f3lares aos ainda maiores custos humanos das guerras: as centenas de milhares demortos ? As dezenas de milh\u00f5es de pessoas deslocadas nos seus pr\u00f3prios pa\u00edses ou tornando-se refugiadas, fugindo atrav\u00e9s da fronteira mais pr\u00f3xima? Como se poderia contabilizar desta forma as massas de popula\u00e7\u00f5es desenraizadas do grande M\u00e9dio Oriente e \u00c1frica que est\u00e3o a desestabilizar outras partes do planeta? A sua presen\u00e7a (ou, mais precisamente, o crescente medo dela) tem, por exemplo, ajudado \u00e0 expans\u00e3o de um conjunto de movimentos de &#8220;populistas&#8221; de direita que amea\u00e7am destruir a Europa. E quem poderia esquecer o papel que estes refugiados \u2013 ou pelo menos as vers\u00f5es fantasiosas deles \u2013 desempenharam na bem-sucedida competi\u00e7\u00e3o de Donald Trump para a Presid\u00eancia? Qual, finalmente, poder\u00e1 ser o custo de tudo isto?<\/p>\n<p><b>Abrindo os port\u00f5es do inferno <\/b><\/p>\n<p>Os intermin\u00e1veis conflitos dos EUA no s\u00e9culo XXI foram desencadeados pela decis\u00e3o de Bush e seus altos funcion\u00e1rios de definirem instantaneamente sua resposta aos ataques ao Pent\u00e1gono e ao World Trade Center por um pequeno grupo de jihadistas [1] como uma &#8220;guerra&#8221;; em seguida proclam\u00e1-la nada menos do que uma &#8220;Guerra Global ao Terror&#8221; e finalmente a invadirem e ocuparem primeiro o Afeganist\u00e3o, em seguida o Iraque, com o sonho de dominar o grande M\u00e9dio Oriente \u2013 e, em \u00faltima an\u00e1lise, o planeta \u2013 como nenhuma outra pot\u00eancia imperial alguma vez o fez.<\/p>\n<p>Suas excitadas fantasias geopol\u00edticas e a sua no\u00e7\u00e3o de que o ex\u00e9rcito dos EUA era uma for\u00e7a capaz de realizar o que quer que fosse lan\u00e7ou um processo que custa a este nosso mundo algo que nunca ser\u00e1 poss\u00edvel calcular. Quem, por exemplo, poderia atribuir um pre\u00e7o sobre o futuro das crian\u00e7as cujas vidas, na sequ\u00eancia dessas decis\u00f5es, ir\u00e3o ser degradadas e reduzidas de forma que assusta s\u00f3 de imaginar? Quem poder\u00e1 suportar o que significa para muitos milh\u00f5es de jovens do planeta ser privado das casas, dos pais, de educa\u00e7\u00e3o \u2013 de tudo o que na verdade, os poderia aproximar do tipo de estabilidade, que pudesse levar a um futuro digno de ser desejado?<\/p>\n<p>Embora poucos se lembrem, nunca esqueci a advert\u00eancia de 2002 emitida por Amr Moussa, ent\u00e3o chefe da Liga \u00c1rabe. Uma invas\u00e3o do Iraque, previu ele naquele m\u00eas setembro, &#8220;abriria os port\u00f5es do inferno&#8221;. Dois anos mais tarde, na sequ\u00eancia da invas\u00e3o real e ocupa\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds pelos EUA, ele alterou ligeiramente o seu coment\u00e1rio. &#8220;As portas do inferno&#8221;, disse , &#8220;est\u00e3o abertas no Iraque&#8221;.<\/p>\n<p>Sua avalia\u00e7\u00e3o tem-se provado insuportavelmente presciente \u2013 e n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel apenas ao Iraque. Catorze anos ap\u00f3s a invas\u00e3o, todos n\u00f3s dever\u00edamos agora estar de luto por um mundo que n\u00e3o ir\u00e1 existir. N\u00e3o foram s\u00f3 os militares que, na primavera de 2003, atravessaram os port\u00f5es do inferno. \u00c0 nossa maneira, todos n\u00f3s fizemos. Caso contr\u00e1rio, Donald Trump n\u00e3o se teria tornado presidente.<\/p>\n<p>N\u00e3o pretendo ser um perito em infernos. N\u00e3o tenho ideia exata sobre qual o c\u00edrculo em que nos encontramos agora, mas sei uma coisa: j\u00e1 estamos l\u00e1.<\/p>\n<p><b>A infra-estrutura de um Estado Fortaleza<i>(Garrison State) <\/i><\/b>[2]<\/p>\n<p>Se pudesse trazer meus pais de volta de entre os mortos, sei que este pa\u00eds no seu estado atual seria um quebra-cabe\u00e7as para as suas mentes. Eles n\u00e3o iriam reconhece-lo. Se eu lhes dissesse, por exemplo, que apenas tr\u00eas homens \u2013 Jeff Bezos, Bill Gates e Warren Buffett \u2013 agora possuem tanta riqueza como metade da popula\u00e7\u00e3o dos EUA, 160 milh\u00f5es de americanos, eles n\u00e3o acreditariam em mim.<\/p>\n<p>Como, por exemplo, poderia come\u00e7ar a explicar-lhes as formas como, nestes anos, o dinheiro fluiu sempre para os de cima, para os bolsos dos imensamente ricos e descendo depois para o que viriam a ser as elei\u00e7\u00f5es dos 1% que levariam finalmente a alojar um bilion\u00e1rio e sua fam\u00edlia na Casa Branca? Como iria explicar-lhes que este pa\u00eds, mesmo liderado por congressistas Democratas ou Republicanos, excepcionalmente mais poderoso que qualquer outro que j\u00e1 existiu, nem uns nem outros s\u00e3o capazes de encontrar fundos \u2013 uns 5,6 milh\u00f5es de milh\u00f5es de d\u00f3lares para come\u00e7ar \u2013 necess\u00e1rios para as nossas estradas, barragens, pontes, t\u00faneis e outras infraestruturas cruciais ? Isto num planeta em que nos notici\u00e1rios se gosta de designar por &#8220;condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas extremas&#8221; o que est\u00e1 cada vez mais a causar a devasta\u00e7\u00e3o dessa mesma infraestrutura.<\/p>\n<p>Os meus pais n\u00e3o imaginariam estas coisas poss\u00edveis. N\u00e3o nos EUA. E de alguma forma eu teria que explicar-lhes que eles tinham voltado para uma na\u00e7\u00e3o que, embora poucos americanos constatem, est\u00e1 cada vez maisdesfeita pela guerra, pelos conflitos que Washington desencadeou na guerra ao terror que se transformou em tantas guerras que este processo nos tornou diferentes.<\/p>\n<p>Tais conflitos nas fronteiras globais t\u00eam tend\u00eancia a vir at\u00e9 n\u00f3s de uma forma que pode ser dif\u00edcil de controlar ou suportar. Afinal de contas, ao contr\u00e1rio daquelas cidades no Grande M\u00e9dio Oriente, as nossas n\u00e3o est\u00e3o ainda em ru\u00ednas, apesar de algumas delas estarem a ir nessa dire\u00e7\u00e3o, ainda que lentamente. Neste pa\u00eds, pelo menos teoricamente, perto do auge de seu poder imperial ainda \u00e9 a na\u00e7\u00e3o mais rica do planeta. E contudo deveria ser suficientemente claro que n\u00f3s n\u00e3o destru\u00edmos apenas outras na\u00e7\u00f5es, mas a n\u00f3s mesmos de uma forma que eu suspeito ainda mal podemos ver ou entender \u2013 embora tenha tentado ao longo destes anos absorve-la e regista-la da melhor maneira que podia.<\/p>\n<p>No meu novo livro, <i>A Nation Unmade by War<\/i> , o foco est\u00e1 num pa\u00eds cada vez mais transformado e disfuncional por espalhar guerras a que a maior parte dos seus cidad\u00e3os, na melhor das hip\u00f3teses apenas presta meia aten\u00e7\u00e3o . Certamente, a elei\u00e7\u00e3o do Trump foi um sinal de como a sensa\u00e7\u00e3o de decl\u00ednio americano j\u00e1 tinha vindo \u00e0 tona na \u00e9poca em que se desenvolveu o estado de seguran\u00e7a nacional (e pouco mais).<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o seja algo normalmente dito, na minha mente o Presidente Trump deve ser considerado uma parte dos custos das guerras que se refletem neste pa\u00eds. Sem as invas\u00f5es do Afeganist\u00e3o e Iraque e o que se seguiu, duvido que se imaginasse ele poder ser qualquer coisa al\u00e9m de anfitri\u00e3o de um<i>reality show <\/i>da TV ou o propriet\u00e1rio de uma s\u00e9rie de casinos falhados. Nem o Estado-Fortaleza vers\u00e3o de Washington seria conceb\u00edvel, nem os generais das nossas guerras desastrosas de que ele se cercou, nem o crescimento de um estado de vigil\u00e2ncia sobre os cidad\u00e3os que deixaria George Orwell estarrecido.<\/p>\n<p><b>O ingredientes de uma m\u00e1quina de retroa\u00e7\u00e3o <\/b><\/p>\n<p>Donald Trump \u2013 temos de dar-lhe cr\u00e9dito onde \u00e9 devido \u2013 levou-nos a come\u00e7ar a compreender que estamos vivendo num mundo diferente e em mudan\u00e7a. E nada disto teria sido imagin\u00e1vel, se, no rescaldo do 11\/Set, George W. Bush, Dick Cheney &amp; Co., n\u00e3o sentissem o desejo de lan\u00e7ar as guerras que nos levaram por aqueles port\u00f5es do inferno. Os seus crescentes sonhos geopol\u00edticos de domina\u00e7\u00e3o global provaram ser pesadelos de primeira ordem. Eles imaginaram um planeta diferente de tudo o que tivesse existido desde h\u00e1 500 anos na hist\u00f3ria dos imp\u00e9rios, em que basicamente uma \u00fanica pot\u00eancia dominava tudo at\u00e9 o fim dos tempos. Eles imaginaram, um tipo de mundo que, em Hollywood, tem sido associado apenas \u00e0s mais malignas personagens do mal.<\/p>\n<p>E isto foi o resultado do seu exagero conceptual: nunca, pode dizer-se, um grande poder ainda no seu auge imperial provou ser t\u00e3o incapaz de aplicar o seu poder militar e pol\u00edtico de maneira a fazer avan\u00e7ar os seus objectivos. \u00c9 um fato estranho neste s\u00e9culo que o ex\u00e9rcito dos EUA tenha sido implantado em vastas \u00e1reas do planeta e de alguma forma se tenha encontrado, por vezes, em desvantagem perante inexpressivas for\u00e7as inimigas, incapaz de produzir qualquer resultado sen\u00e3o destrui\u00e7\u00e3o e maior divis\u00e3o. E tudo isso ocorreu no momento em que o planeta mais precisava um novo tipo de entrela\u00e7amento, o momento em que o futuro da humanidade estava em jogo de maneiras anteriormente inimagin\u00e1veis, gra\u00e7as ao seu uso ainda crescente de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>No final, o \u00faltimo Imp\u00e9rio pode vir a ser um imp\u00e9rio de absolutamente nada \u2013 uma possibilidade sombria que tem sido focada no s\u00edtio <i>TomDispatch, <\/i>que edito desde novembro de 2002. Claro, quando se escrevem textos a cada duas semanas durante anos a fio, seria surpreendente n\u00e3o se repetir. A verdadeira repeti\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 no <i>TomDispatch, <\/i>est\u00e1 em Washington. A \u00fanica coisa que nossos l\u00edderes e generais parecem capazes de fazer, desde o dia dos atentados de 11\/Set, \u00e9 mais ou menos a mesma coisa com os mesmos resultados causadores de mis\u00e9rias, de novo e sempre.<\/p>\n<p>Os militares dos EUA e o estado securit\u00e1rio nacional que encorajou as guerras tornaram-se, com efeito \u2013 com uma v\u00e9nia ao falecido Chalmers Johnson (um resoluto colaborador do <i>TomDispatch <\/i>e um homem que reconheceu as portas do inferno quando as viu) \u2013 um incrivelmente bem financiada maquinismo de retroa\u00e7\u00e3o. Em todos estes anos, enquanto tr\u00eas administra\u00e7\u00f5es continuavam a espalhar a guerra contra o terror, os conflitos da Am\u00e9rica em terras distantes tornaram-se em grande medida reflex\u00f5es long\u00ednquas para os seus cidad\u00e3os. Apesar das maiores manifesta\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria que visavam impedir a guerra antes do seu come\u00e7o, uma vez ocorrida a invas\u00e3o do Iraque os protestos extinguiram-se e, desde ent\u00e3o, os americanos geralmente t\u00eam ignorado as guerras do seu pa\u00eds, mesmo depois de as suas consequ\u00eancias se verificarem. Algum dia, n\u00e3o ter\u00e3o outra escolha sen\u00e3o prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s mesmas.<\/p>\n<p>[1] \u00c9 altamente discut\u00edvel que os ataques do 11\/Set tenham sido efectuados por &#8220;um pequeno grupo de jihadistas&#8221;, como diz este artigo. O autor pelo visto n\u00e3o aceita que os ataques tenham sido um <i>inside job. <\/i>Mas pode-se afirmar que foram efectuados precisamente para justificar todas as leis repressivas que se seguiram, pelo que equivaleram de facto a um golpe de estado.<br \/>\n[2] Garrison State: Designa um Estado organizado para servir prioritariamente as suas pr\u00f3prias necessidades de seguran\u00e7a militar, tamb\u00e9m um Estado mantido pelo poder militar.<\/p>\n<p><b>*Co-fundador do American Empire Projecte autor de <i>The United States of Fear,<\/i> bem como uma hist\u00f3ria da Guerra Fria, <i>The End of Victory Culture<\/i> . Seu livro mais recente \u00e9<i>A Nation Unmade by War<\/i> . O presente texto \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo livro.<\/b><\/p>\n<p>O original encontra-se emwww.<wbr \/>informationclearinghouse.info\/<wbr \/>49429.htm<\/p>\n<p><b>Este artigo encontra-se emhttp:\/\/resistir.info\/<\/b><\/p>\n<p>https:\/\/www.resistir.info\/eua\/engelhardt_imperio.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19766\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[234],"class_list":["post-19766","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-58O","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19766","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19766"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19766\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}