{"id":19793,"date":"2018-05-27T18:56:15","date_gmt":"2018-05-27T21:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19793"},"modified":"2018-05-27T21:55:28","modified_gmt":"2018-05-28T00:55:28","slug":"a-greve-dos-caminhoneiros-e-o-gigante-dos-pes-de-barro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19793","title":{"rendered":"A Greve dos Caminhoneiros e o Gigante dos \u201cP\u00e9s de Barro\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/NYVQxPTg1HIRoiroki3mD0LfZGy4kAyEqhV1Xf9NCritJmbCZyxWX90Hmky4ci0edfrMuYTWFWKKcn7PmMC7ZexCQ3tw8XGnipsS1KqtDIQHC_qAvVRDUsA-c33JXoSAmxtOdr1b5v-4pmb0VolBypYlQ4Zt0T57VTboYYr7NSsiqvTtNLKXGpT1dtRw9NnGXg2tk0fK81iteSeNTU1ciDpC_3RR7azqpNmAN19TEVk-wwfSQCYJeWzt_fd7djg09LC5grIlKPAkWdQDox4yCNviJ8YH6ipUcm-bXqtGXv8O6rrm9in3w8jTH8t3BXGZxZiGlh6C0mv596im-Yt5q0jWS_97Qr6tK7_VviaXN7_DSG-LbEFSLcIt-X038hP-Rniuv4w3QLV8Hb93P9lVMz7f_CLecS9q9ahpkbcFR-1nE58WpJ5JhJs8EuFDTLYoacaLoxRJiq6wjx2utfh4tnEi57Oh4e2dcPzWo4Fpu6ArkWm_aNZL-CR9PHaoCHVZDNN5iF_nWrZ7vvt0b9Z_J54Y58NfiqtkUuuBu-xQ1lxGkdKIfVdqhBsVYivxGeEdvDIPdghagkoMUm07oMxQiLMAESfqGp4hPyqVOqLvtAST4xYcJ-oGUMrAwoidC_ryA0gWFedjIFa78IX-2_1kOGDpbPB5_vnfSQ=w464-h309-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Clayton Rodrigues*<\/p>\n<p>H\u00e1 um trecho b\u00edblico no cap\u00edtulo segundo do livro de Daniel, entre os vers\u00edculos 31 e 35 que narra o sonho do rei babil\u00f4nico Nabucodonosor. No sonho, o rei viu uma grande est\u00e1tua com a cabe\u00e7a de ouro fino; o peito e os bra\u00e7os de prata; o ventre e as coxas de cobre; as pernas de ferro; e os p\u00e9s de ferro e barro:<\/p>\n<p>\u201c34 (&#8230;) quando uma pedra foi cortada, sem o aux\u00edlio da m\u00e3o, a qual feriu a est\u00e1tua nos p\u00e9s de ferro e de barro e os esmiu\u00e7ou. 35 Ent\u00e3o foi juntamente esmiu\u00e7ado o ferro, o barro, o bronze, a prata e ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e n\u00e3o se achou lugar algum para eles; mas a pedra que feriu a est\u00e1tua se tornou monte grande e encheu toda a terra\u201d DANIEL, cap. 2 ver. 34-35\u00b9.<\/p>\n<p>Aparentemente uma pedra cai ao acaso (sem a ajuda da m\u00e3o) e destr\u00f3i o enorme monumento, atingindo seu ponto mais fr\u00e1gil: os p\u00e9s de barro. Na b\u00edblia, o profeta Daniel traduz o sonho do rei como sendo a sucess\u00e3o das ascens\u00f5es e degenera\u00e7\u00f5es dos reinos terrenos, at\u00e9 o triunfo final do reino celestial. A alegoria b\u00edblica parece bastante \u00fatil para ilustrar a situa\u00e7\u00e3o confusa que vive nosso pa\u00eds j\u00e1 h\u00e1 alguns dias, isso se percebemos a janela aberta na atual conjuntura pelas movimenta\u00e7\u00f5es em marcha.<\/p>\n<p>Desde as jornadas de lutas de 2013, ficou evidente a incapacidade da estrat\u00e9gia de concilia\u00e7\u00e3o de classes para conter e expressar a indigna\u00e7\u00e3o e a revolta das massas. Nesse sentido, a funcionalidade pol\u00edtica dos grupos que apostaram nessa estrat\u00e9gia se extinguiu para a burguesia, assim como a funcionalidade para a din\u00e2mica econ\u00f4mica no cen\u00e1rio de crise internacional do capitalismo. Com isso, fecha-se um ciclo de lutas que teve origem nas greves do ABC Paulista na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Com o Impeachment da Presidenta Dilma, num golpe orquestrado entre o judici\u00e1rio e o congresso, assume o governo Michel Temer, extremamente comprometido com uma agenda ultraliberal e disposto a fazer o servi\u00e7o sujo de um programa que n\u00e3o foi eleito pelo povo. Este programa n\u00e3o foi planejado recentemente, mas \u00e9 fruto do projeto da burguesia nacional subalterna aos interesses do mercado internacional que data da d\u00e9cada de 1990. Al\u00e9m disso, assim como Temer, boa parte do congresso nacional foi acusado de corrup\u00e7\u00e3o e a podrid\u00e3o do sistema pol\u00edtico e tamb\u00e9m do judici\u00e1rio fica escancarada para a popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Resta claro que o poder pol\u00edtico est\u00e1 tomado por uma quadrilha comprometida exclusivamente com interesses alheios \u00e0s necessidades da classe trabalhadora. Esta sofre in\u00fameros e sucessivos ataques, como a reforma trabalhista, que precariza as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e faz retroceder em d\u00e9cadas uma s\u00e9rie de conquistas trabalhistas consolidadas na CLT. Al\u00e9m disso, a Emenda Constitucional 99 de 2015 congela o or\u00e7amento p\u00fablico para investimentos sociais como a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>No fim das contas, a promessa, que especialmente parte expressiva da classe m\u00e9dia comprou, de que logo ap\u00f3s o impeachment de Dilma Roussef um para\u00edso livre de corrup\u00e7\u00e3o se instauraria no Brasil, inclusive com a \u201cretomada\u201d da prosperidade econ\u00f4mica, se revela uma farsa rid\u00edcula. Ao contr\u00e1rio do que muita gente esperava, a vida cotidiana tem se tornado cada vez mais precarizada com o aumento dos pre\u00e7os, da viol\u00eancia e do desemprego.<\/p>\n<p>Em maio deste ano chegamos a quase 14 milh\u00f5es de desempregados\u00b2, al\u00e9m do fato de que o emprego informal se tornou via de regra no pa\u00eds\u00b3. A situa\u00e7\u00e3o de precariedade das condi\u00e7\u00f5es de vida chegaram a tal ponto que o uso de lenha para cozinhar cresceu significativamente devido ao aumento no pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha, realidade que se observou em cerca de 1,2 milh\u00e3o de domic\u00edlios4.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros da viol\u00eancia s\u00e3o igualmente aterradores. Temos a pol\u00edcia que mais mata e mais morre do mundo. O n\u00famero de assassinatos ao ano beira os 60 mil, o que supera a soma de homic\u00eddios ocorridos em 52 pa\u00edses do Globo num ano5.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a a\u00e7\u00e3o violenta de grupos m\u00e9dios dentro das institui\u00e7\u00f5es policiais ou mesmo grupos milicianos e paramilitares come\u00e7am a ser frequentes. Destaque-se a guarida que estes grupos t\u00eam recebido por parte do Estado. A morte de Marielle Franco tornou isso evidente, assim como a de tantos outros l\u00edderes pol\u00edticos no pa\u00eds, padr\u00e3o que \u00e9 comum \u00e0 Am\u00e9rica Latina6. O Brasil \u00e9 l\u00edder mundial no assassinato de ativistas, LGBTs e negros7. Isso significa que vivemos numa guerra civil mascarada. N\u00e3o se pode deixar de mencionar a emerg\u00eancia de figuras militares na cena pol\u00edtica civil.<\/p>\n<p>Nosso pa\u00eds ruma cada vez mais para a barb\u00e1rie, cumprindo seu papel de subalterno no cen\u00e1rio internacional. A economia se baseia na exporta\u00e7\u00e3o de comodities e os trabalhos dispon\u00edveis s\u00e3o, majoritariamente, de baixa complexidade e sub-remunerados. Al\u00e9m disso, o desemprego \u00e9 elemento constitutivo da din\u00e2mica da economia. \u00c9 nesse ritmo que o Brasil se integra \u00e0 economia global, como um pa\u00eds perif\u00e9rico e dependente. Some-se a isto o fato de que a principal via de circula\u00e7\u00e3o de bens, mercadorias e pessoas \u00e9 a rodovi\u00e1ria. Isso significa que desde o alimento que chega \u00e0 sua mesa a maquin\u00e1rios da ind\u00fastria, venham eles da China ou do interior de Pernambuco, passam por caminh\u00f5es nas estradas e rodovias do pa\u00eds. Para al\u00e9m das quest\u00f5es de custo \u00e0 economia que essa log\u00edstica representa, em rela\u00e7\u00e3o a alternativa como um forte sistema ferrovi\u00e1rio, \u00e9 evidente a fragilidade do sistema de circula\u00e7\u00e3o e transportes no Brasil.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, assistimos \u00e0 greve de caminhoneiros que j\u00e1 dura dias e tem chacoalhado o ritmo em que vinha se estruturando o tabuleiro pol\u00edtico do Brasil. A m\u00eddia n\u00e3o poupa esfor\u00e7os para associar a pauta da greve a demandas como redu\u00e7\u00e3o de impostos, bem como a apresentar uma suposta quebra da Petrobr\u00e1s como causa para o aumento do pre\u00e7o de combust\u00edveis. Saliente-se o af\u00e3 privatista deste discurso.<\/p>\n<p>Com isso, torna-se tarefa da esquerda revolucion\u00e1ria e comprometida com a luta de classes entender os meandros da conjuntura e somar for\u00e7as para incidir decisivamente sobre ela. Antes de mais nada, vale destacar a fal\u00e1cia midi\u00e1tica quanto \u00e0 pol\u00edtica de pre\u00e7os, que resulta de uma pol\u00edtica adotada pelo governo com vistas a viabilizar a importa\u00e7\u00e3o por concorrentes estrangeiras. Tamb\u00e9m resulta de escolhas pol\u00edticas deste governo ileg\u00edtimo a perda de mercado e a ociosidade das refinarias nacionais, que chegou a um quarto da capacidade instalada. Conforme lembra em nota a Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros da Petrobr\u00e1s \u201ca exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo cru disparou, enquanto a importa\u00e7\u00e3o de derivados bateu recordes. A importa\u00e7\u00e3o de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil\u201d8. Tudo isso demonstra a conformidade do programa deste governo para com as diretrizes de reorganiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o capitalista a n\u00edvel global, tendo em vista que os principais benefici\u00e1rios t\u00eam sido os produtores estadunidenses, as multinacionais e a parcela da burguesia nacional atrelada a estes setores. Em mi\u00fados, trata-se da face brasileira do \u201cAmerica Frist\u201d, da pol\u00edtica econ\u00f4mica de Donald Trump.<\/p>\n<p>E quem s\u00e3o estes que ousam expressar sua indigna\u00e7\u00e3o parando o pa\u00eds? Os caminhoneiros s\u00e3o em n\u00famero pr\u00f3ximo de dois milh\u00f5es e trezentos mil. Desse total, os aut\u00f4nomos representam cerca de 70% e os empregados, 30%, somando os diretamente empregados e os terceirizados. Entre os empregados tem havido crescimento expressivo da terceiriza\u00e7\u00e3o e das cooperativas de motoristas. As condi\u00e7\u00f5es de trabalho destes profissionais s\u00e3o bastante degradantes, de modo que passam, em m\u00e9dia, 19 dias por m\u00eas fora de casa, percorrendo cerca de 10 mil km mensais, e sujeitos \u00e0s quest\u00f5es de inseguran\u00e7a e viol\u00eancia na estrada, bem como \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de muitas rodovias.<\/p>\n<p>Vale ressaltar tamb\u00e9m as longas jornadas, que chegam a 24h dirigindo sem parar. Um dos motivos da extens\u00e3o destas jornadas decorre do medo de parar em certos locais onde h\u00e1 risco de assalto. A renda deles \u00e9 de aproximadamente quatro sal\u00e1rios m\u00ednimos, e a renda entre os contratados e os aut\u00f4nomos tem se equiparado nos \u00faltimo tempos. S\u00e3o quase que totalmente homens e a m\u00e9dia de Idade entre os aut\u00f4nomos \u00e9 de quase 50, ao passo que entre os contratados \u00e9 de 43 anos.<\/p>\n<p>Por serem, em sua maioria, aut\u00f4nomos e independentes, em completa situa\u00e7\u00e3o de informalidade, assumindo todos os custos do trabalho, a \u00fanica garantia que eles t\u00eam de auferir renda \u00e9 o frete e o principal insumo de sua atividade \u00e9 o pre\u00e7o do combust\u00edvel. Se este pre\u00e7o se torna imprevis\u00edvel e aumenta significativamente todos os dias, torna-se imposs\u00edvel estimar o lucro e negociar o valor do frete com os clientes. Em \u00faltima inst\u00e2ncia, perde-se o controle sobre elementos fundamentais n\u00e3o s\u00f3 ao trabalho, mas tamb\u00e9m \u00e0 vida destes profissionais9.<\/p>\n<p>Dadas as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a organiza\u00e7\u00e3o e as representa\u00e7\u00f5es desta categoria tornam-se muito fr\u00e1geis, de modo que se apresentam uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 unidade nas movimenta\u00e7\u00f5es destes trabalhadores. Ainda assim, estamos vendo uma greve nacional! Apesar de parecer um movimento s\u00fabito, precisamos entender que h\u00e1 raz\u00f5es objetivas para a dimens\u00e3o que tomou este movimento. Estas raz\u00f5es n\u00e3o podem ser compreendidas por f\u00f3rmulas simplistas, principalmente pelas an\u00e1lises daqueles que sempre desconfiaram e temeram a mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Com a reestrutura\u00e7\u00e3o do capitalismo a n\u00edvel global, setores ligados \u00e0 circula\u00e7\u00e3o (de bens, mercadorias, capital e pessoas), ganham evidente centralidade na din\u00e2mica da economia. O setor da log\u00edstica acaba sendo a espinha dorsal dessa din\u00e2mica. Com isso, os profissionais ligados a esta \u00e1rea passam a figurar como atores pol\u00edticos de cuja mobiliza\u00e7\u00e3o pode resultar consequ\u00eancias decisivas. N\u00e3o \u00e0 toa os caminhoneiros conseguiram parar um pa\u00eds de propor\u00e7\u00f5es continentais como o Brasil.<\/p>\n<p>A atual greve dos caminhoneiros \u00e9 diferente daquela que ocorreu em 2015, hegemonizada, \u00e0 \u00e9poca, por interesses patronais. As atuais reinvindica\u00e7\u00f5es est\u00e3o em sintonia com os interesses da classe trabalhadora, que se v\u00ea prejudicada com a atual pol\u00edtica de pre\u00e7os de combust\u00edveis adotada pelo governo desde 2016. Esta pol\u00edtica se baseia na paridade com os pre\u00e7os internacionais e beneficia somente as grandes petrol\u00edferas estrangeiras. O aumento dos custos e insumos de combust\u00edveis \u00e9 repassado aos consumidores finais, aumentando o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica, por exemplo10.<\/p>\n<p>Nesse sentido, s\u00e3o os interesses objetivos das pessoas que est\u00e3o em xeque com as pol\u00edticas antipopulares do governo usurpador de Michel Temer.<\/p>\n<p>Esta greve come\u00e7ou com uma convoca\u00e7\u00e3o da CNTA \u2013 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Aut\u00f4nomos, para uma paralisa\u00e7\u00e3o no dia 21 de maio, tendo por pautas urgentes o congelamento do pre\u00e7o do Diesel e o fim da cobran\u00e7a de ped\u00e1gios sobre eixos suspensos, nos conformes da lei 13.103 de 2015, tamb\u00e9m chamada Lei do Motorista. Decerto que n\u00e3o estava suficientemente n\u00edtido, e ainda n\u00e3o est\u00e1, at\u00e9 que ponto as entidades que apoiaram o of\u00edcio de deflagra\u00e7\u00e3o da paralisa\u00e7\u00e3o (cerca de 120 entidades) eram patronais ou de aut\u00f4nomos11.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m constava no documento da CNTA a \u201creonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento\u201d, que se traduz no fim do benef\u00edcio que desde de 2011 permitia a empresas de 56 setores recolher a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria de 20% da folha de pagamentos12. Vale lembrar que o projeto de reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento \u00e9 de interesse do governo, que, no projeto original, estimava arrecadar cerca de 8,8 milh\u00f5es de reais com a receita da reonera\u00e7\u00e3o e, com ela, irrigar o novo Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica e bancar a interven\u00e7\u00e3o federal de car\u00e1ter militar no Rio de Janeiro13.<\/p>\n<p>Ou seja, h\u00e1 um emaranhado de demandas e interesses em jogo nesta movimenta\u00e7\u00e3o, que inclusive toca em quest\u00f5es de interesse das for\u00e7as armadas, setor que j\u00e1 h\u00e1 algum tempo vem se queixando da falta de investimentos 14 15 16. N\u00e3o \u00e0 toa, alguns grupos de caminhoneiros simpatizam com pautas como interven\u00e7\u00e3o militar na pol\u00edtica, numa maneira insipiente e contradit\u00f3ria de perceber os interesses objetivos que as institui\u00e7\u00f5es do Estado Burgu\u00eas defendem. Aqui vale considerar tamb\u00e9m que h\u00e1, na \u00e1rea da \u201cSeguran\u00e7a P\u00fablica\u201d, entidades de funcion\u00e1rios, como o sindicato dos Policiais Rodovi\u00e1rios Federais que manifestaram apoio \u00e0 greve dos caminhoneiros17.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o cresceu e ganhou a ades\u00e3o das transportadoras, j\u00e1 que o pre\u00e7o dos combust\u00edveis tamb\u00e9m \u00e9 de interesse do patronato. Evidentemente que os empres\u00e1rios tentaram se aproveitar do movimento e se apropriar das pautas que, com a colabora\u00e7\u00e3o da grande m\u00eddia, tentaram dar um sentido aqu\u00e9m dos interesses populares \u00e0 greve. Nota-se que esta greve apresenta inconteste fragilidade e heterogeneidade das lideran\u00e7as dos sindicatos que, sem for\u00e7a de representatividade n\u00e3o s\u00e3o capazes de garantir a unidade do movimento e dar-lhe um car\u00e1ter mais classista e menos reacion\u00e1rio e conservador. Simultaneamente, os sindicatos patronais ganham mais espa\u00e7o tanto na grande m\u00eddia, sua natural aliada, quanto nos balc\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o do governo.<\/p>\n<p>Com isso, propaga-se e ganha ades\u00e3o a narrativa que associa a tributa\u00e7\u00e3o do Diesel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es e aumento abusivo do pre\u00e7o dos combust\u00edveis, quando na verdade a quest\u00e3o central \u00e9 a pol\u00edtica de pre\u00e7os adotada pelo governo. Assim, o empresariado tenta passar o fim da incid\u00eancia do Pis\/Cofins sobre o Diesel. \u00c9 v\u00e1lido destacar que este imposto \u00e9 uma importante fonte de receita para o financiamento da Previd\u00eancia Social18. O mencionado acordo, supostamente firmado entre o governo e o movimento grevista dos caminhoneiros foi, na verdade, uma negocia\u00e7\u00e3o feita por cima, com os empres\u00e1rios e os sindicatos patronais. T\u00e3o logo o referido acordo foi firmado, o governo se prontificou em reestabelecer a ordem e a volta \u00e0 normalidade mediante o uso das for\u00e7as armadas contra os grevistas19.<\/p>\n<p>Parte dessa derrota na disputa de narrativa tem a ver com fragmenta\u00e7\u00e3o do movimento e certa hesita\u00e7\u00e3o de setores mais progressistas. \u00c9 importante destacar que as palavras de ordem de qualquer luta legitima, do ponto de vista da classe trabalhadora, deve traduzir a realidade concreta e os reais interesses da classe. Isso, \u00e9 claro, com um redimensionamento universalista dessas pautas. S\u00f3 assim o teor revolucion\u00e1rio das lutas pode ser encaminhado.<\/p>\n<p>Isso porque a classe trabalhadora n\u00e3o toma as ruas por raz\u00f5es gen\u00e9ricas e abstratas, tais como a \u201cdemocracia\u201d, \u201ca justi\u00e7a\u201d ou qualquer coisa do tipo. Embora essas possam ser as raz\u00f5es declaradas pelas lideran\u00e7as dos movimentos, h\u00e1 elementos da vida cotidiana que se expressam nessas pautas abstratas e somente ao se identificar com elas o trabalhador vai \u00e0 luta. Basta notar o quanto a indigna\u00e7\u00e3o com a precariza\u00e7\u00e3o de sua vida est\u00e1 na base do discurso contra a corrup\u00e7\u00e3o, que tem sido hegemonizado num debate superficial e reacion\u00e1rio por parte dos movimentos da direita.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o PCB se empenha em deixar sua contribui\u00e7\u00e3o com o programa emergencial para o pa\u00eds e um programa de transi\u00e7\u00e3o para um novo Brasil: Por P\u00e3o, Trabalho, Terra e Moradia. Entendendo que essas s\u00e3o as pautas mais urgentes e sens\u00edveis \u00e0 nossa classe, e abrange as distintas realidades regionais do pa\u00eds, desde os povos ind\u00edgenas e quilombolas, \u00e0s comunidades rurais e perif\u00e9ricas dos grandes centros urbanos20. N\u00e3o podemos olhar para a realidade pelas lentes burguesas, vendo como o agente pol\u00edtico decisivo a pr\u00f3pria burguesia ou suas fra\u00e7\u00f5es mais influentes em cada conjuntura. \u00c9 preciso que vejamos na classe trabalhadora um sujeito de luta que \u00e9, sobretudo, o verdadeiro protagonista de qualquer movimento pela sua pr\u00f3pria emancipa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, acaba ficando claro que o patronato e os grupos reacion\u00e1rios s\u00f3 v\u00e3o dar a dire\u00e7\u00e3o do movimento se n\u00e3o houver disputa de narrativa e de projeto pol\u00edtico pela base!<\/p>\n<p>Foram cerca de trinta anos de aparelhamento e apassivamento da classe trabalhadora. \u00c9 compreens\u00edvel que os ideais de radicaliza\u00e7\u00e3o estejam associados a no\u00e7\u00f5es conservadoras do que seria radicalizar a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a exemplo da simpatia pela hip\u00f3tese de uma interven\u00e7\u00e3o militar na pol\u00edtica. No entanto, o aprendizado que levar\u00e1 a uma transforma\u00e7\u00e3o na consci\u00eancia de classe n\u00e3o vir\u00e1 mediante \u201ctext\u00f5es\u201d de facebook, nem em debates de c\u00fapulas academicistas que se acomodam em sal\u00f5es e varandas para desqualificar o esfor\u00e7o daqueles que efetivamente se dedicam \u00e0 luta real e cotidiana, ao trabalho de base e ao enfrentamento do projeto da burguesia nas ruas, nas ocupa\u00e7\u00f5es, nos assentamentos, enfim, onde a luta de fato acontece.<\/p>\n<p>A luta cotidiana, a pr\u00e1tica da mobiliza\u00e7\u00e3o e o trabalho de base s\u00e3o os \u00fanicos meios de se garantir um salto qualitativo na consci\u00eancia de classe! As implica\u00e7\u00f5es disto remetem ao que os setores mais comprometidos com a luta de classes j\u00e1 v\u00eam alertando h\u00e1 tempos: o caminho para se derrotar o golpe \u00e9 a luta popular!21 N\u00e3o cabe se dar ao luxo da pregui\u00e7a e do simplismo ao analisar a realidade concreta da luta da luta de classes. Ao passo que o governo e a grande m\u00eddia recrudesce o discurso de condena\u00e7\u00e3o ao movimento grevista, fica evidente o seu car\u00e1ter popular. N\u00e3o d\u00e1 para se desvairar a ponto de comparar de modo esdruxulamente anacr\u00f4nico a realidade do governo ultraliberal e golpista de Michel Temer com aquela do l\u00edder socialista chileno Salvador Allende, em 1973.<\/p>\n<p>Um exerc\u00edcio mais coerente e promissor de reflex\u00e3o hist\u00f3rica seria lembrar que h\u00e1 cerca de 18 anos uma grande greve que envolveu cerca de 700 mil caminhoneiros parava o pa\u00eds, contra o governo neoliberal de FHC, que se utilizou das for\u00e7as armadas para reprimir os grevistas22. Devemos atentar para o fato de que \u00e9 muito importante ao governo retomar a normalidade. Para tanto, tem se disposto a lan\u00e7ar m\u00e3o de todos os artif\u00edcios repressivos23 e criminalizantes24 que tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, apelando, inclusive, para a Garantia da Leio e da Ordem25. Isso porque o abalo que os \u00faltimos acontecimentos causam na vida cotidiana, com a quebra da normalidade na vida corriqueira, p\u00f5e em evid\u00eancia alguns elementos, como o fato de que:<\/p>\n<p>\u2022 H\u00e1 quest\u00f5es que s\u00e3o comuns a um grupo de pessoas na sociedade;<\/p>\n<p>\u2022 E que estas pessoas compartilham condi\u00e7\u00f5es de vida muito semelhantes;<\/p>\n<p>\u2022 Tamb\u00e9m que a a\u00e7\u00e3o organizada destas pessoas surtem efeitos que impactam toda a sociedade de modo decisivo;<\/p>\n<p>\u2022 Bem como do trabalho destas pessoas depende aspectos cruciais da vida material da sociedade.<\/p>\n<p>\u2022 E que os interesses traduzidos em garantias e benef\u00edcios desse grupo se antagoniza com o de outros grupos, em especial aqueles que dirigem a pol\u00edtica institucional e a economia.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar que outros setores da sociedade t\u00eam aderido ao movimento grevista, e isso n\u00e3o apenas na forma de simpatia, mas mediante mobiliza\u00e7\u00e3o e engajamento ativo na luta. S\u00e3o motoboys, motoristas de transporte coletivo urbano e demais categorias. O mais curioso nesse cen\u00e1rio \u00e9 que, num contexto de pouca sindicaliza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, foram trabalhadores aut\u00f4nomos e extremamente precarizados que iniciaram um movimento grevista capaz de fazer eclodir um movimento ainda maior, qui\u00e7\u00e1 uma greve geral! 26 27 28 29<\/p>\n<p>Com isso, algumas li\u00e7\u00f5es importantes s\u00e3o aprendidas, e uma consci\u00eancia cada vez mais classista e atenta aos reais interesses objetivos da classe trabalhadora vai se formando. Mas, para tanto, faz-se necess\u00e1rio uma disposi\u00e7\u00e3o ativa por parte da esquerda, sem aspira\u00e7\u00f5es hegemonistas, puristas, ou idealistas. \u00c9 preciso se dispor a ser instrumento de luta para nossa classe, o que se distingue resolutamente da postura que enxerga na indigna\u00e7\u00e3o e movimento das massas, um objeto de barganha para ocupar a estrutura de poder do estado burgu\u00eas.<\/p>\n<p>O povo brasileiro j\u00e1 batalha todos os dias por p\u00e3o, trabalho, terra e moradia, ainda que de forma despolitizada e por vieses individualistas. A politiza\u00e7\u00e3o desta batalha e o desenvolvimento de uma perspectiva classista vir\u00e1 mediante trabalho de base e, para isso, precisaremos nos dedicar com disciplina, \u201ccabe\u00e7a fria e cora\u00e7\u00e3o quente\u201d, e muita disposi\u00e7\u00e3o para aprender com nossa classe a se organizar e enfrentar as quest\u00f5es centrais das quais dependem nossa emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Devemos tamb\u00e9m considerar alguns elementos de suma import\u00e2ncia: O governo de Michel Temer n\u00e3o tem conseguido garantir uma sa\u00edda eficaz para a crise econ\u00f4mica; tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu aplacar a reforma na previd\u00eancia, nem os projetos de privatiza\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s e Eletrobr\u00e1s; Cada vez mais vem perdendo o apoio dos Governos estaduais, bem como do Congresso Nacional. Al\u00e9m disso, o Senado aprova a regulamenta\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es indiretas em caso de vac\u00e2ncia da presid\u00eancia, onde os partidos podem candidatar tanto parlamentares como qualquer outra pessoa que ser\u00e1 votada em sess\u00e3o unicameral30.<\/p>\n<p>Em suma, o Governo do usurpador Michel Temer chega a um n\u00edvel de esgotamento e desmoraliza\u00e7\u00e3o que o torna \u201cum problema\u201d, mesmo para seus colegas de legenda no MDB31. De repente, a insatisfa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o encontra vias de mobiliza\u00e7\u00e3o. Se por um lado os setores reacion\u00e1rios da direita t\u00eam tentado encabe\u00e7ar o movimento, por outro, n\u00e3o h\u00e1 nada consolidado que garanta a hegemonia de tais grupos. Do ponto de vista da classe trabalhadora, o que vale \u00e9 a luta pela melhora das condi\u00e7\u00f5es de vida. Nesse sentido, devemos nos inserir e disputar o movimento, principalmente por termos pautas que expressam demandas reais de nossa classe!<\/p>\n<p>O gigante do capitalismo brasileiro se nutre do nosso suor. A base deste sistema \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o de nossa classe! Por mais monumental e aparentemente indestrut\u00edvel que ele possa parecer, seus p\u00e9s s\u00e3o de barro. E assim como a pedra do sonho de Nabucodonosor n\u00e3o precisou de m\u00e3o alguma, n\u00e3o ser\u00e1 a \u201cm\u00e3o invis\u00edvel\u201d do mercado que acirrar\u00e1 as contradi\u00e7\u00f5es desse sistema e o far\u00e1 cair de podre, mas sim nosso engajamento ativo na luta de classes.<\/p>\n<p>Assim, cada vez mais setores de nossa classe v\u00e3o se somando \u00e0 luta e essa pedra se tornar\u00e1 montanha!<\/p>\n<p>Para tanto, precisamos garantir a unidade na a\u00e7\u00e3o entre os setores da esquerda que est\u00e3o dispostos a agir nesse cen\u00e1rio. \u00c9 importante promover atividades e atos com o m\u00e1ximo de contato, di\u00e1logo e participa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, nas ruas, nos bairros e em todos os lugares! Isso significa abrir m\u00e3o de todo e qualquer sectarismo ou purismo, sem perder de vista nossa linha pol\u00edtica e nosso horizonte revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em defesa da Petrobr\u00e1s e da Eletrobr\u00e1s!<\/p>\n<p>Contra a precariza\u00e7\u00e3o e aumento do custo de vida!<\/p>\n<p>Contra as medidas do ileg\u00edtimo governo de Michel Temer!<\/p>\n<p>Por p\u00e3o, trabalho, terra e moradia!<\/p>\n<p>Todo apoio \u00e0s greves e rumo \u00e0 greve geral!<\/p>\n<p>Pelo poder popular, rumo ao Socialismo!<\/p>\n<p>Refer\u00eancias e Notas:<\/p>\n<p>1. A B\u00edblia Sagrada. Traduzida em portugu\u00eas por Jo\u00e3o Ferreira de Almeida. Edi\u00e7\u00e3o corrigida e revisada. Sociedade B\u00edblica Trinitariana do Brasil. S\u00e3o Paulo, SP \u2013 Brasil: 2004.<\/p>\n<p>2.\u00a0https:\/\/economia.uol.com.br\/<wbr \/>empregos-e-carreiras\/noticias\/<wbr \/>redacao\/2018\/04\/27\/desemprego-<wbr \/>pnad-ibge.htm<\/p>\n<p>3.\u00a0https:\/\/www.cartacapital.com.<wbr \/>br\/economia\/No-Brasil-<wbr \/>trabalho-informal-e-a-nova-<wbr \/>regra<\/p>\n<p>4.\u00a0https:\/\/oglobo.globo.com\/<wbr \/>economia\/com-alta-no-preco-do-<wbr \/>gas-mais-brasileiros-passam-<wbr \/>usar-lenha-carvao-22629819.<\/p>\n<p>5.\u00a0https:\/\/super.abril.com.br\/<wbr \/>blog\/contaoutra\/o-brasil-tem-<wbr \/>mais-assassinatos-do-que-<wbr \/>todos-estes-paises-somados\/<\/p>\n<p>6.\u00a0https:\/\/brasil.elpais.com\/<wbr \/>brasil\/2018\/01\/22\/\u00a0internacional\/1516576146_<wbr \/>565924.html<\/p>\n<p>7.\u00a0http:\/\/observatorio3setor.org.<wbr \/>br\/carrossel\/brasil-e-lider-<wbr \/>no-mundo-em-assassinatos-de-<wbr \/>lgbt-ativistas-e-negros\/<\/p>\n<p>8.\u00a0http:\/\/www.aepet.org.br\/w3\/<wbr \/>index.php\/artigos\/noticias-em-<wbr \/>destaque\/item\/1749-nota-sobre-<wbr \/>a-politica-de-precos-da-<wbr \/>petrobras<\/p>\n<p>9. Entrevista de Ruy Braga \u00e0 Globo News. Dispon\u00edvel no Canal da Boitempo:\u00a0https:\/\/www.youtube. com\/watch?v=fVnLq8HNAAM (O programa foi ao ar no dia 24 de maio de 2018 no canal GloboNews).<\/p>\n<p>10. Unificar as lutas contra a austeridade, o desemprego e o aumento do custo de vida. Nota do Comit\u00ea Central do PCB.\u00a0https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>19761\/unificar-as-lutas-<wbr \/>contra-a-austeridade-o-<wbr \/>desemprego-e-o-aumento-do-<wbr \/>custo-de-vida. 24 de Maio de 2018.<\/p>\n<p>11. Postagem de Larissa Jacheta Riberti:\u00a0https:\/\/www.facebook.com\/<wbr \/>larissa.jachetariberti\/posts\/\u00a010215719207434408.<\/p>\n<p>12.\u00a0https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/<wbr \/>mercado\/2018\/03\/\u00a0camara-aprova-tramitacao-em-<wbr \/>urgencia-de-reoneracao-da-<wbr \/>folha.shtml .<\/p>\n<p>13.\u00a0https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/<wbr \/>cotidiano\/2018\/03\/maia-afirma-<wbr \/>que-projeto-de-reoneracao-<wbr \/>tera-dificuldades-na-camara.<wbr \/>shtml<\/p>\n<p>14.\u00a0https:\/\/politica.estadao.com.<wbr \/>br\/noticias\/geral,forcas-<wbr \/>armadas-sofrem-corte-de-44-<wbr \/>dos-recursos,70001935173;<\/p>\n<p>15.\u00a0https:\/\/www.cartacapital.com.<wbr \/>br\/politica\/falta\u00a0-de-investimento-enfraquece-<wbr \/>as-forcas-armadas-dizem-<wbr \/>comandantes-530.html;<\/p>\n<p>16.\u00a0https:\/\/www.terra.com\u00a0.br\/noticias\/brasil\/como-a-<wbr \/>crise-na-economia-tem-afetado-<wbr \/>as-forcas-armadas-cada-vez-<wbr \/>mais-atuantes-na-seguranca-<wbr \/>publica,<wbr \/>8730c18a23d9a407dd46613d1e91f0<wbr \/>ca6vao9skw.html<\/p>\n<p>17.\u00a0http:\/\/cbndiario.clicrbs.com.<wbr \/>br\/sc\/noticia-aberta\/<wbr \/>sindicato-dos-policiais-<wbr \/>rodoviarios-apoia-movimento-<wbr \/>dos-caminhoneiros-211130.html<\/p>\n<p>18.\u00a0https:\/\/exame.abril.com.br\/<wbr \/>brasil\/os-caminhoneiros-<wbr \/>venceram-mas-a-greve-acabou\/.<\/p>\n<p>19.\u00a0https:\/\/g1.globo.com\u00a0\/politica\/noticia\/temer-diz-<wbr \/>que-governo-acionou-forcas-<wbr \/>federais-para-desbloquear-<wbr \/>estradas.ghtml<\/p>\n<p>20.\u00a0https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>16724\/por-uma-frente-de-<wbr \/>esquerda-socialista-para-unir-<wbr \/>os-trabalhadores-e-derrotar-o-<wbr \/>projeto-da-burguesia<\/p>\n<p>21.\u00a0https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/<wbr \/>18519\/o-caminho-para-se-<wbr \/>derrotar-o-golpe-e-luta-<wbr \/>popular<\/p>\n<p>22.\u00a0http:\/\/www.jb.com.br\/pais\/<wbr \/>noticias\/2012\/07\/31\/ha-13-<wbr \/>anos-greve-de-700-mil-<wbr \/>caminhoneiros-parou-o-brasil\/<\/p>\n<p>23.\u00a0https:\/\/g1.globo.com\/politica\/<wbr \/>noticia\/ministro-diz-que-pf-<wbr \/>instaurou-37-inqueritos-para-<wbr \/>apurar-apoio-criminoso-de-<wbr \/>empresas-a-greve-dos-<wbr \/>caminhoneiros.ghtml<\/p>\n<p>24.\u00a0https:\/\/economia.uol.com.br\/<wbr \/>noticias\/redacao\/2018\/05\/26\/<wbr \/>pf-pediu-a-prisao-de-<wbr \/>empresarios-suspeitos-de-<wbr \/>articularem-greve-diz-marun.<wbr \/>htm<\/p>\n<p>25.\u00a0https:\/\/www.defesa.gov.br\/<wbr \/>index.php\/exercicios-e-<wbr \/>operacoes\/garantia-da-lei-e-<wbr \/>da-ordem<\/p>\n<p>26.\u00a0https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.<wbr \/>br\/geral\/noticia\/2018\/05\/<wbr \/>agricultores-motoboys-e-<wbr \/>prefeituras-aderem-a-greve-<wbr \/>dos-caminhoneiros-<wbr \/>cjhkzijc80b4o01qou1o095nc.html<wbr \/>;<\/p>\n<p>27.\u00a0https:\/\/www.diariodoscampos.<wbr \/>com.br\/noticia\/taxis-vans-<wbr \/>uber-e-motoboys-se-unem-aos-<wbr \/>caminhoneiros<\/p>\n<p>28.\u00a0https:\/\/prensadebabel.com.br\/<wbr \/>index.php\/2018\/05\/26\/<wbr \/>categorias-se-mobilizam-em-<wbr \/>apoio-a-greve-dos-<wbr \/>caminhoneiros-na-regiao-dos-<wbr \/>lagos\/;<\/p>\n<p>29.\u00a0https:\/\/exame.abril.com.br\/<wbr \/>negocios\/sindipetro-confirma-<wbr \/>paralisacao-de-petroleiros-da-<wbr \/>petrobras\/<\/p>\n<p>30.\u00a0https:\/\/www.conjur.com.br\/<wbr \/>2018-mai-25\/senado-<wbr \/>regulamenta-eleicoes-<wbr \/>indiretas-vacancia-<wbr \/>presidencia?utm_source\u00a0=dlvr.it&amp;utm_medium=facebook.<\/p>\n<p>31.\u00a0https:\/\/www.cartacapital.com.<wbr \/>br\/politica\/temer-um-<wbr \/>201cpepino201d-para-a-direita-<wbr \/>na-corrida-eleitoral<\/p>\n<p>*Militante do PCB em Pernambuco, Professor de Sociologia e Mestrando em Sociologia na UFPE.<\/p>\n<p>claytonrodriguescrs@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19793\"> 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