{"id":19797,"date":"2018-05-28T22:40:33","date_gmt":"2018-05-29T01:40:33","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19797"},"modified":"2018-05-28T22:40:33","modified_gmt":"2018-05-29T01:40:33","slug":"argentina-a-patria-esta-em-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19797","title":{"rendered":"Argentina: \u201cA p\u00e1tria est\u00e1 em perigo\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenlatinoamericano.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/01-620x400.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><strong>Argentina: \u201cA p\u00e1tria est\u00e1 em perigo\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por Carlos Azn\u00e1rez*, Resumen Latinoamericano, 25 de maio de 2018.<\/strong><\/p>\n<p>Era um rio de homens, muit\u00edssimas mulheres e uma enorme quantidade de jovens, meninos e meninas. Com o Obelisco \u00e0 frente e atr\u00e1s o Minist\u00e9rio de Desenvolvimento Social com sua fachada coberta pela gigantesca silhueta de Evita revolucion\u00e1ria, a multid\u00e3o coincidia em uma frase que diz tudo: N\u00c3O ao FMI. Que \u00e9 igual a dizer \u201cN\u00c3O a Macri\u201d e sua pol\u00edtica de fome, mis\u00e9ria e entrega da soberania nacional. Ou gritar aos quatro ventos \u201cP\u00e1tria Sim, Col\u00f4nia N\u00e3o\u201d, para que se escute nas Ilhas Malvinas e em toda Nossa Am\u00e9rica. L\u00e1, naquele ensolarado dia 25 transitava uma importante por\u00e7\u00e3o do melhor deste povo, convocado por numerosos sindicatos e movimentos populares. Era necess\u00e1rio marcar o territ\u00f3rio diante de um presidente e um gabinete que por essas mesmas horas se encerrava na Catedral rodeado de cerca e policiais, mostrando a solid\u00e3o com que geralmente desgoverna.<\/p>\n<p>Em contrapartida, o encontro popular era imposterg\u00e1vel por ser emblem\u00e1tico, j\u00e1 que coincidia com um novo 25 de maio, data transcendental para a na\u00e7\u00e3o argentina. Recorda o dia em que a popula\u00e7\u00e3o se sublevou em 1810 contra a domina\u00e7\u00e3o espanhola. Disso se trata justamente nesta dolorosa atualidade que se vive no pa\u00eds. De sublevar-se contra um estado de iniquidade que colocou \u201ca P\u00e1tria em perigo\u201d, frase que se escutou repetidamente e que presidia o palco principal no ato multitudin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Todos e todas participantes no centro da cidade, armados de bandeiras nacionais, outras com o rosto insurgente de Che, ou os tradicionais cartazes dos sindicatos e das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas populares est\u00e3o convencidos que este estado de coisas n\u00e3o d\u00e1 mais. Que Macri \u201cprecisa que lhe parem a m\u00e3o\u201d. Que chegou a hora da desobedi\u00eancia civil, da greve geral, exigida aos gritos pelos participantes do ato e anunciada pelos microfones entre uma salva de aplausos. \u00c9 o momento de insubordinar-se como h\u00e1 208 anos, porque o imp\u00e9rio e seus disc\u00edpulos locais est\u00e3o arrasando com tudo. Faz falta deixar o medo de lado e colocar p\u00e9 firme frente a um governo opressor que arrasa com os sal\u00e1rios de trabalhadores e trabalhadoras, que impede as parit\u00e1rias, que gera uma infla\u00e7\u00e3o asfixiante, que aumenta permanentemente as tarifas dos servi\u00e7os p\u00fablicos e cuja falta de pagamento envia \u00e0 ru\u00edna mais um pequeno comerciante ou um clube de bairro, isso sem falar da gente mais pobre, que apesar dos altos pre\u00e7os da luz sofre permanentes apag\u00f5es pela irresponsabilidade das empresas privadas que deveriam facilitar o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Da\u00ed que a mar\u00e9 humana que hoje baixou na cidade a partir dos bairros perif\u00e9ricos e da Grande Buenos Aires, estava necessitada de encontrar-se com seus pares, ler mutuamente o que cada um rabiscara em um cartaz ou simples folha de papel, e recuperar a autoestima que costuma vir baixa em tempos de ataques brutais, como os que gera este capitalismo selvagem. Notava-se nos rostos essa necessidade de estarem juntos e juntas, de cantar as consignas de rigor ou entoar com o trovador Bruno Arias esse hino dos povos origin\u00e1rios que fala de \u201ccinco s\u00e9culos\u201d de resist\u00eancia ao colonialismo. E como n\u00e3o existe luta do presente sem recordar todos aqueles e aquelas que ofereceram suas vidas jovens mais de tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s, tamb\u00e9m se reivindicou a presen\u00e7a das Madres e Abuelas de Plaza de Mayo, que foram ovacionadas quando saudaram no palco.<\/p>\n<p>Foi um ato libertador o deste 25, uma catarse coletiva necess\u00e1ria a fim de renovar o compromisso para travar as novas batalhas que se acercam. Por exemplo, a do pr\u00f3ximo Primeiro de junho quando se repetir a junta massiva na chegada da Marcha Federal que percorrer\u00e1 todo o pa\u00eds exigindo \u201cP\u00e3o e Trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Nesta concentra\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica e anticapitalista, onde se questionou duramente o governo e o FMI, ficou claro que o clamou \u00e9 tamb\u00e9m antipatriarcal j\u00e1 que milhares de mulheres usavam o len\u00e7o verde pelo aborto livre e gratuito. Nesta oportunidade participaram fam\u00edlias inteiras, onde os meninos e meninas participantes se batizaram com o entusiasmo transbordante dos maiores a cantar em coro o hit do ano, esse que com m\u00fasica muito chiclete aponta: \u201cMauricio Marci, a p&#8230; que te p&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Logo, antes de entoar-se o hino nacional, um documento de alto conte\u00fado unit\u00e1rio e profundidade ideol\u00f3gica foi lido. Nesse momento, centenas de milhares de m\u00e3os aplaudiram o rep\u00fadio, ponto por ponto, \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o produzida pelo macrismo em dois anos de governo e ovacionaram a solidariedade com a luta dos professores e professoras, a dos aposentados e outros setores da sociedade que sofrem e sofrer\u00e3o as pol\u00edticas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional. Um FMI que, como nos anos 90 e 2001, significa o abismo e que desde que Macri voltou a aben\u00e7oar abriu a caixa dos trov\u00f5es, porque este povo tem mem\u00f3ria e n\u00e3o est\u00e1 disposto a que um grupo de mercadores arremate o pa\u00eds e assassine as utopias das novas gera\u00e7\u00f5es. Por isso est\u00e1 na rua quase diariamente.<\/p>\n<p>*Diretor do Resumen Latinoamericano e integrante da Coordenadora Resistir y Luchar<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/05\/25\/argentina-la-patria-esta-en-peligro\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Imponente multid\u00e3o disse N\u00c3O ao FMI e \u00e0s pol\u00edticas olig\u00e1rquicas de Macri<\/strong><\/p>\n<p>Uma multid\u00e3o repudiou as pol\u00edticas de ajuste e os condicionamentos do Fundo Monet\u00e1rio Internacional.\u00a0\u201cSabemos do que se trata.\u00a0O colonialismo neoliberal s\u00f3 oferece mis\u00e9ria\u201d, afirma o documento lido antes das milhares de pessoas presentes cantarem o Hino Nacional como encerramento da mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas expressaram no Obelisco seu rep\u00fadio ao acordo que o governo de Mauricio Macri negocia com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional e ao aprofundamento do ajuste. A multid\u00e3o, mobilizada sob a consigna \u201cA P\u00e1tria est\u00e1 em perigo\u201d por inst\u00e2ncias de organiza\u00e7\u00f5es sociais, sindicatos e pol\u00edticas que chamaram a manifestar-se no marco da celebra\u00e7\u00e3o do 25 de Maio, encheu a Avenida 9 de Julio e cantou o Hino Nacional para encerrar a concentra\u00e7\u00e3o. Do palco se leu antes um documento no qual se defendeu o valor do p\u00fablico, se expressaram cr\u00edticas ao governo nacional e se apresentaram diversas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A leitura do documento foi o momento culminante de uma mobiliza\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou pouco depois do meio-dia, quando as colunas de distintas organiza\u00e7\u00f5es convocadoras e, tamb\u00e9m, de gente que se somou de forma individual, come\u00e7aram a povoar a Avenida 9 de Julio. O cart\u00e3o postal se contrastou com a Pra\u00e7a de Mayo cercada horas antes, quando Mauricio Macri se transferiu da Casa de Governo \u00e0 Catedral rodeado de funcion\u00e1rios e for\u00e7as de seguran\u00e7a e longe do povo.<\/p>\n<p>Muitos marcharam para o Obelisco com bandeiras argentinas; outros levaram as de agrupamentos partid\u00e1rios e sindicais. O hit do ver\u00e3o foi cantado v\u00e1rias vezes desde cedo e voltou a ser escutado logo ap\u00f3s terminarem os \u00faltimos acordes do Hino Nacional, que marcou o encerramento da mobiliza\u00e7\u00e3o.\u00a0No local o entoraram, entre outros, atores, Madres de Plaza de Mayo e Sergio Maldonado.<\/p>\n<p>Os atores Osmar N\u00fa\u00f1ez e Paola Barrientos alternaram a leitura de um texto que foi consenso entre os diferentes convocadores da manifesta\u00e7\u00e3o.\u00a0Da convocat\u00f3ria, participaram os sindicatos da CGT mais cr\u00edticos ao Governo, a Corrente Federal e as duas CTA. Tamb\u00e9m estiveram presentes entre a multid\u00e3o o titular de Suteba, Roberto Baradel; a de Ctera, Sonia Alesso; e Eduardo L\u00f3pez, da UTE, que foram algumas caras mais vis\u00edveis da Marcha Federal Educativa ocorrida h\u00e1 apenas dois dias atr\u00e1s, e v\u00e1rios dirigentes pol\u00edticos da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No documento, se proclamou a defesa do \u201ctrabalho digno que geram as riquezas da p\u00e1tria\u201d e se reivindicou \u00e0s \u201corganiza\u00e7\u00f5es sindicais, os direitos conquistados e as parit\u00e1rias livres\u201d. Al\u00e9m disso, se apresentou \u201ca necessidade do desenvolvimento industrial, protegendo as economias regionais\u201d o marco de um \u201cfederalismo amea\u00e7ado pelo programa do saqueio\u201d.<\/p>\n<p>O texto tamb\u00e9m fez uma defesa da \u201ccapacidade criativa do povo\u201d, organizado no trabalho cooperativo e a \u201corganiza\u00e7\u00e3o de bairro e social\u201d, e se expressou o apoio \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e ao papel do Estado para fazer frente \u00e0s corpora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nessa linha, houve uma defesa das pol\u00edticas de mem\u00f3ria dos anos anteriores ao macrismo e se destacou que \u201co \u00fanico lugar para os genocidas \u00e9 o c\u00e1rcere\u201d, ao tempo que se reclamou justi\u00e7a por Santiago Maldonado e Rafael Nahuel, que lutaram pelo respeito aos povos origin\u00e1rios que sofrem com \u201ca subjuga\u00e7\u00e3o de suas culturas ancestrais\u201d.<\/p>\n<p>A poucos dias de uma nova marcha de Ni Una Menos, prevista para 4 de junho pr\u00f3ximo, teve-se uma mostra de apoio a esse movimento que \u201csacode as entranhas da cultura patriarcal dominante\u201d; e reclamaram paridade de g\u00eanero \u201cem termos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais\u201d.<\/p>\n<p>Em outra passagem do documento, se demandou \u201cliberdade de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o popular\u201d para evitar a concentra\u00e7\u00e3o dos meios em poucas m\u00e3os, o que levaria \u201c\u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um pensamento \u00fanico que legitime os programas de ajuste e saqueio\u201d.<\/p>\n<p>Houve tamb\u00e9m uma revaloriza\u00e7\u00e3o da democracia \u201cpara o futuro que se constr\u00f3i\u201d, pelo qual se pediu \u201ca liberdade de todos os presos pol\u00edticos e o cessar da persegui\u00e7\u00e3o\u201d; e da pol\u00edtica \u201ccomo ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permita nunca mais um governo que mente e cujo projeto \u00e9 o saqueio\u201d.<\/p>\n<p>Finalmente, se falou da \u201cnecessidade de integrar nosso destino com a Am\u00e9rica Latina\u201d, e se recordou que \u201cenfrentamos o colonialismo e o Plano Condor\u201d. No encerramento, se definiu os argentinos como \u201cum povo digno com memoria\u201d, que \u201csabemos do que se trata. O colonialismo neoliberal s\u00f3 oferece mis\u00e9ria\u201d, ao que se chamou a \u201cenfrentar nas ruas e nas urnas\u201d, no marco \u201cda unidade necess\u00e1ria para construir a P\u00e1tria que sonhamos\u201d.<\/p>\n<p><strong>V\u00eddeos e fotos: Resumen Latinoamericano<\/strong><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/05\/25\/argentina-imponente-multitud-le-dijo-no-al-fmi-y-a-las-politicas-oligarquicas-de-macri\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Argentina: Documento lido no ato massivo contra o FMI em Buenos Aires<\/strong><\/p>\n<p>Em 25 de maio de 1810, as mulheres e os homens que habitavam este solo foram protagonistas do feito revolucion\u00e1rio que marcou a fogo os destinos de nossa hist\u00f3ria.\u00a0Tratava-se de defender e organizar um Povo ansioso por construir um destino comum de P\u00e1tria. Por\u00e9m, 208 anos depois, mais uma vez, a P\u00e1tria est\u00e1 em perigo. E n\u00f3s, mulheres e homens da P\u00e1tria, sabemos do que se trata. Por isso:<\/p>\n<p>Repudiamos os acordos de Mauricio Macri com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, seu modelo de depend\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f4mica com as grandes pot\u00eancias estrangeiras que est\u00e3o reeditando em nosso continente, um plano sistem\u00e1tico que s\u00f3 oferece \u00e0s maiorias populares um destino de mis\u00e9ria planificada. Repudiamos o endividamento externo que significa uma cadeia de depend\u00eancia sobre nosso povo.<\/p>\n<p>Repudiamos os acordos de livre mercado que Mauricio Macri e os gerentes corporativos que governam a Argentina andam mendigando pelos Estados Unidos e Europa. Repudiamos a abertura irrestrita das importa\u00e7\u00f5es, o fomento da concentra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em um punhado de multinacionais e a matriz especulativa com a qual tentam destro\u00e7ar o aparato produtivo e industrial para direcionar os benef\u00edcios econ\u00f4micos aos quais especulam na cidade portenha.<\/p>\n<p>Repudiamos o selvagem\u00a0<em>tarifazo<\/em>\u00a0imposto sobre os servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, que condena a produ\u00e7\u00e3o nacional e obriga nosso povo a decidir entre pagar uma fatura ou colocar um prato de comida sobre a mesa.<\/p>\n<p>Repudiamos a reforma trabalhista com a qual segue amea\u00e7ando o governo no Congresso.<\/p>\n<p>Repudiamos o ajuste sobre o sal\u00e1rio real pelo caminho de uma desvaloriza\u00e7\u00e3o especulativa e dos limites conjuntos. Repudiamos o processo de flexibiliza\u00e7\u00e3o laboral iniciado ao fazer crer os n\u00edveis de desocupa\u00e7\u00e3o, por mentirosos que sejam os \u00edndices que nos oferecem.\u00a0O desemprego \u00e9 um crime.<\/p>\n<p>Repudiamos a reforma previdenci\u00e1ria que liquidou as rendas de aposentados e pensionistas, que inicia uma privatiza\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada do sistema previdenci\u00e1rio argentino. Repudiamos as medidas tomadas por este governo para meter a m\u00e3o no Fundo de Garantia do Anses e especular com o dinheiro das trabalhadoras e trabalhadores.<\/p>\n<p>Repudiamos o ajuste brutal sobre os programas de emprego, a elimina\u00e7\u00e3o dos programas de habita\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o do modelo cooperativo como ferramenta de organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do trabalho, o corte das rendas populares garantidas pelo direito conferido na Atribui\u00e7\u00e3o Universal por Filho.<\/p>\n<p>Repudiamos o desfinanciamento educativo, o disciplinamento do sal\u00e1rio docente, o ataque a suas organiza\u00e7\u00f5es sindicais e a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o estudantil.<\/p>\n<p>Repudiamos o discurso negacionista do governo e sua tentativa de impor novamente a teoria dos dois dem\u00f4nios.<\/p>\n<p>Repudiamos a radicaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia exercida pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a e a aplica\u00e7\u00e3o da \u201cdoutrina Chocobar\u201d.<\/p>\n<p>Repudiamos o ataque \u00e0s comunidades de nossos povos origin\u00e1rios e a subjuga\u00e7\u00e3o de seus direitos sobre terras e cultura ancestrais.<\/p>\n<p>Defendemos a capacidade criativa de nosso povo que inventou seu pr\u00f3prio trabalho, sua capacidade de organiza\u00e7\u00e3o coletiva em cooperativas da economia popular. Defendemos a organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, social, de bairro e sua profunda participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Defendemos o trabalho digno, que gera as riquezas reais de nossa P\u00e1tria. E para isso, defendemos nossas trabalhadoras e nossos trabalhadores, suas organiza\u00e7\u00f5es sindicais, seu protagonismo pol\u00edtico na batalha pela distribui\u00e7\u00e3o da riqueza. Defendemos os direitos trabalhistas conquistados, as parit\u00e1rias livres e avan\u00e7amos para sua efetiva participa\u00e7\u00e3o nos lucros.<\/p>\n<p>Reafirmamos a necessidade de defender a produ\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento industrial de nossa Na\u00e7\u00e3o, protegendo o desenvolvimento das economias regionais lhe d\u00e3o vitalidade econ\u00f4mica a um federalismo amea\u00e7ado pelos programas de saqueio de nossas riquezas no solo e subsolo da Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Defendemos nossas filhas e nossos filhos, seu direito a uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita e de qualidade.<\/p>\n<p>Defendemos nosso grito\u00a0<em>\u201cNi Una Menos\u201d<\/em>\u00a0[Nem Uma a Menos], porque enfrenta e sacode as entranhas da cultura patriarcal dominante. Avan\u00e7ar para a paridade de g\u00eanero em termos pol\u00edticos, econ\u00f4micos, sociais e culturais \u00e9 uma premissa inevit\u00e1vel para consolidar uma P\u00e1tria justa.<\/p>\n<p>Defendemos o Estado, suas trabalhadoras e trabalhadores, para que as corpora\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas n\u00e3o decidam por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Defendemos a liberdade de express\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o popular, para que essas corpora\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas n\u00e3o concentrem o mapa de meios em poucas m\u00e3os e ditem a constru\u00e7\u00e3o de um pensamento \u00fanico que legitime os programas de ajuste e saqueio.<\/p>\n<p>Defendemos as pol\u00edticas p\u00fablicas de mem\u00f3ria e o conquistado em mais de 40 anos de luta. Defendemos os julgamentos dos respons\u00e1veis pelo terrorismo de Estado e seus c\u00famplices civis. Reafirmamos que o \u00fanico lugar para os genocidas \u00e9 o c\u00e1rcere comum.\u00a0Continuamos exigindo justi\u00e7a para Santiago Maldonado e Rafael Nahuel.<\/p>\n<p>Defendemos a democracia, como ferramenta para decidir nosso futuro e repudiamos a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e0 milit\u00e2ncia popular. Continuaremos exigindo a imediata liberdade de todas as presas e todos os presos pol\u00edticos da Argentina.<\/p>\n<p>Defendemos a pol\u00edtica como ferramenta transformadora da realidade. Abra\u00e7amos a verdade, para que nunca mais, pelo caminho da mentira, um projeto econ\u00f4mico de mis\u00e9ria possa ser al\u00e7ado com o governo, e o exercido com cinismo, hipocrisia e repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Reafirmamos a necessidade de integrar nosso destino com o dos povos de nossa P\u00e1tria Grande. Nossa P\u00e1tria \u00e9 a Am\u00e9rica, gritamos n\u00f3s que soubemos enfrentar o colonialismo e o Plano Condor.<\/p>\n<p>Somos um povo digno, com muita mem\u00f3ria e sabemos do que se trata tudo isto que padecemos: o colonialismo neoliberal s\u00f3 pode oferecer um destino miser\u00e1vel para as maiorias populares. Por isso, enfrentamos o governo de Mauricio Macri, pelo caminho da democracia, nas ruas e os faremos tamb\u00e9m nas urnas.<\/p>\n<p>Nesse caminho, e com estas reivindica\u00e7\u00f5es e a partir destes princ\u00edpios, nos dispomos a forjar a unidade necess\u00e1ria para construir definitivamente a P\u00e1tria que sonhamos.<\/p>\n<p>Fotos: Nahuel (para Resumen Latinoamericano)<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2018\/05\/25\/argentina-documento-leido-en-el-acto-masivo-contra-el-fmi-en-buenos-aires\/<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19797\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[57],"tags":[226],"class_list":["post-19797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c68-argentina","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-59j","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19797"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19797\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}