{"id":19962,"date":"2018-06-13T08:34:14","date_gmt":"2018-06-13T11:34:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19962"},"modified":"2018-06-13T08:34:14","modified_gmt":"2018-06-13T11:34:14","slug":"idosos-novas-vitimas-da-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19962","title":{"rendered":"Idosos: novas v\u00edtimas da fome"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/grafico-idosos-1526569105-485x280.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><em>Pa\u00eds reduziu a quase zero as mortes de crian\u00e7as por desnutri\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o cuida dos maiores de 60. Quase 5 mil deles sucumbem \u00e0 fome a cada ano, h\u00e1 uma d\u00e9cada<\/em><\/p>\n<p>Por\u00a0<strong>Rafael Moro Martins<\/strong>,\u00a0<strong>Alexsandro Ribeiro<\/strong>\u00a0e<strong>\u00a0<\/strong><strong>Jos\u00e9 Lazaro<\/strong>, no\u00a0<em>The Intercept<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/outrasmidias\/capa-outras-midias\/idosos-a-nova-vitima-da-fome\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Outras Palavras<\/a><\/p>\n<p>Faz mais de 25 anos que a desnutri\u00e7\u00e3o mata mais idosos do que crian\u00e7as no Brasil, apontam dados do\u00a0Datasus, um banco de dados do Sistema \u00danico de Sa\u00fade alimentado com informa\u00e7\u00f5es sobre doen\u00e7as, epidemias e mortalidade. Quase 5 mil pessoas com mais de 60 anos de idade morreram de fome em 2016, n\u00famero que vem se repetindo h\u00e1 uma d\u00e9cada \u2013 e n\u00e3o se falou disso at\u00e9 agora. As informa\u00e7\u00f5es foram coletadas pelo\u00a0Livre.jor, ag\u00eancia de jornalismo especializada em dados p\u00fablicos, para o\u00a0<em>The Intercept Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>Em 1980, morriam 58 crian\u00e7as por desnutri\u00e7\u00e3o a cada 100 mil habitantes. Trinta e cinco anos depois, em 2015, esse n\u00famero caiu para menos de duas, enquanto o total de idosos mortos de fome pulou de quase 15 para mais de 21 a cada 100 mil, no mesmo per\u00edodo. Em 1991, quando Fernando Collor de Mello ainda era presidente do Brasil, os idosos que morriam por falta de comida j\u00e1 haviam ultrapassado as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, o Brasil vem conseguindo reduzir a morte de crian\u00e7as por desnutri\u00e7\u00e3o \u2013 a queda foi de impressionantes 97% entre 1980 e 2015. Mas pouco se fez para conter a fome dos idosos. O n\u00famero de brasileiros com mais de 60 anos cresceu 231% nesses anos, e as mortes por falta de nutri\u00e7\u00e3o adequada, entre eles, subiram 365%.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do Datasus devem ser olhados com cautela. Entre 1979 e 2016, o sistema compilou pouco menos de 287 mil mortes por fome. \u00c9 certamente um n\u00famero em muito subestimado, disseram especialistas ouvidos pela reportagem \u2013 a desnutri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma causa de \u00f3bito de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria. Apenas a grande seca que castigou o Nordeste entre 1979 e 1985 pode ter ceifado 3,5 milh\u00f5es de vidas,\u00a0estimou \u00e0 \u00e9poca a Sudene\u00a0(autarquia federal que deveria fomentar a economia na regi\u00e3o).<\/p>\n<p>Mas os mesmos especialistas confirmam a tend\u00eancia apontada pelos dados que est\u00e3o no Datasus: se cada vez menos crian\u00e7as morrem por desnutri\u00e7\u00e3o, em grande parte gra\u00e7as a pol\u00edticas p\u00fablicas bem sucedidas implementadas sobretudo nos \u00faltimos 15 anos, \u00e9 cada vez maior o n\u00famero de idosos que perecem por n\u00e3o ingerir nutrientes em quantidade suficiente.<\/p>\n<p>Dito de outra forma: h\u00e1 uma silenciosa epidemia de desnutri\u00e7\u00e3o matando milhares de idosos por ano \u2013 uma m\u00e9dia de 13 casos por dia. E falamos, \u00e9 bom repetir, de n\u00fameros enormemente subestimados.<\/p>\n<p>As causas para a desnutri\u00e7\u00e3o entre idosos v\u00e3o do abandono pela fam\u00edlia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica deles \u2013 normalmente, por pessoas pr\u00f3ximas. \u201cN\u00e3o \u00e9 incomum que idosos sejam abandonados por fam\u00edlias sem condi\u00e7\u00f5es de sustent\u00e1-los\u201d, disse Kiko Afonso, diretor-executivo da A\u00e7\u00e3o da Cidadania contra a Fome, a Mis\u00e9ria e pela Vida, a ong fundada pelo soci\u00f3logo e ativista de direitos humanos Herbert de Souza, o Betinho.<\/p>\n<p>Morte de idosos por fome cresce enquanto m\u00e9dia nacional de \u00f3bitos por desnutri\u00e7\u00e3o cai. Gr\u00e1fico: Livre.jor<\/p>\n<p>\u201cA maior causa identificada de desnutri\u00e7\u00e3o entre os idosos que acompanhamos \u00e9 o abuso financeiro. Muitos t\u00eam mais da metade da aposentadoria comprometida com empr\u00e9stimos consignados, feitos para parentes. A prioridade para o dinheiro que sobra s\u00e3o os rem\u00e9dios\u201d, explicou Terezinha Tortelli, uma freira que coordena a Pastoral da Pessoa Idosa, ong vinculada \u00e0 igreja cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Ela fala com conhecimento de causa \u2013 a Pastoral monitora mensalmente quase 150 mil idosos que vivem em situa\u00e7\u00e3o muito prec\u00e1ria em 911 munic\u00edpios nos 27 estados brasileiros. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 alto o percentual de idosos que convivem com filhos adultos ou netos dependentes de drogas, e s\u00e3o roubados. N\u00e3o sobra nem o m\u00ednimo necess\u00e1rio para a subsist\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p><strong>Estado, o grande culpado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 do Estado a\u00a0responsabilidade pela\u00a0mortandade crescente de idosos por falta de nutri\u00e7\u00e3o adequada. Fundamentais no combate \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o infantil, programas como o Bolsa Fam\u00edlia \u2013 que vincula o pagamento do benef\u00edcio\u00a0\u00e0 vacina\u00e7\u00e3o e ao acompanhamento das crian\u00e7as por equipes de sa\u00fade\u00a0\u2013 simplesmente n\u00e3o t\u00eam equivalentes que ofere\u00e7am a mesma seguran\u00e7a a quem j\u00e1 n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de dar conta do pr\u00f3prio sustento.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edtica de bolsas certamente ajuda a explicar a melhora dos \u00edndices [de mortalidade por desnutri\u00e7\u00e3o] entre as crian\u00e7as. Mas elas n\u00e3o existem para pessoas com 60, 65 anos de idade que est\u00e3o inativas e precisam de assist\u00eancia para tudo\u201d, disse Afonso.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos d\u00favidas de que a desnutri\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando entre os idosos, relatou o m\u00e9dico Jos\u00e9 Elias Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. \u201cNem que \u00e9 subnotificada. O idoso raramente tem uma s\u00f3 doen\u00e7a. H\u00e1 o que chamamos de comorbidade, em que problemas como dem\u00eancia, diabetes, doen\u00e7a degenerativa predisp\u00f5em \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o \u2013 ou a mascaram.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando o Brasil vai acordar para o fato de que envelhece a passos acelerados, sem que se veja a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para dar conta disso?\u201d, questionou Tortelli.<\/p>\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o brasileira determina que \u00e9 da fam\u00edlia, do Estado e da sociedade, nessa ordem, dar condi\u00e7\u00f5es adequadas de vida aos idosos. Quando a fam\u00edlia n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es \u2013 ou falha \u2013, seria a vez do Estado atuar.<\/p>\n<p>\u201cO Estado faz muito pouco. Se limita a fiscalizar e punir. Fiscaliza as institui\u00e7\u00f5es e as pune, com regras pesadas de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, uma lista enorme de exig\u00eancias. E quem subsidia isso?\u201d, questionou Tortelli. \u201cOs servi\u00e7os dispon\u00edveis hoje para os idosos, a rigor, s\u00e3o os mesmos de 100 anos atr\u00e1s: os asilos. S\u00f3 mudaram de nome, para institui\u00e7\u00f5es de longa perman\u00eancia\u201d, cravou a religiosa.<\/p>\n<p>\u201cEm teoria, a pol\u00edtica brasileira para o idoso no Brasil \u00e9 fant\u00e1stica, o Estatuto do Idoso [um conjunto de leis que remonta a 1994] \u00e9 fant\u00e1stico. O problema \u00e9 que n\u00e3o foi posta em pr\u00e1tica\u201d, concordou Pinheiro. Os centros-dia, por exemplo, planejados para serem lugares em que os idosos passariam o dia supervisionados por profissionais de sa\u00fade, para retornar para casa \u00e0 noite, mantendo o conv\u00edvio familiar, s\u00e3o ainda hoje uma quimera. Os poucos que existem s\u00e3o, via de regra, privados.<\/p>\n<p>\u201cFaltam servi\u00e7os, mas acima disso falta or\u00e7amento, e isso \u00e9 b\u00e1sico\u201d, exasperou-se Tortelli. A pr\u00f3pria Pastoral \u00e9 um exemplo disso. Ela recebeu dinheiro do or\u00e7amento federal at\u00e9 2010, quando o governo passou a exigir um documento chamado Certificado de Entidade Beneficente de Assist\u00eancia Social na \u00c1rea de Sa\u00fade, conhecido no meio pela sigla Cebas. Al\u00e9m de exigi-lo, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tamb\u00e9m \u00e9 o respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o do Cebas. \u201cFicamos numa fila com 10 mil entidades \u00e0 frente. O nosso s\u00f3 saiu em fevereiro de 2017\u2033, contou a freira.<\/p>\n<p>N\u00e3o que a Pastoral pedisse muito. \u201cNossa conta s\u00e3o R$ 2 por idoso por m\u00eas, o que d\u00e1 cerca de R$ 300 mil, ou R$ 3,6 milh\u00f5es anuais. \u00c9 o que custa capacitar os nossos 20 mil volunt\u00e1rios\u201d, ela disse.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um cen\u00e1rio tr\u00e1gico. O terceiro setor luta para tentar ajudar, mas \u00e9 um beija-flor apagando inc\u00eandio na floresta. Precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, cobrou Afonso, da A\u00e7\u00e3o da Cidadania.<\/p>\n<p><strong>Mais cortes<\/strong><\/p>\n<p>Se j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 boa, a situa\u00e7\u00e3o tende a piorar nos pr\u00f3ximos anos, gra\u00e7as \u00e0 explosiva combina\u00e7\u00e3o entre uma popula\u00e7\u00e3o que envelhece a cada ano, a crise econ\u00f4mica aguda em que o pa\u00eds est\u00e1 metido h\u00e1 algum tempo e o congelamento dos gastos p\u00fablicos por 20 anos, determinado em 2016 por uma emenda constitucional proposta pelo governo Temer que ficou conhecida como PEC do Teto.<\/p>\n<p>\u201cA rede de prote\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos vem sendo desmontada, estamos entrando num per\u00edodo de desprote\u00e7\u00e3o social. Al\u00e9m dos gastos que est\u00e3o congelados, o contingenciamento [a reten\u00e7\u00e3o de dinheiro, pelo governo federal, previsto no or\u00e7amento] \u00e9 bastante elevado nas \u00e1reas de pol\u00edticas sociais. Ent\u00e3o, h\u00e1 pouco dinheiro, e parte dele ou n\u00e3o sai ou sai muito tarde\u201d, avaliou o economista Francisco Menezes.<\/p>\n<p>Pesquisador do Instituto Brasileiro de An\u00e1lises Sociais e Econ\u00f4micas (Ibase), Menezes foi co-autor de um estudo que v\u00ea grandes chances do Brasil voltar ao Mapa da Fome elaborado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o, a FAO. Elaborado desde 1990, o Mapa lista os pa\u00edses com mais de 5% da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar. O Brasil deixou a lista dos pa\u00edses nessa situa\u00e7\u00e3o em 2013, mas pode voltar.<\/p>\n<p>\u201cNossa constata\u00e7\u00e3o emp\u00edrica \u00e9 de que j\u00e1 voltamos\u201d, disse Afonso, antes de explicar sua impress\u00e3o. \u201cEm 2014, segundo o IBGE, t\u00ednhamos 7 milh\u00f5es de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, com um desemprego de 4% [da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa]. Hoje, ele est\u00e1 na casa dos 15%. Como acreditar que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha piorado substancialmente desde ent\u00e3o? Inseguran\u00e7a alimentar e pobreza absoluta s\u00e3o muito proximamente ligados\u201d, alertou Afonso.<\/p>\n<p>Para que se tenha certeza disso, por\u00e9m, a ong que ele comanda aguarda que o IBGE refa\u00e7a o censo da inseguran\u00e7a alimentar, cuja \u00faltima edi\u00e7\u00e3o saiu em 2014. H\u00e1 alguns meses, Afonso transmitiu sua impress\u00e3o de que a fome se agravava no pa\u00eds ao ent\u00e3o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, atualmente de volta \u00e0 C\u00e2mara \u2013 \u00e9 deputado federal pelo MDB ga\u00facho. \u201cEle me disse que isso era tudo campanha do PT\u201d, ouviu como resposta.<\/p>\n<p><strong>Nova onda de mortalidade infantil<\/strong><\/p>\n<p>E, se o pa\u00eds ainda n\u00e3o abriu os olhos para a epidemia de desnutri\u00e7\u00e3o que mata 13 idosos por dia, agora ter\u00e1 que lidar com o fantasma da mortalidade infantil.\u00a0Na \u00faltima ter\u00e7a, a revista cient\u00edfica PLoS Medicine publicou\u00a0um artigo de pesquisadores da Fiocruz\u00a0alertando para o risco da progressiva redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil sofrer um rev\u00e9s.<\/p>\n<p>Aplicando modelos matem\u00e1ticos elaborados a partir de notas t\u00e9cnicas do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada e do Banco Mundial, os seis pesquisadores constataram que o impacto negativo da\u00a0PEC do Fim do Mundo\u00a0sobre os or\u00e7amentos da Sa\u00fade e da Assist\u00eancia Social, no cen\u00e1rio econ\u00f4mico mais favor\u00e1vel, far\u00e1 com que 19 mil mortes de crian\u00e7as, at\u00e9 2030, n\u00e3o sejam evitadas.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 baseada na correla\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas sociais e redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil \u2013 \u201ccongelados\u201d, os programas Bolsa Fam\u00edlia e Estrat\u00e9gia de Sa\u00fade da Fam\u00edlia, num cen\u00e1rio de expans\u00e3o da pobreza no Brasil, e sob efeito da PEC, n\u00e3o cresceriam na velocidade necess\u00e1ria para fazer frente ao problema.<\/p>\n<p>https:\/\/outraspalavras.net\/<wbr \/>outrasmidias\/capa-outras-<wbr \/>midias\/idosos-a-nova-vitima-<wbr \/>da-fome\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19962\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Idosos: novas v\u00edtimas da fome","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[227],"class_list":["post-19962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5bY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19962\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}