{"id":19965,"date":"2018-06-13T08:48:14","date_gmt":"2018-06-13T11:48:14","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=19965"},"modified":"2018-06-13T08:48:14","modified_gmt":"2018-06-13T11:48:14","slug":"brasil-e-campeao-mundial-de-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19965","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 campe\u00e3o mundial de agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdnbr1.img.sputniknews.com\/images\/1143\/10\/11431028.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><a href=\"https:\/\/br.sputniknews.com\/brasil\/2018061111445855-brasil-campeao-mundial-uso-agrotoxico-isencao-fiscal-agricultura-familiar-impacto-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">SPUTNIK NEWS<\/a><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 hoje o maior consumidor mundial de agrot\u00f3xicos. Muitos destes produtos est\u00e3o banidos em seus pa\u00edses de origem por seus riscos \u00e0 sa\u00fade e encontram nas leis brasileiras uma guarida e um mercado pr\u00f3spero. A Sputnik Brasil traz entrevistas e relatos dos impactos dos agroqu\u00edmicos na popula\u00e7\u00e3o e no meio ambiente.<\/p>\n<p>US$ 9,56 bilh\u00f5es. Este foi o volume de vendas das empresas de agrot\u00f3xicos brasileiras em 2016, segundo dados da Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG). Em 2001, esta cifra foi de US$ 2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Parte desta quantia foi parar no quintal de Paulo Plizarri, em Gl\u00f3ria de Dourados, interior do Mato Grosso do Sul. Ele aprendeu seu of\u00edcio com seu pai, mas est\u00e1 com seu ganha p\u00e3o amea\u00e7ado desde que sua propriedade foi cercada por vastas planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Plizarri \u00e9 um sericultor, ele retira seu sustento de um inseto natural do norte da China, o Bombyx mori, conhecido como bicho-da-seda. Quando cria o casulo que utiliza para passar de lagarta \u00e0 mariposa, o Bombyx mori tece o fio da seda em pequenas cartelas preparadas por Plizarri. Ao longo de todo esse processo, os insetos consomem apenas um alimento: folhas de amoreira que o sericultor planta em sua propriedade de 5 hectares.<\/p>\n<p>No ciclo final do bicho-da-seda, s\u00e3o necess\u00e1rias at\u00e9 12 horas de trabalho di\u00e1rio para garantir um bom produto.<\/p>\n<p>Plizarri e outras 37 fam\u00edlias da regi\u00e3o vendem sua produ\u00e7\u00e3o para uma f\u00e1brica de tecidos do Paran\u00e1. H\u00e1 cerca de 4 anos, contudo, os produtores enfrentam uma perda m\u00e9dia de 50% na produ\u00e7\u00e3o. Eles afirmam que as\u00a0usinas de cana-de-a\u00e7\u00facar da regi\u00e3o que aplicam agrot\u00f3xicos por meio de avi\u00f5es s\u00e3o respons\u00e1veis por afetar as\u00a0folhas de amoreira que sustentam os bichos-da-seda.<\/p>\n<p>A leitura \u00e9 confirmada por artigo publicados pelos professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Daniel Nicodemo e F\u00e1bio Erm\u00ednio Mingatto. Na pesquisa, foi indicado que o fungicida piraclostrobina triplica a mortalidade do bicho-da-seda e reduz sensivelmente sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Eles querem chamar de defensivo [agr\u00edcola], pode at\u00e9 defender a atividade deles, mas eu acho que n\u00e3o tem problema nenhum defender a atividade deles desde que n\u00e3o destrua a atividade que est\u00e1 ali do lado, nas proximidades. N\u00e3o acho certo pra salvar uma atividade ter que destruir a outra. Isso n\u00e3o \u00e9 evolu\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds, isso \u00e9 destrui\u00e7\u00e3o, \u00e9 um retrocesso&#8221;, diz Plizarri \u00e0 Sputnik Brasil.<\/p>\n<p>Um dos agricultores da regi\u00e3o desistiu de enfrentar as\u00a0perdas na produ\u00e7\u00e3o e aceitou ser empregado em uma usina de cana-de-a\u00e7\u00facar da regi\u00e3o. Plizzari, que j\u00e1 trabalhou por dois anos como ajudante geral no mesmo ramo, n\u00e3o quer voltar ao antigo cargo e para a cidade. &#8220;Quando a gente \u00e9 criado no campo, com essa lida, dificilmente se adapta a cidade, \u00e9 uma quest\u00e3o de cultura&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outro produtor rural da regi\u00e3o que foi afetado \u00e9 o apicultor Elso Ger\u00f4nimo da Silva. Ele mora na mesma propriedade h\u00e1 60 anos e por tr\u00eas d\u00e9cadas tirou parte de seu sustento da fabrica\u00e7\u00e3o de mel. H\u00e1 tr\u00eas anos, contudo, as\u00a0abelhas pararam de produzir e est\u00e3o morrendo. Ele estima que tenha deixado de ganhar cerca de R$ 10 mil com o problema e tamb\u00e9m acusa as\u00a0pulveriza\u00e7\u00f5es a\u00e9reas de agrot\u00f3xico pela morte das abelhas.<\/p>\n<p>A morte massiva de abelhas \u00e9 um fen\u00f4meno mundial que foi batizado de S\u00edndrome do Colapso das Col\u00f4nias ou Dist\u00farbio do colapso das col\u00f4nias. Um dos principais fatores respons\u00e1veis pelo fato \u00e9 o uso dos agrot\u00f3xicos neonicotinoides\u00a0\u2014 uma esp\u00e9cie de inseticida derivado da nicotina. Apenas no Brasil, mais de um bilh\u00e3o de abelhas j\u00e1 foram mortas pela S\u00edndrome do Colapso das Col\u00f4nias, segundo informa\u00e7\u00e3o do banco de dados Bee Alert.<\/p>\n<p>O professor aposentado da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Lionel Segui Gon\u00e7alves destaca que as\u00a0abelhas correm risco de extin\u00e7\u00e3o e que um mundo sem elas teria consequ\u00eancias &#8220;grav\u00edssimas&#8221;. &#8220;A abelha faz a poliniza\u00e7\u00e3o de cerca de 60% das culturas consumidas pelo homem. Ent\u00e3o nesse caso, se houver falta de abelhas, vamos ter uma falta de alimentos em geral. Por exemplo, no caso de frutas, das am\u00eandoas, elas dependem 100% das abelhas.&#8221; O professor da USP tamb\u00e9m ressalta que &#8220;85% da \u00e1rea verde do mundo, as\u00a0florestas, os campos, as\u00a0matas, dependem da poliniza\u00e7\u00e3o das abelhas&#8221;.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves destaca que o Brasil pode ter o mesmo destino da China, onde o uso intensivo e sem controle dos agrot\u00f3xicos levou ao nascimento do &#8220;homem-abelha&#8221;: funcion\u00e1rios que fazem a poliniza\u00e7\u00e3o manualmente e colocam p\u00f3len nas plantas com uma vareta. O professor da USP destaca que esta atividade humana est\u00e1 longe de ter a mesma efic\u00e1cia que a poliniza\u00e7\u00e3o feita pelas pr\u00f3prias abelhas.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia (UE) decidiu banir todos os neonicotinoides em abril de 2018. A medida entrar\u00e1 em a\u00e7\u00e3o ainda este ano e prev\u00ea que este tipo de agrot\u00f3xico ter\u00e1 seu uso permitido apenas em estufas.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi aprovada por todos os membros do bloco europeu ap\u00f3s relat\u00f3rio da Autoridade Europeia para a Seguran\u00e7a Alimentar indicar que os neonicotinoides apresentam um risco para a sa\u00fade das abelhas.<\/p>\n<p>A pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos foi banida em 2009 pela UE\u00a0\u2014 com exce\u00e7\u00e3o de poucos casos pr\u00e9-estabelecidos.<\/p>\n<p><strong>Brasil tem n\u00edvel de toler\u00e2ncia com res\u00edduo de agrot\u00f3xico na \u00e1gua at\u00e9 5 mil vezes mais flex\u00edvel que a Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n<p>Dos 504 agrot\u00f3xicos registrados no Brasil, 149 est\u00e3o proibidos na Uni\u00e3o Europeia. Ou seja, 30% do total das subst\u00e2ncias. Al\u00e9m disso, dois dos produtos mais vendidos no Brasil s\u00e3o banidos na UE.<\/p>\n<p>O acefato, terceiro produto mais vendido no Brasil, foi proibido no bloco europeu em 2003. Outro produto comercializado no Brasil e barrado na UE \u00e9 a atrazina.<\/p>\n<p>Os limites de res\u00edduos destes produtos na \u00e1gua tamb\u00e9m demonstram o abismo existente entre a legisla\u00e7\u00e3o brasileira e a europ\u00e9ia. No Brasil, s\u00e3o permitidos res\u00edduos de atrazina 20 vezes maiores que na UE, no caso do herbicida 2,4\u00a0\u2014 D, os limites europeus s\u00e3o 300 vezes mais r\u00edgidos. No caso do Glifosato, o agrot\u00f3xico mais vendido no Brasil, a legisla\u00e7\u00e3o nacional permite um res\u00edduo 5 mil vezes maior do que o tolerado no bloco europeu.Para o herbicida acefato, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o define um limite de res\u00edduo na \u00e1gua que \u00e9 fornecida para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da tese de doutorado da professora da USP Larissa Bombardi.<\/p>\n<p>O pesquisador da Fiocruz Luiz Claudio Meirelles aponta que o modelo de agricultura adotado no Brasil tem consequ\u00eancias nefastas para o solo.<\/p>\n<p>&#8220;Esse modelo de monocultura extensiva, utiliza\u00e7\u00e3o intensa de agrot\u00f3xicos e de fertilizantes \u00e9 um modelo que j\u00e1 se mostrou capaz de esgotar o solo. E ainda tem mais, \u00e9 muito dependente de \u00e1gua por conta das variedades que voc\u00ea cultiva e da forma como voc\u00ea cultiva\u00a0\u2014 notadamente na regi\u00e3o do cerrado, onde voc\u00ea j\u00e1 tem crises h\u00eddricas colocadas&#8221;, diz Meirelles \u00e0 Sputnik Brasil.<\/p>\n<p>Meirelles tamb\u00e9m ressalta que dos 504 agrot\u00f3xicos registrados no Brasil, a legisla\u00e7\u00e3o federal determina que apenas 27 deles devem ter seus res\u00edduos monitorados no fornecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel. O pesquisador da Fiocruz acredita que o Estado deveria fiscalizar &#8220;ao menos&#8221; produtos que podem ter maior impacto na sa\u00fade como &#8220;herbicidas e fungicidas&#8221;.<\/p>\n<p>Ao consolidar seu lugar como grande produtor de commodites, o Brasil passou por um processo de concentra\u00e7\u00e3o de terras na m\u00e3o de poucos. Em 2003, existiam 22 propriedades rurais com mais de 100 mil hectares, e elas respondiam por 2% de todo o territ\u00f3rio dos im\u00f3veis rurais no Brasil. No \u00faltimo levantamento, de 2014, foram encontradas 365 propriedades rurais com mais de 100 mil hectares\u00a0\u2014 que confinam dentro de suas cercas 19% de todo o espa\u00e7o dos im\u00f3veis rurais brasileiros.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, existem 2,2 milh\u00f5es de propriedades rurais no Brasil de 1 a 10 hectares. Apesar de serem 36% de todas os im\u00f3veis rurais que existem, estes det\u00e9m 1% de toda a terra.Os dados s\u00e3o do Incra e foram, novamente, indicados na tese de doutorado de Larissa Bombardi.<\/p>\n<p>O doutor em agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e defensor da agroecologia Milton Padovan tamb\u00e9m aponta que as\u00a0monoculturas levam ao empobrecimento do solo. &#8220;N\u00e3o se trata de que exista uma esp\u00e9cie ruim&#8221;, diz, mas que a elimina\u00e7\u00e3o de diferentes esp\u00e9cies leva ao desaparecimento dos predadores naturais das plantas e insetos que s\u00e3o consideradas pragas.<\/p>\n<p>&#8220;E a\u00ed chega um momento e o que acontece, n\u00e3o morrem todas as\u00a0pragas, por mais eficiente que seja o produto qu\u00edmico, sempre 1% fica, e por que? Porque eles t\u00eam genes de resist\u00eancia, e vai aumentando e isso leva ao aumento de dosagem, mais t\u00f3xicos. Cria um ciclo vicioso&#8221;, diz Padovan \u00e0 Sputnik Brasil.<\/p>\n<p>O doutor em agronomia diz que a industrializa\u00e7\u00e3o e a agroindustrializa\u00e7\u00e3o foi pautada pelo &#8220;controle de alguns&#8221; e que o &#8220;poder econ\u00f4mico se adonou do agro&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 inquestion\u00e1vel que o agro tem um papel importante na vida das pessoas, nesse sentido ele \u00e9 pop. Mas ele foi colocado de uma maneira que coloca a popula\u00e7\u00e3o em uma condi\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel&#8221;, analisa Padovan.<\/p>\n<p><strong>Agrot\u00f3xicos recebem isen\u00e7\u00e3o fiscal bilion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>O mercado dos agrot\u00f3xicos recebe redu\u00e7\u00e3o de 60% do ICMS (imposto relativo \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias), isen\u00e7\u00e3o total do PIS\/COFINS (contribui\u00e7\u00f5es para a Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um c\u00e1lculo unificado de quanto dinheiro deixa de entrar nos cofres p\u00fablicos com essa ren\u00fancia fiscal. O defensor p\u00fablico Marcelo Novaes, todavia, estimou que apenas o estado de S\u00e3o Paulo deixou de arrecadar R$ 1,2 bilh\u00e3o em 2015. O dado foi publicado pela Rede Brasil Atual.<\/p>\n<p>A benesse j\u00e1 foi alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2016. Por meio da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI 5553), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) pede que o benef\u00edcio seja revisto. A procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge, j\u00e1 se pronunciou sobre o assunto e tamb\u00e9m pediu uma revis\u00e3o. Segundo Dodge, a isen\u00e7\u00e3o fiscal incentiva o uso dos produtos qu\u00edmicos e pode violar o direito \u00e0 sa\u00fade e prejudicar o meio ambiente. O processo est\u00e1 sob a relatoria do ministro Edson Fachin.Foram registrados 26.385 casos de intoxica\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xicos de uso agr\u00edcola entre 2007 e 2011, segundo levantamento da Fiocruz. No mesmo per\u00edodo, 863 pessoas morreram por intoxica\u00e7\u00e3o destes produtos. O pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, contudo, estima que para cada de envenenamento por agrot\u00f3xico registrado, outros 50 deixam de ser catalogados.<\/p>\n<p>J\u00e1 o relat\u00f3rio especial da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o estima que os agrot\u00f3xicos s\u00e3o respons\u00e1veis por 200 mil mortes por envenenamento agudo todo ano\u00a0\u2014 e 99% destes \u00f3bitos ocorrem em pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>https:\/\/br.sputniknews.com\/brasil\/2018061111445855-brasil-campeao-mundial-uso-agrotoxico-isencao-fiscal-agricultura-familiar-impacto-saude\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/19965\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"Brasil \u00e9 campe\u00e3o mundial de agrot\u00f3xicos","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7,81],"tags":[226],"class_list":["post-19965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","category-c94-ruralistas","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5c1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19965\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}