{"id":2002,"date":"2011-10-25T14:01:19","date_gmt":"2011-10-25T14:01:19","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2002"},"modified":"2011-10-25T14:01:19","modified_gmt":"2011-10-25T14:01:19","slug":"comunista-do-pcb-assume-direcao-da-sindufap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2002","title":{"rendered":"Comunista do PCB assume dire\u00e7\u00e3o da Sindufap"},"content":{"rendered":"\n<p>O comunista Iuri Cavlak assumiu uma enorme tarefa nas \u00faltimas semanas: aos 32 anos, ele \u00e9 o novo presidente do Sindicato dos Docentes da Unifap (Sindufap), em Macap\u00e1 (AP). Professor adjunto e doutor em Hist\u00f3ria, esse militante do PCB que pesquisa as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre o Brasil e a Argentina e atualmente \u00e9 respons\u00e1vel pelas disciplinas de Teoria da Hist\u00f3ria e Metodologia da Hist\u00f3ria comandar\u00e1 a entidade at\u00e9 2013. Conhe\u00e7a as prioridades de sua gest\u00e3o e a luta que ele desempenha na Universidade Federal do Amap\u00e1 nessa entrevista:<\/p>\n<p><strong>PCB &#8211; Em que conjuntura voc\u00ea assumiu a presid\u00eancia da associa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Iuri Cavlak &#8211;<\/strong> Desde o ano passado articulamos uma chapa em que a diretoria executiva, composta por cinco professores, na qual quatro deles nunca haviam participado de nenhuma diretoria sindical antes.<\/p>\n<p>Digo mais: os quatro &#8211; presidente, secret\u00e1rio-geral, tesoureiro e diretor de cultura &#8211; assumiram antes de completarem dois anos de seus respectivos cargos na Universidade Federal do Amap\u00e1 (Unifap).<\/p>\n<p>Ou seja, um grupo nov\u00edssimo, combativo, que adentrou no ensino superior nessa fase acelerada de degrada\u00e7\u00e3o da universidade p\u00fablica. Tamb\u00e9m \u00e9 um grupo afinado aos recentes mandatos que est\u00e3o construindo e fortalecendo o Sindufap (Sindicato dos Docentes da Unifap).<\/p>\n<p>Cito a Prof. Dr. Marinalva Oliveira, o Prof. Dr. Arley Costa e o Prof. Doutorando Andr\u00e9 Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Estava no posto de secret\u00e1rio-geral, mas a presidenta Cassia Hack renunciou por problemas v\u00e1rios, sobremaneira o acumulo de trabalho a que estava submetida.<\/p>\n<p><strong>PCB &#8211; Qual o arco de for\u00e7as na diretoria?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Sou o \u00fanico filiado a partido. O restante da diretoria, salvo engano, n\u00e3o milita em nenhum partido pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>PCB &#8211; H\u00e1 quanto tempo voc\u00ea militava no movimento docente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211; <\/strong>Comecei a milit\u00e2ncia em 19 de agosto de 2010, dia da minha posse como professor adjunto. Da segunda metade do ano passado at\u00e9 a primeira metade desse ano, frequentei como militante de base as assembl\u00e9ias, atos pol\u00edticos em Bras\u00edlia e o 30\u00ba Congresso Nacional do ANDES em Uberlandia (MG). Fui convidado e aceitei compor a diretoria que iniciou nova gest\u00e3o em agosto de 2011.<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E o mandato, ser\u00e1 de quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC \u2013<\/strong> O mandato vai at\u00e9 agosto de 2013.<\/p>\n<p><strong>PCB &#8211; Que realidade vive sua universidade, a Unifap?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> A Unifap \u00e9 uma t\u00edpica universidade federal da periferia do capitalismo brasileiro. Tem uma car\u00eancia tremenda de professores, agravada com o REUNI &#8211; que abriu novos cursos em condi\u00e7\u00f5es b\u00e1rbaras de precariza\u00e7\u00e3o. Temos apenas tr\u00eas cursos de mestrado e uma verba minguada para o desenvolvimento da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E quais as principais reivindica\u00e7\u00f5es dos seus colegas docentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Nossas principais reivindica\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito al\u00e9m de nossos sal\u00e1rios aviltantes. Como disse, o REUNI foi incrementado e potencializou a car\u00eancia. Aumentou o n\u00famero de alunos sem aumentar a infra-estrutura.<\/p>\n<p>Falta cadeira para os alunos sentarem. Aumentaram os furtos dentro do Campus. N\u00e3o h\u00e1 lugar para estacionar os carros. Novos cursos n\u00e3o possuem sala de aula nem coordena\u00e7\u00e3o &#8211; tem professor coordenador que anda com uma CPU de computador debaixo do bra\u00e7o, sob o sol da linha do Equador, procurando sala para trabalhar.<\/p>\n<p>No semestre passado eu ministrei 5 disciplinas! Como fazer pesquisa e extens\u00e3o ou mesmo ter vida social com essa carga hor\u00e1ria, planejando e ministrando as aulas? E sendo novato!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o nossa pauta local passa por todas essas quest\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E que rela\u00e7\u00e3o voc\u00ea espera ter com entidades como o DCE, o sindicato dos t\u00e9cnicos-administrativos? <\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Nossa rela\u00e7\u00e3o com os t\u00e9cnicos tem sido a melhor poss\u00edvel. O sindicato deles est\u00e1 se reestruturando e tem uma gente bastante honesta e combativa a sua frente. N\u00f3s t\u00ednhamos greve com data marcada, com assembl\u00e9ias lotadas, mas o acordo ANDES\/Governo em 26 de agosto nos fez recuar.<\/p>\n<p>Eles deflagraram sua greve esperando que n\u00f3s professores engross\u00e1ssemos suas fileiras, mas nem por isso deixaram de nos apoiar. O movimento dos alunos vem passando por reposicionamentos. Mas estamos sempre alinhados com os companheiros mais inquietos desse setor.<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E sua milit\u00e2ncia no PCB, tem quanto tempo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Comecei a militar no PCB esse ano. Procurei o partido aqui em Macap\u00e1 e recebi acolhida calorosa dos camaradas Mercedes, D\u00e9cio, Francione e Nelson Souza. No encontro do ANDES em Uberl\u00e2ndia, tamb\u00e9m travei \u00f3timas rela\u00e7\u00f5es com os camaradas Milton Pinheiro e Eduardo Serra.<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E sua trajet\u00f3ria antes do PCB?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Talvez essa resposta destoe das respostas do g\u00eanero. Nunca militei em nada, nem no movimento estudantil. Fui professor da rede p\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo por dois anos. Era filiado \u00e0 APEOESP, mas sem nenhuma atividade.<\/p>\n<p>Por outro lado, desde o in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o (1998), passando pelo mestrado e doutorado, sempre foi fortalecendo na minha cabe\u00e7a a perspectiva marxista e no cora\u00e7\u00e3o a hist\u00f3ria e o papel do PCB na luta dos trabalhadores brasileiros.<\/p>\n<p>Finalmente, defendi o doutorado em fevereiro de 2010 e adentrei ao ensino superior em agosto do mesmo ano. Tinha duas op\u00e7\u00f5es: engrossar o &#8220;cretinismo acad\u00eamico&#8221; e ser o t\u00edpico professor-doutor-classe m\u00e9dia ou engrossar as fileiras do Partido de Marx, Lenin, Guevara, Prestes e centenas de milhares de tantos outros. Optei por esse \u00faltimo.<\/p>\n<p><strong>PCB \u2013 E por que especificamente o PCB? <\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> Penso n\u00e3o haver mais espa\u00e7o nessa segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI para o itiner\u00e1rio que a maioria dos meus professores trilharam. Carreira estritamente acad\u00eamica, publica\u00e7\u00f5es subsidiadas pelo Estado, razo\u00e1vel carga hor\u00e1ria, bons sal\u00e1rios, viagens, simp\u00f3sios internacionais, bons vinhos, etc. O est\u00e1gio atual da economia de mercado n\u00e3o permite.<\/p>\n<p>Por outro lado, mesmo que isso ainda tivesse espa\u00e7o, faria sentido viver nesse mundo quando milhares de semelhantes s\u00e3o massacrados diariamente sob a l\u00f3gica da riqueza para poucos? N\u00e3o hesitei. Diante de tal cen\u00e1rio, o PCB foi a \u00fanica e necess\u00e1ria guarida para uma vida cheia de sentido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: PCB\n\n\n\n\n\n\n\n\nPara professor, \u201cPCB foi a \u00fanica e necess\u00e1ria guarida para uma vida cheia de sentido\u201d\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2002\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-2002","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c31-unidade-classista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-wi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2002"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2002\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}