{"id":2004,"date":"2011-10-25T21:27:42","date_gmt":"2011-10-25T21:27:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2004"},"modified":"2011-10-25T21:27:42","modified_gmt":"2011-10-25T21:27:42","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2004","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0016"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>De 0 a 100, os empregados brasileiros receberam nota 64, atr\u00e1s apenas dos chineses (67) e indianos (74). O fato demonstra o tamanho da tarefa para os comunistas brasileiros: a barreira propagand\u00edstica que impede a classe oper\u00e1ria de se perceber explorada \u00e9 enorme! Confira a lista:<\/p>\n<p>1. \u00cdndia<\/p>\n<p>2. China<\/p>\n<p>3. Brasil<\/p>\n<p>4. Su\u00ed\u00e7a<\/p>\n<p>5. Estados Unidos<\/p>\n<p>6. \u00c1ustria<\/p>\n<p>7. Canad\u00e1<\/p>\n<p>8. Holanda<\/p>\n<p>9. Alemanha<\/p>\n<p>10. R\u00fassia<\/p>\n<p>11. Cingapura<\/p>\n<p>12. It\u00e1lia<\/p>\n<p>13. Austr\u00e1lia<\/p>\n<p>14. Espanha<\/p>\n<p>15. Fran\u00e7a<\/p>\n<p>16. Hong Kong<\/p>\n<p>17. Gr\u00e3-Bretanha<\/p>\n<p>18. Jap\u00e3o<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Assalariados pagam mais IR do que bancos<\/strong><\/p>\n<p>An\u00e1lise do Sindicato Nacional de Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) informa que os trabalhadores pagaram 9,9% da arrecada\u00e7\u00e3o federal somente com o Imposto de Renda ao longo de um ano. E que as entidades financeiras arcaram com menos da metade (4,1%) com o pagamento de IR e mais tr\u00eas outros tributos.<\/p>\n<p>&#8220;Os dados mostram a op\u00e7\u00e3o equivocada do governo brasileiro de tributar a renda em vez da riqueza e do patrim\u00f4nio&#8221;, afirmou o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT), Jo\u00e3o Eloi Olenike, em entrevista \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Entre setembro de 2010 a agosto deste ano, as pessoas f\u00edsicas pagaram R$ 87,6 bilh\u00f5es em Imposto de Renda, inclu\u00eddos os valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho. J\u00e1 o sistema financeiro gastou apenas R$ 36,3 bilh\u00f5es com o pagamento de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, Cofins e Imposto de Renda.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Governo \u201cesconde\u201d informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO Minist\u00e9rio do Planejamento alegou motivo de &#8220;seguran\u00e7a&#8221; para n\u00e3o permitir o acesso da ONG Contas Abertas a informa\u00e7\u00f5es que deveriam ser p\u00fablicas. Ap\u00f3s a decis\u00e3o do Planalto, a entidade pediu coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para ter o acesso irrestrito aos dados de sistemas informatizados do governo federal. Foram negados \u00e0 ONG os acessos ao Sistema Integrado de Dados Or\u00e7ament\u00e1rios (Sidor), ao Sistema de Informa\u00e7\u00f5es Gerenciais e de Planejamento do Plano Plurianual (Sigplan), ao Sistema de Informa\u00e7\u00e3o das Estatais (Siest) e ao Sistema Integrado de Administra\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os Gerais (Siasg). A medida torna imposs\u00edvel, segundo Gil Castello Branco, secret\u00e1rio-geral da entidade, a realiza\u00e7\u00e3o do controle da sociedade dos conv\u00eanios firmados com empresas privadas e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais\u201d.<\/p>\n<p>O trecho acima, entre aspas, \u00e9 de reportagem da\u00a0<strong>Folha de S. Paulo<\/strong> que informa a medida tomada pelo governo para esconder as movimenta\u00e7\u00f5es de dinheiro p\u00fablico, ao contr\u00e1rio do que indica a a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias, no seu par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 102, que autoriza o acesso irrestrito a essas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Fran\u00e7a, a pr\u00f3xima v\u00edtima?<\/strong><\/p>\n<p>A ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Moody&#8217;s informou que pode revisar para negativa a perspectiva sobre a nota de cr\u00e9dito &#8220;Aaa&#8221; da Fran\u00e7a nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses se o pa\u00eds n\u00e3o fizer progressos em suas reformas econ\u00f4micas e fiscais. A avalia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m levar\u00e1 em conta potenciais efeitos adversos nos mercados financeiros ou na economia, disse a ag\u00eancia, deixando claro que a jogatina do mercado financeiro precisa ser mantida. Afinal de contas, por que \u201cpotenciais efeitos adversos\u201d deveriam ser levados em conta em um trabalho honesto, cient\u00edfico, asc\u00e9tico e correto???<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Direita precisou ressuscitar cabo Anselmo depois da cria\u00e7\u00e3o da \u201cComiss\u00e3o da Verdade\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A reapari\u00e7\u00e3o p\u00fablica, no programa\u00a0<em>Roda Viva<\/em>, da TV Cultura, de S\u00e3o Paulo,\u00a0 do ex-militar Jos\u00e9 Anselmo dos Santos \u2013 o cabo Anselmo \u2013 pode ter sido uma iniciativa da direita. Anselmo, expulso da Marinha ap\u00f3s um motim, nos anos 60, foi preso pela ditadura militar e, para ser libertado, delatou perseguidos pol\u00edticos ao Dops, incluindo sua namorada, Soledad Viedma, que acabou morta sob tortura. Foi cooptado pelos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o e tornou-se agente duplo.\u00a0 Recentemente, Anselmo escreveu um livro, ainda n\u00e3o publicado, revelando nomes e fatos do per\u00edodo da ditadura.<\/p>\n<p>Segundo a\u00a0<em>Carta Maior<\/em>, Anselmo tem a inten\u00e7\u00e3o de reivindicar uma identidade, alegando que, at\u00e9 hoje, vive\u00a0 como clandestino, n\u00e3o dispondo de nenhum documento oficial de identifica\u00e7\u00e3o. O advogado Aton Fon Filho, da Rede Social de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, no entanto, n\u00e3o apenas tem poucas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entrevista como acredita que o programa \u00e9 uma express\u00e3o das vozes militares. Para ele, a participa\u00e7\u00e3o do Cabo Anselmo no<em>Roda Viva<\/em> \u00e9 mais uma a\u00e7\u00e3o da direita, representando uma rea\u00e7\u00e3o ao debate sobre a Comiss\u00e3o da Verdade no pa\u00eds. A direita, segundo Aton, est\u00e1 sendo impelida a\u00a0 \u201cdesenterrar\u201d pessoas como o Cabo Anselmo\u00a0 para dar uma resposta.\u00a0 Para familiares de mortos e desaparecidos pol\u00edticos e militantes de defesa dos direitos humanos,\u00a0 os setores reacion\u00e1rios continuam contando com o apoio da grande m\u00eddia para evitar que se fa\u00e7a justi\u00e7a no Brasil em torno das viola\u00e7\u00f5es praticadas pelo regime militar.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, 32 anos ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o da Lei da Anistia, o Estado brasileiro, ao contr\u00e1rio outros pa\u00edses vizinho que sofreram sob governos ditatoriais, nas d\u00e9cadas de 60, 70 e 80, ainda n\u00e3o reparou todos os danos causados \u00e0s v\u00edtimas da ditadura civil-militar. \u00c9 preciso que esta seja uma bandeira de todos, para que as feridas se fechem, os respons\u00e1veis sejam processados e esta p\u00e1gina da hist\u00f3ria seja, finalmente, virada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Governo argentino quer mais Marx e menos neoliberalismo em faculdades de economia<\/strong> O ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, defendeu, em recente entrevista, que as faculdades federais de economia do pa\u00eds modifiquem a atual grade escolar para dar &#8220;mais espa\u00e7o&#8221; para as teorias do alem\u00e3o Karl Marx, do ingl\u00eas John Keynes e do argentino Raul Prebisch (fundador da Cepal). A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da BBC. O Minist\u00e9rio da Economia da Argentina entende que &#8220;As faculdades argentinas hoje apresentam grades mais ortodoxas e n\u00f3s apoiamos que elas sejam mais heterodoxas&#8221;. Outros autores, como o brasileiro Franklin Serrano (da UFRJ) e o polon\u00eas Michal Kalecki, s\u00e3o tamb\u00e9m apontados como refer\u00eancias necess\u00e1rias para os estudantes.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio \u00e9 reduzir a presen\u00e7a de textos de refer\u00eancia associados ao neoliberalismo, e que os cursos de Economia atuais fazem parte de um \u201cdom\u00ednio neoliberal\u201d, sendo necess\u00e1rio, assim, modific\u00e1-los, para adequ\u00e1-los ao \u201cmodelo de acumula\u00e7\u00e3o com inclus\u00e3o social&#8221;, lan\u00e7ado pelo ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007), antecessor de sua vi\u00fava, a atual presidente, rec\u00e9m reeleita.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 um claro sinal do esgotamento das pol\u00edticas econ\u00f4micas neoliberais, de privatiza\u00e7\u00f5es, destrui\u00e7\u00e3o do Estado, elimina\u00e7\u00e3o de direitos sociais e de precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, entre outras,\u00a0 que predominaram na Argentina ao longo dos anos 90, deixando uma heran\u00e7a de forte crise social, desemprego e desequil\u00edbrio econ\u00f4mico sem predecentes na hist\u00f3ria do pa\u00eds. \u00c9 tamb\u00e9m um passo importante na constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa ao sistema capitalista, de uma contrahegemonia socialista na Argentina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nEngajamento???\nPesquisa divulgada esta semana que trazemos nesse A Semana no Olhar Comunista informa que os empregados brasileiros est\u00e3o entre os mais \u201cengajados\u201d no trabalho. Por \u201cengajamento\u201d entenda-se que o empregado \u201cfala bem da empresa e de seus produtos, tem interesse em continuar sendo parte da organiza\u00e7\u00e3o e em buscar seus objetivos e se esfor\u00e7a para ir al\u00e9m das expectativas b\u00e1sicas de sua fun\u00e7\u00e3o\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2004\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-2004","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-wk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2004"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2004\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}