{"id":20076,"date":"2018-06-24T23:22:01","date_gmt":"2018-06-25T02:22:01","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20076"},"modified":"2018-06-24T23:22:01","modified_gmt":"2018-06-25T02:22:01","slug":"e-um-estado-doente-que-mata-crianca-com-roupa-de-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20076","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 um Estado doente que mata crian\u00e7a com roupa de escola\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.mtst.org\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/1529618951_552574_1529625997_noticia_normal_recorte1.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Prefeitura abre sua sede para velar Marcos Vin\u00edcius, 14 anos, morto durante opera\u00e7\u00e3o policial na Mar\u00e9. Professores relembram garoto e estudantes denunciam ass\u00e9dio da pol\u00edcia em protesto<\/p>\n<p><em>Por Felipe Betim<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mtst.org\/noticias\/mae-de-jovem-morto-no-rio-e-um-estado-doente-que-mata-crianca-com-roupa-de-escola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MTST<\/a><\/p>\n<p>Marcos Vin\u00edcius da Silva estava sempre sorrindo. \u201cMesmo quando a gente dava esporro, ele estava sempre rindo\u201d, lembra o professor de Geografia Rafael Gurgel, uma das dezenas de pessoas que estiveram nesta quinta-feira no vel\u00f3rio do\u00a0adolescente de 14 anos, morto um dia antes\u00a0durante uma opera\u00e7\u00e3o policial no Complexo de Favelas da Mar\u00e9, na zona norte de um\u00a0Rio de Janeiro\u00a0sob\u00a0interven\u00e7\u00e3o federal\u00a0desde fevereiro. Entre l\u00e1grimas de dor e indigna\u00e7\u00e3o, os mais pr\u00f3ximos lembravam de um garoto brincalh\u00e3o. O cen\u00e1rio da despedida foi o Pal\u00e1cio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio de Janeiro aberta para acolher familiares e um \u00f4nibus lotado de moradores da Mar\u00e9.<\/p>\n<blockquote><p><em><strong>\u201cDizem que minha comunidade \u00e9 violenta. Mas a minha comunidade n\u00e3o \u00e9 violenta, ela \u00e9 muito boa. \u00c9 a opera\u00e7\u00e3o que, quando vai l\u00e1, vai com muita trucul\u00eancia\u201d<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Dentro da imponente constru\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio e cabe\u00e7as pr\u00f3ximas ao caix\u00e3o aberto para a cerim\u00f4nia, que come\u00e7ou por volta de 15h. Do lado de fora, desabafo: \u201cA culpa \u00e9 desse Estado doente que est\u00e1 matando as nossas crian\u00e7as com roupa de escola. Est\u00e3o segurando mochila e caderno, n\u00e3o \u00e9 arma, n\u00e3o \u00e9 faca. N\u00e3o est\u00e3o roubando e nem se prostituindo, est\u00e3o estudando!\u201d, diz a trabalhadora dom\u00e9stica Bruna Silva, m\u00e3e de Marcos Vin\u00edcius. Ela culpa os policiais com base em um depoimento: o de seu pr\u00f3prio filho, que ficou l\u00facido durante um tempo mesmo baleado. \u201cEle disse: \u2018M\u00e3e, eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou em mim. Foi o blindado, m\u00e3e. Ele n\u00e3o me viu com a roupa de escola?\u201d, conta Bruna. Ela ainda acrescenta: \u201cDizem que minha comunidade \u00e9 violenta. Mas a minha comunidade n\u00e3o \u00e9 violenta, ela \u00e9 muito boa. \u00c9 a opera\u00e7\u00e3o que, quando vai l\u00e1, vai com muita trucul\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o policial na Mar\u00e9, mais precisamente nas comunidades Vila do Pinheiro e Vila do Jo\u00e3o, contou com policiais civis e militares e soldados do Ex\u00e9rcito. Terminou com a morte de outros seis rapazes, os quais a Pol\u00edcia Civil diz serem suspeitos de estarem envolvidos na morte de um inspetor da corpora\u00e7\u00e3o. Em v\u00eddeos compartilhados nas redes sociais sobre a a\u00e7\u00e3o desta quarta \u00e9 poss\u00edvel ver helic\u00f3pteros da Pol\u00edcia Civil fazendo voos rasantes sobre o territ\u00f3rio e escutar v\u00e1rios tiros\u00a0\u2014 os moradores denunciam que policiais dentro da aeronave estavam disparando contra\u00a0alvos no solo. Quando come\u00e7ou esse tiroteio, por volta de 9h da manh\u00e3, Marcos Vin\u00edcius sa\u00eda de casa atrasado para a escola,\u00a0o Ciep Oper\u00e1rio Vicente Mariano.<\/p>\n<p>N\u00e3o era um panorama desconhecido, j\u00e1 que s\u00f3 em 2017 as escolas do Rio chegaram a fechar 184 dias por causa de tiroteios e o Complexo da Mar\u00e9 foi uma das \u00e1reas mais afetadas. No meio do caminho, quando j\u00e1 havia decidido voltar para casa, Marcos levou um tiro \u201cpelas costas\u201d, segundo concluiu o laudo do Instituto M\u00e9dico Legal,\u00a0revelado pelo programa RJ TV, da\u00a0<em>Globo<\/em>. Os peritos ainda conclu\u00edram que a bala perfurou a barriga do garoto. Mesmo assim, segurando a barriga, virou-se para o amigo que lhe acompanhava, Henrique, e disse: \u201cFica tranquilo, vai dar tudo certo\u201d.<\/p>\n<p>Marcos Vin\u00edcius foi ent\u00e3o levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por moradores. \u201cQuando eu cheguei na UPA ele estava com vida. Eu dizia para ele ficar calado, para ganhar f\u00f4lego. Foi a\u00ed que ele come\u00e7ou a gemer\u201d, lembra a m\u00e3e Bruna. \u201cA ambul\u00e2ncia demorou uma hora para chegar porque os policiais mandaram ela voltar da avenida Brasil. A\u00ed veio uma ordem superior mandando ela entrar. Nesse momento, meu filho j\u00e1 estava estava roxo, p\u00e1lido, gelado. O beicinho dele j\u00e1 estava inchado. Ele estava falecendo ali na minha frente\u201d, conta.<\/p>\n<p>Uma vez transferido para o Hospital Get\u00falio Vargas, o menino foi operado. Teve o ba\u00e7o e um rim retirados, al\u00e9m de ter levado pontos no est\u00f4mago, segundo conta sua m\u00e3e. \u201cA bala estragou tudo por dentro dele, n\u00e3o ficou nada. A \u00fanica coisa que ficou foi a press\u00e3ozinha dele, que foi caindo at\u00e9 ele chegar a \u00f3bito. Meu filho lutou, meu filho n\u00e3o queria morrer. Ele era um guerreiro\u201d.<\/p>\n<div>\n<div>Bruna termina de falar e, minutos depois, chega ao Pal\u00e1cio da Cidade, no bairro de Botafogo, um \u00f4nibus lotado de moradores da Mar\u00e9. A maioria composta por adolescentes amigos de Marcos Vin\u00edcius, mas tamb\u00e9m professores, vizinhos, amigos da fam\u00edlia\u2026 Gritos e choros agudos furam o sil\u00eancio pesado. Henrique, o menino que acompanhava Marcos Vin\u00edcius durante o tiroteio, precisou ser amparado por professores. Muito agitado, aos prantos, n\u00e3o se conformava com o fato de que seu amigo havia sido mais uma v\u00edtima do caos na seguran\u00e7a p\u00fablica do Rio de Janeiro. Entre cantos e ora\u00e7\u00f5es, o prefeito Marcelo Crivella se une \u00e0 multid\u00e3o ali presente. Todos eles, incluindo o prefeito, deixam o Pal\u00e1cio por volta de 17h para acompanhar o enterro, no cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, pago pela Prefeitura. No caminho, mais ora\u00e7\u00f5es, mais canto para aliviar a dor.<\/div>\n<blockquote>\n<div><em><strong>\u201cEle disse: \u2018M\u00e3e, eu sei quem atirou em mim, eu vi quem atirou em mim. Foi o blindado, m\u00e3e. Ele n\u00e3o me viu com a roupa de escola?&#8217;\u201d<\/strong><\/em><\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p>Acusado de ser um prefeito ausente e com uma reprova\u00e7\u00e3o que ronda os 60%, segundo pesquisas de opini\u00e3o, Crivella fez algo in\u00e9dito\u00a0\u2014 ao menos em anos recentes\u00a0\u2014 ao abrir o pal\u00e1cio do Governo para uma pessoa da favela v\u00edtima de uma opera\u00e7\u00e3o policial. Na sa\u00edda do vel\u00f3rio, o bispo licenciado da Igreja Universal dizia que o momento n\u00e3o era o de buscar culpados, mas sim de se despedir de Marcos Vin\u00edcius e acolher seus familiares e amigos. Contudo, criticou as opera\u00e7\u00f5es policiais que ocorrem em hor\u00e1rio escolar e colocam em risco a seguran\u00e7a de professore e alunos, uma reclama\u00e7\u00e3o constante do secret\u00e1rio municipal de Educa\u00e7\u00e3o, C\u00e9sar Benjamin, tamb\u00e9m presente. Em nota, a Pol\u00edcia Civil informou que vai apurar as circunst\u00e2ncias da morte do garoto e insistiu que o helic\u00f3ptero usado na a\u00e7\u00e3o na Mar\u00e9 n\u00e3o disparou contra alvos no solo.<\/p>\n<div>\n<h4>\u201cUma\u00a0crian\u00e7a\u00a0que estudava e brincava\u201d<\/h4>\n<\/div>\n<p>Marcos, na descri\u00e7\u00e3o dos que eram pr\u00f3ximos, era um adolescente comum. \u201cUma crian\u00e7a que estudava, que brincava, que zoava os outros e perturbava o ju\u00edzo de todo mundo\u201d, diz, pontuando com risadas, a vizinha\u00a0Mara Vaz, 39 anos. \u201cUma vez ele pegou meu neto e tacou leite em p\u00f3 na cabe\u00e7a dele. As crian\u00e7as viviam correndo atr\u00e1s dele. Era uma crian\u00e7a muito brincalhona\u201d, emenda. \u201cEle estava vivendo o momento de adolesc\u00eancia, que \u00e9 o momento de dan\u00e7ar, farrear, curtir com os coleguinhas, ir para a festinha da escola e da comunidade, curtir. Essa era a vida dele. Era apenas uma crian\u00e7a que queria viver. E era amado demais. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que est\u00e1 todo mundo aqui hoje\u201d.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Os professores Rafael Gurgel e Roberta Santos, que davam aula de Geografia e Matem\u00e1tica para Marcos Vin\u00edcius na escola municipal onde estudava, juntam relatos \u00e0 imagem do garoto de bom humor que sentava sempre \u201cno fund\u00e3o\u201d ao lado do amigo Luan. \u201cMarquinho era um menino bem levado, ano passado repetiu o s\u00e9timo ano. Nesse ano ele voltou pra escola com outro \u00e2nimo. Estava fazendo tudo, todas as atividades\u201d, conta ele. \u201cFoi a primeira coisa que falei para a m\u00e3e dele. Toda vez ele era o primeiro a entregar o caderno\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Roberta explica que seus alunos chegaram cedo ao col\u00e9gio nesta quinta-feira e logo se reuniram na sala dos professores com cartazes e tinta. Partiu deles a ideia de fazer um ato de rep\u00fadio ao que havia acontecido com o colega no dia anterior. Com o aux\u00edlio dos professores, \u201c80 ou 100 alunos\u201d caminharam, todos com uniforme da escola, pela Mar\u00e9 at\u00e9 a Linha Amarela, uma via central de interliga\u00e7\u00e3o da cidade, \u201cpara dar visibilidade\u201d ao protesto.<\/p>\n<p>\u201cA gente estava na cal\u00e7ada, na passarela, quando a pol\u00edcia chegou com fuzil atravessado para intimidar. Do nada chegaram duas viaturas enormes e muitos policiais come\u00e7aram a nos cercar. Estavam mascarados\u201d, conta a professora Roberta. Uma de suas alunas ao lado emenda: \u201cFicaram xingando a gente, mandando a gente calar \u2018a porra da boca\u2019. Nos agrediram verbalmente e depois um deles deu uma paulada em uma das meninas\u201d. A cena foi registrada em v\u00eddeo, que pode ser visto abaixo. Nele, um policial com um peda\u00e7o de madeira se aproxima e agride as pernas de uma menina de 13 de anos. \u201cDepois disso, ele pegou o fuzil e apontou, como se fosse atirar. A gente estava tentando dialogar e nem est\u00e1vamos bloqueando a rua. A gente se retirou depois disso\u201d, explica a professora.<\/p>\n<p>O que fica agora \u00e9 uma \u201cenorme interroga\u00e7\u00e3o\u201d, dizem os educadores. O que ir\u00e3o dizer para seus alunos na segunda-feira? Como dar\u00e3o aula? \u201cO sentimento de hoje foi de vazio, de raiva. Daqui a pouco vem a tristeza\u201d, diz Roberta. Marcos Vin\u00edcius foi o primeiro aluno seu que ela viu morrer. Mas o professor de teatro Jo\u00e3o Duarte, mais velho e com anos de experi\u00eancia em v\u00e1rios territ\u00f3rios, est\u00e1 acostumado a esse tipo de situa\u00e7\u00e3o: \u201cQuem d\u00e1 aula em comunidade perde v\u00e1rios alunos. J\u00e1 perdi uns cinco ou seis\u201d, conta. Rafael lamenta: \u201cA Mar\u00e9 j\u00e1 provou que nem sendo vereador voc\u00ea consegue ficar vivo\u201d, diz ele, referindo-se a vereadora executada Marielle Franco. \u201cEla morou a vida toda em frente ao Ciep. Era uma refer\u00eancia pra mostrar que era poss\u00edvel fazer muitas coisas. E agora, qual \u00e9 a refer\u00eancia? Se voc\u00ea sai da Mar\u00e9 para lutar e brigar por quem est\u00e1 dentro, voc\u00ea \u00e9 morto da mesma forma\u201d, emenda.<\/p>\n<p>Os ritos no cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista foram acompanhados por todos os que estavam no pal\u00e1cio momentos antes, incluindo os professores, dezenas de adolescentes, familiares e o prefeito Crivella. O caix\u00e3o branco de Marcos Vin\u00edcius foi colocado em uma gaveta do cemit\u00e9rio por volta de 18h30 desta quinta. O pai do menino n\u00e3o conseguia falar. Chorava. Momentos antes, enquanto um pastor falava, permaneceu com a cabe\u00e7a encostada no caix\u00e3o. J\u00e1 a m\u00e3e, firme, agradecia a todos pela presen\u00e7a e consolava o marido. \u201cAinda n\u00e3o estou de luto, ele vai chegar quando eu enterrar meu filho. Sua morte n\u00e3o vai ser mais uma, a gente vai lutar por justi\u00e7a. Porque esse Estado tem que melhorar. Ele n\u00e3o pode matar inocente e crian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o Amigos e familiares de Marcos Vin\u00edcios choram sobre sua camiseta da escola manchada de sangue, nesta quinta-feira. | Foto por Mauro Pimentel\/AFP<\/p>\n<p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/06\/22\/politica\/1529618951_552574.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">El Pa\u00eds Brasil<\/a><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"cdYR5tNXWr\"><p><a href=\"http:\/\/www.mtst.org\/noticias\/mae-de-jovem-morto-no-rio-e-um-estado-doente-que-mata-crianca-com-roupa-de-escola\/\">M\u00e3e de jovem morto no Rio: \u201c\u00c9 um Estado doente que mata crian\u00e7a com roupa de escola\u201d<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/www.mtst.org\/noticias\/mae-de-jovem-morto-no-rio-e-um-estado-doente-que-mata-crianca-com-roupa-de-escola\/embed\/#?secret=cdYR5tNXWr\" data-secret=\"cdYR5tNXWr\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;M\u00e3e de jovem morto no Rio: \u201c\u00c9 um Estado doente que mata crian\u00e7a com roupa de escola\u201d&#8221; &#8212; MTST\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20076\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[244],"tags":[221],"class_list":["post-20076","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5dO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20076\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}