{"id":201,"date":"2008-10-23T08:53:01","date_gmt":"2008-10-23T08:53:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=201"},"modified":"2008-10-23T08:53:01","modified_gmt":"2008-10-23T08:53:01","slug":"fora-as-tropas-brasileiras-da-fronteira-com-o-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/201","title":{"rendered":"FORA AS TROPAS BRASILEIRAS DA FRONTEIRA COM O PARAGUAI"},"content":{"rendered":"\n<p>Essas terras &#8211; das quais camponeses foram expulsos \u00e0 for\u00e7a &#8211; foram irregularmente cedidas pela ditadura militar paraguaia de Strossner a seus partid\u00e1rios, que as transferiram a amigos da ditadura militar brasileira, nos anos 70, quando foi firmado, sem qualquer transpar\u00eancia, o acordo que criou a Binacional Itaipu.<\/p>\n<p>O preocupante \u00e9 que a opera\u00e7\u00e3o militar de &#8220;dissuas\u00e3o&#8221; se d\u00e1 logo em seguida \u00e0 discreta publica\u00e7\u00e3o do decreto n\u00ba 6.592, no \u00faltimo dia 2 deste m\u00eas. O decreto (assinado por Lula e Nelson Jobim, Ministro da Defesa), feito sob medida diante da ofensiva popular na Am\u00e9rica do Sul, afasta o Brasil de sua imagem pacifista, ao estabelecer par\u00e2metros el\u00e1sticos e subjetivos para definir a express\u00e3o &#8220;agress\u00e3o estrangeira&#8221;. Este decreto veio a prop\u00f3sito de uma press\u00e3o da direita militar brasileira, como se pode verificar no s\u00edtio <a href=\"http:\/\/www.defesanet.com.br\/\" target=\"_blank\">www.defesanet.com.br<\/a>, que exibe emblem\u00e1tica mat\u00e9ria sob o t\u00edtulo &#8220;Exclusivo: Miss\u00e3o Paraguai&#8221; (*).<\/p>\n<p>O PCB exige a imediata retirada das tropas brasileiras da fronteira com o Paraguai e conclama o Presidente Lula a se comportar \u00e0 altura do momento hist\u00f3rico que vive a Am\u00e9rica Latina, em que os nossos povos resolveram dar um basta a atitudes imperialistas como esta e construir sociedades justas e solid\u00e1rias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de respeitar a soberania do Paraguai, deve o governo brasileiro renegociar o leonino acordo de Itaipu, no sentido de reparar os preju\u00edzos que este causa ao povo paraguaio, e devolver imediatamente \u00e0quele pa\u00eds amigo seus Arquivos e Tesouros Nacionais, saqueados no s\u00e9culo XIX por nossas tropas, ap\u00f3s o vergonhoso genoc\u00eddio que cometeram, em famigerada &#8220;tr\u00edplice alian\u00e7a&#8221; com Argentina e Uruguai.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2008<\/p>\n<p>PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro<\/p>\n<p>Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Nacional<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"SOLIDARIEDADE AOS CAMPONESES SEM TERRA\n(Nota do PCB \u2013 Partido Comunista Brasileiro)\nTropas militares brasileiras ocuparam nos \u00faltimos dias toda a faixa da nossa fronteira com o Paraguai, inclusive a regi\u00e3o onde fica a usina de Itaipu Binacional. Informalmente, o governo federal insinua que se trata de uma opera\u00e7\u00e3o para combater o contrabando, compet\u00eancia constitucional da Pol\u00edcia Federal e n\u00e3o das For\u00e7as Armadas. Na verdade, trata-se da &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Fronteira Sul \u2013 Presen\u00e7a e Dissuas\u00e3o&#8220;, apresentada como simples &#8220;exerc\u00edcios militares&#8221;.\nMovimentos sociais paraguaios, entretanto, v\u00eam denunciando que se trata de uma amea\u00e7a militar do governo brasileiro, exatamente no momento em que trabalhadores sem-terra v\u00eam ocupando latif\u00fandios transnacionais produtores de soja &#8211; de propriedade atribu\u00edda a brasileiros (os chamados &#8220;brasiguaios&#8221;) &#8211; que se alastram a partir da fronteira, destruindo o meio ambiente e expulsando os camponeses pobres para as periferias das cidades.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/201\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3f","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}