{"id":2010,"date":"2011-10-27T23:41:04","date_gmt":"2011-10-27T23:41:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2010"},"modified":"2011-10-27T23:41:04","modified_gmt":"2011-10-27T23:41:04","slug":"matematicos-revelam-rede-capitalista-que-domina-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2010","title":{"rendered":"Matem\u00e1ticos revelam rede capitalista que domina o mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Este gr\u00e1fico mostra as interconex\u00f5es entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o n\u00facleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma.<\/p>\n<p>A reportagem \u00e9 da revista\u00a0New Scientist, 22-10-2011 e reproduzida pelo s\u00edtio\u00a0Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das ideologias<\/p>\n<p>Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes v\u00e3o ganhando novos argumentos.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno n\u00famero delas &#8211; sobretudo bancos &#8211; tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 de tr\u00eas pesquisadores da \u00e1rea de sistemas complexos do\u00a0Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o primeiro estudo que vai al\u00e9m das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.<\/p>\n<p>&#8220;A realidade \u00e9 complexa demais, n\u00f3s temos que ir al\u00e9m dos dogmas, sejam eles das teorias da conspira\u00e7\u00e3o ou do livre mercado,&#8221; afirmou\u00a0James Glattfelder, um dos autores do trabalho. &#8220;Nossa an\u00e1lise \u00e9 baseada na realidade.&#8221;<\/p>\n<p>Rede de controle econ\u00f4mico mundial<\/p>\n<p>A an\u00e1lise usa a mesma matem\u00e1tica empregada h\u00e1 d\u00e9cadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a constru\u00e7\u00e3o de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos dispon\u00edveis mundialmente.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um mapa que tra\u00e7a a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em n\u00edvel global.<\/p>\n<p>Estudos anteriores j\u00e1 haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes por\u00e7\u00f5es da economia, mas esses estudos inclu\u00edam um n\u00famero limitado de empresas e n\u00e3o levavam em conta os controles indiretos de propriedade, n\u00e3o podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econ\u00f4mico poderia afetar a economia mundial &#8211; tornando-a mais ou menos inst\u00e1vel, por exemplo.<\/p>\n<p>O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milh\u00f5es de empresas e investidores.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e tra\u00e7ou as conex\u00f5es de controle acion\u00e1rio entre elas, construindo um modelo de poder econ\u00f4mico em escala mundial.<\/p>\n<p>Poder econ\u00f4mico mundial<\/p>\n<p>Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um n\u00facleo central de 1.318 grandes empresas com la\u00e7os com duas ou mais outras empresas &#8211; na m\u00e9dia, cada uma delas tem 20 conex\u00f5es com outras empresas.<\/p>\n<p>Mais do que isso, embora este n\u00facleo central de poder econ\u00f4mico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto det\u00eam a maioria das a\u00e7\u00f5es das principais empresas do mundo &#8211; as chamadas blue chips nos mercados de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outras palavras, elas det\u00eam um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o \u00e9 tudo.<\/p>\n<p>Super-entidade econ\u00f4mica<\/p>\n<p>Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma &#8220;super-entidade&#8221; de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro n\u00facleo central de 1.318 empresas.<\/p>\n<p>&#8220;Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira,&#8221; diz Glattfelder.<\/p>\n<p>E a maioria delas s\u00e3o bancos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentra\u00e7\u00e3o de poder em si n\u00e3o \u00e9 boa e nem ruim, mas essa interconex\u00e3o pode ser.<\/p>\n<p>Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes s\u00e3o muito inst\u00e1veis: basta que um dos n\u00f3s tenha um problema s\u00e9rio para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.<\/p>\n<p>Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode n\u00e3o ser o resultado de uma conspira\u00e7\u00e3o &#8211; 147 empresas seria um n\u00famero grande demais para sustentar um conluio qualquer.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o real, colocam eles, \u00e9 saber se esse n\u00facleo global de poder econ\u00f4mico pode exercer um poder pol\u00edtico centralizado intencionalmente.<\/p>\n<p>Eles suspeitam que as empresas podem at\u00e9 competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum &#8211; e um dos maiores interesses seria resistir a mudan\u00e7as na pr\u00f3pria rede.<\/p>\n<p>As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas<\/p>\n<p>Barclays plc<\/p>\n<p>Capital Group Companies Inc<\/p>\n<p>FMR Corporation<\/p>\n<p>AXA<\/p>\n<p>State Street Corporation<\/p>\n<p>JP Morgan Chase &amp; Co<\/p>\n<p>Legal &amp; General Group plc<\/p>\n<p>Vanguard Group Inc<\/p>\n<p>UBS AG<\/p>\n<p>Merrill Lynch &amp; Co Inc<\/p>\n<p>Wellington Management Co LLP<\/p>\n<p>Deutsche Bank AG<\/p>\n<p>Franklin Resources Inc<\/p>\n<p>Credit Suisse Group<\/p>\n<p>Walton Enterprises LLC<\/p>\n<p>Bank of New York Mellon Corp<\/p>\n<p>Natixis<\/p>\n<p>Goldman Sachs Group Inc<\/p>\n<p>T Rowe Price Group Inc<\/p>\n<p>Legg Mason Inc<\/p>\n<p>Morgan Stanley<\/p>\n<p>Mitsubishi UFJ Financial Group Inc<\/p>\n<p>Northern Trust Corporation<\/p>\n<p>Soci\u00e9t\u00e9 G\u00e9n\u00e9rale<\/p>\n<p>Bank of America Corporation<\/p>\n<p>Lloyds TSB Group plc<\/p>\n<p>Invesco plc<\/p>\n<p>Allianz SE 29. TIAA<\/p>\n<p>Old Mutual Public Limited Company<\/p>\n<p>Aviva plc<\/p>\n<p>Schroders plc<\/p>\n<p>Dodge &amp; Cox<\/p>\n<p>Lehman Brothers Holdings Inc*<\/p>\n<p>Sun Life Financial Inc<\/p>\n<p>Standard Life plc<\/p>\n<p>CNCE<\/p>\n<p>Nomura Holdings Inc<\/p>\n<p>The Depository Trust Company<\/p>\n<p>Massachusetts Mutual Life Insurance<\/p>\n<p>ING Groep NV<\/p>\n<p>Brandes Investment Partners LP<\/p>\n<p>Unicredito Italiano SPA<\/p>\n<p>Deposit Insurance Corporation of Japan<\/p>\n<p>Vereniging Aegon<\/p>\n<p>BNP Paribas<\/p>\n<p>Affiliated Managers Group Inc<\/p>\n<p>Resona Holdings Inc<\/p>\n<p>Capital Group International Inc<\/p>\n<p>China Petrochemical Group Company<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<p>The network of global corporate control<\/p>\n<p>Stefania Vitali, James B. Glattfelder, Stefano Battiston<\/p>\n<p>arXiv<\/p>\n<p>19 Sep 2011<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1107.5728\" target=\"_blank\">http:\/\/arxiv.org\/abs\/1107.5728<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Cartamaior\n\n\n\n\n\n\n\n\nCartamaior\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2010\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2010","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-wq","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2010","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2010"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2010\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}