{"id":20183,"date":"2018-07-09T22:34:49","date_gmt":"2018-07-10T01:34:49","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20183"},"modified":"2018-07-09T22:34:49","modified_gmt":"2018-07-10T01:34:49","slug":"brasil-uma-classe-dominante-truculenta-reacionaria-e-entreguista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20183","title":{"rendered":"Brasil: uma classe dominante truculenta, reacion\u00e1ria e entreguista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.todamateria.com.br\/upload\/ca\/pi\/capitalismofinanceiro-cke.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Quem quiser se iludir, que pague o pre\u00e7o!<\/p>\n<p><strong>Edm\u00edlson Costa*<\/strong><\/p>\n<p>Antes de tudo, \u00e9 necess\u00e1rio enfatizar que n\u00e3o existe classe dominante boazinha em nenhuma parte do mundo capitalista. Todas elas buscam a maximiza\u00e7\u00e3o dos lucros e o controle do poder pol\u00edtico na sociedade para exercer o seu dom\u00ednio. Tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam escr\u00fapulos: quando seu poder est\u00e1 em jogo, n\u00e3o hesitam em se utilizar de qualquer meio, m\u00e9todo, ilegalidade ou brutalidade para manter o controle social e pol\u00edtico. N\u00e3o podemos esquecer que a &#8220;esclarecida&#8221; burguesia alem\u00e3 recorreu ao nazismo para restabelecer plenamente a domina\u00e7\u00e3o, da mesma forma que as burguesias italianas e japonesas recorreram ao fascismo para se manter no poder e disciplinar os trabalhadores.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina tamb\u00e9m \u00e9 bom lembrar que as burguesias da regi\u00e3o apoiaram Somoza, Pinochet, Videla e a ditadura brasileira, al\u00e9m das torturas, assassinatos e desaparecimento de presos pol\u00edticos. Portanto, o par\u00e2metro que define o comportamento das classes dominantes em qualquer momento e em qualquer pa\u00eds \u00e9 a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na disputa pol\u00edtica e a luta de classes. A organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria que n\u00e3o compreender essa din\u00e2mica e realizar alian\u00e7as com o inimigo, pagar\u00e1 um pre\u00e7o muito alto por suas ilus\u00f5es de classe. Essa tem sido a hist\u00f3ria e a trag\u00e9dia dos partidos e organiza\u00e7\u00f5es que optaram por esse caminho.<\/p>\n<p>Mas as classes dominantes brasileiras t\u00eam uma singularidade que as torna mais truculentas, preconceituosas e autorit\u00e1rias que as outras: s\u00e3o filhas leg\u00edtimas da Casa Grande e do desrespeito permanente aos trabalhadores ao longo de nossa hist\u00f3ria. Esse fen\u00f4meno \u00e9 resultado de um hist\u00f3rico de domina\u00e7\u00e3o e impunidade que vem desde os tempos da col\u00f4nia, com a escravid\u00e3o. Os mais de 300 anos de trabalho escravo no Brasil (foi o \u00faltimo pa\u00eds a abolir a escravatura) deixaram marcas profundas na sociedade brasileira e, especialmente, nas classes dominantes.<\/p>\n<p>Nenhuma sociedade passa impune diante de mais de tr\u00eas s\u00e9culos de escravid\u00e3o, nos quais os africanos e seus descendentes foram tratados como sub-ra\u00e7a. Como eram propriedade dos senhores de engenhos e donos das terras, trabalhavam e viviam nas mais terr\u00edveis condi\u00e7\u00f5es: eram humilhados, torturados ou assassinados se contrariassem as ordens dos propriet\u00e1rios. Os senhores de engenho e das terras eram donos da vida e da morte de cada um dos africanos escravizados. At\u00e9 os bichos de estima\u00e7\u00e3o das fazendas e engenhos tinham tratamento melhor que os escravos.<\/p>\n<p>Essa tradi\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria alimenta o imagin\u00e1rio das classes dominantes brasileiras, fato que se consolida atrav\u00e9s dos tempos com a permanente impunidade dos ricos e poderosos que det\u00eam o poder no Brasil. Al\u00e9m disso, o pa\u00eds n\u00e3o realizou uma revolu\u00e7\u00e3o burguesa cl\u00e1ssica, sua industrializa\u00e7\u00e3o ocorreu muito tardiamente, e o desenvolvimento econ\u00f4mico e social foi estruturado a partir dos interesses e padr\u00f5es dos pa\u00edses centrais e de uma elite rec\u00e9m-sa\u00edda do per\u00edodo escravocrata. A isso se acrescenta um processo de reprodu\u00e7\u00e3o do capital t\u00edpico de uma burguesia subordinada que realiza permanentemente a superexplora\u00e7\u00e3o do trabalho. Mesmo em pleno s\u00e9culo XXI, a classe dominante brasileira ainda se comporta de maneira semelhante aos velhos senhores escravocratas, evidentemente com modos mais refinados de mandonismo.<\/p>\n<p>Para consolidar essa tradi\u00e7\u00e3o, as classes dominantes realizam um permanente trabalho de manipula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de seus aparatos da superestrutura, especialmente o monop\u00f3lio das comunica\u00e7\u00f5es, de forma a que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o e, especialmente os trabalhadores, a juventude e o povo pobre das periferias n\u00e3o consigam perceber claramente o processo de explora\u00e7\u00e3o, mandonismo e rapina das classes dominantes, bem como a maneira predat\u00f3ria com que se apossam dos recursos do fundo p\u00fablico, da riqueza produzida por todos e como se subordinam de maneira servil aos interesses do capital internacional.<\/p>\n<p><strong>Na crise, a burguesia mostra a sua cara<\/strong><\/p>\n<p>Essas reflex\u00f5es introdut\u00f3rias est\u00e3o ligadas ao fato de que a crise brasileira est\u00e1 sendo mais uma vez pedag\u00f3gica no sentido de compreendermos o papel das classes dominantes brasileiras e, principalmente, da chamada burguesia nacional. Em nosso pa\u00eds estamos vivendo aquele <em>intervalo gramsciniano<\/em> em que um ciclo est\u00e1 morrendo e outro est\u00e1 nascendo, mas ainda n\u00e3o se consolidou. Justamente nesse intervalo aparecem os monstros, expressos nas manifesta\u00e7\u00f5es mais bizarras e nos comportamentos pol\u00edticos mais desvairados. Como as crises s\u00e3o momentos da verdade para todas as classes, a crise brasileira tamb\u00e9m est\u00e1 servindo para que as classes dominantes mostrem sua verdadeira face.<\/p>\n<p>No Brasil, essas classes dominantes sempre procuraram dissimular suas inten\u00e7\u00f5es e objetivos das mais variadas formas. At\u00e9 muito recentemente todos se envergonhavam de ser considerados de direita. Eram raras as manifesta\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de extrema direita. Todos preferiam parecer de centro ou mesmo partid\u00e1rios da democracia. Por isso, o partido de Maluf se chama <em>Partido Progressista<\/em>, o das oligarquias regionais \u00e9 denominado <em>Democratas<\/em>, o da direita neoliberal se chama <em>Social-Democrata<\/em> e assim por diante.<\/p>\n<p>No entanto, o agravamento da crise est\u00e1 fazendo a burguesia mostrar-se sem m\u00e1scaras. Muitos setores burgueses j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam mais vergonha de se declarar publicamente de direita, outros setores est\u00e3o flertando abertamente com o fascismo. Suas a\u00e7\u00f5es se tornam cada vez mais ousadas. Essa nova cara da extrema direita burguesa explica a campanha pela volta da ditadura militar, o \u00f3dio contra minorias e os pobres em geral, a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, a agenda aberta contra os direitos e garantias dos trabalhadores, o assassinato dos sem terra, a justificativa das mortes da juventude pobre e preta da periferia, a campanha contra a esquerda em geral.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o conseguem se utilizar do tema da corrup\u00e7\u00e3o para levar centenas de milhares \u00e0s ruas como h\u00e1 dois anos, mas mant\u00eam uma luta ideol\u00f3gica e uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica permanente em todas as \u00e1reas, inclusive nas redes digitais, onde advogam abertamente a publica\u00e7\u00e3o de <em>fake news<\/em> como m\u00e9todo de propaganda. \u00c9 s\u00f3 lembrar que, durante a greve dos caminhoneiros, um movimento justo contra a pol\u00edtica de pre\u00e7os da administra\u00e7\u00e3o ultraliberal do ex-presidente da Petrobr\u00e1s, a direita procurou de todas as formas transformar o movimento numa manifesta\u00e7\u00e3o pela interven\u00e7\u00e3o dos militares na vida do pa\u00eds. Al\u00e9m do fato de que o principal monop\u00f3lio das comunica\u00e7\u00f5es, as organiza\u00e7\u00f5es Globo, manipulam diariamente os acontecimentos e envenenam a popula\u00e7\u00e3o com os valores conservadores.<\/p>\n<p>Os ing\u00eanuos ou desatentos a uma leitura mais rigorosa da realidade podem dizer que esses setores s\u00e3o minorit\u00e1rios, que n\u00e3o representam o conjunto da burguesia. Isso pode at\u00e9 ser verdade nesse momento, afinal em todas as classes sempre h\u00e1 setores mais radicais e outros mais moderados em determinado momento da conjuntura. Mas n\u00e3o se pode desconhecer que est\u00e1 se verificando uma mudan\u00e7a de qualidade no entendimento da burguesia sobre as sa\u00eddas para a crise. \u00c0 medida que a crise se agrava, fruto do fracasso e desmoraliza\u00e7\u00e3o do golpe, da estagna\u00e7\u00e3o da economia, da continuidade do desemprego, \u00e0 medida que a burguesia n\u00e3o encontra um candidato que a unifique, ent\u00e3o cada vez mais setores amplos dessas classes dominantes est\u00e3o se voltando para a candidatura de Bolsonaro.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata ainda de um acordo formal, mas os recentes epis\u00f3dios dos semin\u00e1rios promovidos por empres\u00e1rios industriais e da \u00e1rea financeira com os candidatos e os aplausos \u00e0s propostas do candidato da extrema direita deve chamar a aten\u00e7\u00e3o de todos. Vale lembrar ainda que em 1989 a burguesia n\u00e3o estava conseguindo se unificar em torno dos candidatos tradicionais e foi buscar um desconhecido senador alagoano (Collor) para derrotar Lula. Deu no que deu. N\u00e3o ser\u00e1 surpresa que, diante das dificuldades e da falta de unidade, a burguesia fa\u00e7a qualquer tipo de op\u00e7\u00e3o para manter seus privil\u00e9gios, inclusive apoiando Bolsonaro.<\/p>\n<p><strong>Ao lixo com os escr\u00fapulos<\/strong><\/p>\n<p>O que ocorreu nesses semin\u00e1rios empresariais? Na reuni\u00e3o com cerca de dois mil empres\u00e1rios, na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, Bolsonaro foi aplaudido pelo menos seis vezes durante sua explana\u00e7\u00e3o, quando defendeu que vai colocar generais nos minist\u00e9rios, que a m\u00eddia deve parar de ver os empres\u00e1rios como bandidos e que &#8220;os trabalhadores t\u00eam que decidir entre ter menos direitos e emprego para todos, ou todos os direitos e nenhum emprego&#8221;. E continuou: &#8220;tem que fazer valer a vontade dos senhores&#8221;, referindo-se aos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Bolsonaro se comprometeu ainda a continuar as reformas realizadas por Temer e ampliar as privatiza\u00e7\u00f5es, uma agenda que lhe \u00e9 ensinada pelo seu assessor econ\u00f4mico, Paulo Guedes, um ultraliberal e privatista ensandecido. A &#8220;civilizada&#8221; \u201cburguesia nacional\u201d aplaudiu Bolsonaro quando este falou contra a &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221; ou ainda quando fez piadinhas tais como: &#8220;Hoje est\u00e3o tirando a nossa alegria de viver. N\u00e3o se pode mais contar piadas sobre afrodescendentes, cearenses ou goianos&#8221;. A radicaliza\u00e7\u00e3o da burguesia est\u00e1 se consolidando ao ponto em que um dos candidatos que tamb\u00e9m participou do semin\u00e1rio foi vaiado porque disse que iria rever a reforma trabalhista.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a burguesia dita produtiva que est\u00e1 flertando com Bolsonaro. Os sofisticados banqueiros, investidores e gestores do mercado financeiro, em evento fechado para a imprensa, promovido pelo Banco Pactual (<em>19o. CEO Conference<\/em>), com a presen\u00e7a de 2.500 deles, tamb\u00e9m aplaudiram de p\u00e9 as propostas neoliberais e conservadoras do candidato, principalmente quando ele disse que metralharia a favela da Rocinha para resolver o problema da seguran\u00e7a. &#8220;Mandaria um helic\u00f3ptero derramar milhares de folhetos na favela e daria um prazo de seis horas para os bandidos se entregarem. Encerrado o tempo, metralharia a Rocinha&#8221;, no que foi aplaudido pela entusiasmada plateia. Mais ainda: teve que permanecer mais meia hora no recinto porque as doidivanas do mercado financeiro queriam tirar <em>selfies<\/em> com o candidato fascista.<\/p>\n<p>Para quem imaginava uma burguesia limpinha e cheirosa ou estava com planos de alian\u00e7as em nome da unidade nacional, esta \u00e9 uma realidade constrangedora. Se at\u00e9 o \u00faltimo dia para o registro eleitoral a burguesia n\u00e3o conseguir encontrar um candidato menos bo\u00e7al e troglodita, jogar\u00e1 seus escr\u00fapulos na lata do lixo e entrar\u00e1 com malas e bagagem para o comboio do candidato da extrema direita. N\u00e3o importa se Bolsonaro faz homenagem a um torturador como Brilhante Ustra, se \u00e9 racista, mis\u00f3gino, preconceituoso ou contra os direitos humanos e das mulheres. Falam mais altos seus interesses econ\u00f4micos e o controle pol\u00edtico da m\u00e1quina governamental, como aconteceu em 1964 e ao longo da ditadura. Para os \u00f3rf\u00e3os da burguesia nacional, esse \u00e9 um momento muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Constatar as op\u00e7\u00f5es da burguesia num momento de grave crise \u00e9 saud\u00e1vel e pedag\u00f3gico para as for\u00e7as revolucion\u00e1rias. No entanto, depois dessa constata\u00e7\u00e3o ainda querer realizar alian\u00e7as com esses setores dominantes a\u00ed j\u00e1 \u00e9 masoquismo. At\u00e9 porque as classes dominantes brasileiras historicamente sempre estiveram perfiladas com o que h\u00e1 de mais atrasado e reacion\u00e1rio na hist\u00f3ria brasileira desde o per\u00edodo colonial. Ningu\u00e9m que queira realizar as transforma\u00e7\u00f5es em nosso pa\u00eds tem mais o direito de errar diante de uma quest\u00e3o objetiva como esta. O exemplo recente da experi\u00eancia do PT e suas alian\u00e7as com o grande capital e as oligarquias regionais foi bastante dram\u00e1tico para n\u00e3o se cometer o mesmo erro novamente.<\/p>\n<p><strong>Construir o campo popular<\/strong><\/p>\n<p>Numa sociedade como a brasileira (o pa\u00eds \u00e9 a oitava economia do mundo), com um capitalismo maduro, as classes sociais devidamente constitu\u00eddas, a ordem institucional burguesa funcionando de acordo com os interesses dos de cima, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para alian\u00e7as com a burguesia ou as oligarquias em geral para se realizar qualquer mudan\u00e7a. Pelo contr\u00e1rio, essas alian\u00e7as j\u00e1 foram derrotadas no passado e agora significam o cemit\u00e9rio para as for\u00e7as que continuarem insistindo nesse erro. O mais grave disso \u00e9 o fato de que uma parcela muito expressiva de for\u00e7as de esquerda continua insistindo nessa estrat\u00e9gia como se nada tivesse acontecido no passado recente.<\/p>\n<p>Os exemplos do apoio ao discurso de Bolsonaro no semin\u00e1rio da Confedera\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria e no dos engravatados do mercado financeiro \u00e9 um sinal muito forte do car\u00e1ter da burguesia brasileira, tanto a chamada burguesia produtiva quanto a financeira. Essa conversa fiada de ficar separando o capital produtivo e financeiro no Brasil \u00e9 outro sofisma para justificar o injustific\u00e1vel. O capital produtivo brasileiro ganha tamb\u00e9m muito dinheiro no mercado financeiro. Tem departamentos especializados para aplicar em t\u00edtulos e no mercado futuro. Uma parcela expressiva dos seus lucros vem exatamente da especula\u00e7\u00e3o financeira. Portanto, as contradi\u00e7\u00f5es entre capital produtivo e financeiro s\u00e3o apenas pontuais: em ess\u00eancia, todos s\u00e3o truculentos, autorit\u00e1rios e entreguistas.<\/p>\n<p>As reuni\u00f5es recentes de Bolsonaro com os principais executivos da \u00e1rea produtiva e financeira s\u00e3o uma demonstra\u00e7\u00e3o cristalina de que n\u00e3o se deve esperar desses setores nenhuma a\u00e7\u00e3o no sentido de qualquer mudan\u00e7a no pa\u00eds. Pelo contr\u00e1rio, a burguesia brasileira est\u00e1 aliada at\u00e9 o tutano com as for\u00e7as do capital internacional. S\u00e3o os principais inimigos do povo brasileiro, especialmente dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre das periferias. N\u00e3o tem nenhum papel a cumprir em qualquer processo de mudan\u00e7as. Estar\u00e3o sempre ao lado das causas mais reacion\u00e1rias, conservadoras e entreguistas da sociedade brasileira. Est\u00e3o entregando agora o Pr\u00e9-Sal, a Embraer, colocando veneno na mesa da popula\u00e7\u00e3o. Realizaram o ajuste fiscal por 20 anos, a reforma trabalhista, a lei das terceiriza\u00e7\u00f5es e por pouco n\u00e3o conseguiram aprovar a reforma da previd\u00eancia. Portanto, qualquer alian\u00e7a com esses setores ser\u00e1 mais uma trag\u00e9dia para quem continuar optando por esse caminho.<\/p>\n<p>Para quem quer realizar as transforma\u00e7\u00f5es no Brasil, a pol\u00edtica de alian\u00e7as deve ter como centro o campo popular (o conjunto dos assalariados, suas fam\u00edlias e aliados em contradi\u00e7\u00f5es com o grande capital nacional e internacional), que n\u00e3o s\u00f3 representa a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas tamb\u00e9m \u00e9 o \u00fanico campo capaz de aglutinar e construir um programa que seja capaz de contemplar os interesses desta maioria e coloc\u00e1-la em movimento pelas transforma\u00e7\u00f5es sociais. Essa \u00e9 a nossa tarefa agora: construir a frente pol\u00edtica e social classista e transformar a grande insatisfa\u00e7\u00e3o que existe na sociedade contra as classes dominantes, contra a corrup\u00e7\u00e3o e as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de vida de nosso povo em movimento organizado pelas grandes mudan\u00e7as, sob a dire\u00e7\u00e3o do campo popular.<\/p>\n<p><strong>Edm\u00edlson Costa<\/strong> \u00e9 secret\u00e1rio geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20183\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[219],"class_list":["post-20183","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5fx","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20183\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}