{"id":20216,"date":"2018-07-12T12:11:03","date_gmt":"2018-07-12T15:11:03","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20216"},"modified":"2018-07-12T12:11:03","modified_gmt":"2018-07-12T15:11:03","slug":"extrema-pobreza-volta-aos-niveis-de-12-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20216","title":{"rendered":"Extrema pobreza volta aos n\u00edveis de 12 anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Jose%CC%81_APublicaAlta-8.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><a href=\"https:\/\/apublica.org\/2018\/07\/a-extrema-pobreza-voltou-aos-niveis-de-12-anos-atras-diz-pesquisador-da-actionaid-e-ibase\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia P\u00fablica<\/a><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pobreza e extrema pobreza, por exemplo, levantamento da\u00a0ActionAidBrasil indica que nos \u00faltimos tr\u00eas anos \u2014\u00a02015-2017\u00a0\u2014 o pa\u00eds voltou ao patamar de\u00a012 anos atr\u00e1s\u00a0no n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. Ou seja, mais de\u00a010 milh\u00f5es de brasileiros\u00a0est\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o (veja o gr\u00e1fico abaixo). \u201cIsso nos leva a crer que aquela correla\u00e7\u00e3o pobreza versus fome sugere fortemente que a gente j\u00e1 est\u00e1, neste momento, numa situa\u00e7\u00e3o ruim, que deve aparecer com os dados da\u00a0Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares \u2014 POF\u00a0\u2014 do final de 2018.\u201d<\/p>\n<p>O economista\u00a0Francisco Menezes\u00a0concedeu entrevista\u00a0\u00e0\u00a0Thiago\u00a0Domenici, publicada por\u00a0Ag\u00eancia\u00a0P\u00fablica, 10-07-2018.<\/p>\n<p><strong>Eis a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A inseguran\u00e7a alimentar voltou a rondar o pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, n\u00f3s fizemos uma advert\u00eancia \u00e0\u00a0ONU\u00a0de que, se o Brasil prosseguisse no rumo mais recente que tinha tomado de certo abandono das pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o social, correria o risco de retornar ao\u00a0Mapa da Fome\u00a0do qual saiu em 2014. Publicamos esse relat\u00f3rio em\u00a0julho de 2017, e um novo relat\u00f3rio de acompanhamento desses objetivos do desenvolvimento sustent\u00e1vel vai sair ao final deste m\u00eas. O que n\u00f3s assinalamos naquela primeira advert\u00eancia vem sendo confirmada agora.<\/p>\n<p><strong>Como se chegou a essa constata\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A cada cinco anos \u00e9 feita uma pesquisa pelo\u00a0IBGE\u00a0sobre a situa\u00e7\u00e3o de\u00a0seguran\u00e7a e inseguran\u00e7a alimentar\u00a0do brasileiro. Essa pesquisa era feita junto \u00e0\u00a0Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio\u00a0\u2014\u00a0Pnad\u00a0\u2014 e passou agora a ser feita pela\u00a0POF,\u00a0que \u00e9 a pesquisa do or\u00e7amento familiar.<\/p>\n<p>A \u00faltima pesquisa foi realizada em\u00a02013\u00a0e divulgada em\u00a02014.\u00a0Como \u00e9 quinquenal, ainda est\u00e1 sendo realizada, mas o pessoal est\u00e1 no campo e a divulga\u00e7\u00e3o desses resultados deve sair no final de\u00a02018\u00a0ou in\u00edcio de\u00a02019.\u00a0O que ocorre \u00e9 que existem algumas situa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao estado da seguran\u00e7a alimentar, desde os que est\u00e3o em seguran\u00e7a alimentar \u2014 de ter acesso aos alimentos de uma forma regular e suficiente \u2014 at\u00e9 n\u00edveis de inseguran\u00e7a alimentar. E tem a inseguran\u00e7a alimentar grave, express\u00e3o que se usa para caracterizar a fome, em que uma determinada fam\u00edlia n\u00e3o teve disponibilidade de alimentos num determinado per\u00edodo.<\/p>\n<p>Essa inseguran\u00e7a alimentar grave em\u00a02013,\u00a0por exemplo, quando foi feita a \u00faltima pesquisa, estava num n\u00edvel bastante baixo, e \u00e9 por isso tamb\u00e9m que em\u00a02014\u00a0a\u00a0ONUcolocou o Brasil fora do mapa do fome.<\/p>\n<p><strong>Os dados agora apontam um retrocesso?<\/strong><\/p>\n<p>Quantas pessoas passam fome? Para dizer alguma coisa pr\u00f3xima, vai ter que esperar um pouco, mas toda experi\u00eancia sempre mostrou que os n\u00fameros da extrema pobreza com os n\u00fameros da fome s\u00e3o muito pr\u00f3ximos. Mas a nossa advert\u00eancia j\u00e1 leva a quase uma certeza.<\/p>\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso considerar que uma situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza tem uma correla\u00e7\u00e3o muito grande com a situa\u00e7\u00e3o de fome. Ou seja, pessoas que est\u00e3o numa\u00a0situa\u00e7\u00e3o mais extrema de pobreza\u00a0est\u00e3o fortemente vulner\u00e1veis e sujeitas \u00e0 fome, geralmente passando fome. Por isso, \u00e9 importante trabalhar a quest\u00e3o da fome junto com a quest\u00e3o da pobreza, e n\u00f3s temos assistido a um empobrecimento muito acelerado da popula\u00e7\u00e3o, e sobre isso n\u00f3s temos os dados.<\/p>\n<p>Em tr\u00eas anos, 2015, 2016, 2017, a gente, infelizmente, voltou a 12 anos atr\u00e1s em termos do n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. Isso nos leva a crer que aquela correla\u00e7\u00e3o\u00a0pobreza versus fome\u00a0sugere fortemente que a gente j\u00e1 est\u00e1, neste momento, numa situa\u00e7\u00e3o bastante ruim, que deve aparecer no final do ano com os dados da\u00a0POF.\u00a0A extrema pobreza est\u00e1 crescendo mais aceleradamente do que a pobreza, que voltou a oito anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Brasileiros na pobreza extrema (em milh\u00f5es)<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/apublica.org\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Infografico-Pobreza-Extrema.gif\" alt=\"imagem\" \/>O gr\u00e1fico\u00a0ActionAid\u00a0e\u00a0Ibase\u00a0\u00e9 resultado do processamento de microdados de\u00a0Pnads Cont\u00ednuas\u00a0(a partir de 2012) e de\u00a0Pnads\u00a0de 1992 a 2011. As\u00a0Pnads\u00a0n\u00e3o s\u00e3o feitas nos anos em que s\u00e3o realizados os censos demogr\u00e1ficos. Entre diversas metodologias que apresentam n\u00fameros muito pr\u00f3ximos, adota-se mais frequentemente aquela seguida pelo programa\u00a0Bolsa Fam\u00edlia.\u00a0A popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza \u00e9 a com rendimento domiciliar per capita de at\u00e9 R$ 70,00 e a em situa\u00e7\u00e3o de pobreza de at\u00e9 R$ 140,00 referente a junho de 2011 e deflacionado\/inflacionado pelo INPC para os meses de refer\u00eancia de coleta da\u00a0Pnad.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea est\u00e1 dizendo \u00e9 que a tend\u00eancia j\u00e1 aponta, mesmo que ainda n\u00e3o confirmada, que o Brasil voltar\u00e1 ao Mapa da Fome?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que, infelizmente, sim. N\u00f3s n\u00e3o temos ainda os dados dessa pesquisa que comentei. Eu posso falar, sim, sobre os pr\u00f3prios dados da\u00a0Pnad Cont\u00ednua\u00a0[Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua], que revelam esse empobrecimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o com aumento muito grande, e que varia de regi\u00e3o para regi\u00e3o, de estado para estado.\u00a0O\u00a0Rio de Janeiro, por exemplo, vive uma situa\u00e7\u00e3o em que a pobreza extrema, muito ligada \u00e0 quest\u00e3o do pr\u00f3prio desemprego, cresceu muito, triplicou em um ano [de 143 mil para 480 mil em um ano].<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as outras regi\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>O\u00a0Nordeste\u00a0brasileiro\u00a0e a regi\u00e3o\u00a0Norte\u00a0t\u00eam um grau de pobreza maior do que o\u00a0Sudeste\u00a0e o\u00a0Sul,\u00a0mas o\u00a0nordeste\u00a0teve um movimento muito positivo at\u00e9 2014 no sentido de recupera\u00e7\u00e3o, mas agora a gente volta a assistir a uma situa\u00e7\u00e3o de agravamento, porque j\u00e1 era mais vulner\u00e1vel originalmente.<\/p>\n<p><strong>E quais s\u00e3o os fatores desse crescimento da extrema pobreza?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios fatores. Avalio que, em primeiro lugar, a t\u00edtulo de enfrentamento do que se chamava desequil\u00edbrio fiscal, se fez uma pol\u00edtica que, de um lado, gerou uma paralisia grande da economia, gerando com isso desemprego, e n\u00e3o resolveu o problema do d\u00e9ficit fiscal. A receita, consequentemente, se reduziu e o pa\u00eds entrou num c\u00edrculo vicioso de paralisia e, ao mesmo tempo, crescimento do desemprego e da pobreza, sem capacidade pr\u00f3pria de gerar uma recupera\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um fator.<\/p>\n<p>N\u00e3o querendo ser o dono da verdade, mas \u00e9 a pr\u00e1tica de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica completamente equivocada nos tr\u00eas \u00faltimos anos. N\u00e3o se pode esquecer de que 2015 j\u00e1 se experimentou uma pol\u00edtica bastante recessiva como op\u00e7\u00e3o para o enfrentamento das dificuldades que apareceram. A paralisia na constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, atinge as camadas pobres da popula\u00e7\u00e3o, deixando um grande n\u00famero de pessoas desempregadas ou subempregadas; as pr\u00f3prias empresas que trabalhavam em torno do sistema Petrobras e tantas outras que foram paralisando agravam esse quadro. Ou seja, o desemprego n\u00e3o pode ser desprezado nesse aspecto.<\/p>\n<p><strong>A tomada de decis\u00e3o de fazer o ajuste fiscal e congelar os gastos p\u00fablicos por 20 anos deve ser considerada com efeito imediato?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenha d\u00favida. A\u00a0emenda constitucional\u00a0foi aprovada no final de\u00a02016.\u00a0Se voc\u00ea pega o or\u00e7amento de 2016 \u2014 e estou falando dos programas sociais \u2014, j\u00e1 se v\u00ea um fort\u00edssimo contingenciamento durante aquele ano. Ent\u00e3o se viveu j\u00e1 em 2016 uma experimenta\u00e7\u00e3o do corte de recursos. A proposta de or\u00e7amento para 2017 traz um enorme corte e para\u00a02018\u00a0ainda mais. \u00c9 o que n\u00f3s hoje estamos chamando de estado de desprote\u00e7\u00e3o social, porque faltam recursos de todos os lados.<\/p>\n<p>No aspecto da pobreza extrema, a gente est\u00e1 sentindo que em rela\u00e7\u00e3o ao programa\u00a0Bolsa Fam\u00edlia, est\u00e3o sendo feito\u00a0cortes grandes\u00a0de contingentes de fam\u00edlias que, na verdade, ao contr\u00e1rio do que o governo alega, n\u00e3o s\u00e3o fam\u00edlias que simplesmente n\u00e3o prestaram conta adequadamente, mas s\u00e3o aquelas mais vulner\u00e1veis que em geral t\u00eam mais dificuldades de prestar essas contas. Muitas fam\u00edlias dentro do Bolsa Fam\u00edlia foram cortadas e tinham, ou como \u00fanica renda ou uma parte importante de sua renda, vinda do programa, e isso tem uma import\u00e2ncia na quest\u00e3o alimentar por outras pesquisas que j\u00e1 fizemos. A gente sabe que os recebedores do Bolsa Fam\u00edlia, na sua maior parte, gastam em alimenta\u00e7\u00e3o, pelo peso que o alimento tem nos seus pr\u00f3prios or\u00e7amentos.<\/p>\n<p><strong>Essa quest\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 um levantamento ou uma percep\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 um levantamento. Foram\u00a0cortadas 1 milh\u00e3o e 500 mil fam\u00edlias, pode-se ver pelos pr\u00f3prios dados do governo. Inclusive, para\u00a02018\u00a0o governo j\u00e1 coloca um or\u00e7amento menor para o\u00a0Bolsa Fam\u00edlia.\u00a0O que est\u00e1 ocorrendo, o que a gente sup\u00f5e, n\u00e3o temos comprova\u00e7\u00e3o ainda, \u00e9 que grande parte dessas fam\u00edlias cortadas s\u00e3o as mais pobres.<\/p>\n<p>E uma outra causa \u00e9 a quest\u00e3o dos pre\u00e7os, n\u00e3o s\u00f3 dos alimentos, mas outra quest\u00e3o que pesa, o g\u00e1s. O g\u00e1s impacta muito sobre as fam\u00edlias mais pobres. Com um aumento dos combust\u00edveis de uma maneira geral, estamos come\u00e7ando a escutar as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es do quanto isso est\u00e1 pesando. Fora o fato de que o aumento dos combust\u00edveis gera um aumento dos g\u00eaneros aliment\u00edcios.<\/p>\n<p><strong>O Brasil \u00e9 um dos principais produtores de alimentos do mundo e pessoas passam fome. Como compreender essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil tem indubitavelmente uma capacidade de produ\u00e7\u00e3o de alimentos relevante. Esse n\u00e3o \u00e9 o nosso problema, o da produ\u00e7\u00e3o, mas o que ocorre \u00e9 que existe uma profunda desigualdade, inclusive, no campo.<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o:\u00a0Jardim Silvio Sampaio, Campo Limpo,\u00a0zona sul de S\u00e3o Paulo (Jos\u00e9 C\u00edcero da Silva\/Ag\u00eancia P\u00fablica)<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"PY6Ezd62Ke\"><p><a href=\"https:\/\/apublica.org\/2018\/07\/a-extrema-pobreza-voltou-aos-niveis-de-12-anos-atras-diz-pesquisador-da-actionaid-e-ibase\/\">&#8220;A extrema pobreza voltou aos n\u00edveis de 12 anos atr\u00e1s&#8221;, diz pesquisador da ActionAid e Ibase<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/apublica.org\/2018\/07\/a-extrema-pobreza-voltou-aos-niveis-de-12-anos-atras-diz-pesquisador-da-actionaid-e-ibase\/embed\/#?secret=PY6Ezd62Ke\" data-secret=\"PY6Ezd62Ke\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;&#8220;A extrema pobreza voltou aos n\u00edveis de 12 anos atr\u00e1s&#8221;, diz pesquisador da ActionAid e Ibase&#8221; &#8212; Ag\u00eancia P\u00fablica\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20216\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[222],"class_list":["post-20216","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5g4","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20216"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20216\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}