{"id":20235,"date":"2018-07-16T22:17:49","date_gmt":"2018-07-17T01:17:49","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20235"},"modified":"2018-07-16T22:17:49","modified_gmt":"2018-07-17T01:17:49","slug":"ue-bancos-salvam-a-crise-e-acabam-com-a-grecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20235","title":{"rendered":"UE: Bancos salvam a crise e acabam com a Gr\u00e9cia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/gz.diarioliberdade.org\/media\/k2\/items\/cache\/5044e62b1b9141e31ad7ed70820d8363_XL.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><a href=\"https:\/\/gz.diarioliberdade.org\/artigos-em-destaque\/item\/239921-ue-bancos-salvam-a-crise-e-acabam-com-a-grecia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Di\u00e1rio Liberdade<\/a> Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.williamengdahl.com\/englishNEO13Jul2018.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">New Strategic Outlook<\/a><\/p>\n<p>F. William Engdahl, Tradu\u00e7\u00e3o da Vila Vudu<\/p>\n<p>Com fanfarras, no final de junho, os 19 ministros das finan\u00e7as da zona do euro na UE anunciaram o fim da crise da d\u00edvida grega, que se arrasta por oito anos e levou toda a estrutura do euro \u00e0 convuls\u00e3o mais profunda que o sistema conheceu at\u00e9 hoje. Infelizmente, \u00e9 nada. S\u00f3 profunda, completa encena\u00e7\u00e3o. Os ministros da Uni\u00e3o Europeia recusaram-se a cancelar a d\u00edvida do estado grego. Em vez disso, encenaram uma capitaliza\u00e7\u00e3o destrutiva dos juros da d\u00edvida existente, semelhante ao que Washington fez \u00e0 Am\u00e9rica Latina nos anos 1980. \u00c9 perfeitamente justific\u00e1vel que todos nos perguntemos o que est\u00e1 realmente acontecendo.<\/p>\n<p>Pelo esquema rec\u00e9m inventado, estendeu-se o vencimento dos empr\u00e9stimos por dez anos. Afastado o risco de a d\u00edvida ser cancelada, os ministros da Eurozona concordaram com prorrogar por dez anos o cumprimento da maior parte das presta\u00e7\u00f5es ainda a serem pagas dos empr\u00e9stimos existentes, sobre uma d\u00edvida p\u00fablica que continua equivalente a 180% do PIB, ou 340 bilh\u00f5es de euros, apesar de cortes e reformas. A Uni\u00e3o Europeia emprestou mais 15 bilh\u00f5es de euros (17,5 bilh\u00f5es de EUA-d\u00f3lares) como d\u00edvida nova, para &#8216;facilitar&#8217; os pagamentos agora devidos.<\/p>\n<p>Como parte do acordo, o FMI e o governo-amigo-da-UE de Alexis Tsipras entenderam-se em torno de ainda mais &#8216;austeridade&#8217;\u00a0<b>[\u00e9 ARROCHO. &#8220;Austeridade&#8221; \u00e9 racionalizar gastos para preservar o realmente indispens\u00e1vel, sem nenhum desperd\u00edcio; &#8220;austeridade&#8221; n\u00e3o \u00e9 cortar comida da mesa dos pobres, para pagar banqueiros: isso \u00e9 ARROCHO (NTs)]<\/b>. Mais &#8216;austeridade&#8217; no caso da Gr\u00e9cia significa mais impostos sobre os mais pobres e mais cortes nas aposentadorias at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia j\u00e1 tem hoje o \u00edndice oficial de desemprego mais alto de toda a Uni\u00e3o Europeia, depois de oito anos de &#8216;austeridade&#8217; ordenada pelo FMI e UE. Desde o in\u00edcio da crise, por efeito das exig\u00eancias da mais violenta &#8216;austeridade&#8217; [\u00e9 violento ARROCHO] \u00e0 moda Br\u00fcning,[1]\u00a0impostas ao pa\u00eds pela Alemanha e pela Uni\u00e3o Europeia, a economia grega encolheu at\u00e9 agora 25%. O desemprego total chega a 20% e o desemprego entre os jovens j\u00e1 passa de 40%. 70% das aposentadorias e programas de bem-estar j\u00e1 foram cortados.<\/p>\n<p>O programa anterior de &#8220;resgate&#8221; da Gr\u00e9cia, de 86 bilh\u00f5es de euros, acertado em 2015, levou o total de empr\u00e9stimos contra\u00eddos por Atenas a 273,7 bilh\u00f5es de euros desde 2010. Hoje, j\u00e1 passa de 300 bilh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p><b>Dia a dia mais pobre e mais afundada em d\u00edvidas<\/b><\/p>\n<p>Por imposi\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, do Banco Central Europeu e do FMI \u2013 a adequadamente chamada &#8220;Troika&#8221; \u2013, a Gr\u00e9cia aprovou leis contra os sindicatos, suspendeu os contratos coletivos de trabalho, praticamente p\u00f4s fim \u00e0 possibilidade de qualquer tipo de greve nas ind\u00fastrias e legalizou as demiss\u00f5es em massa. A queda vertiginosa nos sal\u00e1rios, determinada de fora do pa\u00eds, \u00e9 complementada pela venda das joias da coroa econ\u00f4mica grega \u2013 num vasto programa de privatiza\u00e7\u00f5es, do fornecimento de energia el\u00e9trica a infraestrutura (aeroportos, portos, servi\u00e7os p\u00fablicos como hospitais, escolas e transporte p\u00fablico).<\/p>\n<p>Mas o dinheiro n\u00e3o ser\u00e1 investido na muito necess\u00e1ria infraestrutura, para criar empregos que aumentem a base produtiva: ser\u00e1 usado para pagar empr\u00e9stimos antigos feitos ao pa\u00eds pelo Banco Central Europeu e o FMI. Um dos itens dos contratos de empr\u00e9stimos obriga o governo grego a obter permamentemente entradas mais altas que despesas \u2013 com o que alcan\u00e7a(ria) &#8220;super\u00e1vit prim\u00e1rio no or\u00e7amento&#8221; de 3,5% do PIB em 2022 e 2% anualmente at\u00e9 2060.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia, sua economia e seu povo foram condenados \u00e0 pena de servid\u00e3o perp\u00e9tua, colhidos na armadilha da d\u00edvida impag\u00e1vel: nem a Alemanha consegue alcan\u00e7ar os n\u00fameros impostos aos gregos.<\/p>\n<p>Em outubro de 2009, a d\u00edvida dos gregos chegava a 129% do PIB. Naquele ponto o partido PASOK amigo de Washington, do primeiro-ministro George Papandreou, destronou o governo conservador de Karamanlis e &#8220;revelou&#8221; a exist\u00eancia de uma d\u00edvida escondida de cerca de 5,4 bilh\u00f5es de euros, adiada por\u00a0<i>swaps<\/i>\u00a0n\u00e3o convencionais do banco Goldman Sachs, al\u00e9m de v\u00e1rias medidas ilegais tomadas para exagerar o d\u00e9ficit do estado grego, de modo a provocar uma crise e for\u00e7ar o &#8216;resgate&#8217; dos corruptos bancos gregos e respectivos credores franceses, alem\u00e3es e holandeses, com dinheiro grego \u2013 quer dizer, dos contribuintes. \u2013 Assim os grandes bancos insolventes foram salvos da fal\u00eancia.<\/p>\n<p>Naquele momento, o Banco Central Europeu comandado pelo franc\u00eas Jean-Claude Trichet recusou-se a acalmar o assunto \u2013 o que poderia ter tentado, se comprasse a d\u00edvida do governo grego, para p\u00f4r fim \u00e0 especula\u00e7\u00e3o que fazia subir os juros dos pap\u00e9is em euro do estado grego a impag\u00e1veis 40%. O governo grego foi declarado culpado pela crise; e Uni\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e FMI, a Troika, apossaram-se da economia grega.<\/p>\n<p>Como Eric Toussaint do Comit\u00ea para a Aboli\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Ileg\u00edtima[2]\u00a0apontou num detalhado estudo da crise grega:<\/p>\n<p>&#8220;Papandreou dramatizou a d\u00edvida p\u00fablica e o d\u00e9ficit, para justificar uma interven\u00e7\u00e3o externa, com a qual se internalizou capital suficiente para resolver a situa\u00e7\u00e3o em que estavam os bancos. O governo Papandreou falsificou os n\u00fameros da d\u00edvida da Gr\u00e9cia \u2013 n\u00e3o para faz\u00ea-la parecer menor, como reza a narrativa dominante, mas, sim, para aument\u00e1-la. Queria evitar perdas pesadas dos bancos estrangeiros (principalmente franceses e alem\u00e3es) e proteger os acionistas privados e principais executivos dos bancos gregos&#8221; (9\/1\/2017, &#8220;Banks are responsible for the crisis in Greece&#8221; [Bancos s\u00e3o respons\u00e1veis pela crise na Gr\u00e9cia], Eric Toussaint,\u00a0CADTM).<\/p>\n<p><b>Jogos de culpas<\/b><\/p>\n<p>Para aliviar a culpa dos bancos gregos e estrangeiros, e exibir como culpado o governo grego, Christine Lagarde, tamb\u00e9m francesa e do FMI, mentiu deliberadamente que o estado grego teria dado aos gregos o benef\u00edcios de um generoso sistema de prote\u00e7\u00e3o social, apesar do fato, disse ela, de os cidad\u00e3os nem pagarem impostos. Deixou de explicar que os impostos extra\u00eddos de assalariados e aposentados na Gr\u00e9cia s\u00e3o retidos na fonte.<\/p>\n<p>O governo Papandreou no final de 2009 revelou a exist\u00eancia de &#8220;acordos do banco Goldman Sachs, de<i>\u00a0swaps<\/i>\u00a0de moeda, fora do mercado&#8221;, com o governo grego anterior, instrumento que teria permitido esconder o tamanho do d\u00e9ficit p\u00fablico, para que o pa\u00eds pudesse integrar-se \u00e0 Eurozona em 2002. Estava instalada a crise grega.<\/p>\n<p>Fundos internacionais de\u00a0<i>hedge\u00a0<\/i>e banqueiros estrangeiros, al\u00e9m do Banco Central Europeu, fizeram o resto. Estima-se que pelo menos 77% do dinheiro de resgate foi diretamente ou indiretamente para o setor financeiro europeu, bancos que j\u00e1 receberam\u00a0\u00a0670 bilh\u00f5es de euros de apoio direto do estado no in\u00edcio da crise. Em outras palavras: cerca de 231 bilh\u00f5es de euros absolutamente n\u00e3o trouxeram qualquer benef\u00edcio \u00e0 sociedade grega; s\u00f3 beneficiaram o setor financeiro internacional. Cidad\u00e3os desinformados na Uni\u00e3o Europeia ouviram que o dinheiro seria para &#8220;resolver a crise grega&#8221;. Mentira. Todo o dinheiro foi usado para salvar bancos internacionais.<\/p>\n<p>Apesar dos 300 bilh\u00f5es de euros de &#8220;ajuda&#8221; posterior para sobreviver \u00e0 crise grega, a d\u00edvida hoje j\u00e1 alcan\u00e7a assustadores 180% do PIB, muito mais do que no in\u00edcio. Os \u00fanicos que ganharam foram o Tesouro alem\u00e3o, que conseguiu quase 3 bilh\u00f5es de euros de seus pap\u00e9is gregos, e os grandes bancos credores, especialmente na Fran\u00e7a, Alemanha e B\u00e9lgica, e os fundos\u00a0<i>hedge<\/i>\u00a0de especula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto a 2016, um total de 47 bilh\u00f5es de euros foram canalizados da Uni\u00e3o Europeia, FMI e Banco Central Europeu, via um fundo do governo grego, para recapitalizar os quatro maiores bancos gregos, sob o argumento de que salvar os bancos privados, em vez de nacionaliz\u00e1-los e limp\u00e1-los, seria essencial para a economia. O que realmente aconteceu foi que um grupo de fundos\u00a0<i>hedge<\/i>internacionais como o de Paulson e outros investidores estrangeiros conseguiram comprar 74% das a\u00e7\u00f5es com voto desses bancos recapitalizados por meros 5,1 bilh\u00f5es de euros. Os investidores gregos foram proibidos de investir.<\/p>\n<p><b>Sem resgate<\/b><\/p>\n<p>Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finan\u00e7as da Gr\u00e9cia, e hoje cr\u00edtico das pol\u00edticas do governo Tsipras, escreveu:<\/p>\n<p>&#8220;Mas n\u00e3o foi resgate. A Gr\u00e9cia jamais foi resgatada. Nem o foram os demais su\u00ednos [ing.\u00a0<i>pigs<\/i>] da Europa \u2013 como foram chamados em conjunto os pa\u00edses PIIGS, a saber, Portugal, Irlanda, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia e Espanha [ing.\u00a0<i>Spain<\/i>]. O resgate da Gr\u00e9cia, depois da Irlanda, depois de Portugal, depois da Espanha foram pacotes para resgatar, em primeiro lugar, alguns bancos franceses e alem\u00e3es.&#8221;<\/p>\n<p>Para Eric Toussaint, do\u00a0CADTM, que teve acesso a documentos confidenciais do FMI sobre o &#8220;resgate&#8221; grego, escreveu:<\/p>\n<p>&#8220;Os documentos provaram que a decis\u00e3o do FMI dia 9\/5\/2010, de emprestar 30 bilh\u00f5es de euros \u00e0 Gr\u00e9cia (32 vezes a soma normalmente dispon\u00edvel para o pa\u00eds) teve, como disseram claramente v\u00e1rios diretores executivos, o objetivo principal de resolver as dificuldades de bancos franceses e alem\u00e3es.&#8221;<\/p>\n<p>Acrescentou que o dinheiro do FMI foi usado para pagar bancos franceses, alem\u00e3es e holandeses que, em conjunto, no momento em que foi tomada aquela decis\u00e3o, detinham mais de 70% da d\u00edvida grega.<\/p>\n<p>Arrochar sal\u00e1rios dos gregos, cortar financiamento p\u00fablico para educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, privatizar servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais e reduzir pens\u00f5es e aposentadorias dos mais pobres jamais dar\u00e1 qualquer &#8216;dinamismo&#8217; \u00e0 economia grega. Mas, afinal, a &#8216;austeridade&#8217; [ARROCHO!] n\u00e3o foi concebida para essa finalidade. O real objetivo do projeto de &#8216;austeridade&#8217; [\u00e9 ARROCHO], como hoje j\u00e1 se v\u00ea cada dia mais claramente, sempre foi destruir a Gr\u00e9cia como estado-na\u00e7\u00e3o soberana \u2013 objetivo central das pot\u00eancias sem cara que agem por tr\u00e1s da Uni\u00e3o Europeia em Bruxelas.<\/p>\n<p>Como a Alemanha aprendeu na crise de 1931, no governo do chanceler Heinrich Br\u00fcning, o arrocho s\u00f3 faz piorar as condi\u00e7\u00f5es, faz crescer o desemprego e a mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>O mais recente movimento na trag\u00e9dia da d\u00edvida grega, ou, dito mais claramente, o estupro do povo e do patrim\u00f4nio p\u00fablico dos gregos, nada traz de bom para Gr\u00e9cia. Mas mant\u00e9m intacto, por mais algum tempo, o sistema da servid\u00e3o por d\u00edvida ileg\u00edtima.<\/p>\n<hr \/>\n<p>1.\u00a0<b>Heinrich Br\u00fcning<\/b>\u00a0(1885-1970), pol\u00edtico conservador, chanceler e ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Alemanha de Weimar, de 1930 a 1932, at\u00e9 pouco antes de Hitler chegar ao poder. Incapaz de resolver os problemas econ\u00f4micos da Alemanha, acelerou o processo rumo \u00e0 ditadura que viria, passando a ignorar o Parlamento e governando por decretos. Em 1934, Br\u00fcning deixou a Alemanha e mudou-se para os EUA, onde deu aulas de ci\u00eancia pol\u00edtica na Universidade de Harvard, de 1937 a 1952 [NTs, com informa\u00e7\u00f5es de\u00a0<i>Enciclopaedia Britannica<\/i>].<\/p>\n<p>2.\u00a0<b>Comit\u00ea para a Aboli\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Ileg\u00edtima\u00a0<\/b>(antes chamado Comit\u00ea para a Aboli\u00e7\u00e3o da D\u00edvida do 3\u00ba Mundo,\u00a0CADTM).<\/p>\n<p>https:\/\/gz.diarioliberdade.org\/artigos-em-destaque\/item\/239921-ue-bancos-salvam-a-crise-e-acabam-com-a-grecia.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20235\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[18,38],"tags":[228],"class_list":["post-20235","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s22-europa","category-c43-imperialismo","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5gn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20235"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20235\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}