{"id":20256,"date":"2018-07-18T20:53:09","date_gmt":"2018-07-18T23:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20256"},"modified":"2018-07-18T20:53:09","modified_gmt":"2018-07-18T23:53:09","slug":"reforma-trabalhista-cria-novo-perfil-de-desempregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20256","title":{"rendered":"Reforma trabalhista cria novo perfil de desempregado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.redebrasilatual.com.br\/revistas\/142\/desemprego-no-neoliberalismo-de-temer\/neoliberalismo-temer\/image_large\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Desemprego atinge pessoas com n\u00edvel superior e m\u00e9dio, cresce entre trabalhadores n\u00e3o brancos e \u00e9 especialmente cruel com os mais jovens, atingindo 28,1% na faixa dos 18 aos 24 anos<\/p>\n<p>por Marcio Pochmann*<\/p>\n<p>REDE BRASIL ATUAL<\/p>\n<p>Nas enquetes realizadas com a popula\u00e7\u00e3o,\u00a0o problema da escassez do emprego\u00a0emerge com maior centralidade entre os brasileiros. Ao mesmo tempo, o monitoramento dos riscos sociais revela que o medo do desemprego atinge patamar in\u00e9dito, tendo o IBGE apontado para o universo de quase 28 milh\u00f5es de pessoas comprometidos com a procura por trabalho, equivalendo a um trabalhador a cada tr\u00eas nessa dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No governo Temer, o retorno das pol\u00edticas neoliberais em uma economia combalida pela recess\u00e3o n\u00e3o apenas aprofundou a dimens\u00e3o do desemprego nacional. Tamb\u00e9m produziu um novo tipo de desempregado.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do desemprego em massa se transformou na principal refer\u00eancia relativa ao decr\u00e9scimo do n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica no Brasil. Com a redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o existente, a m\u00e3o de obra crescentemente excedente passou a enfrentar o avan\u00e7o da precariza\u00e7\u00e3o movida pelo rebaixamento dos direitos e a\u00a0liberaliza\u00e7\u00e3o desde os contratos a zero hora (trabalho intermitente)\u00a0introduzidos pela reforma trabalhista desde o ano passado.<\/p>\n<p>Da mesma forma que o\u00a0tipo de ocupa\u00e7\u00e3o foi sendo modificado em fun\u00e7\u00e3o do decrescimento da economia nacional, o perfil do desempregado altera-se segundo caracter\u00edsticas pessoais. O contingente de desempregados cresce mais para pessoas com ensino superior, seguido para trabalhadores com o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Ao se considerar a\u00a0evolu\u00e7\u00e3o do desemprego\u00a0conforme cor\/ra\u00e7a percebe-se que a maior expans\u00e3o transcorre para os trabalhadores n\u00e3o brancos, assim como levemente mais intenso aos homens. A evolu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego nacional aponta a gravidade que assumiu para os segmentos com menos idade. O desemprego atinge mais de 2\/5 das pessoas de 14 a 17 anos (43,6% de taxa de desemprego), ao passo que na faixa de 60 anos e mais de idade responde por 4,6%, quase 1\/10 da taxa dos jovens desempregados. Na faixa de 18 a 24 anos, a taxa do desemprego encontra-se em 28,1%, ou seja, a cada tr\u00eas jovens que se encontram no mercado de trabalho, praticamente um situa-se na condi\u00e7\u00e3o de desempregado.<\/p>\n<p>Do ponto de vista do territ\u00f3rio nacional, o desemprego tamb\u00e9m apresenta comportamento bem diferenciado. Entre as cinco grandes regi\u00f5es geogr\u00e1ficas, a taxa de desemprego, a regi\u00e3o Sul situa-se entre a que mais registra eleva\u00e7\u00e3o, seguida da regi\u00e3o Sudeste, do Centro Oeste, Nordeste e Norte, embora a maior taxa de desemprego tenha se concentrado na regi\u00e3o Nordeste (15,9%) e a menor na regi\u00e3o Sul (8,4%).<\/p>\n<p>O estado da federa\u00e7\u00e3o com maior eleva\u00e7\u00e3o na taxa de desemprego aponta para Rond\u00f4nia e o de menor aumento no Rio Grande do Norte. Em contrapartida, o estado do Amap\u00e1, com taxa de desemprego de 21,1%, registra o maior desemprego relativo \u00e0 Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA), ao passo que Santa Catarina, com 6,5% da PEA desempregada, mostra a menor taxa da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, constata-se que o conjunto de 12 estados apresenta taxa de desemprego abaixo da m\u00e9dia nacional (13,1%) e 15 estados, em contrapartida, acima. Por outro lado, 17 estados registram crescimento na taxa de desemprego abaixo da m\u00e9dia nacional e 10 unidades da federa\u00e7\u00e3o apresentaram acima.<\/p>\n<p>O novo perfil do desemprego no pa\u00eds expressa efeitos da fase do decrescimento no conjunto das atividades econ\u00f4micas, bem como da reforma trabalhista imposta pelo governo Temer. Nesse sentido, os trabalhadores, em cada regi\u00e3o do Brasil, sofrem tanto da mais grave queda no n\u00edvel das atividades econ\u00f4micas como da liberaliza\u00e7\u00e3o das formas rebaixadas de contrata\u00e7\u00e3o laboral ao patronato, autorizadas pelo atual desmonte das pol\u00edticas de garantia dos direitos sociais e trabalhista.<\/p>\n<p><em>Marcio Pochmann \u00e9 professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.<\/em><\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o:\u00a0Rond\u00f4nia registra taxa mais elevada de desemprego em compara\u00e7\u00e3o com outros estados da federa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/revistas\/142\/desemprego-no-neoliberalismo-de-temer<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20256\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[223],"class_list":["post-20256","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5gI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20256","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20256"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20256\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}