{"id":20316,"date":"2018-07-26T00:45:58","date_gmt":"2018-07-26T03:45:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20316"},"modified":"2018-07-26T00:45:58","modified_gmt":"2018-07-26T03:45:58","slug":"dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20316","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/gihJ6jPbwyUnn9rDnou1MA_KK5R50uS41uEbOtvok3W99AUT6t10zyGIPOt8Ccta_uiYM3Omq2Nobp-gixwHzWeNC1GFdnUSzO6nPzMK28bHlqWJbqm-qEgy7Zr5dp4q_zp2DHn1ky5CWYao6hs6izDKicStBrJ8Pv5tVqQBhiwE6LeOKtHJmt7ab1BZXQSuRc3iQTc4MESuUxyPiY-LktFzNUcrZLsJIef6-sgCL10SycyHqO0kk0Jm3lveXprXy3hQATkSExXsub6ibyzk49jjTWtzvQHdDb-n0J5_1pJrEygrPNzcuJAnc3LM15lgKr1qtNCCuT7tJeLKwjqACaO8-s_0l3VtqJAEOrHV_Mx15YvLzTrh3eTat-4xyhKBbMvJn07WXK5UqByRExff3gaeAZW_GeiTsdI2uUdqu7x2FGyXaez2CTmZZ0X1LixSFaxBOSXSzyxhNf1V9XKoqlh2XH1oyFY6IURXra_SbMZFDrzAYuLAXYmLPZIlECpGysae4WoY3C5uv-k7lJWol0-hx78qyElqyO0wQqKaI-aedfmf3q_wVxJmMtyM3s6BNLU7qY9is0SUatehjnZmlxJASj6_OySW-F3xozHPghgtEHd-5NxG7Mft0K2VkWWnf5c-MxYrlxa7xHHj0R8JzdUkiaHfXfmdRA=w345-h426-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Mercedes Lima, Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n<p>A data nasceu com o fim de celebrar e sobretudo estimular a reflex\u00e3o sobre o papel das mulheres negras da Am\u00e9rica Latina e Caribe, em julho de 1992, por representantes de cerca de 70 pa\u00edses e participantes do Primeiro Encontro de Mulheres Negras da Am\u00e9rica Latina e Caribe, em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n<p>Ela buscar dar visibilidade ao fator desigualdade racial e de g\u00eanero, \u00e0 resist\u00eancia e luta das mulheres negras contra o racismo, sexismo, discrimina\u00e7\u00e3o de classe, preconceitos, fortalecendo e resgatando as organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia das mulheres negras e principalmente aquelas que rompem com um feminismo n\u00e3o classista, que lutam contra os espa\u00e7os subalternos que lhes s\u00e3o dados. \u00c8 maior o impacto do machismo sobre as mulheres negras, que t\u00eam suas vidas e corpos mercantilizados, que t\u00eam os sal\u00e1rios mais rebaixados do pa\u00eds e vidas absolutamente invisibilizadas no campo intelectual ao longo dos processos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>\u00c8 preciso reconhecer que o movimento de mulheres, contrapondo-se ao movimento feminista classista, n\u00e3o deu como n\u00e3o d\u00e1 conta de explicar\/visibilizar a situa\u00e7\u00e3o dessa popula\u00e7\u00e3o, da\u00ed o alcance importante que tem essa data porque, al\u00e9m de definir a data do 25 de Julho como o seu dia, tamb\u00e9m criou a hoje poderosa Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, internacionalizando o feminismo negro com a constru\u00e7\u00e3o de formas de lutas de enfrentamento a um tipo de opress\u00e3o capitalista sim, mas guardando suas especificidades, respeitando a identidade das mulheres negras, j\u00e1 que a identidade feminista n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea nem linear, nela havendo demandas espec\u00edficas abarcando as condi\u00e7\u00f5es como g\u00eanero, etnia, orienta\u00e7\u00e3o sexual e religiosa, todas, naturalmente, com o corte de classe, esse sim, fundamental para um melhor entendimento sobre todas as formas de opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o contra as mulheres.<\/p>\n<p>Existe a necessidade de fortalecer o 25 de Julho \u2013 esse dia da Mulher Afro-Latino-americana e caribenha &#8211; com um feminismo que entende a transversalidade na quest\u00e3o da opress\u00e3o de g\u00eanero e classe, tendo um olhar para abarcar as diferen\u00e7as, as multiplicas experi\u00eancias e identidades das mulheres. \u00c9 importante para a mulher negra com presen\u00e7a exclu\u00edda da hist\u00f3ria e tamb\u00e9m da vida cotidiana e, portanto, da cultura e das artes, atrav\u00e9s de tentativas de imposi\u00e7\u00e3o de identidade europeia. \u00c9 dif\u00edcil, muito dif\u00edcil, ser mulher negra trabalhadora numa sociedade capitalista historicamente constru\u00edda a partir do patriarcado, do racismo, da opress\u00e3o de uma classe por outra. O 25 de Julho auxilia numa constru\u00e7\u00e3o de uma identidade global e com ela uma articula\u00e7\u00e3o para as lutas, com uma internacionaliza\u00e7\u00e3o dos debates.<\/p>\n<p>ANA MONTENEGRO, feminista baiana que d\u00e1 nome ao nosso COLETIVO FEMINISTA, foi, no Brasil, uma das primeiras mulheres a romper com um feminismo dito branco, de camadas m\u00e9dias, que predominava em determinado momento da hist\u00f3ria do feminismo, lutando contra a afirma\u00e7\u00e3o de uma identidade feminina homog\u00eanea, uma universalidade que, no caso, era, na verdade, excludente. Ana Montenegro travou batalhas nas lutas ditas de rua, e tamb\u00e9m na imprensa e na academia, para dar visibilidade \u00e0s demandas espec\u00edficas das mulheres negras, das mulheres pobres e mais exploradas da sociedade.<\/p>\n<p>Esse feminismo classista busca a sua interliga\u00e7\u00e3o com as demais lutas sociais, com outas condi\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o, como etnia, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religiosa, sempre dando visibilidade \u00e0 quest\u00e3o da mulher negra que tem no mercado de trabalho e no cotidiano da vida uma situa\u00e7\u00e3o diferente da mulher branca, embora, ambas enquanto trabalhadoras sofram com a explora\u00e7\u00e3o do capital. As mulheres negras, a partir do III Encontro Feminista Latino- americano ( Bertioga, S\u00e3o Paulo, 1985) organizam-se em coletivos, dando maior visibilidade pol\u00edtica as suas lutas ,particularmente no movimento feminista latino-americano e caribenho.<\/p>\n<p>Mercedes Lima \u00e9 Coordadora Nacional do COLETIVO FEMINISTA CLASSISTA ANA MONETENEGRO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20316\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[180],"tags":[234],"class_list":["post-20316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-feminista","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5hG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}