{"id":20413,"date":"2018-08-06T20:18:50","date_gmt":"2018-08-06T23:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20413"},"modified":"2018-08-06T20:18:50","modified_gmt":"2018-08-06T23:18:50","slug":"entrevista-com-carolus-willer-pcv-devemos-preparar-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20413","title":{"rendered":"Entrevista com Carolus Willer (PCV): &#8220;Devemos preparar-nos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/bPVHDhW1X1yBZ0QHxcHiKQVTZvrHXigWTn-0YIEUzxYRM0vwT1dlQcoyY6_iauASgGY_2IF8N_QD3bqCXuxyl8HuJhWLU7VpDwxC-X6Rxe06NvbKcF3g5A5imCdn5yc03UPWEjxLCpmEpNf5n1JJxNxnbUc-VQhsyG8yhrGmbjeo48B2H4VjMpe_n3Wwc_WIgjXGVbdrkR6SSbU3MuJyHv48cpalH37FRjzsgpzhs6RWfbi5tvRkR2iK8cGN8vFd-XJ5nqYvNAHoS-wsHEWTDmwaLrRl2v9ZDm1hdlVkmn6AyYS5Uvo80SFcAV_CU9v70MJAD4mHqlssp79ibZPLrzDz0VQbKr0nP-l58M8jh-n4JOQVSwQniqArfTBTsXzKPZ-kJGQiZG-dTgqw8jCoN3G2ywjCgeN49FOupZgIkZ8pdNegePkyn-xci8jJ4Swl5640tg0s8ZQpmpU5-03APOd94D6CgBQ6lYCpo3Sp9rIPP6gLf68ecn-XtJXgG84rBQZTfHRr1aFMxvs6GgsxFpjWEHPoqUB_PH_hhLmj-D1ia0yub_4m2Jcm3aF5v47bhBQ9VmB3fMiGtftFzK3UU2j7MYKNnisng4lE0r50Uwl0bCZm8vjWqldI8ihFFhGfPD8lJeUqKtwb8AoRkSoaGjb04Vg2lJAUcQ=w600-h422-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><\/p>\n<p><b>Neste momento de recrudescimento dos ataques do imperialismo \u00e0 Venezuela, divulgamos importante entrevista do Secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais do Partido Comunista da Venezuela, concedida logo ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es presidenciais naquele pa\u00eds. O\u00a0PCV\u00a0apoia o governo de Nicolas Maduro, mas n\u00e3o deixa de apresentar as diverg\u00eancias que tem com o PSUV, um partido social-democrata. Entrevista com Carolus Wimmer, secret\u00e1rio internacional do PCV acerca da situa\u00e7\u00e3o naquele pa\u00eds.<\/b><\/p>\n<p><b>SDAJ: Qual \u00e9 a vossa aprecia\u00e7\u00e3o sobre a vit\u00f3ria eleitoral?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Carolus Wimmer\u00a0: A vit\u00f3ria de Maduro \u00e9 para n\u00f3s uma vit\u00f3ria eleitoral benvinda e importante, mas n\u00e3o uma vit\u00f3ria para comemorar e sim um incitamento forte \u00e0 reflex\u00e3o, \u00e0 cr\u00edtica e \u00e0 auto-cr\u00edtica. Os Estados Unidos, apoiados pela UE, anunciaram que n\u00e3o reconheceriam o resultado. A burguesia venezuelana montou uma greve dos transportes no domingo das elei\u00e7\u00f5es. Que a elei\u00e7\u00e3o tenha simplesmente podido se realizar, e mesmo com \u00eaxito e na calma, prova que a maioria da popula\u00e7\u00e3o quer a paz e a democracia. Para n\u00f3s, a democracia significa que a popula\u00e7\u00e3o tem o direito de decidir pelo voto quem deve ser presidente.<\/p>\n<p><b>SDAJ: A participa\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es e o n\u00famero absoluto de sufr\u00e1gios a favor de Maduro foram claramente mais fracos que nas elei\u00e7\u00f5es anteriores. Por qu\u00ea?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Carolus Wimmer: Isso tem a ver em primeiro lugar com o fato de que a oposi\u00e7\u00e3o apelou ao boicote. Entretanto, uma parte da oposi\u00e7\u00e3o, mesmo assim, participou nas elei\u00e7\u00f5es que foram democr\u00e1ticas com quatro candidatos oponentes a Maduro. Uma vez que a oposi\u00e7\u00e3o, na sua maior parte, n\u00e3o participava, pode-se supor que uma parte dos nossos eleitores disse a si pr\u00f3pria: &#8220;ele ganhar\u00e1 de qualquer modo&#8221; e n\u00e3o se deslocaram. Em compara\u00e7\u00e3o com os outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, experimentamos um alto n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o eleitoral. Desta vez, na escala do nosso pa\u00eds, n\u00e3o estamos satisfeitos, mas a participa\u00e7\u00e3o continua superior \u00e0quela nas elei\u00e7\u00f5es na Col\u00f4mbia, Argentina, Chile ou Brasil. \u00c9 um n\u00famero que \u00e9 preciso relativizar.<\/p>\n<p><b>SDAJ: Por que, como partido comunista, apoiaram Maduro?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW: Apoiamos Maduro com a palavra de ordem &#8220;unidade para a defesa da p\u00e1tria&#8221;. A Venezuela \u00e9 um pa\u00eds capitalista com as contradi\u00e7\u00f5es inerentes a um pa\u00eds capitalista. Tamb\u00e9m temos contradi\u00e7\u00f5es com o nosso aliado, o PSUV, que \u00e9 um partido social-democrata. Mas no momento a prioridade \u00e9 a defesa da soberania nacional da Venezuela contra as inger\u00eancias e as amea\u00e7as militares dos Estados Unidos e da UE. Era claro para n\u00f3s que este objetivo comum devia prevalecer sobre as diverg\u00eancias com o PSUV, que entretanto explicamos durante a campanha eleitoral.<\/p>\n<p><b>SDAJ: Assinaram um acordo com o PSUV, enquanto partido comunista. Quais eram seu conte\u00fado e seu objetivo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW: Apoiamos Maduro com a condi\u00e7\u00e3o de haver um projeto comum m\u00ednimo. \u00c9 este o sentido do acordo assinado com o PSUV. N\u00e3o foi f\u00e1cil concluir este acordo, mas chegamos l\u00e1. Para n\u00f3s, trata-se de um programa de combater para defender a classe oper\u00e1ria e ele cont\u00e9m muitas propostas para remediar dificuldades e erros. \u00c9 o primeiro programa comum em 19 anos entre o PCV e o PSUV na Venezuela. Consideramo-lo como um \u00eaxito, mas igualmente como uma necessidade. Sem este programa, certamente n\u00e3o teria havido apoio a Maduro da nossa parte.<\/p>\n<p><b>SDAJ: Quais s\u00e3o os pontos centrais do acordo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW: O programa compreende ao todo 19 pontos sobre os quais pudemos nos p\u00f4r de acordo com o PSUV. Isso faz parte do reconhecimento da necessidade de uma lideran\u00e7a coletiva do processo revolucion\u00e1rio. &#8220;Revolucion\u00e1rio&#8221; entendido no sentido de liberta\u00e7\u00e3o nacional e n\u00e3o de conquista do socialismo. Na nossa opini\u00e3o, a Venezuela enfrenta numerosos problemas porque os assalariados ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram nenhuma posi\u00e7\u00e3o dirigente. Eles certamente podem votar, mas as posi\u00e7\u00f5es dirigentes permanecem sempre ocupadas pela burguesia.<\/p>\n<p>Outros pontos referem-se ao combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, \u00e0 exig\u00eancia de uma planifica\u00e7\u00e3o centralizada, ao combate contra os privil\u00e9gios da burguesia, \u00e0 exig\u00eancia de que, na situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dif\u00edcil que atravessa o pa\u00eds, n\u00e3o v\u00e1 nenhum d\u00f3lar para a burguesia. Um outro assunto, decisivo para n\u00f3s, \u00e9 a busca do desenvolvimento produtivo. A Venezuela \u00e9 um pa\u00eds petrol\u00edfero. Vivemos, desde h\u00e1 um s\u00e9culo, do petr\u00f3leo. \u00c9 necess\u00e1rio que o pa\u00eds se industrialize mais \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 com &#8220;projetos mamute&#8221;, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s de pequenas e m\u00e9dias empresas, o artesanato, a agricultura. Isso n\u00e3o constitui um programa socialista, mas sim um come\u00e7o positivo, se o governo est\u00e1 realmente pronto a melhorar concretamente a situa\u00e7\u00e3o e a p\u00f4r em a\u00e7\u00e3o os pontos mencionados.<\/p>\n<p><b>SDAJ: Acerca de que pontos distinguem-se do PSUV?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW:\u00a0A diferen\u00e7a entre o PCV e o PSUV \u00e9 aquela que separa o comunismo da social-democracia. N\u00e3o \u00e9 o que colocamos em primeiro lugar neste momento, mas lutamos pelo socialismo. O socialismo \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o do homem da explora\u00e7\u00e3o, o poder \u00e0 classe oper\u00e1ria, aos assalariados e ao conjunto dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Nossa base te\u00f3rica \u00e9 o marxismo-leninismo e podemos demonstrar, 200 anos ap\u00f3s o nascimento de Karl Marx, que a Venezuela j\u00e1 realizou grandes progressos, nomeadamente no n\u00edvel da superestrutura. Marx fala da base econ\u00f4mica e da superestrutura. Mas o que \u00e9 que \u00e9 decisivo em primeiro lugar? A base econ\u00f4mica! Isso quer dizer que a consci\u00eancia dos homens e das mulheres \u00e9 igualmente determinada pela situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Acerca deste ponto, tem havido uma interpreta\u00e7\u00e3o falsa em todos os processos progressistas na Am\u00e9rica Latina, quer seja na Argentina, no Brasil com Lula, no Equador com Correa, etc. Todos eles concentraram-se na superestrutura: educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, constru\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00f5es, uma nova constitui\u00e7\u00e3o, democracia participativa, cultura, desporto&#8230; Tudo isso \u00e9 belo e justo. Na Venezuela isso funcionou enquanto as cota\u00e7\u00f5es do petr\u00f3leo permaneceram elevadas. Havia muito dinheiro para consagrar \u00e0 superestrutura. Mas com a queda das cota\u00e7\u00f5es do petr\u00f3leo, a realidade nos recapturou.<\/p>\n<p><b>SDAJ: Que papel desempenham as agress\u00f5es do imperialismo americano e da UE?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW: Est\u00e1 claro para n\u00f3s que, quando a luta das classes progride, o que \u00e9 indiscutivelmente o caso na Venezuela, o inimigo de classe reage. Este pode nos deixar por algum tempo relativamente tranquilos, enquanto n\u00e3o representemos um perigo, mas quando nosso trabalho e nossa luta avan\u00e7am e amea\u00e7am os privilegiados da burguesia e dos monop\u00f3lios multinacionais, a rea\u00e7\u00e3o vem naturalmente. Enquanto comunistas, n\u00e3o temos de ver nisto uma trag\u00e9dia. Mas somos t\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 tr\u00e9gua, que o capitalismo pode conceder desde que possa continuar a explora\u00e7\u00e3o, que estamos determinados a lutar para nos libertar. Este inimigo de classe saber\u00e1 &#8220;evidentemente utilizar todas as nossas fraquezas. E nossa fraqueza principal \u00e9 a fraqueza da base econ\u00f4mica da Venezuela. Tudo isso deve-se ao todo-poderoso petr\u00f3leo. A infraestrutura n\u00e3o corresponde assim de modo algum \u00e0s necessidades produtivas de um pa\u00eds independente, mas est\u00e1 dirigida unicamente para a exporta\u00e7\u00e3o. Isso traduz-se pelo fato de que todas as cidades est\u00e3o situadas na costa e que, no interior, por assim dizer, n\u00e3o existem. As estradas e as ferrovias foram constru\u00eddas para ir dos po\u00e7os de petr\u00f3leo e das minas para a costa. Toda a estrutura foi pensada para a explora\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, das suas mat\u00e9rias-primas e para os lucros dos grandes monop\u00f3lios dos pa\u00edses imperialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 l\u00f3gico que os pa\u00edses imperialistas se esforcem por controlar nossos pa\u00edses e combatam toda forma de resist\u00eancia. Aquilo que se v\u00ea nas m\u00faltiplas guerras na \u00c1frica vale tamb\u00e9m para a Venezuela. O que se passa na Venezuela? Desde h\u00e1 19 anos, um pequeno pa\u00eds, fraco, resiste contra uma pot\u00eancia imperialista e militar cada vez mais forte. Como Cuba, como a Bol\u00edvia mas com uma diferen\u00e7a, a riqueza da Venezuela. Se f\u00f4ssemos um pa\u00eds pobre, desprovido de recursos naturais, sem d\u00favida ser\u00edamos considerados com um pouco mais de paci\u00eancia. Mas o imperialismo \u00e9 \u00e1vido. Eis porque os Estados Unidos e tamb\u00e9m a UE, enquanto representante do capitalismo europeu, n\u00e3o mudar\u00e3o seu plano destinado a assegurarem o dom\u00ednio sobre estas riquezas naturais.<\/p>\n<p><b>SDAJ: A que tradu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica isso vos conduz?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>CW: Isso significa que devemos nos preparar para uma luta de longa dura\u00e7\u00e3o, como Cuba e outros pa\u00edses o fizeram com \u00eaxito, como o Vietnam. \u00c9 verdade que somos um partido pequeno, mas desempenhamos um papel importante, em particular na organiza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria e ao lado da juventude trabalhadora. A tarefa \u00e9 grande, mas as possibilidades tamb\u00e9m s\u00e3o grandes. Nestes dias e isso vale de modo agudo para a nossa revolu\u00e7\u00e3o bolivariana, a luta \u00e9 portadora de dificuldades e perigos mas tamb\u00e9m de uma grande possibilidade de mudar as coisas. Se a luta das classes se desenvolve muito fracamente, ent\u00e3o quase nada muda e os pa\u00edses imperialistas podem continuar a explorar tranquilamente.<\/p>\n<p>A Venezuela mostrou sua grande solidariedade internacional, em primeiro lugar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina, mas tamb\u00e9m no resto do mundo. Refor\u00e7ar o processo revolucion\u00e1rio na Venezuela implica tamb\u00e9m que sustentemos outros combates emancipadores. \u00c9 por isso que o imperialismo americano nos classifica no &#8220;eixo do mal&#8221; e que h\u00e1 perigo de um ataque direto dos Estados Unidos contra a Venezuela. Isso nos coloca diante de uma situa\u00e7\u00e3o complicada. N\u00f3s, que lutamos pela Revolu\u00e7\u00e3o e pelo socialismo, lutamos tamb\u00e9m e sempre pela paz e a liberdade frente \u00e0s guerras imperialistas. Mas quando o imperialismo nos amea\u00e7a com a guerra, devemos ser capazes de nos defender. No momento, conduzimos este combate naturalmente no quadro do sistema capitalista. Isso implica que lutamos por reformas. Mas ao mesmo tempo batemo-nos pela revolu\u00e7\u00e3o porque sabemos que as reformas s\u00e3o sempre limitadas. E temos tamb\u00e9m de nos bater pela paz. Devemos nos preparar militarmente para um poss\u00edvel ataque desde agora e n\u00e3o reagir apenas quando ele j\u00e1 tiver ocorrido.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das li\u00e7\u00f5es a tirar do golpe fascista no Chile em 1973. Ap\u00f3s o golpe criticou-se (do exterior, \u00e9 sempre mais f\u00e1cil) a confian\u00e7a concedida pelo governo \u00e0s for\u00e7as armadas. Ent\u00e3o, se havia dado como certo que uma democracia que n\u00e3o havia experimentado nem um golpe em mais de cem anos (mesmo que houvesse golpes por toda a parte), isso n\u00e3o aconteceria. Mas de fato foi s\u00f3 porque a burguesia, durante 100 anos, n\u00e3o sentiu necessidade de desencadear um golpe. Em 1973 no Chile, claro, n\u00e3o foi um governo revolucion\u00e1rio, mas antes um governo progressista e democr\u00e1tico que havia sido eleito. Para a burguesia chilena e o imperialismo norte-americano, essa era uma raz\u00e3o suficiente para um golpe militar. Essa a\u00e7\u00e3o criminosa parecia improv\u00e1vel e sempre ser\u00e1 o mesmo onde n\u00e3o estivermos bem preparados.<\/p>\n<p>Outro exemplo importante \u00e9 Cuba. O imperialismo e, em primeiro lugar, o imperialismo estadunidense, fez muito para que a Cuba socialista desaparecesse, mas eles n\u00e3o o conseguiram at\u00e9 o presente. Porque, desde h\u00e1 quase 60 anos, a unidade do povo cubano refor\u00e7ou-se. Esta unidade do povo \u00e9 o que precisamos na Venezuela. Assim, enquanto Partido Comunista da Venezuela, apoiamos a uni\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o civil e das for\u00e7as armadas. Ela constitui um dos fatores importantes para explicar por que o governo de Maduro ainda sobrevive. Se as for\u00e7as armadas se dividirem ou se se virassem contra o governo, seria uma coisa muito m\u00e1. Isso pode parecer paradoxal para a esquerda na Europa. Mas afirmamos que devemos estar em estado de nos defender porque n\u00e3o somos um pa\u00eds imperialista, ao contr\u00e1rio dos Estados Unidos ou dos Estados membros da UE.<\/p>\n<p>02\/Agosto\/2018<\/p>\n<p><b>[Secret\u00e1rio internacional do PCV. Entrevista realizada pela SDAJ (Juventude Oper\u00e1ria Socialista Alem\u00e3), movimento ligado do DKP (Partido Comunista Alem\u00e3o).\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>A vers\u00e3o em franc\u00eas encontra-se em\u00a0solidarite-internationale-<wbr \/>pcf.fr\/&#8230;\u00a0<\/b><\/p>\n<p>https:\/\/www.resistir.info\/venezuela\/c_willer_02ago18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20413\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[233],"class_list":["post-20413","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5jf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20413","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20413\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}