{"id":20448,"date":"2018-08-08T20:34:32","date_gmt":"2018-08-08T23:34:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20448"},"modified":"2018-08-08T20:34:32","modified_gmt":"2018-08-08T23:34:32","slug":"argentina-rumo-a-implosao-economica-e-a-explosao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20448","title":{"rendered":"Argentina: rumo \u00e0 implos\u00e3o econ\u00f4mica e \u00e0 explos\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/beinstein\/imagens\/criollo.jpg\" \/><!--more-->por Jorge Beinstein*<\/p>\n<p>Para onde vai a Argentina? Sua evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 assinalada por duas tend\u00eancias convergentes que em 2018 foram ganhando velocidade: por um lado, a marcha rumo \u00e0 implos\u00e3o econ\u00f4mica e, por outro, a rota n\u00e3o menos veloz rumo \u00e0 explos\u00e3o social.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 seguro que cada uma delas, ou ambas em conjunto, cheguem ao ponto de uma ruptura que mude radicalmente o panorama nacional. Entretanto, o seu desenvolvimento come\u00e7a a sobredeterminar o comportamento dos c\u00edrculos dirigentes.<\/p>\n<p>Por um lado a economia vai entrando numa recess\u00e3o pilotada pelo FMI, sem nenhuma possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o pelo menos no curto e m\u00e9dio prazo. A sucess\u00e3o de ajustes exigida pelo Fundo diminuir\u00e1 cada vez mais o mercado interno (que j\u00e1 vinha declinando desde a chegada de Macri), destruindo o tecido produtivo e empobrecendo o grosso da popula\u00e7\u00e3o. Essa din\u00e2mica conduz inevitavelmente \u00e0 implos\u00e3o econ\u00f4mica, para um momento no qual se desmoronam o conjunto do aparelho produtivo (s\u00f3 algumas poucas ilhas poderiam chegar a salvar-se), extensas redes comerciais e uma multid\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O que teoricamente se espera nessas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 que o tecido social e sua trama cultural se desintegrem ao ritmo da recess\u00e3o at\u00e9 finalmente entrar em colapso. Entretanto, no caso argentino est\u00e1 a desenvolver-se um fen\u00f4meno pouco frequente que n\u00e3o seguiria a rota estabelecida pela teoria: enquanto a economia declina rumo \u00e0 implos\u00e3o, a partir da base da sociedade foram-se gerando formas de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de resist\u00eancia como tamb\u00e9m ofensivas que v\u00e3o mais al\u00e9m das reivindica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. Trata-se de uma tend\u00eancia que se vai ampliando e que aponta para uma grande explos\u00e3o popular, um poss\u00edvel tsunami social que amea\u00e7a submergir a trama institucional e medi\u00e1tica que sustenta o sistema.<\/p>\n<p>De qualquer modo, n\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel que se produzam finalmente a implos\u00e3o nem a explos\u00e3o. Diversos factores podem atras\u00e1-las de maneira significativa ou inclusive dilu\u00ed-las em processos de degrada\u00e7\u00e3o de grande amplitude. A recess\u00e3o por exemplo poderia chegar a encontrar um horizonte de &#8220;equil\u00edbrio&#8221; sob a forma de uma <em>&#8220;economia de baixa intensidade&#8221; <\/em>com um mercado interno comprimido, altas percentagens de desemprego, subemprego, pobreza e indig\u00eancia e pequenos p\u00f3los de altos rendimentos. Em coincid\u00eancia com isso as resist\u00eancias e rebeli\u00f5es sociais agora presentes poderiam chegar a declinar, golpeadas pela crise econ\u00f4mica, a manipula\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e a repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda que esse cen\u00e1rio de &#8220;paz de cemit\u00e9rio&#8221;, ilus\u00e3o sinistra da elite dominante, se contraponha \u00e0 din\u00e2mica financeira, saqueadora, desestabilizante, da referida elite, componente perif\u00e9rica de um processo parasit\u00e1rio global que a sobredetermina. E tamb\u00e9m se contraponha o vis\u00edvel potencial criativo das for\u00e7as populares avalizado por toda a sua hist\u00f3ria. Sem ir mais longe, recordemos a revolta de 2001 antecedida por uma prolongada degrada\u00e7\u00e3o neoliberal e os grandes massacres da ditadura militar.<\/p>\n<p><strong>O caminho da implos\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro de 2015 a equipe governante considerava que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica lhe permitiria realizar gigantescas transfer\u00eancias de rendimentos sem que o barco se afundasse. N\u00e3o reparou (ou subestimou) que por baixo dessa realidade existiam fragilidades que se haviam agravado nos \u00faltimos anos: os pre\u00e7os internacionais das mat\u00e9rias-primas haviam sofrido um choque depressivo em 2014, o que ensombrava o futuro do com\u00e9rcio externo. E a amplia\u00e7\u00e3o do mercado interno, impulsionado pelo governo anterior mediante subidas suaves dos sal\u00e1rios reais acompanhadas por redu\u00e7\u00f5es sucessivas do desemprego, come\u00e7ava a tocar o teto. Para continuar pela via do mercado interno teria sido necess\u00e1rio, mais cedo do que tarde, por em andamento uma estrat\u00e9gia dr\u00e1stica de desconcentra\u00e7\u00e3o de rendimentos acompanhada pelo controle estatal de \u00e1reas chaves como as do com\u00e9rcio externo e do sistema financeiro e assim impulsionar um processo de desenvolvimento produtivo r\u00e1pido. Alternativa oposta \u00e0 din\u00e2mica concreta e \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es da alta burguesia (parasit\u00e1ria, transnacionalizada) que apontavam para a realiza\u00e7\u00e3o de um grande saqueio de recursos estatais e privados.<\/p>\n<p>Assim, com a vit\u00f3ria de Macri, produziram-se megatransfer\u00eancias para os grandes grupos econ\u00f4micos atrav\u00e9s de isen\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que aumentaram o d\u00e9ficit or\u00e7amental. Estes fatos, somados \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es geradora de um enorme d\u00e9ficit comercial e \u00e0s desvaloriza\u00e7\u00f5es do peso, provocaram concentra\u00e7\u00e3o de rendimentos, infla\u00e7\u00e3o e arrefecimento econ\u00f4mico. A avalanche de d\u00e9fices foi coberta com d\u00edvidas em d\u00f3lares ao que se acrescentou um ins\u00f3lito casino especulativo em pesos convert\u00edveis em d\u00f3lares a alt\u00edssimas taxas de juro (a orgia das Lebacs [NR] ).<\/p>\n<p>No segundo ano do seu mandato o governo procurou amortecer a recess\u00e3o com obras p\u00fablicas financiadas com mais d\u00edvidas, d\u00f3lares que al\u00e9m disso serviam para tapar buracos or\u00e7amentais e comerciais e para aceitar as fugas de capitais resultantes das diversas rapinas e da retra\u00e7\u00e3o dos investimentos produtivos. A bolha de d\u00edvidas n\u00e3o podia continuar a crescer indefinidamente e a festa acabou em 2018 quando assomou o fantasma da insolv\u00eancia e o governo desesperado pediu aux\u00edlio ao FMI. Este, como n\u00e3o podia deixar de ser, imp\u00f4s-lhe um plano de ajuste que vai afundando a economia na depress\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo costuma lan\u00e7ar a culpa do descalabro financeiro \u00e0 subida &#8220;inesperada&#8221; das taxas de juro nos Estados Unidos que provocaram uma esp\u00e9cie de efeito aspirador sobre os capitais perif\u00e9ricos. A crise o endividamento acelerado argentino era inevit\u00e1vel, talvez a subida das taxas norte-americanas a tenha antecipado um pouco \u2013 mas n\u00e3o muito. O globo das Lebacs tinha um limite f\u00edsico marcado pelas reservas l\u00edquidas do Banco Central, claramente inferiores ao montante dolarizado desses pap\u00e9is. A isso h\u00e1 que somar os pagamentos exigidos pela d\u00edvida p\u00fablica direta em d\u00f3lares numa conjuntura caracterizada por um forte d\u00e9fice do com\u00e9rcio exterior e uma fuga de capitais persistente. Isso j\u00e1 era vis\u00edvel em 2017 e a situa\u00e7\u00e3o foi-se agravando nos primeiros meses de 2018. O poder de fogo debilitado do Banco Central perante poss\u00edveis turbul\u00eancias ficou a nu e os credores come\u00e7aram a cheirar cen\u00e1rios de insolv\u00eancia.<\/p>\n<p>A pergunta a ser feita \u00e9 o que tinham dentro das suas cabe\u00e7as Macri e os integrantes da sua equipe econ\u00f4mica, entre fins de 2017 e princ\u00edpios de 2018, perante a imin\u00eancia do desenlace. Alguns analistas sup\u00f5em que se tratou uma avalia\u00e7\u00e3o err\u00f4nea (ou de m\u00e1 informa\u00e7\u00e3o) do comportamento dos grupos financeiros empenhados na rapina especulativa, coisa dif\u00edcil de aceitar uma vez que aqueles que pilotavam o neg\u00f3cio dentro do governo faziam parte desses grupos. O mist\u00e9rio aumenta quando constatamos que a subida das taxas de juros nos Estados Unidos era completamente previs\u00edvel pois fazia parte da estrat\u00e9gia monet\u00e1ria anunciada muito tempo antes pelas autoridades desse pa\u00eds. A explica\u00e7\u00e3o mais razo\u00e1vel \u00e9 que a mega opera\u00e7\u00e3o financeira montada pelo governo converteu-se numa armadilha da qual n\u00e3o p\u00f4de (e n\u00e3o pode) sair. A converg\u00eancia de interesses que a sobredetermina constitui um super poder saqueador cuja din\u00e2mica ultrapassa os atores governamentais. De qualquer modo, a psicologia de Macri, nutrida pela brutalidade curto-prazista dos neg\u00f3cios mafiosos [1] , adapta-se comodamente a essa louca fuga para a frente.<\/p>\n<p><strong>Os cr\u00e1pulas transparentes <\/strong><\/p>\n<p>Enquanto isso a impopularidade do governo cresce dia a dia e os protestos sociais multiplicam-se. A Argentina encaminha-se a passo r\u00e1pido para uma crise de governabilidade provavelmente muito superior \u00e0 de 2001, alentada pelo ruir econ\u00f4mico em curso.<\/p>\n<p>A alternativa repressiva n\u00e3o deve ser descartada. O car\u00e1ter aventureiro do macrismo, sua raiz lumpenburguesa, o n\u00facleo duro social neofascista que o cerca, podem dar p\u00e9 a uma tentativa desesperada desse tipo impulsionada pela viabilidade declinante de um Plano B sob controle oficialista em torno da hipot\u00e9tica candidatura de Maria Eugenia Vidal, a qual vai perdendo peso arrastada pela impopularidade do presidente. A isso acrescentam-se n\u00e3o poucos m\u00e9ritos pr\u00f3prios \u2013 como o esc\u00e2ndalo recente devido ao descobrimento da utiliza\u00e7\u00e3o de fundos negros nas suas campanhas eleitorais.<\/p>\n<p>Uma pe\u00e7a importante tanto na instala\u00e7\u00e3o como no funcionamento posterior do governo foi e continua a ser o <em>upoficialismo, <\/em>mistura gelatinosa de dirigentes pol\u00edticos e sindicais, onde predomina a direita peronista mas povoada tamb\u00e9m por n\u00e3o poucos gorilas soltos, que costumam combinar &#8220;cr\u00edticas sensatas&#8221; ao oficialismo, uma ou outra rebeldia de pouca monta e uma obsequ\u00eancia pr\u00e1tica. \u00c0 medida que a crise se agrava v\u00e3o surgindo desse lado toda classe de op\u00e7\u00f5es, algumas fantasiosas e outras mais realistas, destinadas a preservar os interesses dominantes. Elas v\u00e3o desde a amplia\u00e7\u00e3o do gabinete presidencial numa esp\u00e9cie de governo de &#8220;unidade nacional&#8221; at\u00e9 \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma variante eleitoral leopardista [NR] que substituiria Macri em 2019 (ou antes).<\/p>\n<p>Como parte do show n\u00e3o podiam faltar as declara\u00e7\u00f5es de Eduardo Duhalde que, depois de vaticinar que &#8220;o pr\u00f3ximo presidente&#8230; vai ser Roberto Lavagna&#8221; e de elogi\u00e1-lo a seguir, acrescentava que &#8220;o acordo com o FMI ajuda a sair (da crise) apesar de a maioria dos argentinos estar contra essa medida&#8221; [2] . O rosto de empregado de pompas f\u00fanebres de Lavagna encaixa bastante bem com o destino fundo-monetarista que Duhalde assinala para a Argentina. Contudo, n\u00e3o \u00e9 nada evidente que perante a tormenta que se avizinha essa alternativa ou outra parecida funcionem .<\/p>\n<p><strong>O caminho da explos\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das dan\u00e7as nas c\u00fapulas, desde o come\u00e7o do governo macrista veem-se desdobrando uma ampla variedade de protestos populares. Como o correr dos meses n\u00e3o s\u00f3 foram ganhando car\u00e1cter maci\u00e7o como tamb\u00e9m autonomia. Esta n\u00e3o \u00e9 total pois surge como uma esp\u00e9cie de fen\u00f4meno complexo que inclui desde manifesta\u00e7\u00f5es sociais independentes dos dirigentes pol\u00edticos e sindicais, onde se torna vis\u00edvel o car\u00e1cter auto-convocat\u00f3rio, at\u00e9 chegar \u00e0quelas enquadradas por dirigentes, sobretudo sindicais, passando por outras que acompanham os dirigentes org\u00e2nicos ultrapassando-os em certos casos e em colocando-os em situa\u00e7\u00f5es inc\u00f4modas.<\/p>\n<p>Trata-se de uma sucess\u00e3o intermin\u00e1vel de mobiliza\u00e7\u00f5es populares de todo tipo, muitas delas gigantescas, na maior parte pac\u00edficas mas com alguns rebentos de radicaliza\u00e7\u00e3o (exemplo: os protesto de 18 de dezembro de 2017 frente ao Congresso) preocupantes para oficialistas e upoficialistas pois fazem-lhes temer revoltas de grande magnitude num futuro n\u00e3o muito long\u00ednquo. \u00c0 medida que a crise se v\u00e1 aprofundando esse cen\u00e1rio ser\u00e1 cada vez mais prov\u00e1vel. A onda pode continuar a crescer at\u00e9 engendrar uma explos\u00e3o social de dimens\u00e3o oce\u00e2nica, muito mais devastadora que o furac\u00e3o de 2001.<\/p>\n<p>A intoxica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica n\u00e3o p\u00f4de arrefec\u00ea-la, mas o seu rendimento manipulador \u00e9 decrescente. As repress\u00f5es pontuais tornaram-se ineficazes, n\u00e3o geraram temor e sim indigna\u00e7\u00e3o. De qualquer modo, desde o primeiro dia e de modo sistem\u00e1tico o governo tem formado uma esp\u00e9cie de pol\u00edcia militar integrando for\u00e7as convencionais (pol\u00edcias, gendarmeria, etc), treinando-as com assessoria norteamericana-israelense, dotando-as de armamento adequado. A \u00faltima novidade foi a decis\u00e3o de incorporar as For\u00e7as Armadas a tarefas de repress\u00e3o interna. Mas nada assegura ao governo a utiliza\u00e7\u00e3o eficaz desse engendro perante uma revolta popular em grande escala.<\/p>\n<p>A blindagem medi\u00e1tica est\u00e1 a enferrujar-se e a blindagem militar-policial tem um destino incerto. Enquanto isso o governo continua a fazer mais (muito mais) do mesmo: continua com a sua estrat\u00e9gia de controle medi\u00e1tico total atacando agora os \u00faltimos (e j\u00e1 marginais) redutos cr\u00edticos e desenvolvendo o aparelho repressivo convencido da imin\u00eancia de explos\u00f5es sociais. Ele n\u00e3o sabe quando se verificar\u00e1 uma nova corrida cambial, nem qual ser\u00e1 o ritmo do afundamento econ\u00f4mico (os \u00faltimos dados comparativos, maio 2017 \u2013 maio 2018 mostram, segundo dados oficiais, uma queda do Produto Interno Bruto da ordem dos 5,8%). Tampouco sabe quando nem como se exprimir\u00e1 a bronca popular no que resta do ano, mas enfrenta esses e outros perigos acentuando sua din\u00e2mica ditatorial. A Argentina entrou em <em>Terra Incognita. <\/em><\/p>\n<p>30\/Julho\/2018<\/p>\n<p>Notas<br \/>\n1. Jorge Beinstein, &#8220;Macri, or\u00edgenes e instalaci\u00f3n de una dictadura mafiosa&#8221;, a descarregar em<br \/>\n<a href=\"https:\/\/resistir.info\/livros\/beinstein_macri_mafia.pdf\">resistir.info\/livros\/beinstein_macri_mafia.pdf<\/a><br \/>\n2. Declaraciones de Eduardo Duhalde a Radio Cooperativa, &#8220;Duhalde pide las PASO en el PJ: &#8220;El que quiera presentarse tiene que ir&#8221;, <em>El Destape,<\/em><a href=\"https:\/\/www.eldestapeweb.com\/duhalde-pide-las-paso-elpj-el-que-quiera-presentarse-tiene-que-ir-n46310\">www.eldestapeweb.com\/&#8230;<\/a><br \/>\nNR<\/p>\n<p>[1] LEBACS: Letras do Banco Central. t\u00edtulos de curt\u00edssimo prazo que constituem o principal meio de financiamento do governo argentino.<br \/>\n[2] Leopardismo: De <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Il_gattopardo\"><em>Il gattopardo<\/em><\/a> , livro de Lampedusa em que o pr\u00edncipe Tommasi diz a famosa frase &#8220;\u00c9 preciso mudar alguma coisa para que fique tudo na mesma&#8221;.<\/p>\n<p>*Economista.<\/p>\n<p>O original encontra-se em <a href=\"https:\/\/beinstein.lahaine.org\/b2-img\/Beinstein_dostendencias_26Julio2018.pdf\">beinstein.lahaine.org\/b2-img\/Beinstein_dostendencias_26Julio2018.pdf<\/a><\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em <a href=\"https:\/\/resistir.info\/\">https:\/\/resistir.info\/<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.resistir.info\/beinstein\/duas_tendencias_30jul18.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20448\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[57],"tags":[225],"class_list":["post-20448","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c68-argentina","tag-4a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5jO","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20448","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20448"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20448\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}