{"id":206,"date":"2008-11-09T09:01:07","date_gmt":"2008-11-09T09:01:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=206"},"modified":"2017-11-09T02:06:15","modified_gmt":"2017-11-09T05:06:15","slug":"declaracao-do-encontro-de-partidos-comunistas-e-operarios-da-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/206","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o do Encontro de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/thumb\/7\/7e\/Hammer_and_sickle.svg\/414px-Hammer_and_sickle.svg.png\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Vinte e tr\u00eas Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios, de vinte estados-membros da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, al\u00e9m de pa\u00edses em processo de ingresso, participaram, em Atenas, nos dias 14 e 15 de mar\u00e7o de 2008, de um encontro com o tema, &#8220;O Novo Tratado, expans\u00e3o da UE e as lutas populares&#8221;. V\u00e1rios partidos, que n\u00e3o puderam participar, enviaram mensagens de apoio a esta iniciativa. Os participantes do encontro avaliaram positivamente as diversas iniciativas, campanhas de mobiliza\u00e7\u00e3o e comunicados conjuntos do ano passado. Foi destacada a import\u00e2ncia de aumentar as iniciativas conjuntas e unit\u00e1rias nos movimentos e institui\u00e7\u00f5es, e o est\u00edmulo de meios de coopera\u00e7\u00e3o e mais frentes amplas de luta, respeitando a autonomia e a soberania de cada partido.<\/p>\n<p>Os participantes trocaram pontos de vistas sobre as delibera\u00e7\u00f5es do Encontro de Primavera do Conselho Europeu que antecipava uma intensifica\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia de Lisboa. Fizeram ainda refer\u00eancia \u00e0 &#8220;Uni\u00e3o Mediterr\u00e2nea&#8221;, cujas conseq\u00fc\u00eancias devem ser analisadas profundamente.<\/p>\n<p>Ressaltou-se que o desenvolvimento da CEE e, posteriormente, da UE, \u00e9 a op\u00e7\u00e3o das principais pot\u00eancias e do capital monopolista da Europa Ocidental. A UE promove medidas neoliberais favor\u00e1veis aos monop\u00f3lios e da concentra\u00e7\u00e3o e acumula\u00e7\u00e3o de capital. A UE n\u00e3o pode representar um verdadeiro contraponto aos EUA em favor dos povos. Com o Tratado de Reforma, est\u00e3o acontecendo novos passos na dire\u00e7\u00e3o de configurar a UE como um bloco imperialista econ\u00f4mico, pol\u00edtico e militar que se op\u00f5e aos interesses dos trabalhadores e dos povos. A soberania e a independ\u00eancia dos povos e dos Estados nacionais est\u00e3o sendo aniquiladas. Os participantes denunciaram firmemente a ado\u00e7\u00e3o do Tratado sem a realiza\u00e7\u00e3o de consultas aos povos. A separa\u00e7\u00e3o unilateral do Kosovo frente a S\u00e9rvia foi condenada e se expressou a preocupa\u00e7\u00e3o com as conseq\u00fc\u00eancias que isto pode provocar.<\/p>\n<p>Em nome da &#8220;moderniza\u00e7\u00e3o&#8221;, da &#8220;competitividade&#8221; e da &#8220;flexibilidade&#8221;, e para assegurar os benef\u00edcios do capital, se intensifica o ataque contra os direitos trabalhistas e sindicais. As inaceit\u00e1veis senten\u00e7as nos casos &#8220;LAVAL&#8221; e &#8220;Viking Lines&#8221; devem ser denunciadas intensamente por atacar o direito fundamental de greve e as liberdades sindicais. Os trabalhadores est\u00e3o cada vez mais preocupados diante do cen\u00e1rio que est\u00e1 a se criar no que tange as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, os sal\u00e1rios, as pens\u00f5es, a previd\u00eancia social e os acidentes de trabalho; tamb\u00e9m preocupa que fique sob o dom\u00ednio do grande capital a educa\u00e7\u00e3o, os sistemas de bem-estar e sa\u00fade, a intensifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o, e as cada vez mais repressivas medidas contra os imigrantes. O povo est\u00e1 assustado pelos ataques contra os pequenos pecuaristas, os aut\u00f4nomos, os artes\u00e3os e os comerciantes em benef\u00edcio dos cons\u00f3rcios monopolistas; por causa do mercado h\u00e1 um aumento das medidas antidemocr\u00e1ticas, o ressurgimento e promo\u00e7\u00e3o pelo Estado do anticomunismo, do racismo, da xenofobia. S\u00e3o especialmente graves as conseq\u00fc\u00eancias destas medidas para os trabalhadores dos pa\u00edses do Leste Europeu que ingressaram na UE.<\/p>\n<p>Os trabalhadores manifestam sua preocupa\u00e7\u00e3o diante da agressividade da UE em rela\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo, do Oriente M\u00e9dio e da Am\u00e9rica Latina, frente a imposi\u00e7\u00e3o de medidas contra os direitos dos trabalhadores dos pa\u00edses candidatos a entrada na UE; a militariza\u00e7\u00e3o da UE e sua colabora\u00e7\u00e3o com a OTAN e EUA nas guerras e interven\u00e7\u00f5es imperialistas; a corrida armamentista, o estabelecimento do &#8220;escudo antim\u00edsseis&#8221; dos EUA e a volta da possibilidade do ataque nuclear preventivo.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da UE confirma o acerto daqueles que se opuseram aos Tratados de Maastricht, Niza e Amsterd\u00e3. Daqueles que disseram N\u00c3O \u00e0 Uni\u00e3o Econ\u00f4mica e Monet\u00e1ria, ao Tratado de Schengen, \u00e0 &#8220;Constitui\u00e7\u00e3o para a UE&#8221;. Os fatos d\u00e3o raz\u00e3o a todos que hoje continuam na luta contra a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia do grande capital, um conselho de administra\u00e7\u00e3o das grandes pot\u00eancias neoliberais e militaristas. Desta forma, nossos partidos contribu\u00edram, e continuar\u00e3o a contribuir, para fortalecer o desafio popular de manter viva a esperan\u00e7a em um futuro diferente.<\/p>\n<p>Atualmente \u00e9 percept\u00edvel que as pol\u00edticas neoliberais est\u00e3o em ponto-morto. N\u00e3o pode haver solu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel aos povos sem questionar o Tratado de Maastricht e as &#8220;quatro liberdades&#8221; que consagra (livre circula\u00e7\u00e3o de capital, mercadorias, servi\u00e7os e m\u00e3o de obra). A social-democracia e seus aliados, a &#8220;centro-esquerda&#8221;, tamb\u00e9m forma postos a prova. Os povos acumularam uma experi\u00eancia importante e percebem que estas for\u00e7as n\u00e3o representam uma alternativa para seus interesses.<\/p>\n<p>Hoje em dia \u00e9 imperativa uma alternativa real de oposi\u00e7\u00e3o ao grande capital e ao imperialismo; uma alternativa que abra a porta para a ruptura com o processo de integra\u00e7\u00e3o capitalista na Europa, com uma perspectiva socialista. Atrav\u00e9s das importantes lutas da classe oper\u00e1ria, a esquerda e as for\u00e7as progressistas e os movimentos antiimperialistas, surge com mais for\u00e7a a possibilidade de uma situa\u00e7\u00e3o diferente, de uma Europa de coopera\u00e7\u00e3o eq\u00fcitativa, de progresso econ\u00f4mico e social e de paz. Foi destacada a necessidade de intensificar a luta nos seguintes pontos:<\/p>\n<ul>\n<li>Por um N\u00c3O contundente ao Tratado de Lisboa. Apoio \u00e0 campanha pelo N\u00c3O na Irlanda.<\/li>\n<li>Pelo direito de cada povo decidir com plena soberania sobre seu futuro e via de desenvolvimento. Este direto inclui o direito \u00e0 sa\u00edda da Uni\u00e3o Econ\u00f4mica e Monet\u00e1ria, da UE e da OTAN, assim como a op\u00e7\u00e3o socialista.<\/li>\n<li>Contra a nova amplia\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da OTAN. Pela retirada de todas as bases militares dos EUA e da OTAN. Pela dissolu\u00e7\u00e3o da OTAN. Contra o &#8220;escudo antim\u00edssil&#8221; norte-americano, que lembra a Guerra Fria.<\/li>\n<li>Contra a Diretiva Bolkestein, a previd\u00eancia flex\u00edvel e o trabalho e as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas prec\u00e1rias. Pela jornada de 35 horas (5 dias, 7 horas di\u00e1rias) e aumentos reais dos sal\u00e1rios e das pens\u00f5es, de acordo com as necessidades atuais e a riqueza social acumulada. Contra a l\u00f3gica de limitar as exig\u00eancias dos trabalhadores &#8220;ao m\u00ednimo&#8221;.<\/li>\n<li>Oposi\u00e7\u00e3o ao impulso privatizador no setor energ\u00e9tico, nos transportes, na infra-estrutura e em outros servi\u00e7os p\u00fablicos. Pela propriedade e controle popular dos recursos naturais e dos setores estrat\u00e9gicos de suas economias.<\/li>\n<li>Contra a privatiza\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia social e por um acesso gratuito a um sistema universal de sa\u00fade. Pela redu\u00e7\u00e3o da idade de jubila\u00e7\u00e3o e aumento substancial das pens\u00f5es. Pelo acesso gratuito a uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica melhor, contra o processo de Bolonha e a entrada do capital no sistema educacional.<\/li>\n<li>Exigir apoio aos pequenos e m\u00e9dios agricultores e \u00e0 seguran\u00e7a alimentar.<\/li>\n<li>Contra o Euroex\u00e9rcito, a Pol\u00edtica Exterior e de Seguran\u00e7a Comum e a doutrina da guerra preventiva. Retirada de todas as tropas que est\u00e3o em miss\u00f5es imperialistas no exterior (Iraque, Afeganist\u00e3o, Balc\u00e3s, \u00c1frica).<\/li>\n<li>Contra o anticomunismo, \u00e0s proibi\u00e7\u00f5es de funcionamento de Partidos Comunistas, \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es e pris\u00f5es de comunistas e outros ativistas. Protesto contra o revisionismo hist\u00f3rico, a reabilita\u00e7\u00e3o do nazi-fascismo, assim como a inaceit\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o dos &#8220;n\u00e3o cidad\u00e3os&#8221; na Let\u00f4nia, Est\u00f4nia e Eslov\u00eania.<\/li>\n<li>Oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s chamadas medidas &#8220;antiterroristas&#8221;, organismos e mecanismos repressivos e de vigil\u00e2ncia, \u00e0 retirada de direitos democr\u00e1ticos e as limita\u00e7\u00f5es das atividades sindicais e pol\u00edticas. Contra a &#8220;Europa Fortaleza&#8221; &#8211; plenos direitos para os trabalhadores imigrantes.<\/li>\n<li>Defesa de Cuba socialista; pela extin\u00e7\u00e3o da &#8220;posi\u00e7\u00e3o comum&#8221; sobre Cuba. Solidariedade com os povos da Palestina, Venezuela, Bol\u00edvia e todos aqueles povos em luta.<\/li>\n<li>Contra os acordos de livre com\u00e9rcio que a UE est\u00e1 impondo a pa\u00edses da \u00c1frica, ao Mediterr\u00e2neo e Am\u00e9rica Latina.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os participantes trocaram opini\u00f5es sobre os meios para fortalecer mais as a\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias e a coopera\u00e7\u00e3o nas diferentes frentes de luta e nas elei\u00e7\u00f5es para o Parlamento Europeu em 2009.<\/p>\n<p>Atenas, 15 de mar\u00e7o de 2008.<\/p>\n<p><strong>Lista de Participantes<\/strong> Partido do Trabalho da B\u00e9lgica Partido Comunista da Gr\u00e3-Bretanha Novo Partido Comunista da Gr\u00e3-Bretanha Partido Comunista da Bulg\u00e1ria Partido dos Comunistas B\u00falgaros Partido Progressista do Povo Trabalhador (AKEL &#8211; Chipre) Partido Comunista da Bo\u00eamia e Mold\u00e1via (KSCM &#8211; Rep. Tcheca) Partido Comunista da Dinamarca Partido Comunista da Est\u00f4nia Partido Comunista da Gr\u00e9cia (KKE) Partido Comunista Alem\u00e3o (DKP) Partido Comunista dos Trabalhadores H\u00fangaros Partido Comunista da Irlanda Partido dos Trabalhadores da Irlanda Partido Socialista da Let\u00f4nia Partido Comunista de Luxemburgo Novo Partido Comunista da Holanda Partido Comunista da Pol\u00f4nia Partido Comunista Portugu\u00eas Partido Comunista da Eslov\u00e1quia Partido Comunista da Espanha Partido Comunista dos Povos da Espanha Partido Comunista da Turquia (TKP)<\/p>\n<p><strong>Observadores:<\/strong> P\u00f3lo do Renascimento Comunista da Fran\u00e7a (PRCF) Revista &#8220;L&#8217;Ernesto&#8221;, It\u00e1lia<\/p>\n<p><strong>Convidado:<\/strong> Hermes Herrera Hernandez, Embaixador de Cuba na Gr\u00e9cia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Vinte e tr\u00eas Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios, de vinte estados-membros da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, al\u00e9m de pa\u00edses em processo de ingresso, participaram, em Atenas, nos dias 14 e 15 de mar\u00e7o de 2008, de um encontro com o tema, &#8220;O Novo Tratado, expans\u00e3o da UE e as lutas populares&#8221;. V\u00e1rios partidos, que n\u00e3o puderam participar, enviaram mensagens de apoio a esta iniciativa. Os participantes do encontro avaliaram positivamente as diversas iniciativas, campanhas de mobiliza\u00e7\u00e3o e comunicados conjuntos do ano passado. 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