{"id":20620,"date":"2018-08-26T21:25:43","date_gmt":"2018-08-27T00:25:43","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20620"},"modified":"2018-08-26T21:25:43","modified_gmt":"2018-08-27T00:25:43","slug":"mexico-colaboracao-ou-confrontacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20620","title":{"rendered":"M\u00e9xico: colabora\u00e7\u00e3o ou confronta\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/elcomunista.nuevaradio.org\/b2-img\/AMLO_EPN_2.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Se\u00e7\u00e3o Oper\u00e1rio-Sindical do Partido Comunista do M\u00e9xico<\/p>\n<p>24 de agosto de 2018<\/p>\n<p>A luta sindical frente ao governo de AMLO<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e viol\u00eancia que padecem os trabalhadores no M\u00e9xico levou a consolidar uma firme vontade de mudan\u00e7a, que se expressou politicamente na elei\u00e7\u00e3o de um novo partido de governo MORENA, encabe\u00e7ado por AMLO. N\u00f3s comunistas dissemos que este governo ser\u00e1, assim como os passados, inimigo dos trabalhadores e favor\u00e1vel aos empres\u00e1rios. Para aqueles que colocam suas expectativas de uma vida melhor neste governo socialdemocrata, as cr\u00edticas ao mesmo se apresentam como hostis, por\u00e9m sabem que n\u00e3o ser\u00e3o menos amargas j\u00e1 que se a realidade comprovar que as cr\u00edticas s\u00e3o verdadeiras, ent\u00e3o o caminho tomado se mostrar\u00e1 err\u00f4neo.<\/p>\n<p>Entre as pol\u00eamicas que se abriram, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o do NAICAM, a rela\u00e7\u00e3o com os EUA e a reformula\u00e7\u00e3o do TLC, se abre uma de import\u00e2ncia central: a quest\u00e3o sindical. A esse respeito, existem aqueles que consideram que a vit\u00f3ria de AMLO encerra as possibilidades de retomar a luta pela democratiza\u00e7\u00e3o dos sindicatos, j\u00e1 que se dar\u00e1 o enfraquecimento do sindicalismo corporativo ou\u00a0<em>\u201ccharro\u201d<\/em>\u00a0devido ao fato de que o PRI deixar\u00e1 o governo e os dirigentes sindicais vinculados a este partido poder\u00e3o ser expulsos. Estas ideias que pareciam, aparentemente, corretas s\u00e3o err\u00f4neas, pois n\u00e3o partem de compreender a ess\u00eancia do chamado sindicalismo\u00a0<em>\u201ccharro\u201d<\/em>\u00a0e o corporativismo. Esta \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o de classe. S\u00e3o sindicatos colaboracionistas aqueles que trabalham a favor do inimigo de classe, seja este um monop\u00f3lio ou o Estado dos capitalistas. Em oposi\u00e7\u00e3o a isso existe a necessidade para os trabalhadores de um sindicalismo classista, ou seja, um sindicalismo com independ\u00eancia de classe, que n\u00e3o esteja ligado de nenhuma maneira n\u00e3o s\u00f3 ao PRI, mas tampouco a nenhum governo estatal ou federal, nem muito menos ao patronato, que suas decis\u00f5es emanem da vontade dos trabalhadores e n\u00e3o do compromisso com seus exploradores.<\/p>\n<p>Para o caso dos sindicatos das empresas estatais, \u00e9 preciso dizer que n\u00e3o importa se o partido no governo \u00e9 o PRI, MORENA ou algum outro. Enquanto estes partidos representarem os interesses dos monop\u00f3lios, buscar\u00e3o extrair o m\u00e1ximo poss\u00edvel dos trabalhadores a favor dos empres\u00e1rios representados pelo Estado burgu\u00eas. As formas podem ser usando a viol\u00eancia ou convencendo os trabalhadores a colaborar pelo \u201cbem da na\u00e7\u00e3o\u201d. Este \u00faltimo j\u00e1 se fez no passado do pa\u00eds, por exemplo o Pacto Oper\u00e1rio Industrial de Manuel \u00c1vila Camacho ou o Acordo de Solidariedade Econ\u00f4mica de Miguel de la Madrid e, em cada um dos casos, os \u00fanicos perdedores foram os oper\u00e1rios e suas condi\u00e7\u00f5es. Portanto, o dilema n\u00e3o \u00e9 se AMLO interv\u00e9m e incorporar\u00e1 ou n\u00e3o as pessoas em dire\u00e7\u00f5es sindicais \u201ccharras\u201d. A recomposi\u00e7\u00e3o da hegemonia burguesa pode ser feita usando caras novas ou as j\u00e1 conhecidas. O objetivo \u00e9 o mesmo: a sujei\u00e7\u00e3o dos trabalhadores. A quest\u00e3o \u00e9 que o Estado n\u00e3o intervenha na vida sindical e que os dirigentes expressem o interesse dos trabalhadores. Isto n\u00e3o se consegue solicitando que o Presidente de turno seja ou que mude um corporativismo por outro, mas pressionando para que n\u00e3o intervenha, para que n\u00e3o reacomode sua cadeia de comando com outro rosto, e impulsionando n\u00f3s os trabalhadores prontos e dirigentes dispostos a confrontar com o poder dos monop\u00f3lios, dispostos a defender nossos interesses em cada negocia\u00e7\u00e3o e em cada momento pol\u00edtico.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante o fen\u00f4meno de intromiss\u00e3o do Estado, os vislumbres do corporativismo avan\u00e7am na medida em que a confian\u00e7a dos trabalhadores \u00e9 depositada, n\u00e3o na for\u00e7a que t\u00eam unidos como classe, mas sim em um representante da burguesia. Ir \u00e0 casa de campanha pedindo a AMLO o apoio para tirar os l\u00edderes\u00a0<em>\u201ccharros\u201d<\/em>, que ajude a melhorar os sal\u00e1rios ou que garanta a vida democr\u00e1tica \u00e9 predisposi\u00e7\u00e3o ao corporativismo. AMLO disse que se respeitasse a vida democr\u00e1tica dos sindicatos, o que leva alguns a pensar que poderiam ser abertas melhores condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o de um sindicalismo classista e a independ\u00eancia. No entanto, a experi\u00eancia hist\u00f3rica da classe oper\u00e1ria diz o contr\u00e1rio: foi no per\u00edodo de L\u00e1zaro C\u00e1rdenas, que alguns consideraram favor\u00e1vel aos trabalhadores, que se deu a grande derrota do sindicalismo classista quando, em 1926, a CTM foi arrancada da influ\u00eancia\u00a0 dos comunistas, passou \u00e0s m\u00e3os do maquin\u00e1rio do PRI e nunca mais recuperou a possibilidade de ser usada em defesa dos interesses da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>A luta sindical se insere em uma multiplicidade de interesses opostos entre si. O mais relevante, por sobre o resto de interesses pessoais, partid\u00e1rios ou de organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 o interesse de classe: a oposi\u00e7\u00e3o entre os interesses dos trabalhadores e os interesses dos empres\u00e1rios. Ante tal interesse, a \u201cvoca\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d proclamada por AMLO d\u00e1 a entender que atuar\u00e1 com neutralidade ante o conflito de classe. Por\u00e9m, a realidade \u00e9 que como representante dos monop\u00f3lios, o pol\u00edtico tabasquenho se colocar\u00e1 ao lado dos empres\u00e1rios. Por isto, \u00e9 uma ilus\u00e3o que a vit\u00f3ria do MORENA gere uma melhora nas condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores em sua confronta\u00e7\u00e3o com os patr\u00f5es, sejam estes os monop\u00f3lios ou o pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, al\u00e9m disso est\u00e3o os m\u00faltiplos interesses das c\u00fapulas e dos l\u00edderes\u00a0<em>\u201ccharros\u201d<\/em>\u00a0que durante anos contribu\u00edram para apagar as tentativas de mobiliza\u00e7\u00e3o das bases, afian\u00e7ando seu poder por meio da repress\u00e3o aos trabalhadores dissidentes, colaboraram com o patronato no desaparecimento de direitos trabalhistas e, tamb\u00e9m (no que se centra a imprensa burguesa), se aproveitaram dos recursos dos sindicatos garantindo um modo de vida com base na corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 bem sabido pelos trabalhadores que s\u00e3o filiados a sindicatos pertencentes \u00e0 CTM ou CROC, que a luta pela democratiza\u00e7\u00e3o do sindicato, pela constru\u00e7\u00e3o de um novo ou a forma\u00e7\u00e3o de uma corrente sindical, em nada mudar\u00e1 com o governo de AMLO, os sindicatos continuar\u00e3o funcionando como uma m\u00e1fia, lan\u00e7ando m\u00e3o de golpeadores e pistoleiros para impor uma dire\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao patronato. Ante tal situa\u00e7\u00e3o, o governo do MORENA se encontrar\u00e1 diante de uma prova de fogo. Se o Estado continuar apoiando com os tribunais e a pol\u00edcia a imposi\u00e7\u00e3o de sindicatos\u00a0<em>\u201ccharros\u201d<\/em>, somar\u00e1 um argumento mais para comprovar que n\u00e3o \u00e9 um governo favor\u00e1vel aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Tendo clareza sobre aqueles que s\u00e3o os inimigos, as tarefas dos trabalhadores n\u00e3o se apresentam como simples e do contexto cai o v\u00e9u de que era favor\u00e1vel. Surge, ent\u00e3o, a pergunta: \u00e9 momento dos trabalhadores empreenderem uma investida contra os sindicatos \u201ccharros\u201d, contra as dire\u00e7\u00f5es colaboracionistas, uma luta contra os sindicatos brancos, pela democratiza\u00e7\u00e3o dos sindicatos? \u00c9 o momento de quase 90% do total dos trabalhadores que n\u00e3o contam com sindicato iniciarem sua constru\u00e7\u00e3o? A resposta \u00e9 sim, as condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de um movimento sindical classista est\u00e3o dadas em todo momento em que exista uma classe oper\u00e1ria numerosa, concentrada e com vontade de mudan\u00e7a. Esta luta deve estar orientada sob a ideia de que os interesses dos trabalhadores e os empres\u00e1rios s\u00e3o sempre opostos e a luta deve ser de classe contra classe! Nenhuma concess\u00e3o ou confian\u00e7a no patronato!\u00a0Tudo pela classe oper\u00e1ria!<\/p>\n<p>Com isto, n\u00e3o negamos que nos encontramos ante condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas espec\u00edficas, por\u00e9m, estas s\u00e3o de recomposi\u00e7\u00e3o da hegemonia burguesa, e mais que beneficiar o d\u00e9bil movimento sindical, o exp\u00f5e a ser arrastado \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o com o governo dos empres\u00e1rios. Por isto, com clareza \u00e9 preciso dizer que o movimento oper\u00e1rio, os sindicatos devem optar pela confronta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>Por onde come\u00e7ar? No dia a dia, a confronta\u00e7\u00e3o implica continuar a luta contra a reforma trabalhista, subcontrata\u00e7\u00e3o, contratos tempor\u00e1rios, contratos probat\u00f3rios, etc. Para a forma\u00e7\u00e3o do movimento sindical existem m\u00faltiplas formas de proceder, conforme a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do centro de trabalho, pode ser apoiando-se nos estatutos do sindicato para exigir que se cumpra a efetua\u00e7\u00e3o de assembleias sindicais, pedir ao sindicato informa\u00e7\u00e3o sobre os impactos da reforma trabalhista e como se opor\u00e1, participar na cria\u00e7\u00e3o de planilhas sindicais, impulsionai uma nova dire\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>Ainda que em in\u00fameros casos dever\u00e1 iniciar passos atr\u00e1s, desde a reuni\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o de utilidade pr\u00e1tica, aqueles que s\u00e3o os ouvidos, os mais pr\u00f3ximos dos atuais dirigentes sindicais colaboracionistas, em que \u00a0\u00e1reas da empresa existe mais descontentamento e porque, se existem problemas entre a pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o, se existe estabilidade entre a dire\u00e7\u00e3o e o patronato, as principais causas de descontentamento, etc. Isto \u00e0 par da forma\u00e7\u00e3o de grupos para assistir a reuni\u00f5es onde se fale veladamente dos problemas comuns, seja na hora da comida, no caf\u00e9, em lugares externos \u00e0 empresa, etc.<\/p>\n<p>Em alguns casos, se vive nos centros de trabalho em constante tens\u00e3o, ocorrem demiss\u00f5es cotidianas como repress\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o se apaga o mal-estar comum, isto por m\u00faltiplos abusos cotidianos, muitos destes ilegais como a imposi\u00e7\u00e3o de multas, o pagamento do sal\u00e1rio com vales, roubo de tempo que se solicita como obrigat\u00f3rio, hostilidade trabalhista e sexual, \u201cdupla contabilidade\u201d nos registros de cotiza\u00e7\u00e3o para afores, etc.<\/p>\n<p>O primeiro passo para a constru\u00e7\u00e3o do movimento sindical \u00e9 que os trabalhadores fa\u00e7am frente a estes abusos de forma organizada. Pois, o sindicalismo \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o e unidade dos trabalhadores para fazer frente ao patronato em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho. Ali, onde se d\u00e1 o agrupamento dos trabalhadores e fazem frente ao patr\u00e3o se constitui de fato um sindicato, sendo ou n\u00e3o reconhecido pelo governo \u00e9 quest\u00e3o formal ainda que \u00fatil, n\u00e3o \u00e9 o principal.<\/p>\n<p>Reavivar a luta sindical nos sindicatos maiores ajudar\u00e1 a romper a err\u00f4nea ideia de identificar os sindicatos com \u201ccorrup\u00e7\u00e3o\u201d, abuso, roubo, trai\u00e7\u00e3o e outros adjetivos mais que d\u00e3o por resultado a ideia de que os sindicatos n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios ou s\u00e3o prejudiciais; al\u00e9m disso, na medida em que a luta sindical leva a confrontar os trabalhadores e os empres\u00e1rios, ser\u00e1 um ponto central ante o qual o novo governo socialdemocrata revelar\u00e1 para as massas que trabalha a favor dos monop\u00f3lios. Assim, depois de esclarecer o panorama do sindicalismo e determinando as tarefas a cumprir, o que fica por fazer \u00e9 ir ao movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0http:\/\/elcomunista.nuevaradio.org\/?p=1689<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20620\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[90],"tags":[234],"class_list":["post-20620","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c103-mexico","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5mA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20620","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20620"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20620\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20620"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20620"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20620"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}