{"id":20636,"date":"2018-08-27T20:19:00","date_gmt":"2018-08-27T23:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=20636"},"modified":"2018-08-27T20:24:32","modified_gmt":"2018-08-27T23:24:32","slug":"70-anos-do-congresso-mundial-dos-intelectuais-pela-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20636","title":{"rendered":"70 anos do Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/plataformacascais.com\/images\/Joocial\/2018\/08\/ConselhoMundialdaPaz.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Gustavo Carneiro<\/p>\n<p>ODiario.info<\/p>\n<p>Faz 70 anos que se realizou na Pol\u00f4nia o Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, express\u00e3o organizada de um grande movimento cuja base se alargaria posteriormente junto aos representantes de toda a humanidade progressista, intelectuais ou n\u00e3o. Desde logo suscitou o \u00f3dio do imperialismo, que dera j\u00e1 in\u00edcio \u00e0 \u201cguerra fria\u201d e a um descabelado e fan\u00e1tico anti-sovietismo. Tal como entre as duas guerras a causa da paz fora insepar\u00e1vel do antifascismo, tamb\u00e9m desde ent\u00e3o o anti-imperialismo se tornou essencial \u00e0 luta pela paz.<\/p>\n<p>Entre 25 e 28 de agosto de 1948 realizou-se na cidade polaca de Wroclaw (ainda parcialmente destru\u00edda pela guerra) o Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, primeira express\u00e3o organizada do movimento que, dois anos mais tarde, desembocaria na constitui\u00e7\u00e3o do Conselho Mundial da Paz.<\/p>\n<p>Deste congresso participaram centenas de delegados oriundos de 45 pa\u00edses. Entre eles estavam alguns dos mais destacados intelectuais e artistas desse tempo: Pablo Picasso, Jorge Amado, Paul \u00c9luard, Henri Wallon, Ilya Ehrenburg, Mikhail Cholokhov, Alexander Fadeev, Anna Seghers, Aim\u00e9 Cesaire, Andersen Nex\u00f8, Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs, Eug\u00e9nie Cotton, Ir\u00e8ne Curie, entre muitos outros.<\/p>\n<p>Pablo Neruda pretendia estar presente, mas foi impedido de rumar \u00e0 Pol\u00f4nia pelo governo do Chile, o que motivou a apresenta\u00e7\u00e3o, pelo autor de Guernica, Pablo Picasso, de uma resolu\u00e7\u00e3o condenando a aus\u00eancia for\u00e7ada do poeta, aprovada por unanimidade. Noutras resolu\u00e7\u00f5es exigiu-se a liberta\u00e7\u00e3o do \u00abescritor alem\u00e3o antifascista Eisler, que passou anos a lutar contra Hitler e se encontra h\u00e1 longos meses numa pris\u00e3o americana\u00bb e expressou-se a solidariedade aos republicanos espanh\u00f3is e aos intelectuais, democratas e partizans gregos, que enfrentavam a agress\u00e3o imperialista combinada de norte-americanos e brit\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Particularmente numerosas eram as delega\u00e7\u00f5es sovi\u00e9tica, polaca, francesa, italiana, inglesa e norte-americana. A portuguesa era composta pelo f\u00edsico Manuel Valadares (que seria eleito em 1950 para o Conselho Mundial da Paz), o escritor Alves Redol, que interveio no congresso, o compositor Fernando Lopes-Gra\u00e7a, o psiquiatra Jo\u00e3o dos Santos, a m\u00e9dica Herm\u00ednia Grij\u00f3 e a bi\u00f3loga Maria da Costa. Nas suas mem\u00f3rias, Jo\u00e3o dos Santos recorda a estadia em Wroclaw como o \u00abmais extraordin\u00e1rio conv\u00edvio da minha vida\u00bb, lembrando o \u00abenvolvimento de cerca de trezentas pessoas das mais diversas culturas, continentes e pa\u00edses\u00bb.<\/p>\n<p>No Manifesto do congresso sublinhava-se a \u00abgrande responsabilidade\u00bb que reca\u00eda sobre os intelectuais do mundo, \u00e0 luz \u00abdos povos, da humanidade e da hist\u00f3ria\u00bb: \u00abLevantamos a voz em favor da paz, do livre desenvolvimento cultural dos povos, da sua independ\u00eancia nacional e da sua estreita coopera\u00e7\u00e3o. Apelamos a todos os intelectuais de todos os pa\u00edses a discutir as propostas que se seguem: organizar em todos os pa\u00edses congressos nacionais de homens de cultura em defesa da paz; criar em todos os pa\u00edses comit\u00eas nacionais em defesa da paz; refor\u00e7ar as liga\u00e7\u00f5es internacionais entre os intelectuais de todos os pa\u00edses para servir a paz\u00bb. O Manifesto foi aprovado por largu\u00edssima maioria.<\/p>\n<p>Por proposta de um delegado italiano aprovou-se a cria\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea permanente, com sede em Paris, a quem entre outras fun\u00e7\u00f5es foi atribu\u00edda a de promover um congresso mundial da paz no prazo mais curto poss\u00edvel: menos de um ano depois, em abril de 1949, realizava-se o Primeiro Congresso Mundial dos Partid\u00e1rios da Paz.<br \/>\n<strong><br \/>\nIn\u00edcio auspicioso<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda iniciativa mundial \u2013 realizada, em abril de 1949, simultaneamente em Paris e em Praga devido \u00e0 recusa das autoridades francesas em permitirem a entrada de participantes vindos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, das democracias populares da Europa Oriental e de alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos \u2013 participaram j\u00e1 mais de 2000 delegados de 72 pa\u00edses. Em Paris, as organiza\u00e7\u00f5es de ex-resistentes antifascistas constitu\u00edam o n\u00facleo mais ativo dos participantes franceses.<\/p>\n<p>O resistente antifascista e cientista franc\u00eas Fr\u00e9d\u00e9ric Joliot-Curie, que anos antes fora homenageado, juntamente com a mulher Ir\u00e9ne, com o Pr\u00eamio Nobel da Qu\u00edmica, assume a dire\u00e7\u00e3o dos trabalhos do Congresso e um lugar destacado no movimento mundial que se constru\u00eda, passando a coordenar o ent\u00e3o eleito Comit\u00ea Permanente dos Partid\u00e1rios da Paz, sediado em Paris. Pablo Picasso desenhou o cartaz do Congresso, como desenharia muitos outros cartazes e participaria em muitos outros encontros internacionais do movimento da Paz.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do movimento mundial da paz dificilmente poderia ter sido mais promissor: em mar\u00e7o de 1950 o Comit\u00ea Permanente dos Partid\u00e1rios da Paz lan\u00e7a o Apelo de Estocolmo, pela proibi\u00e7\u00e3o das armas nucleares, para o qual s\u00e3o recolhidas centenas de milh\u00f5es de assinaturas em todo o mundo. Este Apelo contribuiu enormemente para que o movimento da paz se ampliasse e alargasse ainda mais o seu \u00e2mbito unit\u00e1rio, constituindo-se, em torno da coleta de assinaturas em v\u00e1rios pa\u00edses, poderosas organiza\u00e7\u00f5es de defesa da paz.<\/p>\n<p>Em novembro desse ano, realiza-se em Vars\u00f3via o segundo Congresso Mundial da Paz, com dois mil participantes de 80 pa\u00edses. Tal como no anterior, estes j\u00e1 n\u00e3o eram apenas intelectuais, mas tamb\u00e9m trabalhadores, sindicalistas, militares, dignit\u00e1rios religiosos, atuais ou antigos governantes e deputados. O Congresso aprovou a cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura permanente para coordenar a luta pela paz em escala internacional: surgia, assim, o Conselho Mundial da Paz.<\/p>\n<p>O primeiro Conselho Mundial da Paz, presidido por Fr\u00e9deric Joliot-Curie, era integrado por comunistas, socialistas e outros democratas, religiosos de diversas confiss\u00f5es e personalidades de \u00e1reas t\u00e3o diversas quanto a f\u00edsica Ir\u00e9ne Joliot-Curie, o pintor Pablo Picasso, os escritores Louis Aragon, Pablo Neruda, Jorge Amado, Howard Fast, Alexander Fadeev e Ilya Ehrembourg, o cantor Paul Robeson, o futuro presidente da Guin\u00e9 Equatorial Sekou Tour\u00e9, o ex-presidente do M\u00e9xico L\u00e1zaro Cardenas, a vi\u00fava do l\u00edder da revolu\u00e7\u00e3o chinesa de 1911 Sun Yat-Sen, proeminente figura no seu pa\u00eds, o Secret\u00e1rio-geral da CGT francesa, entre muitos outros, num total de 221 elementos. Entre eles estava tamb\u00e9m o portugu\u00eas Manuel Valadares.<\/p>\n<p>Os estatutos do Conselho Mundial da Paz, aprovados nesse congresso, consagraram o seu car\u00e1ter unit\u00e1rio, democr\u00e1tico, antifascista e anti-imperialista, confirmado quer na sua composi\u00e7\u00e3o quer na sua a\u00e7\u00e3o. Ao longo dos anos, em m\u00faltiplas campanhas e iniciativas, o movimento mundial da Paz mobilizou milh\u00f5es em todo o mundo em prol do desarmamento, da resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica dos conflitos, da solidariedade aos povos que se batiam pela sua liberta\u00e7\u00e3o nacional e emancipa\u00e7\u00e3o social. E continua a faz\u00ea-lo no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><strong>Persistir em tempos dif\u00edceis<\/strong><\/p>\n<p>Na interven\u00e7\u00e3o que proferiu no Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, o escritor portugu\u00eas Alves Redol come\u00e7ou por reconhecer que dificilmente se poderia falar numa \u00abdelega\u00e7\u00e3o portuguesa\u00bb. Os intelectuais portugueses presentes em Wroclaw, dizia, n\u00e3o foram mandatados por um \u00abverdadeiro Comit\u00ea Nacional\u00bb, que s\u00f3 seria criado em meados de 1950. Apesar disso, garantiu o autor de Gaib\u00e9us, a sua presen\u00e7a traduzia os \u00absentimentos de todos os escritores, artistas e homens de saber do nosso pa\u00eds realmente amigos da paz, que se associam de todo o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de um Congresso Mundial de Intelectuais para a Paz\u00bb.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, no interior do pa\u00eds, vivia-se o recrudescimento da repress\u00e3o \u00e0 medida que a ditadura fascista encontrava, ap\u00f3s a derrota do nazi-fascismo, no alinhamento com o bloco anglo-americano, uma s\u00f3lida garantia de sobreviv\u00eancia. A a\u00e7\u00e3o pela paz em Portugal desenvolveu-se, de forma consistente e estruturada, sobretudo a partir do in\u00edcio de 1950 e da coleta de assinaturas para o Apelo de Estocolmo. Em empresas, servi\u00e7os, escolas e associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o constitu\u00eddas comiss\u00f5es para a defesa da paz.<\/p>\n<p>Em agosto \u00e9 formada a Comiss\u00e3o Nacional para a Defesa da Paz, da qual faziam parte, entre muitos outros, o m\u00e9dico e Pr\u00eamio Nobel Egas Moniz, o professor Ruy Lu\u00eds Gomes, o escritor Ferreira de Castro, o compositor Fernando Lopes-Gra\u00e7a, a escritora Maria Lamas, o matem\u00e1tico Jos\u00e9 Morgado e a engenheira Virg\u00ednia de Moura.<\/p>\n<p>Enfrentando persegui\u00e7\u00f5es e pris\u00f5es, os partid\u00e1rios da paz portugueses levaram a cabo audaciosas campanhas, ao mesmo tempo que sofreram importantes revezes. Mas sempre levantaram bem alto as bandeiras da paz e da solidariedade: at\u00e9 Abril e da\u00ed aos nossos dias.<\/p>\n<p><strong>A resposta certa no tempo certo<\/strong><\/p>\n<p>O Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz teve lugar num momento cr\u00edtico da situa\u00e7\u00e3o internacional do p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial. A grande alian\u00e7a que derrotara o nazi-fascismo \u2013 sustentada na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Estados Unidos da Am\u00e9rica e Gr\u00e3-Bretanha \u2013 h\u00e1 muito que se esboroara perante a pol\u00edtica agressiva promovida por aquela que era, \u00e0 \u00e9poca, a pot\u00eancia hegem\u00f4nica do campo imperialista: os EUA. \u00c0 data do congresso, a Guerra Fria era uma realidade presente no dia-a-dia dos povos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Mar\u00e7o de 1946, Winston Churchill proferira em Fulton (EUA), com o novo presidente norte-americano Harry Truman ao lado, o c\u00e9lebre discurso da Cortina de Ferro, que marca simbolicamente o in\u00edcio da Guerra Fria. No ano seguinte, fora lan\u00e7ada a Doutrina Truman e de imediato o Plano Marshall, duas pe\u00e7as da mesma estrat\u00e9gia de combate \u00e0s for\u00e7as revolucion\u00e1rias e progressistas e de garantia do dom\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f4mico dos EUA sobre a Europa Ocidental, e n\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>No n\u00edvel militar, a domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o era menor. A presen\u00e7a de tropas norte-americanas no continente, e em redor dele, n\u00e3o s\u00f3 se torna permanente como se alarga. Em 1948, os EUA passam a utilizar bases militares na Gronel\u00e2ndia, Isl\u00e2ndia, Marrocos, L\u00edbia, Turquia e Gr\u00e3-Bretanha e instalam no continente mais de uma centena de bombardeiros B-29, semelhantes aos que anos antes lan\u00e7aram as bombas at\u00f4micas sobre Hiroshima e Nagasaki. A OTAN, nascida oficialmente em abril de 1949, come\u00e7ava j\u00e1 ent\u00e3o a ganhar forma.<\/p>\n<p>A tens\u00e3o em redor do estatuto e do futuro da Alemanha atingia em meados de 1948 um ponto particularmente quente. No Extremo Oriente, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era menos explosiva, particularmente na China e na Coreia.<\/p>\n<p>O monop\u00f3lio da arma nuclear (que os EUA conservaram at\u00e9 1949) era instrumento central do imperialismo norte-americano. Quatro anos ap\u00f3s a derrota do nazi-fascismo, as sombras de uma nova guerra pairavam uma vez mais sobre a Humanidade: depois de Hiroshima e Nagasaki, qualquer futuro conflito assumiria dimens\u00f5es inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p>O Congresso de Wroclaw correspondeu aos anseios e aspira\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de pessoas que em todo o mundo se batiam para impedir uma nova guerra e, ao mesmo tempo, defender e alargar as impressionantes conquistas pol\u00edticas, econ\u00f4micas, sociais, culturais e nacionais alcan\u00e7adas a seguir \u00e0 Segunda Guerra Mundial. Se a sua realiza\u00e7\u00e3o representou j\u00e1 o amadurecimento e interliga\u00e7\u00e3o das batalhas travadas em muitos pa\u00edses, ela serviu ao mesmo tempo para impulsionar a luta pela paz em escala internacional, favorecendo a cria\u00e7\u00e3o de movimentos nacionais e a crescente coordena\u00e7\u00e3o na sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, numa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o menos perigosa e ainda mais desfavor\u00e1vel \u00e0s for\u00e7as do progresso e da paz, o Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz e o processo que ele desencadeou permanecem como exemplo da possibilidade real de unir sob uma mesma bandeira e numa mesma luta cotidiana \u2013 em defesa da paz, do desarmamento, da solidariedade \u2013 amplos setores pol\u00edticos, ideol\u00f3gicos, religiosos e profissionais e os povos de todo o mundo. E, ao faz\u00ea-lo, travar o passo \u00e0s inten\u00e7\u00f5es mais agressivas do imperialismo.<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado no \u201cAvante!\u201d n\u00ba 2333, 16.08.2018<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/levantamos-a-voz-a-favor-da\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/20636\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[228],"class_list":["post-20636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5mQ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}