{"id":2064,"date":"2011-11-11T16:16:52","date_gmt":"2011-11-11T16:16:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2064"},"modified":"2011-11-11T16:16:52","modified_gmt":"2011-11-11T16:16:52","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2064","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0018"},"content":{"rendered":"\n<p>A id\u00e9ia inicial da reuni\u00e3o era aumentar os fundos do FMI dos atuais US$300 bilh\u00f5es em mais US$700 bilh\u00f5es \u2013 alcan\u00e7ando a vergonhosa cifra de US$1 trilh\u00e3o para irrigar o sistema financeiro. Sim, pois o disp\u00eandio dessa quantia n\u00e3o est\u00e1 vinculado ao incremento do poder de compra das fam\u00edlias nem na expans\u00e3o dos direitos sociais pelo planeta, muito pelo contr\u00e1rio. A decis\u00e3o de quem ser\u00e3o os \u201cdoadores\u201d foi postergada para uma reuni\u00e3o de ministros das Finan\u00e7as do G-20, \u201cpossivelmente no in\u00edcio de dezembro, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega\u201d. Os governos representantes do capital encontram-se, assim, diante de uma sinuca de bico: como sangrar tantos recursos e manter sua fidelidade ao atual\u00a0<em>status quo<\/em> sem provocar rea\u00e7\u00f5es em seus \u201clares\u201d \u2013 afinal de contas, \u00e9 de se esperar que cada povo ir\u00e1 criticar de forma contundente medidas como essa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Uni\u00e3o \u201cnacional&#8221; ou de banqueiros?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o mercado dar seu \u201crecado\u201d de que n\u00e3o aceitaria um plebiscito, atreves do qual o povo grego provavelmente recha\u00e7aria as propostas de \u201csaneamento\u201d de sua d\u00edvida, os setores conservadores do pa\u00eds, como\u00a0<em>office boys<\/em> do capital, debatem quem ser\u00e1 o representante do sistema financeiro a sentar na cadeira da presid\u00eancia.<\/p>\n<p>At\u00e9 esta ter\u00e7a-feira, as fichas eram jogadas em Lucas Papademos, ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e tamb\u00e9m do Banco da Gr\u00e9cia, portanto inequ\u00edvoco gestor de uma sa\u00edda que permita aos bancos continuarem a sangria dos direitos do povo grego.<\/p>\n<p>Neste baile de m\u00e1scaras, segundo o canal\u00a0<strong><em>Skai<\/em><\/strong>, o novo gabinete ser\u00e1 composto tanto com membros do atual governista partido Pasok (social-liberal) como pela Nova Democracia (oposi\u00e7\u00e3o conservadora de direita). Numa jogada de puro marketing farsesco, o o partido opositor rejeitou a id\u00e9ia para n\u00e3o passar aimpress\u00e3o de que est\u00e1 envolvido na aplica\u00e7\u00e3o das duras pol\u00edticas exigidas pelo acordo da Zona do Euro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Na Fran\u00e7a, o mesmo dicurso&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro-ministro franc\u00eas, Fran\u00e7ois Fillon, anunciou cortes or\u00e7ament\u00e1rios de 7 bilh\u00f5es de euros em 2012 e de 11,6 bilh\u00f5es de euros em 2013, ap\u00f3s o mercado financeiro fazer mais uma de suas j\u00e1 escancaradas chantagens sobre os governos atrav\u00e9s das ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n<p>Afinal de contas, os cortes foram anunciados sob a desculpa de que visam \u201cproteger o\u00a0<em>rating<\/em> m\u00e1ximo &#8220;AAA&#8221; da Fran\u00e7a e evitar a press\u00e3o dos mercados financeiros, que agora est\u00e1 afetando a It\u00e1lia\u201d. Fillon, entretanto, foi mais expl\u00edcito em suas verdadeiras inten\u00e7\u00f5es ao declarar que a meta \u00e9 gerar mais 65 bilh\u00f5es de euros at\u00e9 2016 porque \u201cera hora de o pa\u00eds dar as costas definitivamente a 30 anos de gastos excessivos\u201d. Por gastos excessivos, leia-se os direitos sociais, trabalhistas e previdenci\u00e1rios do povo franc\u00eas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8230; Que a d\u00edvida italiana mostra ser uma farsa<\/strong><\/p>\n<p>Assim como Gr\u00e9cia e Fran\u00e7a, a It\u00e1lia tamb\u00e9m se v\u00ea envolvida numa profunda crise econ\u00f4mica, cujos \u201crem\u00e9dios\u201d receitados pelo mercado s\u00e3o igualmente de profundos cortes or\u00e7ament\u00e1rios nas \u00e1reas sociais. Mat\u00e9ria desta ter\u00e7a-feira divulgada pela ag\u00eancia<strong><em>Bloomberg<\/em><\/strong>, entretanto, desmascara a farsa: \u201cos t\u00edtulos da d\u00edvida da It\u00e1lia ainda s\u00e3o, em tese, mais seguros e custam menos ao governo do pa\u00eds que os do Brasil\u201d. Sim, o Brasil que vive \u201cboa fase\u201d na economia \u2013 sob a \u00f3tica liberal, \u00f3bvio.<\/p>\n<p>Os t\u00edtulos da d\u00edvida brasileira com resgate de 10 anos s\u00e3o negociados com juros anuais m\u00e9dios acima de 11%, quase o dobro dos 6,7% pagos pelo governo italiano. No Brasil, a d\u00edvida compromete 64,9% da economia, segundo n\u00fameros do FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional). Na It\u00e1lia, esse n\u00edvel \u00e9 de 121% do PIB (na Gr\u00e9cia \u00e9 de 165%).<\/p>\n<p>Isso significa que a economia italiana n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o mal assim? N\u00e3o. De fato a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem ruim. Os n\u00fameros, por\u00e9m, tamb\u00e9m reafirmam que os banqueiros internacionais ganham muito, mas muito mesmo, as custas dos direitos e do suor dos trabalhadores brasileiros. E que as ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco t\u00eam conseguido agir como profetas do apocalipse para conseguir acabar com o estado de bem estar social europeu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Casamento em crise na UE<\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a chamada da mat\u00e9rio de O Globo, de 6 de novembro, que analisa o risco de quebra da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia em face da enorme d\u00edvida &#8211; de cerca de 3 trilh\u00f5es de Euros &#8211; acumulada por diversos pa\u00edses. O montante da soma da d\u00edvida de pa\u00edses como Gr\u00e9cia, Portugal, It\u00e1lia e Irlanda supera o valor do PIB (Produto Interno Bruto) da Alemanha &#8211; de 2,5 trilh\u00f5es de Euros em 2010 -, a maior economia da Europa.<\/p>\n<p>Esta d\u00edvida p\u00f5e em risco o pr\u00f3prio Euro &#8211; apenas 17 dos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o europ\u00e9ia adotam esta moeda, compondo a chamada &#8220;zona do Euro&#8221;. Al\u00e9m de metas n\u00e3o cumpridas &#8211; como a do limite para o d\u00e9ficit p\u00fablico, de 3% (A fran\u00e7a tem 7,1% e a Alemanha 4,3%, por exemplo), a moeda comum exp\u00f5e a fragilidade das economias menores, que n\u00e3o t\u00eam como operar pol\u00edticas monet\u00e1rias pr\u00f3prias ou proteger sua produ\u00e7\u00e3o interna, apresentando elevad\u00edssimos \u00edndices de desemprego e ficando \u00e0 merc\u00ea dos rumos ditados pelas economia centrais, que obtiveram os maiores ganhos com a unifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A UE foi criada ao final da &#8220;Guerra Fria&#8221; para avan\u00e7ar na uni\u00e3o pol\u00edtica do bloco capitalista europeu, atrair os ex-membros do CAME &#8211; o bloco econ\u00f4mico (e pol\u00edtico) socialista, liderado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica &#8211; e preparar um forte p\u00f3lo pol\u00edtico e econ\u00f4mico para enfrentar a disputa pelo mercado mundial. Internamente, predominou, na cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e do Euro, a vis\u00e3o neoliberal, a &#8220;aposta&#8221; no livre mercado para a regula\u00e7\u00e3o e o impulsionamento do desenvolvimento econ\u00f4mico e social no continente.<\/p>\n<p>O processo como um todo revela a tend\u00eancia geral de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital, que tende a convergir para os p\u00f3los mais fortes, criando, mesmo num sistema integrado, regi\u00f5es mais ricas e mais pobre. O novo contexto tem colocado a classe trabalhadora como ator fundamental do processo, reabrindo a discuss\u00e3o sobre alternativas para o desenvolvimento e a supera\u00e7\u00e3o do desemprego e da perda de direitos sociais que vem ocorrendo em toda a regi\u00e3o e colocando, no horizonte, a proposta socialista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>R$ 17,3 bilh\u00f5es para a banca<\/strong><\/p>\n<p>O an\u00fancio de que a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial (d\u00f3lar 16,8% mais caro) \u201cpropiciou um al\u00edvio \u00e0s contas p\u00fablicas brasileiras\u201d, nas palavras da m\u00eddia burguesa, esconde a not\u00edcia principal: em um \u00fanico m\u00eas, o setor p\u00fablico fez super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 8,1 bilh\u00f5es (governo federal R$5,9 bilh\u00f5es e estaduais R$2,2 bilh\u00f5es). De juros, foram repassados aos financistas cerca de R$17,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos primeiros nove meses do ano, governos federal, estaduais e municipais cumpriram 82% da meta de super\u00e1vit para 2011 (R$127 bilh\u00f5es). \u00c9 muito dinheiro a financiar quem nada produz, enquanto os trabalhadores convivem com p\u00e9ssimos sistemas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transportes e moradia!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>IDH revela desigualdade<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>O abismo entre ricos e pobres pesa &#8211; e muito &#8211; no bem estar da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Quando o IDH \u00e9 ajustado pela desigualdade, o pa\u00eds perde 13 posi\u00e7\u00f5es, ocupando a 97\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking dos pa\u00edses. E, assim, o \u00edndice vai para 0,519 &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 27,7% sobre o indicador (0,718). Se fosse este o IDH brasileiro, o pa\u00eds cairia para o fim da fila do grupo de m\u00e9dio desenvolvimento. No ano passado, a desigualdade levou a pa\u00eds a perder 15 posi\u00e7\u00f5es, com IDH perdendo 27,2%. No mundo, a desigualdade faz o IDH cair 23% e na Am\u00e9rica Latina, 26,1%. Nos pa\u00edses de desenvolvimento muito elevado, a perda \u00e9 de 11,5%<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Assim come\u00e7a mat\u00e9ria de\u00a0<strong><em>O Globo<\/em><\/strong> revelando que as \u201ccomemora\u00e7\u00f5es\u201d pela eleva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no ranking geral do IDH \u2013 de 85\u00ba para 84\u00ba \u2013 deveriam ser ainda mais envergonhadas do que foram. Segundo a ONU, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para reduzir a desigualdade: &#8220;As tend\u00eancias da distribui\u00e7\u00e3o de oportunidades de educa\u00e7\u00e3o mostram um estreitamento das desigualdades em todo mundo, com aumento geral das matr\u00edculas e conclus\u00f5es de estudo&#8221;.<\/p>\n<p>Para isso, devemos lutar. \u00c9 que o mesmo estudo indica que a crise econ\u00f4mica \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da desigualdade: &#8220;Transfer\u00eancias compensat\u00f3rios ou a tributa\u00e7\u00e3o progressiva podem atenuar a desigualdade, enquanto que o corte das transfer\u00eancias para reduzir os d\u00e9ficits or\u00e7ament\u00e1rios podem fazer o oposto&#8221;.<\/p>\n<p>Lembra-se das primeiras notas desse\u00a0<strong>Olhar<\/strong>? Pois \u00e9, a tend\u00eancia n\u00edtida e clara \u00e9 por mais desigualdade&#8230;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Em plena crise, surgem 1.642 novos milion\u00e1rios no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o 64.866 os ricos do Brasil (rico \u00e9 quem tem mais de R$ 1milh\u00e3o aplicado nos bancos), dos quais 1642 surgiram neste ano, de acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) publicados n&#8217;O Globo de 01\/11. ) Os ricos possuem um total de 429,6 bilh\u00f5es de Reais, 58 a mais do que no ano passado.<\/p>\n<p>O aumento do n\u00famero de ricos e do total de suas fortunas acontece em plena crise internacional e reflete a tend\u00eancia &#8211; brutal &#8211; da concentra\u00e7\u00e3o de renda, no Brasil e em todos os pa\u00edses capitalistas. Reflete tamb\u00e9m os ganhos adicionais derivados da vig\u00eancia das pol\u00edticas neoliberais de precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e achatamento dos sal\u00e1rios, al\u00e9m a pr\u00f3pria crise, com a redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, e os ganhos as mais que muitos setores da economia recebem por conta da pr\u00f3pria crise, que implica, por exemplo, em demiss\u00f5es e aumento da produtividade do trabalho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil importa alimentos: arroz, feij\u00e3o, banana&#8230;.<\/strong><\/p>\n<p>A mat\u00e9ria de O Globo, publicada em 06 \/ 11, mostra o aumento recente nas importa\u00e7\u00f5es de alimentos pelo Brasil. Itens como feij\u00e3o, carne vermelha laranja, banana e at\u00e9 mesmo o caf\u00e9 est\u00e3o entre os que mais cresceram no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, muitas vezes, devido a varia\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, faz-se necess\u00e1rio importar alimentos cuja safra interna tenha sido afetada, ou quando n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o interna. Mas, no caso geral atual, o que pesa mesmo \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o agroexportadora da economia brasileira e a exposi\u00e7\u00e3o &#8211; sem qualquer prote\u00e7\u00e3o, em muitos casos &#8211; ao mercado mundial: a expans\u00e3o desenfreada das grandes planta\u00e7\u00f5es de soja, cana e outras commodities agr\u00edcolas reduziu muito as \u00e1reas anteriormente voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos para o consumo interno; as grandes redes de comercializa\u00e7\u00e3o, por sua vez, compram de quem oferece o menor pre\u00e7o, no Brasil ou em outros pa\u00edses. Estes fatores &#8211; e mais a estagna\u00e7\u00e3o do processo de Reforma Agr\u00e1ria &#8211; fazem com que os micro e pequenos produtores se inviabilizem cada vez mais.<\/p>\n<p>S\u00e3o as decorr\u00eancias da estrutura capitalista que, hoje, prevalece no campo brasileiro, e da internacionaliza\u00e7\u00e3o da economia sob os marcos do neoliberalismo, cujos principais benefici\u00e1rios s\u00e3o as grandes empresas privadas, hoje internacionalizadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>N\u00famero de universit\u00e1rios dobra em 10 anos<\/strong><\/p>\n<p>De 3.060.113 alunos matriculados em 2001, o Brasil passou a ter 6.379.299 estudantes universit\u00e1rios em 2010. Os n\u00fameros, do MEC, mostram ainda que os estudantes das Institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas era de 1.643.298 em 2010, contra 944.588 em 2001. O total de jovens estudando no n\u00edvel superior corresponde a 17,4 % dos jovens brasileiros de 18 a 24 anos.<\/p>\n<p>O crescimento foi significativo. No entanto, alguns outros dados chamam a aten\u00e7\u00e3o: do total de estudantes, cerca de 15% fazem seus estudos \u00e0 dist\u00e2ncia; apenas 15,7 % estudam em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas; a maioria dos estudantes est\u00e1 concentrada no Sudeste e no Sul do pa\u00eds. Mais ainda, \u00e9 fato conhecido que a maior parte das institui\u00e7\u00f5es privadas oferecem cursos de baixa qualidade, concentrados em poucas \u00e1reas do conhecimento, n\u00e3o t\u00eam atividades de pesquisa e extens\u00e3o e s\u00e3o caras &#8211; al\u00e9m de serem financiadas, em grande medida, com dinheiro p\u00fablico, por meio do programa Prouni.<\/p>\n<p>O n\u00famero de universit\u00e1rios no Brasil \u00e9 muito baixo, sendo inferior, em termos relativos, ao da maioria dos pa\u00edses vizinhos da Am\u00e9rica do Sul. A dimens\u00e3o do sistema p\u00fablico \u00e9 muito reduzida &#8211; mais ainda nos que diz respeito a cursos noturnos -, o que impossibilita muitos e muitos jovens de ter acesso a uma forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior. E devemos lembrar que uma parte significativa desta expans\u00e3o recente se fez de forma precarizada, no contexto do programa Reuni.<\/p>\n<p>O crescimento da Universidade brasileira \u00e9 uma necessidade imperiosa. precisamos de uma Universidade p\u00fablica, gratuita, democr\u00e1tica, de alta qualidade, voltada, em suas a\u00e7\u00f5es de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o, para o desenvolvimento com justi\u00e7a social, para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas que afligem a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; uma Universidade Popular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nQuem vai pagar a conta de US$1 trilh\u00e3o?\nO destaque dessa semana em\u00a0O Olhar Comunista \u00e9 a falta de defini\u00e7\u00e3o no G-20 sobre quem vai pagar a conta de US$ 1 trilh\u00e3o para salvar o sistema financeiro global.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2064\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-2064","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-xi","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2064\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}