{"id":2066,"date":"2011-11-13T01:09:18","date_gmt":"2011-11-13T01:09:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2066"},"modified":"2011-11-13T01:09:18","modified_gmt":"2011-11-13T01:09:18","slug":"israel-nuclear-revisitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2066","title":{"rendered":"ISRAEL NUCLEAR REVISITADA"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify; \"><em>O relat\u00f3rio divulgado pela Agencia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA) fez com que as tens\u00f5es aumentassem no\u00a0<var><\/var>Oriente M\u00e9dio, pois teve um n\u00edtido car\u00e1ter pol\u00edtico, al\u00e9m de estar\u00a0afetado ideologicamente, defendendo apenas\u00a0os interesses dos lobbies sionistas situados no interior dos Estados Unidos e mundo. O mundo n\u00e3o pode ficar a merc\u00ea de alguns dirigentes aloprados que pouco\u00a0 se importam com o sofrimento que causar\u00e3o a terceiros seus atos insanos. Ser\u00e1 importante realizar uma leitura atenta no artigo abaixo transcrito: \u201cIsrael Nuclear Revisitada\u201d escrito por Joseph Massad e traduzido ao portugu\u00eas\u00a0 pelo grupo Vila Vudu e confiram quais s\u00e3o as motiva\u00e7\u00f5es que est\u00e3o levando Israel a solicitar a efetiva\u00e7\u00e3o de\u00a0 um ataque militar contra as instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3 e com isso provocar um conflito b\u00e9lico generalizado no mundo. Jacob David Blinder<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Sexta feira, 11 de novembro de 2011<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>ISRAEL NUCLEAR REVISITADA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">10\/11\/2011,\u00a0<strong>Joseph Massad<\/strong>, <em>Al-Jazeera<\/em>, Qatar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong><a href=\"http:\/\/www.aljazeera.com\/indepth\/opinion\/2011\/11\/2011111075527560230.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Nuclear Israel revisited<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Traduzido pelo Coletivo da\u00a0<strong>Vila Vudu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Joseph Massad<\/strong> \u00e9 professor associado de Pol\u00edtica e Hist\u00f3ria Intelectual \u00c1rabe Moderna na\u00a0<em>Columbia University<\/em>, em\u00a0<em>New York<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Quantas vezes ser\u00e1 preciso recontar essa hist\u00f3ria? \u00c9 sabida de todos nos EUA, na Europa, no mundo \u00e1rabe, de fato, no mundo inteiro. L\u00ea-se sobre isso na imprensa internacional desde o final dos anos 1960s. Os detalhes hist\u00f3ricos do caso s\u00e3o tamb\u00e9m bem conhecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Em 1955, o presidente Dwight Eisenhower deu a Israel o primeiro pequeno reator nuclear em Nahal Sorek; em 1964, os franceses constru\u00edram para Israel o muito maior reator nuclear Dimona, no deserto de Naqab (Negev); em 1965, Israel roubou dos EUA, 90,9 kg de ur\u00e2nio enriquecido para fazer bombas (a\u00e7\u00e3o de espi\u00f5es israelenses numa empresa da Pensilvania,\u00a0<em>Nuclear Materials &amp; Equipment Corporation<\/em>); em 1968, Israel sequestrou um navio liberiano em \u00e1guas internacionais e roubou a carga de 200 toneladas de <em>yellowcake<\/em> que o navio transportava. Desde o in\u00edcio dos anos 1970s, Israel tem bombas at\u00f4micas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Apesar dos desmentidos oficiais, todo o mundo sabe que Golda Meir, quarta primeiro-ministro de Israel, esteve a um passo de lan\u00e7ar 13 bombas nucleares sobre S\u00edria e Egito em 1973 e s\u00f3 desistiu de cometer esse ato de genoc\u00eddio quando Henry Kissinger deu a Israel toda a capacidade a\u00e9rea de ataque, a maior da hist\u00f3ria naquele momento, de que Israel precisava para reverter o curso da guerra de 1973 (como a revista <em>Time<\/em> noticiou o caso). Israel manteve estreita colabora\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de armas nucleares com o regime de apartheid da \u00c1frica do Sul durante d\u00e9cadas, colabora\u00e7\u00e3o que s\u00f3 terminou quando terminou o regime de apartheid da \u00c1frica do Sul, em 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Desde ent\u00e3o, especialistas estimam que Israel tenha mais de 400 bombas at\u00f4micas, incluindo armas termonucleares que chegam ao n\u00edvel de megatons, al\u00e9m de bombas de n\u00eautrons, armas nucleares t\u00e1ticas e ogivas para transporte das bombas. Tamb\u00e9m tem o sistema de m\u00edsseis necess\u00e1rio para lan\u00e7ar suas bombas, com alcance de 11.500km (maior que a dist\u00e2ncia que separa Israel e Ir\u00e3). Israel tamb\u00e9m tem submarinos capazes de lan\u00e7ar ataques nucleares e jatos capazes de entregar onde queiram a carga nuclear que Israel decida usar, contra quem decida usar, quando decida usar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Diligentemente, Israel sempre impediu que seus vizinhos sequer constru\u00edssem reatores nucleares para finalidades pac\u00edficas. Violou a lei internacional ao bombardear o reator nuclear Osirak que os franceses estavam (em 1981) construindo para o Iraque, em ataque a\u00e9reo n\u00e3o provocado, apesar de o reator estar sendo constru\u00eddo para ser usado, conforme declara\u00e7\u00e3o dos governos de Fran\u00e7a e Iraque, para pesquisa cient\u00edfica. Israel tamb\u00e9m bombardeou o que, segundo relat\u00f3rios de intelig\u00eancia seria um reator nuclear que a Rep\u00fablica Popular da Coreia (Coreia do Norte) estaria construindo na S\u00edria em 2007. O Mossad (servi\u00e7o secreto israelense) v\u00e1rias vezes foi associado ao assassinato de in\u00fameros cientistas e f\u00edsicos nucleares eg\u00edpcios, iraquianos e iranianos, ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Israel n\u00e3o assinou e continua a recusar-se a assinar o Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o de Armas Nucleares e n\u00e3o autoriza nenhum tipo de inspe\u00e7\u00e3o, pelos inspetores da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica da ONU, no seu reator Dimona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Israel, pa\u00eds agressivo e predat\u00f3rio que tem longa hist\u00f3ria de ataques contra pa\u00edses vizinhos desde que foi \u2018fundado\u2019, expulsou centenas de milhares de pessoas, criou milh\u00f5es de refugiados palestinos, libaneses e eg\u00edpcios, assassinou dezenas de milhares de civis e usou armas proibidas pela legisla\u00e7\u00e3o internacional (de bombas de napalm a bombas de f\u00f3sforo, para citar s\u00f3 os casos mais bem conhecidos), continua a ocupar territ\u00f3rios palestinos, e o povo palestino vive sob ocupa\u00e7\u00e3o estrangeira, o que viola a lei internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Israel \u00e9 governada por uma ideologia de estado fundamentalista, racista, antimu\u00e7ulmana e anti\u00e1rabe, \u00e0 qual aderem seus governantes, suas institui\u00e7\u00f5es de governo e, tamb\u00e9m, sua cultura popular e pol\u00edtica e muitas das leis do estado israelense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">De fato, Israel n\u00e3o apenas vive de fazer guerra quase ininterrupta contra seus vizinhos como, tamb\u00e9m, exige que as pot\u00eancias ocidentais invadam os pa\u00edses vizinhos de Israel e, simultaneamente, patrocina campanhas de \u00f3dio racista contra \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos nos EUA e em toda a Europa, al\u00e9m de incorporar a mesma ideologia racista nos curr\u00edculos de escolas e universidades e em grande parte da produ\u00e7\u00e3o cultural nacional israelense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Pol\u00edticas racistas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os EUA, protetores de Israel, s\u00e3o o \u00fanico estado da Terra que algum dia, deliberadamente, usou bombas at\u00f4micas contra popula\u00e7\u00f5es civis e at\u00e9 hoje, 66 anos depois, ainda defende aquela decis\u00e3o, que levou \u00e0quele ato genocida, e ensina a popula\u00e7\u00e3o, nas escolas e pela imprensa, a tamb\u00e9m defend\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Os EUA tamb\u00e9m cuidam de evitar que o arsenal at\u00f4mico de Israel jamais seja discutido no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, apesar das persistentes propostas para que a quest\u00e3o nuclear israelense seja julgada naquele f\u00f3rum. A insist\u00eancia com que os EUA cuidam de manter como \u201csegredo\u201d (conhecido de todos) a capacidade nuclear de Israel \u00e9 constru\u00edda e mantida, dentre outros motivos, para manter ativa a ajuda que os EUA continuam a dar a Israel, apesar de a condi\u00e7\u00e3o essencial para receber esse tipo de ajuda ser que os pa\u00edses receptores sejam signat\u00e1rios do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o&#8230; que Israel nunca assinou e recusa-se a assinar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Mesmo assim, os EUA e Israel, que h\u00e1 muito tempo s\u00e3o as principais amea\u00e7as \u00e0 paz mundial e, de fato, os mais ativos provocadores de guerras em todo o mundo desde a II Guerra Mundial, insistem em dizer ao mundo que o Ir\u00e3 seria amea\u00e7a \u00e0 paz mundial, caso possua uma bomba at\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O Ir\u00e3 \u00e9 pa\u00eds que invadiu pa\u00eds algum (ao contr\u00e1rio, o Ir\u00e3 foi atacado pelo Iraque de Saddam em 1981, por decis\u00e3o das ditaduras comandadas pelas ricas fam\u00edlias do petr\u00f3leo do Golfo e seus patrocinadores EUA e Fran\u00e7a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Deixando-se de lado, por um momento, as pol\u00edticas racistas dos EUA que definem quem poderia e quem n\u00e3o poderia ter armas nucleares (segundo um crit\u00e9rio racista que determina que s\u00f3 europeus e seus aliados europeus poderiam ter o que quer que seja), \u00e9 preciso dizer que, se h\u00e1 corrida nuclear no Oriente M\u00e9dio hoje, foi gerada e estimulada pelo esp\u00edrito violento e belicista de Israel e pelo fato de que, em toda a regi\u00e3o, s\u00f3 Israel mant\u00e9m arsenal ativo de armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Se se tratar de o Oriente M\u00e9dio ser zona livre de armas nucleares, nesse caso o esfor\u00e7o da comunidade internacional deve come\u00e7ar por desarmar Israel \u2013 o \u00fanico pa\u00eds na regi\u00e3o que tem bombas at\u00f4micas. E que deixem em paz o Ir\u00e3 \u2013 onde o mundo nem sabe se h\u00e1 ou n\u00e3o, ou se est\u00e3o em desenvolvimento ou n\u00e3o, essas armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">O racismo do governo Obama contra \u00e1rabes e mu\u00e7ulmanos n\u00e3o conhece limites. Mas, entre os povos do Oriente M\u00e9dio (\u00e1rabes, turcos e iranianos), os crit\u00e9rios racistas de Obama n\u00e3o persuadem ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">Ter ou n\u00e3o ter armas nucleares \u00e9 quest\u00e3o de seguran\u00e7a humana, no que diga respeito a quem viva pr\u00f3ximo de Israel. Ter armas nucleares n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio racial nem dos norte-americanos nem dos europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\u00c9 poss\u00edvel que os EUA n\u00e3o temam as bombas at\u00f4micas de Israel. Mas quem viva perto de Israel, pa\u00edses e popula\u00e7\u00f5es civis que h\u00e1 muitos anos s\u00e3o alvo do terror israelense, temem Israel. Por muitos bons motivos, que todos na regi\u00e3o conhecem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">S\u00f3 depois que Obama aprender essa li\u00e7\u00e3o, se aprender, os povos da regi\u00e3o voltar\u00e3o a ver alguma seriedade e poder\u00e3o atribuir alguma credibilidade \u00e0 sempre t\u00e3o repetida (falsa) preocupa\u00e7\u00e3o dos EUA com a \u201cprolifera\u00e7\u00e3o\u201d nuclear.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Complexo nuclear de Dimona, deserto Neguev, Israel. Segundo informes de autoridades <\/strong><strong>iranianas, esse complexo ser\u00e1 bombardeado caso Israel ataque as instala\u00e7\u00f5es nucleares <\/strong><strong>do Ir\u00e3.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.globalsecurity.org\/wmd\/world\/israel\/images\/ik-020126-dimona-2m-sime2.jpg?resize=412%2C413\" border=\"0\" width=\"412\" height=\"413\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ts2.mm.bing.net\/images\/thumbnail.aspx?q=1260853931393&amp;id=660cc3fd9dc1520527a0af4d6727cfdf\" border=\"0\" alt=\"Image Detail\" title=\"Israel's Nuclear Reactor At Dimona - Photo - LIFE\" width=\"423\" height=\"282\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Caso o Ir\u00e3 fa\u00e7a a retalia\u00e7\u00e3o contra Dimona, muitas cidades de Israel situadas <\/strong><strong>no entorno da base nuclear ser\u00e3o atingidas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; \">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Global Security\n\n\n\n\n\n\n\n\nJoseph Massad\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2066\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-2066","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-xk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2066"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2066\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}